segunda-feira, 23 de maio de 2022

BREVES (106)

FIBDB INAUGURA A 27!
Cartaz de Susa Monteiro
Entre 27 de Maio e 12 de Junho acontece em Beja mais uma edição do seu Festival de Banda Desenhada, organizado pela Câmara local e dirigido, como sempre, por Paulo Monteiro.
A inauguração será na Casa da Cultura, na próxima sexta-feira, às 21:00 horas.
Do programa constam quinze exposições, apresentação de projetos, lançamento de livros, conferências, oficinas, revisão de portfólios, sessões de autógrafos e concertos desenhados. Terá ainda ao dispor dos visitantes a tenda gigante do Mercado do Livro, onde estarão presentes mais de 70 editores, algumas lojas e muitas serigrafas e originais. 
A programação, como sempre, é extensa e variada mas arriscamo-nos a destacar as conferências de Fabio Moraes (sobre Jayme Cortez, sobre Flávio Colin e sobre o restauro de Tarzan - o senhor da Selva), a conversa com David Rubin, os lançamentos/apresentações de álbuns (de Fabio Moraes, Luís Louro, João Amaral, entre outros...), a entrega de prémios BD, etc, etc, etc... Cremos que o melhor é ir até Beja e escolher por si mesmo. 
Mais informação pode ser consultada aqui.



HÁ MOVIMENTO DEBAIXO DA TERRA
O Clube Português de Banda Desenhada inaugurou uma exposição subordinada ao título “Toupeira - Há Movimento Debaixo da Terra”, organizada em colaboração com a Bedeteca de Beja. O Toupeira (ateliê de Banda Desenhada) faz este ano 26 anos de existência, sendo o coletivo mais antigo do país e um dos mais antigos da Europa. 
A exposição abre aos visitantes aos sábados, das 15h00 às 18h00, e conta com trabalhos de Ana Campaniço, André Ferreira, Andrew Smith, Carlos Apolo, Carlos Páscoa, Cláudia Sofia, Inês Freitas, João Guerreiro, João Laia, João Lam, José Lobato, Luís Guerreiro, Manuel Monteiro, Maria João Careto, Paulo Monteiro, Paulo Narciso, Pedro Caseiro, Pedro Franco, Pyramid Pug, Rafael Sanzio, Rita Cortês, Simão Matos, Susa Monteiro, Véte, Vítor Cabral e Zé Francisco.
O Clube tem o apoio da Câmara Municipal da Amadora e está instalado na Avenida do Brasil, n.º 52A - Amadora.



FALECEU NEAL ADAMS
Faleceu no passado dia 28 de Abril, Neal Adams, um dos grandes nomes dos comics norte-americanos.
Nascido em Nova Iorque, em 1941, Adams publicou piadas de humor para a Archie Comics, tiras diárias para Ben Casey, publicidade, capas e afins, antes de ser finalmente admitido na DC. Ficou célebre por, no final dos anos 60 e princípio dos anos 70, ter modernizado personagens da DC e da Marvel como Deadman, Avengers, X-Man, Batman ou Lanterna Verde, dando-lhes uma roupagem mais vigorosa e tonificada.
Foi co-criador de vilões como o Morcegomem ou Ra's al Ghul, e deu, também, um cunho pessoal ao Joker, tornando-o como ele é hoje: mais maníaco homicida e menos cómico.
Foi sempre um defensor dos direitos dos criadores de comics e de melhores condições de trabalho, exigindo, por exemplo, compensação para si e para os outros quando os seus personagens foram adaptados fora do papel.
Muito querido dos fãs nas convenções de BD norte-americanas, deixa um legado notável.
Neal Adams faleceu aos 80 anos, vítima de uma septicémia.


ANIVERSÁRIOS EM JUNHO
Dia 03 - Roger Widenlocher (francês)
Dia 09 - André Juillard (francês) e Theo Caneschi (italiano)
Dia 10 - BDBD Blogue e Laerte (brasileira)
Dia 11 - Isabel Lobinho
Dia 14 - Luís Louro, Dodo Nitá (romeno), Cosey (suíço) e Jordi Bernet (espanhol)
Dia 21 - Peter Van Dongen (holandês)
​Dia 24 - Séra (franco-cambojano) e Joan Boix (espanhol)
Dia 27 - Jean Pleyers (belga)

CR/LB

terça-feira, 17 de maio de 2022

HERÓIS INESQUECÍVEIS (80) - POPEYE


​Um dia, mais precisamente a 17 de Janeiro de 1929, o norte-americano Elzie Crisler Segar (1894-1938) fez nascer "Popeye" numa tira de jornal "Thimble Theatre". Foi uma estreia logo triunfal!
A primeira aparição de Popeye, na tira "Thimble Theatre",
no New York Journal (17.01.1929)

"Popeye" é um patusco marinheiro, muito audaz e corajosamente divertido justiceiro, sobretudo quando emborca uma lata de espinafres. Fez "navegações" variadas e imparáveis até 1988. Mesmo após a morte do autor a 13 de Outubro de 1938, as aventuras de "Popeye" continuaram com otros argumentistas e outros desenhistas. Destes, o mais famoso foi Bud Sagendorf (1915-1994). Entretanto, foi sulcando as suas aventuras por diversas publicações de Banda Desenhada, pelo Cinema de Animação, pela Rádio, por Videojogos e, no Cinema, em 1980, na longa-metragem homónima realizada por Robert Altman, onde os principais são: Robin Williams (Popeye), Shelley Duvail (Olívia Palito), Paul L. Smith (Bruto) e West Evans Hurt (Gugu, o garotito adotado por Popeye e Olívia).
Cartaz oficial do filme "Popeye" (1980)

Uma selecção de alguns episódios de "Popeye" em cinema de animação.

Como digno homem do mar, "Popeye" tem as suas características próprias: veste como um marinheiro, fuma cachimbo, usa tatuagens (âncoras) nos seus braços avantajadamente musculados, etc.
O seu nome deriva de pop eye, ou seja "olho quebrado" ou "olho arrancado", aproximando-se mais e com um certo esforço do termo "pipoca"...
A sua namorada, depois esposa, a magrizela Olívia Palito, no original, é Olive Oyl... Vem de Olive Oil, ou seja, Azeite ou Óleo de Azeitona... Topam?
O frequente vilão Bruto ou Brutus, no original Bluto, é um quase eterno apaixonado de Olívia e rival de Popeye, mas às vezes, até se alia ao marujo para safar Olívia de situações pouco agradáveis para todos.
Teoricamente, Popeye e Brutus na idade, estão na casa dos trintões, enquanto Olívia pelos finais dos anos vinte.
Alguns teóricos e/ou críticos, descrevem "Popeye", devido à sua super força com influência dos milagrosos espinafres, como um precursor dos super-heróis dos Estados Unidos. Será?...
LB


Elzie Segar, o criador, e Bud Sagendorf, o mais famoso continuador de "Popeye"

Elzie C. Segar desenhando Popeye, enquanto é observado pelos filhos.

Página dominical de "Thimble Theatre", por Elzie C. Segar (11.10.1936)

Últimas tiras dominicais de "Popeye" creditadas a E. C. Segar (2.10.1938).
O autor viria a falecer alguns dias depois.

Popeye foi também incluído na colecção "Os Clássicos da Banda Desenhada" (#19)
Edição Correio da Manhã (01.02.2004)

Alguns dos vários personagens da série



terça-feira, 10 de maio de 2022

ILUSTRAÇÕES E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS por José Ruy (12)

Continuemos a ver as ilustrações desta novela de José Padiña, «Raca, o amigo dos pequenos», publicada n’O Mosquito, mas na altura sem ilustrações.
Tínhamos ficado no ponto em que o filho mais novo do casal ficara ferido pelo ataque dos cães, soltos pelo guarda, e que por sua vez foram mortos por «Raca», surgido nessa altura. Mas o pastor alemão que fora atingido por um tiro do guarda da casa, desaparecera. O guarda, a quem o filho mais velho apertara o pescoço, ficara apenas inanimado e voltara logo a si.
A menina pedia para que acudissem ao rapaz que estava bastante ferido, mas a mãe e os criados hesitavam, receosos da reação do pai, que fora à vila próxima abastecer-se. E de repente este apareceu, no carro puxado por dois cavalos.

Com as suas maneiras rudes mandou que levassem o rapaz para dentro e tratassem dele.
Dito e feito, o jovem foi instalado numa cama, por um criado e o guarda, sob as atenções da menina.

Durante o período de convalescença a menina cuidou do rapazito, lendo-lhe histórias para o distrair.

Entretanto Raca, embora ainda fraco do ferimento, puxou pelos pais dos rapazes levando-os com o seu faro apuradíssimo ao encontro dos filhos.

Mas vejamos agora o que acontecera ao filho mais velho, que apertara o pescoço do malvado do guarda, para que ele dissesse o que acontecera ao irmão. O guarda perdera os sentidos e o jovem, pensando que estava morto, abalou desvairado pelos campos, caindo exausto.
Uma velhinha encontrou-o e ajudou-o a vir a si. Mas o rapaz, lembrou-se do que tinha feito e correu desesperado.

Chegado a uma povoação viu um aglomerado de gente. A guerra fora declarada e recrutavam voluntários. Decide alistar-se e assim redimir o seu «crime» por ter morto aquele homem.

E voltemos a Raca, que se adiantara aos donos que não conseguiam acompanhar o seu ritmo. E quando as pessoas que haviam recolhido o irmão mais novo se preparavam para partir, fugindo à guerra, ele surgiu e deu-se o reencontro.

O jovem decidiu não acompanhar aquela família, pois agora tinha o seu Raca ao pé, que o puxava pelo casaco com receio que ele abalasse, pois sabia que os pais estavam já perto.

Mas os pais dos rapazes encontraram um êxodo pois todos queriam fugir da guerra, e os canhões já se ouviam ao longe.

Finalmente os três encontraram-se com grande alegria apesar da situação angustiosa.

Vejamos o que se passa com o filho mais velho. Já de uniforme e armado de espingarda, numa paragem do comboio em que seguia para a frente de batalha, caiu em si na decisão que tivera e resolveu desertar.

Deitou fora a espingarda e no seu vaguear desnorteado foi encontrado pelo incansável Raca que o farejava.

E finalmente a família está toda reunida. Mas a situação era grave. O pai aconselhou o filho a voltar para as fileiras, e ele próprio alistou-se também. Era preciso defender o país. A mãe e o filho mais novo ficaram com o Raca.

De vez em quando chegavam cartas com notícias que não eram animadoras. Os anos iam-se passando e o fim dessa Grande Guerra tardava em chegar.

Mas tudo na vida tem um fim, mesmo as coisas más, e os combatentes regressaram a casa. O jovem vinha muito combalido, e o pai com menos sorte, tiveram de lhe amputar uma perna. Mas estavam vivos e de novo juntos e nunca mais se separaram.
A vida continuou.

No próximo artigo, mostrarei as ilustrações da outra novela que constará deste livro por publicar, «Fabrício, o Espadachim».

quarta-feira, 4 de maio de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (236)

CO.BR.A - OPERAÇÃO GOA - ​Edição Ala dos Livros. Autores: Marco Calhorda (argumento) e Daniel Maia (arte).
Eis um álbum que faltava, pelo que narra em relação à História de Portugal nos tempos mais recentes: a queda de Goa por invasão das forças da Índia, de 17 a 19 de Dezembro de 1961. O caturro ditador português António Salazar assim "quis"!...
Foi quase num ápice que as forças militares da "pacífica e pacifista" Índia, sob o governo der Nehru, acabaram com o domínio português de pouco mais de quatro séculos, nessa região. Bons tempos antes, em 1787, sob a famosa "Conjuração dos Pinto", a região tentou ser independente, mas a conspiração falhou... E Portugal lá se foi mantendo, mais ou menos firme, com holandeses e ingleses sempre a rondar e a intrigar por lá. Sacrossantas ambições!
Em 1954, os indianos abarbataram-nos os inúteis enclaves (na região de Damão) de Dadrá e Nagar Aveli. Começou então a inquietante bagunça!...
Tudo terminou em 1961, com a anexação rápida e absoluta pelas forças de Nova Delhi sobre Goa, Damão, Diu e a ilha de Angediva. Só pelo Exército, eram 45 mil indianos contra 3.300 portugueses! Se o intragável Salazar pensava numa reedição de Aljubarrota, falhou redondamente ou, se calhar, quadradamente também. Adiante!
Neste álbum, muito conseguido, para além de uma ligeira ficção, aparecem vultos da nossa História: para além do já citado ditador, o famoso engenheiro Jorge Jardim, Baltazar Rebelo de Sousa (pai do nosso actual Presidente da República), o general Vassalo e Silva, etc. Mas esqueceu-se o gesto heróico do comandante Aragão que, na zona de Goa, preferiu afundar a fragata que comandava a entregá-la aos invasores!...
Vários episódios da História "recente" de Portugal e em cenários diversos, foram desenhados por José Garcês, Augusto Trigo, Pedro Massano e Vassalo de Miranda, pelo menos.


VIRIATUS IV - ​Edição GICAV.
Com uma bonita capa de José Pires, aqui está o belo n.º 4 do fanzine "Viriatus", com empenhada coordenação de Carlos Almeida. Parabéns!
Aqui, para além dos registos em relação às editoras Ala dos Livros e A Seita, focam-se os desenhistas Álvaro, Luís Louro, José Ruy, Nuno Saraiva, Paulo Monteiro e o italiano Enrico Marini. Encerra o fanzine, um breve original de Lança Guerreiro.
Os interessados devem contactar com Carlos Almeida (do Gicav) para o seguinte
e-mail: cara.almeida60@gmail.com


DOBRO OU NADA EM QUITO - ​Edição Gradiva. Autores: Matz (argumento), Philippe Xavier (traço) e Jérôme Maffre (côr). Tradução de Jorge Lima.
Tango e o seu amigo Mário, aportam a Quito, capital da República do Equador, na América do Sul... Enfim, vão fazer doces férias da vivência no iate e dormir num bom hotel em terra firme e pacífica. Isso pensavam eles!...
As confusões e violências não os largam nem por nada. E nós também não abandonamos os aplausos por esta tão notável série.


A REVOLTA DA VACINA - Edição Polvo. Autor: André Diniz.
Este jovem autor, que é brasileiro mas reside em Portugal, bem sabe, como todos nós, que a História se repete de um modo geral. Eis aqui um caso-narrativa: tudo se passa no Brasil - mas que até podia bem ser noutra qualquer geografia de politica similar -, esse Brasil admirável que não é só Carnaval, samba e frevos, praias e florestas encantadoras, sexo livre, etc. É também um país que já amargurou ditaduras, repressões, fome, extremas misérias, pandemias e tudo mais, tudo sempre muito bem condimentado com a poderosa hipocrisia política.
Se o nosso saudoso cantante António Variações firmou bem o verso "o corpo é que paga", nós dizemos agora que "o Povo é que paga", pois sempre assim foi também.
Neste álbum, dramático e realista, a vacina em causa nos inícios dos anos 1900, e imposta pela pandemia da varíola no Brasil, mas que quase se repete neste século por quase todo o mundo por causa de um tal Covid-19...
Ora bem: leiam, leiam com atenção, este alertante e avisador álbum!
LB

sábado, 30 de abril de 2022

BREVES (105)

ANADIA RECEBE MAIS UMA MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

Teve início hoje a 7.ª Mostra do Clube Tex Portugal, que se realiza, durante este
fim-de-semana, em Anadia, no Museu do Vinho Bairrada.
Prevista inicialmente para 2020, foi sendo sucessivamente adiada por culpa das medidas restritivas que visam combater a pandemia de Covid. Dois anos depois, e face ao alívio dessas medidas, eis que foi finalmente possível realizar a Mostra que tem como principal convidada a desenhadora italiana Laura Zuccheri (a única mulher a desenhar Tex, até ao momento). Estava também prevista a presença do desenhador Roberto Diso mas este teve de cancelar a sua vinda por razões pessoais de última hora.
O evento contará com uma mostra pessoal dedicada ao Tex Gigante desenhado por Laura Zuccheri, onde serão exibidas pranchas com textos de Mauro Boselli. Outro dos atractivos da Mostra será a exposição dedicada a Roberto Diso, com diversas pranchas da sua mais recente história de Tex.
A editora Seita lançará hoje o álbum de Tex "Justiça em Corpus Christi", de Mauro Boselli e Corrado Mastantuono.
Com chancela da Escorpião Azul será lançado amanhã o álbum "Rattlesnake", um western de João Amaral (texto e desenhos).
Para além das exposições, haverá conferências, tertúlias, desenho ao vivo, sessões de autógrafos e, claro, um imenso convívio entre os texianos presentes, como é hábito. Mais informação pode ser consultada aqui.


JOSÉ RUY EXPÕE EM MOURA... E VISEU
Relembramos os nosso leitores que, entre 18 e 29 de Maio, estará patente em Moura uma exposição de banda desenhada com trabalhos de Mestre José Ruy, numa organização conjunta entre a Câmara Municipal de Moura e o Gicav - Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu.
No dia 20 de maio (sexta-feira), pelas 19:00 horas, José Ruy estará presente na bela cidade alentejana para uma conversa com os seus leitores e fazer a apresentação pública do n.º 11 da colecção "Cadernos Moura BD" que, desta feita, reedita duas histórias curtas do decano dos nossos banda-desenhistas: "Porque não hei-de acreditar na Felicidade?" (uma adaptação de um conto de Alves Redol) e "O Demónio Cego" (uma história sem legendas, algo raro na obra do Mestre). Em Agosto será a vez de Viseu receber esta mostra e incluí-la na programação da Feira de São Mateus.


II RAIDE MACAU-LISBOA BREVEMENTE EM BANDA DESENHADA

Em 1990, uma equipa de dez aventureiros, que juntou portugueses, chineses e russos, ligou Macau e Portugal por terra, reeditando, pela primeira vez, o célebre Raid Pékin-Paris, que acontecera em 1907. 
Dessa viagem foi realizado um filme, que passou na RTP2 e em televisões de todo o mundo, estando também prevista a edição de um livro, que celebrará os 30 anos passados sobre essa grandiosa viagem.
É agora altura para divulgar mais uma forma de celebrar este feito importante para o automobilismo português e mundial: trata-se da edição de um álbum-BD, que deverá ser apresentado no Festival Internacional de Banda Desenhada na Amadora de 2022.
Para além das páginas de banda desenhada, com vários episódios da longa viagem, o álbum irá conter um texto sobre o automobilismo na BD, informação sobre o raide Macau-Lisboa e sobre os raidistas e autores dos desenhos e guião.
As vinhetas já finalizadas (de que juntamos alguns exemplos) foram ilustradas por Fil e coloridas pela Sofia Pereira, em colaboração com a Associação Tentáculo. Outros ilustradores irão também participar na criação das próximas vinhetas. O guião foi preparado pelo Marco Fraga da Silva, em colaboração e com base em textos de Joaquim Correia.
O álbum será bilingue (português e chinês) e estará disponível em livrarias de Portugal e Macau.
Acresce que, em banda desenhada, não temos conhecimento de qualquer revista ou livro que conte a história de expedição semelhante ao II Raide Macau-Lisboa!...


ANIVERSÁRIOS EM MAIO
Dia 01 - Alex Niño (filipino)
Dia 02 - Jerry Scott (estado-unidense)
Dia 03 - Bill Sienkiewicz (estado-unidense)
Dia 04 - Tito (espanhol) e José Luis Galiano (espanhol)
Dia 05 - Adam Hughes (estado-unidense)
Dia 08 - Dino Attanasio (italiano)
Dia 09 - José Ruy e Rui Lacas
Dia 15 - Dani Almeida
Dia 22 - Veronik Frossard (suíça)
Dia 26 - Luís Diferr
Dia 28 - Johann Sfar (francês) e Bartolomé Segui (espanhol)
Dia 31 - Miguel Rebelo

CR/LB

sábado, 23 de abril de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (235)

A FÓRMULA - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Vicente Segrelles.
Em boa hora a editora Ala dos Livros começou a reeditar a esgotadíssima e magnífica série "O Mercenário" do catalão Vicente Segrelles.
Uma glória que se recupera e, também, que se revela às novas gerações dos autênticos bedéfilos portugueses. Esta nova versão editorial tem uma invejável apresentação, como bem se pode apreciar em "A Fórmula", o segundo tomo da série. 
Série que é obrigatório ler-se e coleccionar.


APOLO - ​Edição Gradiva. Sob coordenação do historiador Luc Ferry, tem guião de Clotilde Bruneau, traço de Luca Erbetta, cor de Scarlett Smulkowski e capa de Fred Vignaux. Consta ainda um dossiê final de Luc Ferry. A tradução é de Maria de Fátima Carmo.
"Apolo" pertence à espantosa série "A Sabedoria dos Mitos", convidando a uma atenta leitura.
Na mitologia greco-romana, Apolo, é sem dúvida o mais popular e admirado dos deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Leto e irmão gémeo de Artemisa, é um belo, corajoso e atlético ser divino, cobiçado e cobiçador dos mais variados amores, como Dafne ou Jacinto.
Deus da Harmonia, fascinante, protegeu também as Belas-Artes e tinha o seu oráculo em Delfos. Tocava exemplarmente a sua lira. Porém, se alguém o irritava, tornava-se colérico...
O melhor de tudo, leitor, é ler este sedutor álbum.


OS COVIDIOTAS / 2 - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Luís Louro.
Delirante em absoluto! O nosso Luís Louro, com a sua arte e o seu belo humor, sabe muito bem dar a volta a certas situações dramáticas, que nos vão ensopando com determinados pânicos do dia-a-dia.
Pois essa coisa do Covid-19 tem apavorado o nosso bom povo, agora só com o pânico ultrapassado por um tal Putin, patife e pulha...
Ora toca a ler e a rir com este "Os Covidiotas - segunda Vaga"!...


URLO: GRITO NO ESCURO - ​Edição Escorpião Azul. Autores: Gloria Ciapponi e Luca Conca.
Como é que é?!... Tenebroso, mais medonho que o medonho é em si, seco e sufocante e sabe-se lá que mais de negativo, os seus italianos autores sob que raio de trauma sobrevivem. Aqui, o horror e o repugnante sucedem-se sem pausa. 
Não, desta vez, não aplaudimos, nem sequer minimamente.
Paciência!
LB

sábado, 16 de abril de 2022

ILUSTRAÇÕES E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS por José Ruy (11)


Continuemos com a primeira novela deste livro que espera melhores dias para ser editado.
No último artigo deixámos o jovem dono do Raca a ser atacado pelos cães que um caseiro largara sobre ele e, entretanto, os seus pais e irmão a darem pela sua falta na pensão.
Pois quando o jovem se debatia, surgiu o Raca que seguia o rasto dos donos e foi defende-lo, dando conta dos cães agressores. Mas o caseiro empunhando uma espingarda disparou um tiro sobre Raca ferindo-o.


O irmão mais velho, entretanto, apanhou um comboio para regressar a casa a ver se encontrava o jovem, e na carruagem ouviu um sujeito contando a sua façanha de ter apanhado um rapazelho que tentava roubar fruta do seu pomar, e quando o ia repreender fora atacado por um cão feroz, que descrevia em pormenor, e que ele «corajosamente» dominara e deixara muito maltratado.
Pela descrição, o rapaz identificou Raca e não resistiu em saltar sobre o meliante para saber a verdade e o local do acontecido.

Dessa maneira conseguiu localizar o ferreiro que cortara a corrente que pendia da coleira de Raca. Ia assim, aos poucos, aproximando-se do sítio onde o irmão se encontraria.

Enquanto isso, os pais deixaram o hotel onde haviam pernoitado para procurarem uma casita em conta, onde se pudessem instalar, abatidos por não saberem do paradeiro dos filhos.

O irmão mais velho, seguindo a linha férrea em sentido contrário ao que haviam feito na véspera, a certa altura descobriu pegadas que reconheceu serem do Raca. Mas afastavam-se em ângulo reto da via. Que motivo levara o pastor alemão a mudar de rumo? Resolveu seguir as pegadas.

Essa pista levou-o ao local onde Raca fora ferido e o chão mostrava ainda vestígios de luta com outros cães e pingos de sangue. Viu um homem que assomara ao portão e perguntou o que tinha acontecido e se vira um jovem… aí o caseiro empunhou a espingarda e intimou-o a seguir caminho.

O rapaz apercebeu-se que o homem estava a ocultar alguma coisa relacionada com o irmão, perdeu a cabeça, foi direito a ele, lançou as mãos ao pescoço para o obrigar a dizer o que sabia sobre Raca e o irmão, apertou, apertou…

Nessa altura Raca com o seu apurado faro localizara a casa onde os donos acabavam de se instalar. Estava magro, sujo, ferido numa pata traseira, mas feliz por encontrar os seus donos.

Recuemos e vamos ver o que aconteceu quando o jovem foi atacado pelos cães, e salvo do pior por Raca que surgira oportunamente, mas acabando por ser alvejado pelo caseiro.
Alertados pelo ruído da luta, os donos da propriedade vieram ao portão e viram a cena desoladora. O caseiro justificou que aquele mendigo havia tentado assaltar a casa e ele se vira obrigado a soltar os cães, mas que uma fera surgira e matara os animais, desaparecendo em seguida. A versão não convenceu os proprietários, e uma menina, filha do casal ficou muito condoída pelo estado do rapazito que perdera os sentidos.

E daremos o desfecho desta história no próximo artigo, iniciando a segunda novela, «Fabrício, o Espadachim».