sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

BREVES (112)

BDBD PARTICIPA NO VINHETAS DE OURO
O nosso colega Hugo Pinto (do blogue "Vinheta2020"), teve a amabilidade de nos convidar a participar na votação dos "Prémios Vinheta d'Ouro", onde se elegerão as melhores edições e os melhores autores do ano transacto.
Já se sabe que estas coisas de votações para escolher os "melhores" dependem muito de quem vota e das suas preferências pessoais. Mas, a verdade é que, não havendo outra forma melhor de o conseguir, decidimos dar o nosso modesto contributo, apoiando assim uma iniciativa que conta com o maior leque de jurados de sempre nesta terceira edição do evento.
Das quinze categorias a concurso, quatro são novas: Melhor Mangá publicado em Portugal; Melhor Editora Portuguesa de Banda Desenhada; Melhor Reedição de Banda Desenhada; e Melhor Banda Desenhada Infanto-Juvenil.
A seu tempo vos daremos conta da votação final e dos respectivos premiados. Até lá, podem consultar mais informação aqui.


SÍSIFO NA PLANÍCIE INAUGURA AMANHÃ
Uma exposição de pranchas originais do livro The End of Madoka Machina inaugura amanhã, dia 21, na Galeria da Tinta nos Nervos, às 16:00 horas.
A exposição de André Pereira, que agora se apresenta na Tinta nos Nervos, reúne um significativo conjunto de pranchas de banda desenhada do livro The End of Madoka Machina, que congrega, num só volume, os vários fascículos da mini-série original, juntando-lhes alguns capítulos inéditos e exclusivos para a nova edição.
Ao núcleo central das pranchas expostas, acrescem os esboços preparatórios e pranchas de outras histórias que, não integrando a narrativa do livro, esboçavam já as personagens que haviam de figurar na saga que agora se publica na íntegra.
A mostra pode ser visitada até 4 de Março.


BD MONTIJO - Bandas Desenhadas online

O colectivo Tágide, que surgiu em 2019 no seguimento dos cursos BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, de Susana Resende e Câmara Municipal de Montijo, publicou no final de 2022 as BD's curtas criadas como projecto final daquelas formações, decorridas entre 2018 e 2020.
Com um total de 45 formandos, os três cursos formaram 30 alunos, dos quais 20 concluíram o projecto final de criação de bandas desenhadas, compiladas na antologia BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial - Antologia I publicada pelo município em Fevereiro, e que estiveram expostas na Casa Mora - Museu Municipal de Montijo. 
Com 132 páginas, trata-se da edição nacional que mais novos talentos estreou editorialmente em simultâneo na história do mercado português.
Entre estes, encontramos (do 1.º curso) António Coelho, Filipe Duarte, Maria João Claré, Mário André, Patrícia Costa, Rui Serra e Moura, Shania Santos e Tiago Martins; (do 2.º curso) João Mateus, Lucas de Sousa e Tatiana Ferreira; (do 3.º curso) Alexandre Silva, Beatriz Fernandes, Filipa Lopes, João Gabriel Coelho, João Pedro Marques, Jorge RoD! Rodrigues, José Bandeira, Rafael Marquês e Yves Darbos. Destes, 14 autores foram estreantes absolutos, e outros, com experiência anterior, reciclaram conhecimentos, e ainda 5 vieram a vencer concursos na sequência da formação e/ou a iniciar percurso editorial no mercado de BD português.
Complementar aos cursos, os módulos de ateliê convidaram para colóquio os artistas profissionais e também formadores Penim Loureiro (1.º curso) -autor do posfácio do volume -, Paulo Monteiro (2.º curso) e Pedro Vieira Moura (3.º curso), a par do autor Daniel Maia, na função de formador-assistente, que contribuiu no livro com um artigo que traça a história da Nona Arte no concelho.
As BD's e demais conteúdos estão acessíveis aqui, acompanhadas por um breve comentário dos autores e biografias, no blogue TágideBD, na etiqueta “BD Montijo.”


LeYa CRIA ÁREA DEDICADA A BD, NOVELA GRÁFICA E MANGÁ
A LeYa criou uma área que irá produzir conteúdos nas categorias de Banda Desenhada, Novela Gráfica e Mangá, com o objetivo de reforçar o seu papel no segmento que mais cresceu em Portugal no último ano.
A coordenação desta nova unidade de negócio estará a cargo de Luís Saraiva que, desde a fundação da LeYa, foi responsável pela coordenação das coleções de Banda Desenhada editadas em parceria com o jornal Público.
O editor Vítor Silva Mota, até aqui responsável pela literatura infantil e pela Banda Desenhada da ASA, assumirá a liderança da nova Direção de Direitos Internacionais da LeYa, mantendo, no entanto, a supervisão das edições da coleção Astérix, que há já vários anos tem a seu cargo.


ANIVERSÁRIOS EM FEVEREIRO

Dia 09 - José de Matos-Cruz e Zeu
Dia 11 - Pedro Morais
Dia 13 - Philippe Jarbinet (belga)
Dia 14 - Fernando Santos Costa
Dia 17 - Alejandro Jodorowsky (chileno)
Dia 20 - Sergei e Sanchez Abuli (espanhol)
Dia 21 - Luís Pinto-Coelho
Dia 24 - Yuval N. Harari (israelita)
Dia 28 - Benjamin Benéteau (francês)
CR/LB

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

NOVIDADES EDITORIAIS (246)

CONTOS POPULARES PORTUGUESES - Edição Polvo. Autor: Artur Correia (1932-2018), com capa de Bruno Porto.
Esta editora está de especiais parabéns, pois está a incluir no seu catálogo obras dos nossos veteranos desenhistas. Enquanto prepara três álbuns de José Ruy, teve o bom senso de editar, em versão integral, os seis contos populares portugueses, em tempos publicados isoladamente e que estavam esgotados, sob a arte divertida de Artur Correia. Bem-hajas, Polvo!
Os textos foram escritos por Adolfo Coelho (1847-1919) e passaram à Banda Desenhada com todo o encanto e humor de Artur Correia. Uma obra (este álbum) para ler e/ou reler!...
E de Artur Correia ainda há muita obra dispersa a exigir recuperação digna em versão álbum como "Tufão", "Tufão no México", "O Filho de Robin dos Bosques", "A Ilha Encantada", "Sua Alteza nos Bastidores", "Madrepérola em Vaso", "O Moinho do Diabo", "O Pirilampo Agradecido", etc.
Artur Correia não foi apenas homenageado na Amadora, pois também o foi na Sobreda, em Moura, Viseu e Beja, pelo menos.


QUADERNI UCRAINI - Edição: Oblomov Edizioni. Autor: Igort.
É um relato-reportagem, chocante e bem dramático, cujo título original completo é "Quaderni Ucraini, Diario di Un'Invasione", pela demência ambiciosa de um tal Putin...
Quem domina, mais ou menos, o idioma italiano pode ler esta na versão original. Caso contrário, aguardemos que por cá apareça uma edição em português.
Nosso reconhecimento a Mary Bartolo Andreoli, nossa correspondente em Itália, que teve a gentileza de nos enviar um exemplar deste álbum.


O UIVO DE CIBELE - Edição Gradiva. Autores, segundo Jacques Marin: argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Demarez e cores de Jean-Jacques Chagnaud. Tradução de Ana Maria Pereirinha.
"O Uivo de Cibele" é o quinto tomo da magnífica série "Alix Senator". 
Kephren, o jovem filho do príncipe egípcio Enak (que aparentemente está desaparecido) e que foi adoptado por Alix, convence-se que merece a eternidade, segundo uma lenda versando a "deusa" Cibele.
E o jovem vai ao Egipto nessa busca. Profana assim o misterioso santuário, gesto terrível que, praticamente, o condena à morte...


O MONSTRO DE SUTTER CAMP - Edição Ala dos Livros. Autores: argumento de Xavier Dorison, traço de Ralph Meyer e côr de Caroline Delabie. Tradução de Paula Catalão. Um Caderno Gráfico encerra o álbum, que é o terceiro da série "Undertaken".
Uma bela e bem agitada obra com todas as jamais estafadas características do estilo "western". E cá vamos, na Europa, a singrar acocorados ao bizarro "património cultural" dos Estados Unidos da América do Norte...
LB

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

CRUEL 2022

Eugénio Silva (1937-2022)
Foi um ano desalmado que levou para o desconhecido Além tantos valores portugueses, desde políticos, actores, pintores, cineastas, futebolistas, cantores, etc. 
Foi um ano revoltante e mais devorador ávido que um buraco negro!...
No que toca aos nossos grandes artistas de Banda Desenhada, o 2022 arrebatou-nos José Pires, em Julho, e José Ruy, em Novembro. E como se estas mágoas não bastassem, no penúltimo dia do ano, foi a vez de Eugénio Silva.
E ficamos sem mais palavras, mas com uma tristeza infinita e dolorosa. 
Até que, de repente, chegará a nossa vez...
LB

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

BOAS FESTAS

 
O BDBD deseja a todos os seus leitores, amigos e colaboradores um Feliz Natal e um Ano Novo com saúde, paz e... muita BD.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (245)

BOOTBLACK, INTEGRAL - Edição Ala dos Livros. Autor: Mikaël.
Maravilhosa e angustiante obra narrando o dia-a-dia sofredor e extenuante dos "miseráveis" que iam construindo a cidade de Nova Iorque.
Nestes construtores com muita esperança e poucas alegrias, em "Bootblack" (Engraxador de Botas), enfileiram imensos migrantes europeus, sobretudo italianos e irlandeses. Um terrível e real desafio constante dos pobres, ainda por cima
vigiados e chantageados por poderosos e mafiosos.
Uma notável obra a agitar as consciências aparentemente vaidosas e/ou apáticas.


JUDE - Edição Asa. Autor: Jean-Yves Dolitte. Tradução de Pedro Vidal.
Neste tomo, o penúltimo da série "U- Boot", adensa-se, cada vez mais, toda a situação de sufoco, mistério e estranhas mortes...
Breve série cuja leitura nos entusiasma plenamente.
Quanto mais avança a narrativa, mais avançam os mistérios interligados através de vários tempos "recentes" e de apaixonantes geografias com muita política a funcionar...


AS MIL E UMA NOITES - Edição RTP/Levoir. Autores "admitidos": argumento de Daniel Bardet, traço de Rachid Nawa e cores de Julien Ducaese. Tradução de Sandra Alvarez.
É uma abordagem relativa à famosíssima, digna e clássica obra da Literatura da antiga Pérsia (hoje, o fundamentalista Irão).
Muitos sabem deste título, mas poucos sabem da sua história. É assim: na histórica e deslumbrante Pérsia, terá existido um tarado rei, sultão ou coisa que o valha, que todas as noites exigia ter relações sexuais com uma bela donzela... Satisfeito ou não, a desgraçada era decapitada na manhã seguinte!... 
belíssima Xerazade, astuta, oferece-se para consolar o tontinho do sultão, mas antes pede-lhe para escutar as suas belas histórias... que foram funcionando durante mil e uma noites, pois, entretanto, o sultão (gordo e parvo) adormecia e, ao fim das mil e uma noites, finalmente morreu. Isto, reza a crónica geral desta admirável obra.
Sempre parcialmente, algumas das "noites" de Xerazade, têm sido adaptadas ao Cinema, ao Teatro e à Banda Desenhada. Neste álbum aqui citado, há apenas duas "noites". Porém, também parcialmente, o nosso saudoso Fernando Bento, teve o belo gesto e saber, de adaptar algumas dessas clássicas "noites"... Sabiam?
LB

sábado, 10 de dezembro de 2022

ILUSTRAÇÕES E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS por José Ruy (18)

Vou apresentar agora umas ilustrações que fiz em 1976 quando trabalhava nas Publicações Europa-América.
Foi com os livros de Emilio Salgari e os de Júlio Verne que tive o meu primeiro contacto com a literatura juvenil, era eu rapazinho. Por isso, quando a Europa-América resolveu adquirir os direitos de publicação das aventuras de Sandokan, foi para mim um reviver da infância. Desta vez, era o texto integral, pois os livros da «Romano Torres Editor» eram resumos, para tornar a leitura mais acessível à juventude da época.
Empenhei-me nessa coleção e realizei capas que liguei à contracapa passando também pela lombada.

O ritmo de trabalho na minha secção na Europa-América era acelerado. Fazia 30 capas por mês para as «novidades» a sair, e mais algumas reedições de títulos antigos com capas novas. Mas, além disso, fazia ilustrações e anúncios para jornais, dos livros mais importantes que se publicavam, e, de dois em dois meses, uns grandes cartazes presos a placas dispostas na frente do edifício, de modo a verem-se da estrada.
Tinha uma ajudante que se encarregava dos acabamentos de letragem e arranjos gráficos.
Só com uma grande organização e distribuição do tempo era possível dar resposta a esta solicitação, sem horas extraordinárias, que estipulara quando da minha entrada na editora, pois precisava desse tempo para realizar as minhas Histórias em Quadrinhos.
Nunca usei tipos convencionais para os títulos, o que outras editoras utilizavam, para criar uma personalidade nas edições, e por isso era tudo desenhado. O mesmo para o «Sandokan».
Cada volume tinha cerca de 170 páginas, com letra em corpo 9, por isso eram volumes compactos. Para amenizar a leitura, o Lyon de Castro, filho do editor, alvitrou-me fazer algumas ilustrações. Isso ultrapassava o limite disponível de tempo, mas agarrei a ideia e resolvi fazer uns desenhos muito rápidos a lápis, com meias-tintas, e reproduzi-los mesmo assim para poupar tempo de cobrir a tinta.

Esta composição aproveitei-a de um pormenor da contracapa.

Este é um dos cinco desenhos que fiz a lápis.

Se fosse reproduzido em Offset, como muitos dos outros livros, resultaria bem. Mas o interior foi composto e impresso numa tipografia do Norte do país e os bonecos foram reproduzidos em fotogravura. O papel era de fraca qualidade, com alguma transparência, e o efeito que idealizara perdeu-se. A trama na fotogravura mantém ponto mesmo nos brancos da imagem, ao inverso do Offset que deixa essa claridade aberta. Isso deu um «fosco» geral nas ilustrações, como podem ver.

Mas dessa coleção apenas tenho os dois primeiros volumes, e sete das capas, dos onze publicados. E são esses que vos vou mostrar.

Simultaneamente a Televisão apresentou uma série com estas aventuras, o que foi uma mais valia para a editora. Procurei fazer a feição do Sandokan parecida com a do ator, para que houvesse uma identificação da parte do leitor.

Durante o decorrer destas capas e ilustrações, aconteceu um episódio inusitado, que contarei no próximo post do BDBDBlogue...


Nota do BDBD: E pronto... terminam aqui - abruptamente - os artigos de José Ruy, que tivemos a sorte e o privilégio de ir regularmente publicando no blogue ao longo dos últimos oito anos (desde 24.10.2014).
José Ruy, nosso queridíssimo Amigo, partiu para a sua última viagem, deixando-nos (tal como a esta série de artigos) com tanta coisa ainda por contar e por dizer... Mas todos sabemos que é assim a lei da vida. 
Apenas nos resta celebrar a sua prolífica e brilhante obra, estarmos gratos pela oportunidade que nos deu de partilhar connosco tanto conhecimento, e recordar os muitos e bons momentos que passámos juntos.
Obrigado por tudo, José Ruy! Até um dia!

domingo, 4 de dezembro de 2022

NO ESVAZIAMENTO DA GRANDE GERAÇÃO...


No passado dia 23 de Novembro, mestre José Ruy deixou-nos fisicamente aumentando assim, e para nossa mágoa, a lista do esvaziamento da geração de oiro dos desenhistas portugueses.
José Ruy Matias Pinto, nascido e falecido na Amadora, tinha 92 anos e era o decano dos nossos tão admiráveis desenhistas. E um grande amigo também!
Incansável e sempre extraordinariamente activo, é já neste 2022 que um súbito problema oncológico o arrastou para a viagem sem regresso que deixou uma grande tristeza em todos os que, ao longo do tempo, com ele privaram.
Nunca gostei dos números pares, e muito menos do número 2. E neste ano par e terminado em 2, já antes, a 15 de Julho, outro grande desenhista, José Pires, também nos deixou. Cruel e abominável senda esta do destino de cada um!... 
Há já  mais de uma dezena de altos valores desta geração de desenhistas portugueses inscritos neste ignóbil esvaziamento, como: Fernando Bento, Vítor Péon, Eduardo Teixeira Coelho, Fernandes Silva, Artur Correia, Bixa, Jobat, José Antunes, José Garcês, José Manuel Soares, André, Carlos Alberto, Manuela Torres, etc., ao qual, neste ano, se juntaram José Pires e José Ruy.
Pela casa dos oitenta estão agora (pelo menos) e por ordem de idades: Eugénio Silva (que ascende a decano), Carlos Baptista Mendes, Augusto Trigo, Victor Mesquita e Vassalo de Miranda.
José Ruy foi homenageado, ao menos, em salões-BD da Sobreda, Moura, Amadora, Beja e Viseu.
Muita obra de José Ruy ficou por se editar (mas irão saindo...), como "Lendas Japonesas" (em versão integral e segundo Wenceslau de Moraes), "Os Templários" (inédito) e ainda, inédito e incompleto, "David Melgueiro" (o último navegador português). Salienta-se na sua imensa e valorosa obra, as que ele adaptou, com talento e coragem, com textos de Gil Vicente, Luiz de Camões, Fernão Mendes Pinto, Alexandre Herculano e Alves Redol.
Os Artistas de todos os ramos, os Escritores e os Filósofos, jamais deveriam morrer. São os autênticos e únicos heróis da nossa Cultura, pois sem ela somos país perdido!
Paz à sua alma, estimado José Ruy!
LB
Eu e José Ruy em Viseu (2016)

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (244)

OS/LES PORTUGAIS - Edição Ala dos Livros. Autores: argumento de Olivier Afonso, traço de O. Afonso e Chico (aliás, Aurélien Ottenwaeiter) e cores de Émilie Rouge. Belíssimo e pertinente prefácio pelo Prof. Miguel Antunes da
Cunha. Tradução de Catherine Labey e Maria José Magalhães Pereira.
De frisar que Olivier Afonso, nasceu em França, sendo filho de pais minhotos.
"Les Portugais" (Os Portugueses), é uma frontal obra realista passada nos anos 70 do século passado, quando tantos e tantos portugueses se escapavam sobretudo para França, em busca de uma vida mais segura economicamente e também, os jovens, para fugirem à Guerra do Ultramar.
Mas o sonho róseo em França, de princípio, tinha mais espinhos que pétalas... Houve muita angústia e muito drama. Tudo também muito autêntico, pois a vida para qualquer imigrante, português ou não, de modo algum é fácil e sorridente.
Este álbum é uma narrativa preciosa para digno registo nas nossas memórias. Leitura mais do que obrigatória!


AS GUERRAS DE ALBERT EINSTEIN - Edição Gradiva. Autores: argumento de François de Closets e de Corbeyran, traço de Éric Chabbert e cor de Bérengère Marcquebrouq. Tradução de Ana Maria Pereirinha.
Devidamente documentada, é a biografia do genial e controverso físico Albert Einstein.
Avançado na época, fez descobertas sensacionais no mundo da Física, muitas delas contestadas, sobretudo envolvendo a Teoria da Relatividade, a Mecânica Quântica e o Efeito Fotoeléctrico.
Nasceu na Alemanha a 14 de Março de 1879, filho de uma família judaica. Viveu em Itália, depois na Suíça e, por fim, nos Estados Unidos, tendo-se naturalizado cidadão deste país, onde morreu a 18 de Abril d 1955.
Dos muitos prémios e honrarias que lhe foram atribuídos, destaca-se o Premio Nobel da Física que recebeu em 1921.


LB

domingo, 13 de novembro de 2022

​REVISTAS-BD NA NOSSA SAUDADE (1) - "OBRAS-PRIMAS ILUSTRADAS"


Logótipo de "Obras-primas Ilustradas"

Foi pelos anos 50 do século passado, uma das publicações de
pleno êxito em diversos países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Brasil, etc.
Com base na série anglófona "Classic Illustrated", por essas versões houve alguns acréscimos locais.


No Brasil, chamou-se "Edição Maravilhosa" e nela se incluíram obras de autores portugueses e brasileiros, sob edição EBAL.


Em Portugal, como "Obras-Primas Ilustradas" e sob os auspícios do editor Adolfo Simões Müller ("Diabrete", "Cavaleiro Andante", "Foguetão", "Zorro", "Colecção Oásis", etc), estranhamente, não foi para além do n.º 14, talvez porque o preço era alto para a época... Durou de 1955 a 1964, a saber:

1 - AVENTURAS DO ROBINSON SUÍÇO, de Rodolfo Wiss
2 - O TALISMÃ, de Walter Scott
3 - SOB DUAS BANDEIRAS, de Ouida
4 - A ILHA DO TESOURO, de Robert Louis Stevenson
5 - O REI DAS MONTANHAS, de Edmond About
6 - O CAPITÃO FRACASSE, de Théophile Gautier
7 - VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, de Jules Verne
8 - A TULIPA NEGRA, de Alexandre Dumas (pai)
9 - BEN-HUR, de Lewis Wallace
10 - SALAMBO, de Gustave Flaubert
11 - O PRISIONEIRO DO CASTELO DE ZENDA, de Anthony Hope
12 - OS PRIMEIROS HOMENS NA LUA, de Jules Verne
13 - O HOMEM DA MÁSCARA DE FERRO, de Alexandre Dumas (pai)
14 - CAPITÃO PANFÍLIO, de Alexandre Dumas (pai)

Os desenhistas mais notáveis foram Henry C. Kiefer, Alex Blum, Norman Nodel, entre outros.










Em Espanha, de um modo similar, publicou-se a longa série "Joyas Literarias Juveniles", mas apenas com desenhistas espanhóis. 



Mais recentemente, a francesa Glénat reeditou os clássicos da Literatura com vários desenhistas novos. Desta, apenas doze foram editados em português pela Levoir, acrescentando-lhes mais dois títulos: "Os Maias", de Eça, e "Amor de Perdição", de Camilo (aos quais fizemos referência na nossa rubrica "Novidades Editoriais").
Que pena que tanto "Obras-Primas Ilustradas" como a série da Glénat-Levoir, se tenham, qualquer delas, ficado por uns parcos catorze tomos!...
LB