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sábado, 8 de julho de 2023

HOMENAGEM A BAPTISTA MENDES: A REPORTAGEM

Entre 31 de Maio e 11 de Junho últimos, ocorreu em Moura, inserida na 42ª edição da Feira do Livro daquela cidade, a exposição "Baptista Mendes: a História em Quadrinhos".
A mostra era composta por cerca de uma vintena de painéis com algumas das muitas BD's que Baptista Mendes publicou no "Jornal do Exército", durante mais de duas décadas, na sua maioria biografias e episódios da nossa História de Portugal. 
A 10 de Junho - penúltimo dia do evento - aconteceu uma justa e sentida homenagem a Baptista Mendes, autor com vastíssima obra quer em revistas ("Jornal do Exército", "Camarada", "Cavaleiro Andante", "O Falcão", "Pim-Pam-Pum", "O Pardal", "Mundo de Aventuras"...) quer em álbuns, individuais ou colectivos ("Grandes Portugueses", "Por Mares Nunca Dantes Navegados", "Infante D. Henrique", "Salúquia, a Lenda de Moura em banda desenhada", "Portugueses na Grande Guerra: 1914-1918"...).
Amélia e Carlos Baptista Mendes

Álvaro Azedo, o Presidente da Câmara de Moura, deu as boas-vindas aos presentes, salientado a aposta que o município mourense tem mantido na Banda Desenhada enquanto forma de Arte e de Cultura e reforçou o apoio que continuará a dar a estas iniciativas. Na sua intervenção houve também uma calorosa referência aos parceiros que, com a Câmara de Moura, co-produziram esta exposição/homenagem a Baptista Mendes: o Gicav (Carlos Almeida e Luís Filipe Mendes) e o Clube Português de Banda Desenhada (Carlos Gonçalves e Carlos Moreno) sem esquecer evidentemente Luiz Beira, o comissário da exposição e "velho" aliado destas iniciativas desde há mais de três décadas. 
Álvaro Azedo dando as boas-vindas ao público presente
A sessão decorreu perante um público atento e conhecedor da obra de Baptista Mendes

Luís Filipe Mendes, Luiz Beira e Maria Fernanda Pinto,
folheando o Caderno Moura BD dedicado a Baptista Mendes

Em seguida, foi a vez de João-Manuel Mimoso fazer uma breve e emotiva intervenção, contando dois episódios curiosos sobre Baptista Mendes. 
O primeiro deles, culminou com uma mensagem em vídeo enviada por uma admiradora ucraniana da obra de Baptista Mendes que aprendeu português, enquanto estudava no nosso país, lendo muito, em especial algumas bandas desenhadas deste autor.

O segundo episódio, deixou o público com um sorriso nos lábios quando, de forma absolutamente inesperada, João-Manuel Mimoso ofertou a Baptista Mendes o original da primeira prancha de banda desenhada que este autor publicou (quando ainda assinava "Carlos Fernando").
Trata-se de uma curta biografia com o título "Fernão de Magalhães, o Teimoso" (publicada em 1959 no álbum "Grandes Portugueses"#1, da revista "Camarada"), que Mimoso descobriu 
 e resgatou  por acaso, num alfarrabista lisboeta. Um momento incrível, que, só por si, valeu uma boa parte da sessão.
João-Manuel Mimoso mostrando o original da primeira prancha publicada
por Baptista Mendes, antes de a oferecer ao autor
O primeiro original que Baptista Mendes publicou
(assinando como "Carlos Fernando")

Dando seguimento ao programa da sessão, apresentou-se o #12 da colecção "Cadernos Moura BD" (que inclui "A Vida de Luís Vaz de Camões", uma história publicada anteriormente no Jornal do Exército, a preto e branco e em continuidade, mas que foi totalmente remontada e colorida pelo autor, tendo legendagem de Catherine Labey).
Este era um trabalho que aguardava na gaveta por uma eventual edição, há muitos anos. Demasiados anos. 
Para alegria de Baptista Mendes - e nossa também, evidentemente - chegou, por fim, o dia em que os leitores puderam desfrutar desta nova versão a cores do "Camões", autêntica peça de coleccionador, que mais enriquece ainda esta colecção de referência. 
Carlos Rico apresentando mais um número dos "Cadernos Moura BD"...
...e o público presente, com rostos bem conhecidos do panorama bedéfilo nacional.

Foi depois a vez de Carlos Moreno (representante do CPBD) e Carlos Almeida (representando o Gicav) terem a palavra e darem conta de que esta parceria (agora alargada a três, depois do CPBD se juntar a Moura e Viseu) é para continuar e será motivo para outras exposições e homenagens a autores portugueses.

Carlos Moreno no uso da palavra. Esta exposição chegará à sede do Clube em datas a anunciar muito em breve...
Carlos Almeida convidou todos a visitarem esta exposição em Viseu,
em Agosto próximo, durante a Feira de São Mateus...


Finalmente, juntou-se ao grupo Lurdes Balola, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Moura, que, em simultâneo com os representantes do CPBD e do Gicav, ofertaram a Baptista Mendes um troféu alusivo a esta bonita homenagem.
Batista Mendes, agradecendo, emocionado, a homenagem de que foi alvo

Baptista Mendes com o troféu nas mãos


O troféu: frente e verso

Por fim, Baptista Mendes autografou alguns Cadernos Moura BD, com notável felicidade estampada no rosto. Afinal, esta história de Camões era um desejo adiado e que finalmente pode ser apreciado pelo público bedéfilo.
Rui Domingues e Pedro Bouça foram os primeiros da fila

O Presidente Álvaro Azedo também pediu o autógrafo da ordem.

A boa disposição entre o público e o autor foi uma constante. 


O colega Pedro Massano pedindo um autógrafo ao colega Baptista Mendes.  

José Menezes (que se estreou nas visitas BD a Moura)
aguardando pelo autógrafo de Baptista Mendes

A sessão terminou pouco depois mas alguns convidados ainda jantaram e pernoitaram em Moura, como é tradição.
No dia seguinte, pela manhã, houve tempo para um relaxante passeio ao Jardim Dr. Santiago, para fugir ao calor abrasador.
Luiz Beira, Baptista Mendes, Carlos Rico e Carlos Almeida
Irene Rico, Amélia Baptista Mendes, Manu e Maria Fernanda Pinto 

Cerca do meio-dia, o pequeno grupo de resistentes rumou até Pias (que dista cerca de 14 Km de Moura) para almoçar e conviver mais umas horas. Paulo Monteiro, o director da Bedeteca de Beja, muito atarefado com o salão bejense (que decorria por esta altura) não conseguiu visitar a exposição mas deslocou-se a Pias só para cumprimentar o homenageado Baptista Mendes.
Tal qual como nos tempos do salão "Moura BD", a tradição
voltou a cumprir-se: o almoço de Domingo foi em Pias
Da esquerda para a direita: Luiz Beira, Carlos Almeida, Manu, Irene Rico, Maria Fernanda Pinto, Carlos Rico, Amélia e Carlos Baptista Mendes. Faltou o Paulo Monteiro que desapareceu rapidamente e não deu tempo de lhe tirarmos uma "chapa".

E, por fim, foi hora das despedidas, com a promessa de nos voltarmos a rever em Viseu, onde a exposição/homenagem a Baptista Mendes ficará patente a partir do próximo dia 10 de Agosto, na Feira de São Mateus.

Resta acrescentar que os Cadernos Moura BD (este #12 e outros números mais antigos) podem ser adquiridos contactando o seguinte e-mail: carlosxrico@gmail.com. 

Nota: as fotos desta reportagem foram-nos cedidas pelo Arquivo Fotográfico da CM Moura (Fabio Moreira), Manu, Carlos Almeida e Irene Rico, a quem agradecemos a gentileza. 
CR

terça-feira, 23 de maio de 2023

BAPTISTA MENDES - A HISTÓRIA EM QUADRINHOS

Entre os próximos dias 31 de Maio e 11 de Junho, ficará patente no Castelo de Moura uma exposição de banda desenhada com trabalhos de Carlos Baptista Mendes, inserida na 42ª edição da Feira do Livro.
A mostra tem como título “Baptista Mendes: a História em Quadrinhos” e revisita alguns dos muitos trabalhos que este autor publicou, durante mais de duas décadas, no Jornal do Exército. São histórias curtas (em duas pranchas, na sua grande maioria) versando acontecimentos ou biografias de personagens famosos da História de Portugal.
Trata-se de uma produção conjunta entre a Câmara Municipal de Moura, o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu e o Clube Português de Banda Desenhada, que este ano se junta à habitual parceria entre Moura e Viseu.
"A Vida de Luís Vaz de Camões", uma história anteriormente publicada, em continuação e a preto e branco, no Jornal do Exército, foi totalmente repaginada e colorida por Baptista Mendes e será incluída em mais um número da colecção "Cadernos Moura BD", a lançar simbolicamente no próximo dia... 10 de Junho, pelas 17h30, com a presença do autor.
A exposição poderá ser, posteriormente, visitada nas cidades-parceiras de Amadora (na sede do CPBD) e Viseu (na Feira de São Mateus), entrando, depois, em digressão por diversas escolas e bibliotecas do país.

Capa do #12 dos "Cadernos Moura BD"


Baptista Mendes - biografia
Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes nasceu em Luanda, a 4 de Março de 1937.
No Liceu Gil Vicente ilustrava jornais de parede, tendo cedo começado a sua actividade na publicidade, no desenho comercial e em anedotas na “Flama”. Em 1959, estreou-se nas histórias aos quadradinhos na 2.ª série do “Camarada” (assinando Carlos Fernando, ou Carlos Fernando da Silva), publicando depois em “Cavaleiro Andante”, “O Falcão”, “O Pardal”, “Pim-Pam-Pum!”, “Encontro Infantil”, “Revista da Armada” e, mais tarde, no “Mundo de Aventuras” (5.ª série).
De 1960 a 1983, publicou regularmente biografias de figuras históricas portuguesas no “Jornal do Exército”.
Participou nos dois álbuns colectivos “Grandes Portugueses”, editados pelo “Camarada” no início dos anos 60.
Publicou, também, “Por Mares Nunca Dantes Navegados…”, reedição de antigos trabalhos, na Antologia da BD Portuguesa, da Editorial Futura, em 1983, e “Infante D. Henrique”, na Asa, em 1989, com argumento de Margarida Brandão.
Realizou uma pequena publicidade em banda desenhada publicada na revista Pato Donald, da Editora Abril.
Nos anos 90, foi um dos participantes na história colectiva “Maria Jornalista”, com duas pranchas por autor, no Notícias Magazine do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
Manteve uma actividade regular na área de decoração de embalagens e em publicidade variada.
Em 1992, foi homenageado durante a 11.ª Sobreda/BD, onde lhe foi atribuído o Troféu Sobredão e publicada "A Lenda de Gaia" (com argumento de Jorge Magalhães) no #9 dos Cadernos Sobreda BD.
No mesmo ano, durante o XII Festival BD de Lisboa (iniciativa do Clube Português de Banda Desenhada), os Prémios O Mosquito distinguem Baptista Mendes pelo conjunto da sua obra.
Em 1996, foi a vez do 6.º Salão Moura BD lhe outorgar o Troféu Balanito de Honra.
Baptista Mendes homenageado durante o Moura BD 1996

Em 2009, participou com uma história em três pranchas no álbum colectivo “Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada”, editado pelo município mourense.
Em 2014, foi a vez do AmadoraBD reconhecer a obra de Baptista Mendes, atribuindo-lhe o Troféu Zé Pacóvio e Grilinho, o galardão máximo do festival.
Nesse mesmo ano, a Arcádia editou-lhe o álbum “Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)”, onde recuperou uma série de pequenas histórias anteriormente publicadas no Jornal do Exército, com excepção de duas (“O Soldado Milhões” e “José Hermano Baptista”) que o autor desenhou propositadamente para esta edição.
Em 2016, o Gicav atribuiu-lhe o Troféu Anim’Arte para BD 2015 (ex aequo com José Ruy) e lançou o álbum “Infante Dom Henrique”, reeditando duas histórias – uma de cada autor – publicadas nos anos 60.
Entretanto, concluiu dois álbuns que, durante anos, aguardaram na gaveta uma eventual publicação. Um deles (“Guimarães: Crónica da sua Fundação e do Nascimento do Reino de Portugal”) mantém-se, até hoje, inédito. O outro (“A Vida de Luís Vaz de Camões”) é uma história já publicada no Jornal do Exército, nos anos 80, a preto e branco e ao ritmo de duas pranchas mensais, mas que o autor, entretanto, remontou por completo e coloriu (e Catherine Labey legendou). É esta nova versão que será incluída no #12 da colecção “Cadernos Moura BD”, sob edição da Câmara Municipal de Moura.


Biografia extraída, com a devida vénia, do “Dicionário de Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal”, de A. Dias de Deus e Leonardo De Sá - Edições Época d’Ouro (1999).
As actualizações são da nossa responsabilidade.

CR

domingo, 5 de junho de 2022

JOSÉ RUY EM MOURA - A REPORTAGEM

Esteve patente em Moura, entre 18 e 29 de Maio, durante a 41.ª edição da Feira do Livro daquela cidade alentejana, a exposição "José Ruy: Literatura e Banda Desenhada", onde foi possível apreciar algumas das adaptações literárias que este desenhador transpôs para a linguagem da BD (algumas delas por mais do que uma vez, como é o caso de "O Bobo", de Alexandre Herculano, e outras ainda inéditas, à espera de uma oportunidade para serem publicadas em álbum).
Esta exposição, numa parceria entre as Câmaras Municipais de Moura e Viseu, e o Gicav - Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, segue agora para a cidade de Viriato onde em Agosto ficará patente na Feira de São Mateus. Depois entrará em itinerância por escolas e bibliotecas. 
Previamente agendada para 20 de Maio estava a apresentação pública do #11 da colecção "Cadernos Moura BD" (edição da Câmara Municipal de Moura, com tiragem de 250 exemplares), onde foram reeditadas duas histórias: "Porque não hei-de acreditar na Felicidade?" (um conto de Alves Redol) e "O Demónio Cego" (uma história sem legendas, algo raro na obra de Mestre José Ruy). Infelizmente, a sessão teve de ser relegada para o último dia do certame uma vez que tanto José Ruy quanto Carlos Rico estavam a recuperar de covid na data inicialmente prevista.
Cartaz alusivo a anunciar a presença de José Ruy em Moura

Para os que não puderam estar presentes, fica aqui uma pequena reportagem fotográfica sobre o evento.
José Ruy (que pernoitara em Beja após uma visita ao FIBDB) chegou a Moura por volta das onze horas da manhã. Antes de almoço, parámos dez minutos na Taberna "O Barranquenho", só para apreciar a decoração do espaço e o respeito pela tradição e cultura daquele povo raiano, que deixaram José Ruy, a esposa Maria Fernanda e a filha Teresa maravilhados. Não houve tempo para mais pois o programa era extenso e o tempo curto. Mas ficou no ar a promessa de uma visita mais demorada um destes dias...
José Ruy e Luís Rico, jovem empresário que gere a Taberna

Dirigimo-nos para o centro da cidade, onde a tenda gigante em que a Feira do Livro decorria nos aguardava. Lá dentro, logo à entrada, a exposição de José Ruy - bem destacada em painéis de madeira pintados a negro - chamava-nos para uma primeira visita.
À esquerda, José Ruy revela a Carlos Rico como "Ubirajara" era legendada tipograficamente no Cavaleiro Andante, causando, por vezes, quando o texto era demasiado extenso, alguns cortes nos desenhos das vinhetas. Á direita, Maria Fernanda, a esposa do Mestre.
Ao fundo, José Ruy e Carlos Rico à conversa. Em primeiro plano, alguns dos álbuns de
José Ruy que estavam à venda na Feira do Livro.


Seguimos, finalmente, para o almoço, no Restaurante "O Túnel", a poucos metros da tenda. No final da refeição, José Ruy mostrou-me uma pequena cana de bambu, esculpida com a forma de uma caneta de aparo. Revelou-me que a tinha adquirido numa viagem ao Japão e que a usara para desenhar "O Demónio Cego", uma das histórias que publicámos nos "Cadernos Moura BD". A caneta é uma pequena maravilha pois, ainda que sem tinta, tive oportunidade de "simular" alguns traços e garanto-vos que a facilidade com que desliza no papel é bem maior do que um aparo de metal. Isso mesmo me confirmou José Ruy, acrescentando também que a caneta de bambu permite alcançar nuances que o pincel ou o aparo não atingem. 
A cana de bambu esculpida em forma de caneta

Depois de um pequeno passeio pelas "Ruas Floridas" (que ficam no centro da cidade e são primorosamente decoradas pelos seus moradores com vasos de flores durante todo o ano) regressámos à tenda, espreitámos os livros da feira e descansámos, por breves instantes, do calor que se fazia sentir.
Uma pausa, a seguir ao almoço, pouco antes de ter início a apresentação
dos "Cadernos Moura BD".

Os "Cadernos" numa estante da Feira do Livro, prontos para os autógrafos do Mestre.

Iniciou-se, por fim, a apresentação dos "Cadernos Moura BD", onde fiz um breve resumo das ligações de José Ruy a Moura, nos últimos trinta anos, que começaram precisamente em 1992, quando o autor foi "Convidado de Honra" no 2.º salão Moura BD. Seguiu-se uma exposição no salão de 2002 ("A Face Oculta de José Ruy") e a colaboração no álbum colectivo "Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada" (em 2009), para além de diversas visitas ao extinto salão Moura BD.
A exposição "Literatura e Banda Desenhada" e a publicação deste Caderno acabaram por fazer justiça a um desenhador que, finalmente, vê o seu nome incluído numa colecção de referência entre os autores clássicos nacionais.

Após a sessão, José Ruy autografou alguns Cadernos, antes de rumar para a Amadora. 
Deixo-lhe aqui um agradecimento público (apesar de tudo insuficiente) não só pelo esforço que fez para estar presente nesta iniciativa, como também pela disponibilidade que demonstrou, desde o início, para seleccionar e enviar material para a exposição e o Caderno, prejudicando certamente com isso algum outro compromisso.  

Por fim, lembramos aos nossos leitores que o "Caderno Moura BD" pode ser adquirido contactando a Câmara Municipal de Moura ou para o e-mail: carlos.rico@cm-moura.pt.

Nota: uma parte das fotos que ilustram este post são da autoria de Teresa Pinto, Fábio Moreira (CM Moura) e Taberna "O Barranquenho", a quem agradecemos a amabilidade.
CR