quarta-feira, 12 de abril de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (116)

BIG BANG SAÏGON - Edição La Boîte à Bulles. Autores: Hugues Barthe e Maxime Péroz.
Enfim, uma nova obra de Hugues Barthe, desta vez essencialmente como argumentista, baseando-se nas viagens que seu amigo e colega, Maxime Péroz, fez em tempos ao Vietname.
Uma linda e intensa história de amor (e não só...), entre um jovem francês e uma jovem japonesa, que se conhecem e apaixonam perdidamente em Saigão (hoje, Cidade de Ho Chi Minh): Maxime Akiko.
Um belo enredo que é um hino à vida, pleno de muita sensualidade.
Um grande aplauso a esta parceria de autores!

LES OISEAUX NOIRS / 1 - Edição Dupuis. Argumento de  Jean-Michel Charlier, agora retomado e concluído por Frédéric Zumbiehl e Patrice Buendia, com arte de Francis e Frédéric Bergèse.
Comemorando os 70 anos de aventuras, o famoso trio de destemidos aviadores Buck Danny, Sonny Tuckson e Jerry Tumbler está de volta para uma narrativa que terminará no próximo álbum.
Animada aventura de guerra e espionagem, onde não faltam bons momentos de humor com as trapalhadas de Sonny Tuckson.

LE TROISIÈME MAGICIEN - Edição Dargaud. Argumento de Raule e arte gráfica de Juan Luis Landa.
“Le Troisième Magicien” é o segundo tomo da série “Arthus Trivium”.
Muito mistério e muita luta ante ameaças terríveis. O famoso profeta Nostradamus e os seus três discípulos guardam as portas do Inferno, seladas para a eternidade... Porém, nesta situação avizinham-se tempos de vingança e épicos combates, onde Nostradamus e seus três seguidores, vão ter de recorrer a artimanhas e à força bruta para vencer as hordas de mortos-vivos, desejosos de devorar a tenra carne do jovem rei Charles IX...
O terror, a magia e a brava luta numa obra de peso.
LB

domingo, 9 de abril de 2017

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (19): KAS (Polónia)

Kas
Tem um nome um tanto difícil de se pronunciar, Zbigniew Kasprzak, e por isso, ele optou por assinar os seus trabalhos apenas como Kas.
Nasceu em Cracóvia a 13 de Março de1955.
Cursou na Academia de Belas Artes na sua cidade natal.
Para além de se dedicar à Banda Desenhada e a outros tipos de ilustração, é também pintor e caricaturista.
Foi premiado pela primeira vez, em Lodz (Polónia, 1977) e em Sierre (França, 1988), onde conheceu o seu conterrâneo Grzegorz Rosinski, de quem se tornou amigo e, de certo modo, parceiro. Voltou a receber mais honrosos prémios em eventos similares.
Em 1993, com a esposa e os seus três filhos, foi residir para a Bélgica, onde se lançou internacionalmente, sem nunca deixar de colaborar graficamente e em diversas vertentes, para a sua Polónia.
Os seus principais álbuns editados no seu país, são: “Regenerit”, “Eksponat AX” (Espécie AX), “Bogowie z Gwiazbioru Aquariusa (Os Deuses da Constelação do Aquário), “Czlowick Bez Twarzy” (O Homem Sem Rosto), “Gosé z Kosmosu” (O Visitante do Espaço), “Zbuntowana” (A Rebelde), “Zaglada Atlantydy” (A Destruição da Atlântida) e “Wielkie Wyprawy”(As Grandes Expedições), focando aqui os épicos feitos de Fernão de Magalhães, Cristóvão Colombo e James Cook.
Capa e prancha de "Os Deuses da Constelação do Aquário"

Já na Bélgica, retoma a série “Hans” (iniciada por Rosinski) a partir do sexto tomo.

Mas cria outros valorosos trabalhos como “Athabasca”...

...e “Grizzly” da série “Os Viajantes”...

série “Halloween Blues”...

“La Fille de Panama”...

...e “Shooting Star”, que é um certo tipo de biografia da sempre eterna actriz Marilyn Monroe.
Com uma já extensa e marcante obra, as criações de Kas mereciam, com justiça, serem devidamente divulgadas no nosso País, tanto mais que Portugal e a Polónia são da “mesma” nossa Europa.
A bom entendedor...
LB

quarta-feira, 5 de abril de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (115)

PREMIÈRES ARMES - Edição Glénat. Autores: argumento de Clotilde Bruneau, traço de Alexandre Jubran, cores de Scarlett Smulkowski e capa de Fred Vignaux. Primeiro tomo da trilogia “Jason et la Toison d’Or”, da série ”La Sagesse des Mythes” coordenada por Luc Ferry.
É mais um belíssimo álbum de uma encantadora série cultural e didáctica, versando o panorama maravilhoso das lendas da Mitologia da Grécia Clássica.
Uma colecção irresistível e deslumbrante da qual ficamos sempre à espera do álbum que se segue!...


L’APPRENTIE - Edição Lombard. Autores: argumento do francês Laurent Galadon, traço do húngaro Attila Futaki e cores de Greg Guilhaumond.
Trata-se do primeiro tomo da série Hypnos, que divaga pelos caminhos sinistros da política e do crime, nos tempos que rondaram a 1.ª Grande Guerra. Mas também, nessas misturas, a acção da sofredora Camillecom o dom do hipnotismo, que é usada por gente poderosa com poucos ou nenhuns escrúpulos...
Enfim, estranhas poucas vergonhas!



COSME, L’ANCIEN - Edição Soleil. Autores: argumento de Olivier Peru, traço de Giovanni Lorusso e cores de Elodie Jacquemvivre.
Com este tomo, “1389-1464 / Cosme l’Ancien /De la Boue au Marbre”, marca-se o primeiro álbum da série de luxo, “Medicis”, que nos leva à pouco esclarecida e conturbada época medieval de uma Itália plena de rivalidades, sinistras ambições e violentas crueldades.
Todavia... a História lá está!
LB

domingo, 2 de abril de 2017

BD E HISTÓRIA DE PORTUGAL (12) - O "SOLDADO MILHÕES"

Aníbal Augusto Milhais,
o "Soldado Milhões",

condecorado e ainda nas
trincheiras
Homem autenticamente honroso e honrador da coragem de ser português, Aníbal Augusto Milhais é um brilhante herói das glórias das nossa Pátria.
Nasceu a 9 de Julho de 1895, em Valongo (Murça), e faleceu nessa região, Valongo de Milhais, a 3 de Junho de 1970.
Profissionalmente era um humilde agricultor. Um invejável e respeitável agricultor, diga-se de passagem. Simples e naturalmente sem vaidades, ele foi de uma bravura incrível nas trincheiras infernais da Primeira Grande Guerra Mundial, destacando-se, para além do seu sempre corajoso espírito de valoroso soldado português, na famosa e violenta Batalha de La Lys, em 1918.
Sem medos, valente e astuto, destacou-se em acção temerária contra os seus adversários alemães, permitindo, sozinho e com a sua tão querida metralhadora, salvar os cobardolas (em fuga apavorada) soldados ingleses tendo ainda a ocasião, no meio de tal barafunda de guerra, de salvar da morte um médico escocês.
Foi nessa altura que ele, Aníbal Augusto Milhais, logo foi saudado pelo seu comandante Ferreira do Amaral que lhe disse: "Tu és Milhais, mas vales Milhões". E como MILHÕES se ficou e se celebrizou para todo o sempre!
Na sua região, Murça, existe um busto da autoria do escultor Laureano Eduardo Pinto Guedes.
O nosso Cinema, até agora, esqueceu-o imbecilmente!!!... Pela 7.ª Arte, há apenas um filme versando a nossa sacrificada participação na cruel Primeira Grande Guerra: o filme “João Ratão” (1940) pelo realizador Brum do Canto e com Óscar de Lemos, António Silva, Teresa Casal, Costinha, Manuel dos Santos Carvalho, etc. O argumento e o cenário são disso jogo de cena, mas do “Soldado Milhões”, nada feito!...
Por aqui, os nossos cineastas são amorfos e todas as nossas entidades culturais são ceguetas!... Dixit!
Em memória do exemplar e admirável “Soldado Milhões”, que nos valham os autores de outras tão dignas Artes, a saber:
Na Pintura, um valoroso quadro pelo nosso saudoso Carlos Alberto Santos (às vezes, M. Gustavo).
O Soldado Milhões, numa pintura de Carlos Alberto Santos
Na Literatura, o livro “Aníbal Milhais - Um Herói Chamado Milhões”, sob edição Pato Lógico - Imprensa Nacional/Casa da Moeda, com texto de José Jorge Letria e capa e ilustrações de Nuno Saraiva.
Capa de"Anibal Milhais - Um Herói Chamado Milhões",
por José Jorge Letria (texto) e Nuno Saraiva (desenho), Ed. Pato Lógico
E, aqui sim, pela Banda Desenhada:
Por José Garcês e A. do Carmo Reis, na “História de Portugal em BD”, a referência à Batalha de La Lys.
"História de Portugal em Banda Deenhada" (Vol. 4 - "A Revolução da Liberdade"),
por A. do Carmo Reis (texto) e José Garcês (desenho), Ed. Asa (1989)
A aplaudível versão humorística de mestre Artur Correia, “O Super-Soldado Milhões”, com texto de António Gomes de Almeida.
"O Super-Soldado Milhões", por António Gomes de Almeida (texto) e Artur Correia (desenho),
in "Super-Heróis da História de Portugal", Bertrand Editora (2004)

E, num plano mais apaixonantemente realista, as versões desenhadas por Carlos Baptista Mendes...
"O Soldado Milhões", por Carlos Baptista Mendes,
in "Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)"Ed. Arcádia (2014)


...e Augusto Trigo / Guilhermino Pires.
"O Soldado Milhões", por Augusto Trigo (desenho). Adaptação de um texto
de Guilhermino Pires. 1.ª publicação no "Jornal do Exército" (#334 a #337 - 1988).
Reeditado no #1 dos Cadernos Moura BD (Ed. Câmara Municipal de Moura - 1999)

Pelo invejável “Soldado Milhões”, glória e aplausos aos nossos artistas da Pintura e da Banda Desenhada!
LB

quinta-feira, 30 de março de 2017

BREVES (41)

A MÚSICA E A BD DE BRAÇO DADO... 
No próximo sábado, 1 de Abril, pelas 15:30, será lançado oficialmente, durante a XXXVII Feira do Livro de Moura, o mini-álbum "José Coelho - O Músico Autodidata", uma edição da Câmara Municipal de Moura, com texto e desenhos de Carlos Rico.
Trata-se da biografia, em banda desenhada, de um nome ímpar na cultura mourense, nascido em 1920 e falecido em 1979, e ao qual a Câmara Municipal de Moura presta, desta forma, uma merecida homenagem. 
Relembre-se que José Coelho tem no "Hino a N.ª S.ª do Carmo" a sua obra mais conhecida.
Este trabalho de Carlos Rico é o segundo de uma colecção que pretende relembrar grandes figuras da cultura local. O primeiro número, publicado em 2013, foi dedicado a Joaquim Costa, um notável poeta mourense.


PARABÉNS, PAULO MONTEIRO!






Com a sua obra "O Amor Infinito Que Te Tenho", Paulo Monteiro tem sido editado em vários países, sempre com pleno e justo êxito e já premiado em Portugal, França e Espanha.
A este palmarés, junta-se agora uma bela edição na Roménia, pela Editura Revers e cuidada tradução de Dodo Nitá.
Título em romeno: Dragostea Mea Infinitã Pentru Tine.
Parabéns, Paulo Monteiro!


FESTIVAL INTERNACIONAL DE BEJA JÁ MEXE...
Cartaz de Susa Monteiro
E por falar em Paulo Monteiro, ele mesmo, na qualidade de Director do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja informa-nos que a XIII edição desta já consagrada festa-BD decorrerá entre 26 de Maio e 11 de Junho próximos.
O cartaz, como sempre, é de autoria de Susa Monteiro que, desta vez, utilizou uma maior gama de cores na ilustração, ao contrário do preto-e-branco que, desde a primeira edição, vinha caracterizando a imagem do festival.
A inauguração será dia 26 de Maio, às 21:00 horas, no Pax Julia - Teatro Municipal. 
Para já ainda não há mais dados, sabendo-se apenas que, como habitualmente, o primeiro fim-de-semana será recheado de actividades paralelas (lançamentos, conversas com autores, concertos desenhados, sessões de autógrafos, mercado do livro, sessões de cinema, etc) que complementam o variado leque de 21 exposições espraiadas pelo centro histórico da cidade.
Voltaremos a este assunto logo que tenhamos mais informações.


ROQUE GAMEIRO NA IMPRENSA
Entretanto, a Câmara Municipal da Amadora prepara-se para inaugurar no próximo sábado, dia 1, às 16:00 horas, uma exposição intitulada "Roque Gameiro na Imprensa a desenhar e a documentar graficamente".
A mostra tem lugar precisamente na Casa Roque Gameiro e prevê, em data a anunciar, a realização de um colóquio sobre o tema.
A exposição estará patente até 26 de Agosto e tem entrada livre.
Horário:
de Terça a Sábado,
das 10:00 às 12:30
das 14:00 às 17:30
Domingo,
das 14:00 às 17:30
Encerra às segundas-feiras e feriados 


ANIVERSÁRIOS EM ABRIL
Dia 03: Daniel Ceppi (suíço)
Dia 05: Carlos Pessoa
Dia 08: António Gomes Dalmeida e Sérgio Macedo (brasileiro)
Dia 11: Massimo Rotundo (italiano)
Dia 14: Nelson Martins e Dave Gibbons (inglês)
Dia 16: David Aja (espanhol)
Dia 18: Victor Mesquita
Dia 20: Artur Correia
Dia 21: Jose Luis Munuera (espanhol)
Dia 24: Enric Badia Romero (espanhol)
Dia 25: Albert Uderzo (francês)
Dia 30: Jakob Klemencic (esloveno)

sábado, 25 de março de 2017

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (18) - RALF KÖNIG (Alemanha)

Ralf König
Aqui está um exemplo muito especial: o alemão Ralf König. Este artista é irreverentemente divertido, e nos diverte também. Com um salutar sarcasmo, empenha-se em ferir positivamente a apagada, entupida e vil tristeza dos retardados mentais que ainda circulam por aí, qual zombies mal nascidos... Como dizia o outro: "estou certo ou estou errado"?
Pois este “implacável” Ralf König tem uma especial inclinação em focar as angústias e as alegrias do mundo homossexual.
E por que não?!...
O seu traço é... digamos, quase “troglodita”. Todavia, as suas “acusações” são ironicamente implacáveis e dignas de aplausos, por muito que a arte de Ralf horrorize os que deambulam vazios por este mundo, com oportunas máscaras e/ou estranhas carapaças... Irra, que dói tanta hipocrisia!...
Com “Iago” e “Lysistrata”, por exemplo, ele atreveu-se (e que bem!) aos clássicos da Literatura.

E até já abordou temas ditos sagrados como da “Bíblia e do Corão”.

Nos assuntos cínicos da actualidade, tem um dos seus mais notáveis álbuns, “O Preservativo Que Mata”.

Das outras sempre tão irresistíveis obras, indicam-se alguns títulos das edições em francês: “Marrons Glacés”...

“Étalons de Troie”...

“Les Onze Mille Vierges”...

“Cornets d'Amour”...

“Pain d’Épice”, etc. Uma deliciosa loucura!

Um dia, um jornalista perguntou atrevidamente a Ralf se ele também era “gay”... E, prontamente, Ralf respondeu:
- Que eu saiba, o Walt Disney fartou-se de desenhar o Pato Donald e ele não era nenhum pato!
Ora toma!...
Besten dank, herr Ralf König! (Muito obrigado, senhor Ralf König!).
Ralf König nasceu a 8 de Agosto de 1960 em Soest, na Alemanha. A sua obra está sobretudo editada na Alemanha e em França. E, em Portugal, quando será? Quando?...
LB