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| D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal |
Dom Afonso I, mais conhecido como Dom Afonso Henriques (porque filho de Henrique, o conde vindo da Borgonha), ganhou para a História o cognome de “O Conquistador”. Mas, muitas vezes, é mesmo a lenda que se sobrepõe e queima a verdade histórica nas mentes fáceis e pouco pensantes do nosso Bom Povo...
Não há data absolutamente certa do ano em que nasceu, mas a mais “garantida”, é apontada para o ano de 1109.
E onde nasceu? Os historiadores dividem-se entre Guimarães, Viseu ou Coimbra. Com certeza, é porém nesta cidade, na Igreja de Santa Cruz, que está o seu corpo num túmulo com uma estátua jacente.
E onde nasceu? Os historiadores dividem-se entre Guimarães, Viseu ou Coimbra. Com certeza, é porém nesta cidade, na Igreja de Santa Cruz, que está o seu corpo num túmulo com uma estátua jacente.
Nas abomináveis lendas, estão as de que era filho de Egas Moniz e não de D. Henrique e Dona Tareja; a de que ele “bateu na mãe”, quando esta foi apenas aprisionada e depois exilada; e a da visão-milagre antes da Batalha de Ourique (ainda hoje não se sabe onde era esta Ourique...).
Mas o nosso povo (e no interesse de alguns políticos), tão doentiamente apaixonado por folhetins e telenovelas, acredita puerilmente nestas convenientes patranhas, como acredita no “Milagre das Rosas”, nas “Aparições em Fátima”, no “Pai Natal”...
Atendendo a este “romantismo”, afirma-se porém (é verdade!) que “O Conquistador” foi pai de seis filhos legítimos (com sua esposa D. Mafalda, às vezes chamada de Matilde) e mais cinco, ditos bastardos.
Mas o nosso povo (e no interesse de alguns políticos), tão doentiamente apaixonado por folhetins e telenovelas, acredita puerilmente nestas convenientes patranhas, como acredita no “Milagre das Rosas”, nas “Aparições em Fátima”, no “Pai Natal”...
Atendendo a este “romantismo”, afirma-se porém (é verdade!) que “O Conquistador” foi pai de seis filhos legítimos (com sua esposa D. Mafalda, às vezes chamada de Matilde) e mais cinco, ditos bastardos.
D. Afonso Henriques foi de uma invejável coragem combativa pela fundação do Reino e da Pátria, sempre impondo os seus ideais contra Leão-Castela, contra os Sarracenos e até, contra o prepotente Papado (exemplo: o conto “O Bispo Negro” de Alexandre Herculano). E venceu!
Muito se tem escrito sobre o nosso primeiro monarca, donde, por exemplo: Luiz Vaz de Camões (“Os Lusíadas”), Frei António Brandão (“Crónica de D. Afonso Henriques”) e Alexandre Herculano (“História de Portugal”). Mas outros mais autores o fizeram, com realismo e/ou fantasia: José Mattoso, Mário Domingues, Diogo Freitas do Amaral, Cristina Torrão, etc. José Carlos Oliveira escreveu um argumento para Cinema, “D. Afonso Henriques, o Primeiro Herói”, que jamais foi realizado na nossa 7.ª Arte, pois, ao contrário de outros países, evitamos no Cinema
os nossos verdadeiros heróis e apostamos mais noutros ídolos de ocasião...
Por sua vez, Helder Costa, escreveu para o Teatro, “Afonso Henriques”, que foi levada à cena há algum tempo, pela Companhia “A Barraca”. Frisa-se bem, também aqui, as palavras finais do Conde D. Henrique, então moribundo,
ao seu herdeiro: “Desta terra que te deixo, não percas dela um palmo sequer, pois eu a ganhei com fadiga e trabalho”.
Em “Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias”, Aquilino Ribeiro dedica um capítulo ao nosso primeiro rei... Para ler e rir e depois esquecer, pois devemos estar sempre bem conscientes que Aquilino, se escreveu bem e disso usou o seu sarcasmo, foi também muito venenoso por um estranho rancor pessoal e que até fez parte da conjura que efectivou o repulsivo Regicídio... É bom ter esta verdade em mente!
Afonso Henriques também está representado na Escultura, na Pintura, na Numismática, na Azulejaria, na Filatelia e, logicamente, na nossa Banda Desenhada.
Dos criadores desta nobre Arte (e afins), salientam-se os seguintes casos:
Eduardo Teixeira Coelho e Raul Correia inseriram uma narrativa curta - "A Balada da Conquista de Lisboa" - na grande epopeia "O Caminho do Oriente", banda desenhada de grande fôlego publicada na revista "O Mosquito", mais tarde reeditada a preto e branco pelas Edições Futura (1983). "A Balada da Conquista de Lisboa" foi também publicada a cores pelas Edições Época de Ouro (1996) e pelo Gicav (2017), num álbum lançado em Viseu há poucos dias e do qual falaremos em breve com mais detalhe...
Eduardo Teixeira Coelho e Raul Correia inseriram uma narrativa curta - "A Balada da Conquista de Lisboa" - na grande epopeia "O Caminho do Oriente", banda desenhada de grande fôlego publicada na revista "O Mosquito", mais tarde reeditada a preto e branco pelas Edições Futura (1983). "A Balada da Conquista de Lisboa" foi também publicada a cores pelas Edições Época de Ouro (1996) e pelo Gicav (2017), num álbum lançado em Viseu há poucos dias e do qual falaremos em breve com mais detalhe...
"A Balada da Conquista de Lisboa", por Raul Correia (texto) e Eduardo Teixeira Coelho (desenhos),
in "O Mosquito" #749 (1946) a # 941 (1948)
Vitor Péon publicou primeiro, no "Mundo de Aventuras", "A Palavra de Egas Moniz"...
"A Palavra de Egas Moniz", por Vítor Péon, in "Mundo de Aventuras" #177 a #196 (1953)
...e, três décadas mais tarde, um belo (e raro) álbum: "Gesta Heróica".
"Gesta Heróica - Factos e Aventuras da História de Portugal",
por Vítor Péon (texto e desenhos), Editorial O Livro (1983)
José Baptista realizou, em seis pranchas, para a Colecção Audácia, "A Conquista de Santarém"...
José Ruy, por três vezes trabalhou esta temática. Primeiro na notável adaptação da obra-prima de Camões, "Os Lusíadas"...
"A Conquista de Santarém", por José Baptista (texto e desenhos),
in "Colecção Audácia" (5.º vol.) #6 a #11 (1957)
José Ruy, por três vezes trabalhou esta temática. Primeiro na notável adaptação da obra-prima de Camões, "Os Lusíadas"...
"Os Lusíadas" - volume 1, por José Ruy (adaptação e desenhos), Editorial de Notícias (1983)
Depois no álbum "Mirandês - História de uma Língua e de um Povo", com coordenação científica de Amadeu Ferreira...
"Mirandês - História de uma Língua e de um Povo", por José Ruy (texto e desenhos), Âncora Editora (2008)
...e finalmente nas "Histórias de Valdevez".
"História de Valdevez", por José Ruy (texto e desenhos), Âncora Editora (2016)
José Garcês e A. do Carmo Reis, na "História de Portugal em BD", não poderiam, logicamente, deixar de falar na figura do nosso primeiro rei...
"A Pátria Lusitana" (1.º volume da "História de Portugal em BD"),
por A. do Carmo Reis (texto) e José Garcês (desenhos), Ed. Asa (2003)
...assim como Artur Correia e Manuel Pinheiro Chagas.
"História Alegre de Portugal" (1.º volume),
por Manuel Pinheiro Chagas (texto) e Artur Correia (desenhos), Bertrand Editora (2008)
Seguimos com José Antunes, que desenhou "Ibne Arrink" com argumento de Agostinho Macedo...
"Ibne Arrink, o Conquistador", por Agostinho Macedo (texto) e José Antunes (desenhos),
in "Camarada" (2.ª série) #25 (1962)
...ou desenhou "Egas Moniz", com argumento próprio...
Santos Costa...
Pedro Massano...
"A Conquista de Lisboa" (2 volumes), por Pedro Massano (texto e desenhos),
Ed. Montepio Geral (1.º vol.) e Book Tree (2.º vol.)
Baptista Mendes, numa curta de duas pranchas, a preto e branco...
"A Tomada de Lisboa", por Baptista Mendes, in "Mundo de Aventuras" #91 (1975)
...e num trabalho inédito ("Guimarães"), à espera de ser publicado há alguns anos...
Eugénio Silva e Pedro Carvalho...
"Egas Moniz", por Pedro Carvalho (texto) e Eugénio Silva (desenhos),
in "Lições de História Pátria" - Porto Editora (1967)
"O Castelo de Guimarães", por Pedro Carvalho (texto) e Eugénio Silva (desenhos),
in "Lições de História Pátria" - Porto Editora (1967)
"No Tempo dos Afonsinhos", por Eugénio Silva (texto e desenhos), inédito
José Projecto...
"Giraldo, o Sem-Pavor", por José Projecto (argumento e desenhos). Jorge Magalhães (legendas) e
Catherine Labey (na legendagem, composição da capa e paginação) também colaboraram.
Edições Futura (1986)
Catherine Labey (na legendagem, composição da capa e paginação) também colaboraram.
Edições Futura (1986)
Jorge Miguel, num trabalho ainda inédito...
D. Afonso Henriques num trabalho de Jorge Miguel que se mantém inédito, por enquanto.
Pedro Castro...
Filipe Abranches e Oliveira Marques...
"História de Lisboa" (1.º Volume, Séc. I a 1580), por
Oliveira Marques (texto) e Filipe Abranches (desenho), Ed. Assírio e Alvim / CM Lisboa (1998)
...e Carlos Rico, que faz alusão a D. Afonso Henriques, em duas pranchas do seu álbum "A Moura Salúquia"...
Notas finais para António Manuel Couto Viana e Fernando Bento...
"A Minha Primeira História de Portugal", por António Manuel Couto Viana (texto)
e Fernando Bento (desenhos), Edições Verbo (1984)
Ilustrações de M. Gustavo (pseudónimo de Carlos Alberto Santos), in "Jornal do Cuto"
Nosso sincero agradecimento aos apoios que nos foram prestados por José Ruy, Carlos Gonçalves, Luís Valadas, Jorge Miguel, João Manuel Mimoso, Baptista Mendes, Eugénio Silva e Santos Costa.
LB/CR










































































