quinta-feira, 8 de junho de 2017

VIVA BEJA/BD! - A REPORTAGEM FOTOGRÁFICA

Mais uma vez se confirma que o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja não é um dos melhores em Portugal, mas é sim, o salão-BD por excelência.
Esta 13.ª edição teve início a 26 de Maio e termina a 11 de Junho. Como é hábito, os três primeiros dias correspondentes à abertura, foram fenomenais. Uma programação constante e animada, sem tempos mortos, bem acompanhada e apreciada por uma vasta multidão, curiosa e entusiasmada.
Estão de plenos parabéns, o incansável e meticuloso coordenador Paulo Monteiro e a sua equipa, bem como todas as entidades oficiais apoiantes. Bravo! Bravíssimo!
Para não se tardar mais, indicam-se os pontos principais, focando presenças e alguns momentos mais destacáveis:
Editores: Rui Brito, Jorge Deodato, Maria José Pereira, Mário Freitas, o romeno Dodo Nitá e alguns outros mais.
Luiz Beira e Rafael Sales com o editor Jorge Deodato
Argumentistas: António Gomes Dalmeida, o basco Gregorio Muro Harriet, Miguel Peres, a francesa Anne-Caroline Pandolfo, André Oliveira, etc.
Desenhistas Estrangeiros: a belga Judith Vanistendael, o dinamarquês Terkel Risjerg, os italianos Grazia La Padula e Paolo Mottura, o romeno Valentin Tánase, o espanhol Pasqual Ferry e os brasileiros Fábio Luiz, Rafael Coutinho e Pedro Cobiaco.
Daqui, quatro ausências inesperadas: o argentino Juan Gimenez, por razões de saúde, e os três angolanos, Junilson Faria, Lindomar de Sousa e Olímpio de Sousa, que, já com as viagens pagas, não conseguiram os vistos no passaporte, o que é uma verdadeira idiotice da política e da burocracia!...
A argumentista francesa Anne-Caroline Pandolfo ao lado do marido, o desenhador dinamarquês Terkel Risjerg 
Presenças Nacionais: José Ruy, Artur Correia, Baptista Mendes, Eugénio Silva, Pedro Morais, Pedro Manaças, Jorge Coelho, Susana Resende, Sofia Neto, Rafael Sales, Daniel Maia, João Sequeira, Álvaro Santos, António Lança Guerreiro, Hugo Teixeira, Ricardo Venâncio e tantos e tantos outros.
Dois velhos amigos moçambicanos, Luiz Beira e Pedro Morais, reencontraram-se em Beja
Baptista Mendes (de pé) confraternizando com o núcleo de pards texianos: Mário João Marques, António Lança Guerreiro, Pedro Bouça, João Miguel Lameiras, Carlos Moreira e a esposa deste, Teresa.
Lançamentos: foram lançados 16 álbuns e o Caderno “Splaft!” #13, editado pela Bedeteca de Beja.
 
Na concorrida sessão de autógrafos, os mais “vorazmente”  procurados, foram os brasileiros Fábio Luiz, Rafael Coutinho e Pedro Cobiaco, a italiana Grazia De Padulo, o romeno Valentin Tánase, o dinamarquês Terkel Risjerg e os portugueses Álvaro Santos, Rafael Sales, Pedro Morais, Pedro Serpa, João Sequeira, Joana Afonso e Pedro Manaças.
Pedro Manaças promovendo o seu "Manegas"

Sessões no Auditório-Cafetaria: Foram muitas e sucessivas. Daqui, salienta-se a intervenção de mestre José Ruy sobre a sua obra “Histórias de Valdevez”, a tão merecida e emotiva homenagem a mestre Artur Correia, conduzida por Cristina Gouveia e Gomes Dalmeida, e a apresentação da BD Romena em geral, e em particular ao magnífico desenhista (que estava presente) Valentin Tánase, com apresentação feita por Dodo Nitá e Pedro Mota.
Cristina Gouveia, António Gomes Dalmeida, Artur Correia, durante a homenagem a este último
Aspecto da cafetaria do Pax-Julia, onde ocorreram as apresentações de projectos.
Em primeiro plano vêm-se algumas pranchas da exposição dedicada a artistas angolanos.
Dodo Nitá, Gregorio Harriet e Valentin Tánase
Houve ainda, em destaque, a entrega do Troféu Geraldes Lino à jovem Sofia Neto... que causou muitas opiniões pertinentes: porquê a entrega deste Troféu a uma jovem que ainda não acabou o álbum, que por sua vez não tem título definitivo escolhido e que tão pouco tem data para ser editado, tudo isto dito na devida sessão pública?!... Bizarrias...
Geraldes Lino, Paulo Monteiro e Sofia Neto
A Mágoa: a situação repulsiva e confrangedora repetiu-se, uma vez que a nossa Televisão (três canais) e os nossos grandes quotidianos continuam a “ignorar” este já tão prestigiado Festival Internacional de Banda Desenhada!... Não há adjectivos possíveis para tamanha ignorância, menosprezo e incapacidade!...
Até para o ano, valorosa Beja!
LB
Ambiente de festa-BD no Largo do Museu
Entrada do espaço onde ficaram patentes as exposições de Artur Correia, Paolo Mottura e Pedro Morais
A exposição de Artur Correia
Originais de Artur Correia
Storyboard dos saudosos "Meninos Rabinos", por Artur Correia
Entrada da exposição do italiano Paolo Mottura
A exposição de Paolo Mottura, desenhador da Disney
Ao fundo, a entrada da exposição de Pedro Morais
Originais de Pedro Morais
A exposição do brasileiro Pedro Cobiaco, uma das mais aplaudidas
"Menino de Sal", a bela exposição de Pedro Cobiaco
A exposição de Sofia Neto
O atarefadíssimo Director do Festival, Paulo Monteiro, numa das muitas viagens entre o Teatro Pax-Julia e o Largo do Museu.
A exposição de Jorge Coelho
Alguns trabalhos de artistas angolanos
A exposição da belga Judith Vanistendael
Luiz Beira confraternizando com os irmãos Sales
O desenhista António Lança Guerreiro apanhado em flagrante

domingo, 4 de junho de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (120)

AURORA - Edição Instituto dos Quadrinhos. Autores: Felipe Folgosi (texto), Leno Carvalho (desenhos) e Nelson Pereira (arte-final).
Em pleno alto mar, o pescador Rafael presencia um fenómeno cósmico que mudará a sua história e a de toda a humanidade...
Uma década, foi quanto o actor Felipe Folgosi levou a amadurecer ideias e a juntar informação para escrever o roteiro de um filme. Contudo, a falta de apoio com que se deparou no Brasil, levou-o a readaptar o roteiro para banda desenhada, algo que nunca tinha experimentado na vida.
E em boa hora o fez, já que se trata de um excelente álbum de estreia, com um enredo onde se misturam a ficção científica, astronomia, serviços e sociedades secretas. 
Folgosi soube, também, rodear-se neste projecto de dois bons desenhadores - Leno Carvalho e Nelson Pereira - que, com a sua arte, elevaram este trabalho a um belo patamar.
Ficarão por aqui as incursões de Folgosi no mundo da BD? Tentaremos responder a essa e a outras questões numa entrevista que oportunamente faremos ao jovem argumentista...

BEIRÃO - Edição Escorpião Azul. Autor: Rafael Sales.
As grandes e pequenas coisas do nosso País não acontecem apenas em Lisboa e no Porto, como se o resto de Portugal não existisse ou, como diria Eça de Queiroz, fosse apenas paisagem.
O jovem beirão Rafael Sales, sente e empenha-se em narrar pela sua BD, as vidas e situações da e na sua região. Bem-haja!
Com este seu álbum, “Beirão”, que teve lançamento oficial na abertura do XIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (27 de Maio), Sales  vai mais longe: criou uma espécie de super-herói local. E não é que cativa e resulta mesmo?
Há que ler e apreciar devidamente esta obra. Para já, felicita-se o autor e Jorge Deodato, o seu editor.


AÚ, O CAPOEIRISTA - Edição Papel 2. Autor: Flávio Luiz.
Tendo por base a célebre dança-luta capoeira, o sempre afável e divertido jovem autor brasileiro Flávio Luiz, presenteia-nos com uma narrativa terna e bem movimentada, com o capoeirista Aú e a turista francesa Nathalie, como personagens centrais.
É um álbum que agarra e entusiasma o leitor logo a partir do seu início.
A edição é brasileira, pelo que se sugere que, em breve tempo, tenha uma edição portuguesa. A obra e o autor tal merecem, bem como os nossos bedéfilos.
A ver vamos...


LADRÕES DO TEMPO - Edição Asa. Autores: argumento de Tozé Simões e arte gráfica de Luís Louro.
“Ladrões do Tempo” é o nono tomo da tão popular e bem apreciada série “Jim del Mónaco”.
Desta vez, Jim del Mónaco, a sua sensual Gina e o divertido serviçal Tião, por uma experiência com a “máquina do tempo”, vão parar ao perigoso mundo jurássico. E é a grande aventura, plena de acção e com bons e pândegos momentos de humor.
Aviso: é álbum de leitura obrigatória.
Aplausos e aplausos aos sempre jovens e inspirados autores!

terça-feira, 30 de maio de 2017

PELA BD DOS OUTROS (23) - A BD DA TURQUIA

Localização geográfica da Turquia
Com uma longa História, bem confusa e de acções terríveis, hoje, a Turquia é uma república com a capital em Ancara, tendo como moeda a lira turca.
Através dos séculos, com andanças e mudanças, é uma nação que, tal como a Rússia, se demarca por dois continentes: a Ásia e a Europa.
Pertence à OTAN e deseja ardentemente ser membro da União Europeia... Calma aí!... Por muito que este país euro-asiático nos atraia por registos histórico-culturais, nada dele nos garante um qualquer desafogado sorriso... Tem regras prepotentes, onde, apesar do seu laicismo (graças ao seu grande líder Mustafa Kemal Atatürk), tudo anda por lá agora numa grande confusão de ambições político-religiosas...
Nos seus aspectos próprios, lembramos os seus famosos derviches (maravilhosos e estonteantes dançarinos místicos) e os seus cruéis e quase lendários janízaros...
Para além de Ancara (na zona asiática), a principal cidade (situada na pequena parte europeia) é Istambul, que já foi Bizâncio, Nova Roma e Constantinopla.
Culturalmente, registam-se o arquitecto Mimar Sinam e o escritor Orham Pamuk (Prémio Nobel da Literatura-2006).
Pelos desportos, os favoritos são o futebol, o basquetebol, o voleibol e a modalidade nacional, o yagli güres, um tipo de luta livre muito especial.
A Banda Desenhada, tem uma grande e aplaudível legião de desenhistas, da qual salientamos apenas alguns desses valores: Issk Ozbay, Suat Ozkan...

Tayyar Ozkan...

Turhan Selçuk...

Yalçin Didman...

Gürcan Gürsel (com alguns álbuns da série “Os Campeões” traduzidos em Portugal)...

Suat Yalaz...

Aral Oguz...

Erer Ramize...


Özkan Gürcan...

Yildiray Çinar...
Warlock e Aquaman, dois super-heróis pelo traço de Yildiray Çinar

Mahmud Anjum Asrar, etc.
 

Há que descobrir, pacientemente, estes valores.
A Turquia tem Embaixada em Portugal na Avenida das Descobertas, n.º 22, 1400.092 LISBOA.
LB

quinta-feira, 25 de maio de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (119)

LEGIO NOSTRA - Edição Lombard. Autores: argumento de Hervé Loiselet e arte gráfica de Benoît Blary.
Através dos anos, o tema da Legião Estrangeira tem entusiasmado uma multidão de leitores, cinéfilos e bedéfilos. Esta organização militar nasceu a 10 de Março de 1831, no reinado do monarca francês Louis Philippe. Tem actuado em diversas regiões, sendo hoje considerada uma tropa de elite. A sempre saudosa Edith Piaf, num dos seus imensos êxitos, tem a famosa canção “Mon Legionaire”...
Na Literatura, destacamos duas obras biográficas: “Doze Anos na Legião Estrangeira” de Sydney Tremayne e “Chegar É Já Em Si Bastante” de José da Câmara Leme. Mas há também romances fantasistas (alguns deles transpostos ao Cinema e à Banda Desenhada), como “Beau Geste” de Percival Christopher Wren e “Sob Duas Bandeiras” de Ouida (pseudónimo de Maria Luisa de la Romée). Ainda pela 9.ª Arte, conta-se o recente álbum “Camerone - Avril 1863”, sob edição Delcourt.
Agora, pela Lombard, uma muito preciosa obra em BD: “Legio Nostra, la Légion Étangère d’Hier et d’Aujourd’hui”. Trata-se da História deste ramo militar, com uma exaustiva e elucidativa documentação a acompanhar, intercaladamente, as páginas preenchidas com heróicas pranchas.


LE HÉROS - Edição Soleil. Autores: argumento de Patrice Lesparre, traço de Fabio D’Auria e Roberto Viacava e cores de Nuria Sayago.
“Le Héros” é o oitavo tomo da série “Oracle”.
Seguindo uma ideia programada de uma viagem pela Grécia Antiga que narra as vinganças dos mortais contra os caprichosos deuses do Olimpo, não é dos mais conseguidos episódios desta série.
Nota curiosa: no fantasista final, marca-se o surgimento, também fantasista, do vampirismo humano... Doideiras da Banda Desenhada!


HENRIQUET, L’HOMME-REINE - Edição Delcourt. Autor: Richard Guerineau.
Numa França dilacerada por uma guerra de religiões e onde muitas intrigas e conspirações se urdiam, é o ambiente que aqui se retrata...
Foca o argumento a vida complicada, devassa e atrapalhada de Henri III de França, quarto filho de Henri II e da terrível e poderosa Catherine de Médicis, tendo nascido em 1551. Como Henryk Walezy (Henri de Valois), era rei da Polónia, que ele detestava. Pela morte de seu irmão, o rei Charles IX, é secretamente chamado, de urgência, a França...para subir ao trono. Com dois favoritos, sem dizer “água vai” a ninguém do reino que dirigia, foge para o seu país. Mas em França, tudo foi um constante e conturbado desassossego!...
Jovem, belo, caprichoso e politicamente sem qualquer devida orientação, ligava pouco e sem consciência devida à sua função, interessando-se muito mais pelos seus favoritos (os mignons), dado que era quase nada viril, apesar de ter casado em 1575 com Louise de Vaudémont, donde não houve descedência. Em 1589, foi assassinado por Jacques Clément, um fanático monge católico.
Com este tomo, Richard Guerineau, apresenta-nos, jocosamente, um divertido e denso romance gráfico, que revela um período histórico tão complexo como apaixonante.
LB