domingo, 21 de julho de 2013

HERÓIS INESQUECÍVEIS (15) - CISCO KID

O romancista norte-americano William Sydney Porter (1862-1910), que usou o pseudónimo O. Henry, escreveu, em 1907, a novela "The Caballer's Way", que teve grato sucesso na época. É aqui que aparece o famoso Cisco Kid.
O. Henry (1862-1910)
No entanto, aqui, ele é (ou era) um cruel fora-da-lei, apostado na violência e no crime.
É no Cinema, sobretudo no segundo filme, "In Old Arizona", realizado por Irving Cuimmings e Raoul Walsh, em 1928, que Cisco se vai transformando em herói, assemelhando-se na sua conduta ao lendário Robin dos Bosques.
E, pelo Cinema e pela Televisão, vários foram os actores que (talvez invejavelmente) viveram este sedutor personagem: Warner Baxter (norte-americano), Duncan Ronaldo (romeno), Gilbert Roland (mexicano), Cesar Romero (de origem cubana) até ao mais recente, em 1994, Jimmy Smits ( filho de mãe do Porto Rico e de pai do Suriname). Também a Rádío, em 1942, transmitiu um folhetim radiofónico com Cisco Kid.
É, porém, a Banda Desenhada que dá toda a notabilidade e popularidade a Cisco Kidjusticeiro e namoradeiro por excelência (toda a donzela se apaixona por ele), sempre apoiado pelo gorduchão e divertido Pancho e pelo tão fiel e inteligente cavalo Diabo.
Alberto Giolitti (1923-1993)
As primeiras abordagens deste herói da 9.ª Arte surgem nos primeiros tempos do anos 40, pelos grafismos "titubeantes" de John Giunta e de Bob Jenney. E ainda, muito mais marcante, pelo italiano Alberto Giolitti, que viveu vários anos na Argentina e que, mais tarde, também desenhou o "western" Tex.
Cisco Kid em "La Venganza de Cass Rankin", com desenho de Alberto Giolitti
(história publicada na revista mexicana "Domingos Alegres", n.º 296, de 29.11.1959)

O grande "boom" acontece, porém, em 1951!... A famosa organização-editora estado-unidense King Features Syndicate quis então criar uma série que rivalizasse com a de Zorro, que pertencia a uma organizadora-editora concorrente.
Reed e Salinas
Optando pelo já conhecido Cisco Kid, escolhe e contrata para a devida elaboração o argumentista Rod Reed e o brioso desenhista argentino José Luis Salinas (1908-1885).
Esta encantadora série-BD, na linha "western", durou de 15 de Janeiro de 1951 a 5 de Agosto de 1968.
A Arte esplendorosa de José Luis Salinas... a preto e branco.

Em Portugal, Cisco Kid conheceu, até hoje, apenas dois álbuns(?!), sob edição da extinta Edições Futura. No entanto, estreou-se a 12 de Abril de 1951, no n.º 81 do "Mundo de Aventuras".

Cisco Kid na Colecção "Antologia da BD Clássica", editada pela Futura,
nos anos 80, com desenhos de capa de Augusto Trigo e José Luis Salinas.

É também - necessário e pertinente registo... - nos anos 50 que a série começa a ser publicada semanalmente no suplemento "Notícias Infantil" (do matutino "Notícias" de Lourenço Marques - Moçambique), nas edições às quintas-feiras (a par da publicação de "Mundos Gémeos"). Na edição aos domingos, entre outros, publicavam-se, por exemplo, as séries Príncipe Valente, Tarzan, Capitão Águia, Flash Gordon... e, até, o Pato Donald!
Mas, entretanto, por este nosso Portugal, foi sendo editado, avulsamente e, por exemplo, nas revistas "Condor Mensal", "Colecção  Audácia", "Tigre", "Heróis Inesquecíveis" e "Jornal do Cuto".
Cisco Kid na "Colecção Audácia"

 
   

É lastimável que, em Portugal, este tão cativante herói-BD (como outros) não tenha sido editado com a devida atenção e o devido cuidado e respeito editorial, cronológico e integral, para se poder acompanhar de um modo menos desnorteado, o elegante e impecável grafismo de José Luis Salinas. Sobretudo no seu perfeito e deslumbrante traço na beleza do grafismo a preto-e.-branco. Não dêem cores a "Cisco" nem à impecável Arte de Salinas!
Viva Cisco Kid e... as suas garotas! E viva, José Luis Salinas!
Cartaz do filme "The Return of the Cisco Kid" (1939)

"The Cisco Kid and the Lady", filme realizado em 1939, com Cesar Romero no papel principal

Episódio radiofónico n.º 49 de Cisco Kid: "Pancho and the Parrot" (06.01.1953)





quinta-feira, 18 de julho de 2013

PELA BD DOS OUTROS (6) - A BD DO URUGUAI

República sul-americana, o Uruguai faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, tem Montevideu como capital e por moeda o peso uruguaio. Uma esmagadora maioria da população é de ascendência europeia. Tornou-se independente a 25 de Agosto de 1825. É o único país não lusófono onde o estudo da língua portuguesa é obrigatório, a partir do 6.º ano de escolaridade. Foi também o primeiro país das Américas a oficializar os casamentos homossexuais.
Com forte peso cultural nas mais diversas vertentes, a Banda Desenhada é aí bem marcada e activa. Um dos seus mais notáveis pioneiros foi Geoffrey Foladori (1908-1998), que assinava como Fola e seguia a linha humorística.
Tira de Fola
Alberto Breccia, o mais
internacional dos autores
uruguaios
No entanto, o talento mais internacional e notório, é Alberto Breccia (1919-1993), que cedo emigrou com a família para a vizinha Argentina.
Também com boa carreira internacional, regista-se Eduardo Barreto (1954-2011), tendo criado obra de vulto, nos últimos anos para a BD dos Estados Unidos, para onde emigrara. As causas da sua morte prematura nunca foram divulgadas. Pelo ano de 1973, foi publicada na revista uruguaia "Charoná", a sua narrativa-BD, "Magallanes", versando a épica viagem de Fernão de Magalhães... mas não nos consta, infelizmente, a devida documentação.
Arte de Eduardo Barreto
Outros valores marcantes da Banda Desenhada uruguaia, de veteranos a novos, são Alejandro Colucci, Daniel Puch, Matias Bergara, Diego Jourdan (actualmente a residir no Chile), Ignacio Calero, Renzo Vayra, José Maria Millet Lopez, Tabaré e Rolando Mallada.
Renzo Vayra, Matias Bergara e Diego Jourdan, três excelentes autores uruguaios
Muitos deles têm a sua obra também editada noutros países da América Latina e ainda, nos Estados Unidos, como o imparável Diego Jourdan, que igualmente já colaborou para a Inglaterra, França, Ucrânia, Índia e Austrália. Alejandro Colucci e Tabaré foram também publicados em Espanha.
Arte de Diego Jourdan
Excluindo Alberto Breccia, lastimamos bem que os demais e valorosos desenhistas uruguaios não tenham ainda sido publicados entre nós...
No Uruguai, há também uma associação de criadores de banda desenhistas e um animado festival da 9.ª Arte. 
Enfim, um invejável país sem crise!
LB

"Mort Cinder", por Alberto Breccia

Prancha de Renzo Vayra

"Julia", com argumento de Alceo, desenho de Matias Bergara e cor de Ismael Bergara

Arte de Ignacio Calero

"Ivy", personagem desenhado por Diego Jourdan

Arte de Tabaré

segunda-feira, 15 de julho de 2013

SÉRGIO MACEDO "SAIU DE CENA"

A pedido e exigência do próprio artista, foi retirado do nosso blogue tudo o que versava Sérgio Macedo, o que lamentamos. Mas... "saiu de cena"! Isto porque algumas indicações sobre ele não estavam correctas no primeiro post, muito embora tal exista nas fontes de pesquisa que procuramos e disso demos conta no segundo
post. 
Macedo optou por uma posição mais radical e pouco humilde, a nosso ver. Ele indica-nos mesmo: "Não aceito divulgação de informações inverosímeis sobre esta pessoa. Muito do que existe na web sobre mim é ridiculamente erróneo e fantasioso"...
Ignoramos se Sérgio Macedo (que continuamos sem qualquer recuo a admirar como artista) também se fez corrigir (ou apagar) por todos os sites da web...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CINEMA E BANDA DESENHADA - ASTÉRIX

É sempre  um risco e muito complicado passar a BD ao Cinema. Salvaguarde-se, com certa reserva, quando tais filmes têm argumentos propositados e não vêm de adaptações de BD's já existentes. É que, por norma, estas adaptações sofrem os caprichos "inventivos" dos realizadores...
Dois exemplos apenas: "O Príncipe Valente", realizado em 1954 por Henry Hathaway, era fraco, todavia aceitável; mas, "O Príncipe Valente", realizado em 1997 por Anthony Hickox, era pavoroso. Por sua vez, "Tintin e o Segredo do Licorne", realizado por Steven Spielberg em 2011 e que englobava com imensa deturpação os álbuns "O Caranguejo das Pinças de Oiro", "O Segredo do Licorne" e "O Tesoiro de Rackham, o Terrível"... deu num desastre repulsivo.
Vamos agora ao famosíssimo Astérix e todos os seus companheiros que, com actores - é apenas a este aspecto que me (LB) refiro, descartando intencionalmente as adaptações ao Cinema de Animação - conta com quatro filmes:
1999 - Claude Zidi realizou "Astérix e Obélix Contra César". Aparentemente, trata-se de um argumento original e demonstra-se (com vários defeitos) como um "cartão de visita" desta série-BD no Cinema.

2002 - Alain Chabat realizou ""Astérix e Obélix: Missão Cleópatra", tentativa de adaptar ao Cinema a narrativa "Astérix e Cleópatra". Mais ou menos, safou-se...

2008 - Frédéric Forestier e Thomas Langmann realizaram "Astérix nos Jogos Olímpicos", procurando acertar com a adaptação do álbum homónimo. Bem... como dizer?...

2012 - Laurent Tirard realizou "Astérix e Obélix: Ao Serviço de Sua Magestade", jogando um tanto abusivamente com o título de uma das aventuras de James Bond e indicando que a fita se baseia na junção dos álbuns "Astérix Entre os Bretões" e "Astérix Entre os Normandos".
Resultado: o filme é um horror! Péssimo até dizer basta!...É chato e não tem ponta por onde se lhe pegue. Lastimo os euros que gastei ao comprar o respectivo DVD e lamento bem o tempo em que gastei as minhas já cansadas dioptrias a vê-lo.

Depois, há o elenco... Gérard Depardieu, sempre a fazer de Obélix nos quatro filmes, é impecável. Saltamos para a fita dos Jogos Olímpicos: esse actor de peso que é Alain Delon, compõe muitíssimo bem este Júlio César. O grande desastre vem no filme seguinte: a bela e talentosa Catherine Deneuve, numa bizarra Rainha Cordélia (caricatura mal disfarçada à actual rainha inglesa, Elizabeth II), passa o filme, nitidamente a "apanhar bonés"! Um verdadeiro insulto ao talento desta actriz francesa!... Catherine Deneuve deve ter um grande estofo e uma personalidade muito forte por não ter recusado participar ou... ou então, foi vilmente enganada pela produção-realização.
Gérard Depardieu, Alan Delon e Catherine Deneuve
Quanto ao Astérix, já apanhou três intérpretes: Christian Clavier (nos dois primeiros), Clovis Cornillac (no terceiro) e Edouard Baer (o pior, no mais recente ).
Hélàs!...
LB

Christian Clavier, Clovis Cornillac e Edouard Baer, os 3 Astérix's

sábado, 6 de julho de 2013

BD E HISTÓRIA DE PORTUGAL (2) - INÊS DE CASTRO

Túmulos de Dona Inês de Castro e de D. Pedro, no Mosteiro de Alcobaça.

A 7 de Janeiro de 1355, por sentença régia (D. Afonso IV), Inês de Castro foi executada (degolada) pelo carrasco, pois se não fosse nobre teria sido enforcada. Este justiciamento por "Razão de Estado", está registado no "Livro de Noa de Santa Cruz de Coimbra" e no "Breve Chronicon Alcobacense".
Mas, o fogoso romance de Pedro e Inês, marcou-se mais pelo sensual folhetim do que pela verdade da História. A Literatura, através dos tempos, aquém e além fronteira, tem, praticamente, imposto a vertente novelesca, "ignorando" o contexto da época e de toda a  realidade.
Ora, D.Inês, não era nada leal, casta e "santinha", pelo que não tem qualquer paralelo com Julieta ou Isolda. Traindo as regras da época (é conveniente sabê-las), não lhe importando se enganava a princesa D. Constança (a esposa de D. Pedro), de quem era "amiga e confidente" dama de companhia, como fazia o jogo ambicioso de seus irmãos Álvaro e Fernando, nobres galegos, que aspiravam conduzir os destinos de Castela e de Portugal.
Por sua vez, D. Pedro, nada tendo a ver com um Romeu  ou um Tristão, era um desbragado em todos os sentidos. Constava que era gago e que às vezes tinha ataques de epilepsia, mas perdia-se em folias, na caça, nas bebedeiras e no sexo sem limites (tanto lhe serviam mulheres como homens), donde Inês foi uma caprichosa paixão de honra.
É preciso ler - ou reler - o cronista Fernão Lopes e, entre outros, o biógrafo Mário Domingues e, até, ressalvando certos pareceres na mordacidade acutilante aplicada por Aquilino Ribeiro na biografia de D. Pedro I que escreveu.
O Teatro, o Cinema, a Televisão, a Ópera, o Bailado e um extenso e variado campo da Literatura, não esqueceram este caprichoso caso de amor. 
Na Banda Desenhada, ao que nos consta, há apenas três criações:

1 - A RAINHA MORTA, em quatro pranchas, numa adaptação feita pelo espanhol Felicisimo Coria (que actualmente continua a desenhar Bob Morane) do drama teatral homónimo de Henri de Montherlant. Foi editada no "Mundo de Aventuras".
Última prancha de "A Rainha Morta"

2 - Em nove pranchas pelo norte-americano Robert Ripley, a Western Publishing Company, editou em Dezembro de 1970 na revista "Gold Key", THE SKELETON WHO WAS QUEEN, numa versão "doida" e altamente fantasista com o fantasma de Inês de Castro a assustar os turistas...
Capa da revista "Gold Key" (Dezembro.1970)
Prancha de "The skeleton who was queen"

3 - Por fim, temos, em álbum que consta estar esgotado, essa criação magistral, INÊS DE CASTRO... A QUE DESPOIS DE MORTA FOY RAINHA, pelo nosso Eugénio Silva. São algumas dezenas de pranchas notáveis com a força gráfica com que este criador sempre nos brinda.
Capa do álbum "Inês de Castro... a que despois de morta foy Rainha",
com texto e desenhos de Eugénio Silva
Prancha 32...
...e prancha 33 do mesmo álbum.

Felicisimo Coria, Robert Ripley e Eugénio Silva


Uma referência, ainda, para "História de Portugal em Banda Desenhada", de A. do Carmo Reis (texto) e José Garcês (desenhos), edição em quatro volumes, sob chancela da ASA (publicados entre 1986 e 1989 e, mais tarde, reeditados por diversas vezes), onde este episódio é recordado em algumas pranchas...

... para a "História Alegre de Portugal" (1.º volume, Bertrand Editora), de Manuel Pinheiro Chagas (texto) e Artur Correia (desenhos), onde este episódio também não é esquecido...
 
"História Alegre de Portugal" (volume 1), de Manuel Pinheiro Chagas e Artur Correia

... e para o álbum "Luis Vaz de Camões", editado pela Câmara Municipal de Odemira em 1990, com texto de Raul Costa e desenho de José Manuel Soares, onde, numa só prancha, é feita referência ao canto de "Os Lusíadas" onde este episódio é relatado.

O pintor e desenhista Carlos Alberto, num dos seus maravilhosos quadros históricos, retrata a execução de Inês de Castro não por degola, mas por decapitação. De qualquer modo, a dita cuja, de modo algum foi "vilmente assassinada" pelos "facínoras" Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco, que eram apenas leais conselheiros de D. Afonso IV e que descobriram as tramóias que os irmãos Castro programavam para Portugal.
LB

quarta-feira, 3 de julho de 2013

HERÓIS INESQUECÍVEIS (14) - LUC ORIENT

Pela Banda Desenhada, a vertente da Ficção Cientifica tem tido muitos heróis e respectivas séries de alta força, mas há uns e há outros... Salientamos os mais marcantes: Buck Rogers (apareceu pela primeira vez em 1928, por Philip Francis Nowlan e Dick Calkins), Brick Bradford (1933, por William Ritt e Clarence Gray), Flash Gordon (1934, por Alex Raymond) - herói encomendado para rivalizar com a
popularidade de Buck Rogers - e, em 1967, Valerian (por Pierre Christin e Jean-Claude Mezières) e Luc Orient (por Greg, aliás Michel Regnier, e Eddy Paape).
O argumentista Greg (1931-1999) e o desenhista Eddy Paape (1920-2012) tiveram o grande talento de criar a série Luc Orient. É a linha europeia paralela à norte-americana de Flash Gordon. Isto, se bem que, em 1943, Edgar-Pierrre Jacobs tivesse criado o clássico "O Raio U", uma narrativa a "meio da ponte" entre Flash Gordon e Luc Orient.
Somos incondicionais admiradores dos dois heróis ou, se quiserem, das duas séries. Todavia, por gramas, pesa um tanto mais o prato da balança onde consta o lado europeu. Mera questão emotiva?... Talvez... Como explicar? Mas ante o trio "Flash Gordon-Dale Arden-Prof. Hans Zarkov" em concorrência com o trio "Luc Orient-Lora Jordan-Prof. Hugo Kala", sentimos mais humanismo (obviamente necessário) na série europeia.
Desta, surgiram dezassete longas histórias, mais três narrativas curtas ("Os Esporos de Parte Alguma", "La Vengeance" e "Les Rayons de Feu du Soleil") e ainda uma longa "Le Mur", que ficou incompleta, dado ao falecimento de Greg. Todas sempre com criação da mesma parceria, atenta e de aplaudível força construtiva, factor que já não aconteceu com a série de Flash Gordon, que tem tido altos e baixos, consoante os responsáveis criadores em curso. De qualquer modo, este nosso parecer não significa que não tenhamos encontrado, também, algumas fragilidades nas aventuras de Luc Orient...
No entanto, o "ciclo de Terango" (os cinco primeiros tomos), marcou bem o entusiasmo empolgado nos bedéfilos, incluindo os portugueses. Depois, quase tudo se passa no nosso planeta, mas Terango será recuperado mais adiante.

Outro álbum que marcou muito foi "24 Horas para o Planeta Terra", onde, curiosamente e de certo modo, o extraterrestre salvador se aproxima da possível personalidade de Jesus Cristo!...
"24 Horas para o Planeta Terra", aventura de Luc Orient publicada em álbum e, também,  na revista Tintin
Estando a série esgotada, recentemente a belga Éditions du Lombard reeditou-a na "versão integral", incluindo as pranchas da narrativa incompleta "Le Mur". E, pelo menos na Bélgica, também a Filatelia honrou este herói-BD.
  

Quanto aos personagens principais, temos: Hugo Kala, um cientista sóbrio, austero e simpático; Lora Jordan, bela e não apenas uma "boneca" apaixonada por Luc, que terá actuações ousadas em momentos perigosos nas aventuras; Luc Orient (na verdade muito próximo de Flash Gordon), que nunca se deixa sequer salpicar por fantasias de super-heroísmos, sendo mais humano, enquanto Flash Gordon resvala volta não volta, parecendo muito mais ser de "plástico" do que um terrestre de carne-e-osso... Enfim, são meras opiniões nossas... sem pecado.

Em português, infelizmente, cremos que só há quatro álbuns: três pela Bertrand ("O Senhor de Terango", "O Segredo das 7 Luzes" e "24 Horas para o Planeta Terra") e,
pelo Público/Asa, o álbum duplo (2009) com os episódios, "Os Dragões de Fogo" e "Os Sóis de Gelo". É pouco, é muito pouco!...

"O Vale das Águas Turvas", aventura de Luc Orient publicada na revista Tintin...

... tal como "A Cratera dos Sortilégios"
Prancha de "O 6.º Continente"
Luc Orient na Filatelia
Luc Orient na colecção "Clássicos da revista Tintin" (2009, Edições Asa / jornal Público)