Extraordinário ilustrador e pintor, criou também um bom lote de narrativas pela Banda Desenhada e elaborou ainda várias colecções de cromos ("História de Portugal", "Trajos Típicos de Todo o Mundo",etc).
Começou a trabalhar para a publicidade e depois, estreou-se na 9.ª Arte com "O Escudo Sarraceno" para a revista "Camarada", história que ficou incompleta dado a extinção da revista.
Depois, neste campo, a sua actividade registou-se em "Mundo de Aventuras", "Pisca-Pisca", "Jornal do Cuto", "Colecção Audácia", "Mini-Época", Diário do Sul", "Almada-BD Fanzine", "Cadernos SobredaBD" e "Alentejo Popular", tendo-se editado em Espanha pela Bruguera.
Elaborou capas famosas para a revista "Zakarella" da Portugal Press, bem como a capa para o álbum colectivo "Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada", editado pela Câmara Municipal de Moura.
Elaborou capas famosas para a revista "Zakarella" da Portugal Press, bem como a capa para o álbum colectivo "Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada", editado pela Câmara Municipal de Moura.
Da sua Banda Desenhada, salientam-se "Camões" (editado a preto e branco pela Agência Portuguesa de Revistas e depois, a cores, pela Asa), "O Rei de Nápoles" (no álbum colectivo "Contos das Ilhas", pela Asa), "História Maravilhosa de João dos Mares", "Ousadia Triunfante", "Tarzan e a Escrava", "O Combate de Pembe", "A Espada Nazarena", "O Santo Condestável", "Capitão Bravo", "O Infante Santo", "O Almirante das Naus da Índia","Em Busca de Provas" e "Os Fidalgos da Casa Mourisca" (em oito fascículos, segundo a obra homónima de Júlio Diniz).
A sua Pintura está representada em diversos museus nacionais e estrangeiros. Foi premidado pela Academia de Marinha e homenageado nos Salões-BD de Sobreda, Moura, Lisboa, Viseu e Amadora. Devido a problemas sérios com a vista, teve de abandonar, com mágoa, a execução da Banda Desenhada, dedicando-se apenas à Pintura.
Mestre Carlos Alberto é hoje e aqui, o nosso convidado, através da breve entrevista que se segue:
BDBD - Apesar de não criar mais BD, continua a acompanhar esta Arte?
Carlos Alberto (CA) - Pois... Vou vendo e acompanhando as novidades que vão saindo. Continuo com a Pintura, já que o estado actual da minha visão não me permite continuar com a Banda Desenhada.
BDBD - Crê que as novas gerações de desenhistas estão a abranger bons valores?
CA - Pelo menos, há novos valores diferentes. Sobretudo, há novos processos que tenho apreciado com gosto e a devida curiosidade.
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| Capa do álbum "Camões" |
BDBD - Da sua obra BD, há alguma da sua preferência?
CA - Indubitavelmente, "Camões". Foi aqui que atingi o ponto máximo do que eu, até então, conseguia dar no desenho. É natural que, se continuasse, talvez abordasse outras e novas técnicas.
BDBD - Como vê a ausência de BD na nossa grande Imprensa?
CA - Creio que há falta de sensibilidade da parte desses jornais...
BDBD - E de Cultura também?
CA - Não acuso tal... Não me atrevo... Mas, por sua vez, os nossos desenhistas deviam ter a coragem de insistir junto de quem de direito desses diários e semanários. Repare que tais periódicos se esbanjam em várias páginas sobre desporto, mormente o futebol, quando já existem tantos periódicos desportivos...
BDBD - E quanto aos nossos editores em relação à BD, qual é o seu parecer? Acha que apoiam a BD portuguesa?
CA - Acho que não. Mas, como as tiragens de cá são tão miseráveis, talvez não compense pagar bem aos nossos artistas. Quando o "Camões" saiu no "Mundo de Aventuras", havia a compensação de várias obras estrangeiras, sempre mais baratas. Na altura recebi bem, sem no entanto, ser devidamente compensando pelo trabalho que tive.
BDBD - E a sua Pintura, dá-lhe para sobreviver sem crise?
CA - O que me dá a Pintura, dá-me para me aguentar com a crise, sem me desnortear... Ultimamente, trabalho com e para encomendas, sem ser via exposições.





























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