sábado, 3 de setembro de 2016

HERÓIS INESQUECÍVEIS (42) - NYOKA

Nyoka, às vezes com o apelido Meredith e outras com o de Gordon, é inspirada num conto, “The Land of the Hidden Men” (1931), atribuído a Edgar Rice Burroughs e foi criada como Nyoka, a Rapariga da Selva, em 1941, para o Cinema: “A Filha do Império Selvagem”, com Frances Gifford; em 1942, “A Vingança do Gorila Gigante”, com Kay Aldridge, e, bem mais tarde, em 2014, “O Amuleto Perdido de Vultura”, com Nicola Rae.
Capa da revista "Jungle Girl", onde
Nyoka fez a sua estreia na banda
desenhada, em 1942. Note-se, no
canto inferior direito, uma foto da
actriz Kay Aldridge, que deu
corpo à personagem no cinema.
Em 1942, Nyoka, ingressa na Banda Desenhada, tornando-se muito popular nos países anglófonos e também, até certo ponto, nos territórios que falavam (e falam) português, graças à revista brasileira “O Guri.
O mais complicado é saber-se quem desenhou esta heroína-BD. E até mesmo, quem escreveu os argumentos das várias aventuras, pois Burroughs nada teve a ver com isso!...
Pela nossa pesquisa, descobrimos uma indicação confusa num determinado sítio que, de uma assentada (nada específica), indica como criadores(?...) Alfred Batson, Ronald Davidson, Norman S. Hall, William Lively, Joseph O’Donnell e Joseph F. Polland. Isto é só para aumentar a confusão! E tão pouco fica esclarecido se eram desenhistas ou argumentistas... Ou se estão os nomes misturados!
Tão pouco aparece qualquer destes nomes na Lambiek Comiclopedia.
Nosso amigo e ocasional colaborador, Carlos Gonçalves, também não conseguiu achar o que buscávamos e apenas apontou o nome de Al Allard, que foi director de arte na Fawcett Comics (1940-1953), a primeira editora de Nyoka.
Mas, “viajando” pela Fawcett, descobrimos que nas edições que em 1945 publicou sobre Nyoka, há três nomes vagamente apontados como “prováveis” desenhistas: Bert Withman, Clem Weisbecker e C.C. Beck (Charles Clarence Beck). Todavia...
Capas da revista Nyoka, the Jungle Girl, (Ed. Fawcett Comics)

Depois da Fawcett Comics, Nyoka, foi também editada na América do Norte, por Charlton Comics e depois pela DC Comics.
Capas da revista Nyoka, the Jungle Girl, (Ed. Charlton Comics)

Em idioma português, apenas na revista-BD “O Guri” (1940-1970), publicação autónoma, primeiro no “Diário da Noite” e depois em “O Cruzeiro”.
Nyoka na revista "O Guri" (Brasil)

Nyoka teve a sua admirável e popular força nos anos 40 e 50 do século passado, o que justifica o seu registo nesta nossa galeria.

Agradecemos o apoio prestado por Carlos Gonçalves.
LB


Frances Gifford, a primeira actriz a interpretar Nyoka

 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (12) - ATTILA FAZEKAS (Hungria)

Attila Fazekas
Nascido em Keszthely a 25 de Julho de 1948, Attila Fazekas, é um dos mais consagrados veteranos da BD Húngara. Premiado várias vezes, tem participado em festas-BD e colaborado em publicações de outros países,como a Alemanha, Estónia, Finlândia e Estados Unidos.
Aborda tanto o humor como temas mais realistas.
O seu primeiro álbum, “Újvár Kaland”, foi publicado em 1972. Por encomendas editoriais, foi adaptando romances famosos, como “O Corcunda de Notre-Dame”, “O Planeta Encantado”, “Os Cavaleiros Teutónicos”, “Os Três Mosqueteiros”, etc.
Versão de "Os Três Mosqueteiros", por Atilla Fazekas
Também desenhou algumas aventuras de “Robin Hood”...

...assim como adaptou à 9.ª Arte o filme “O Regresso de Jedi”, da série “A Guerra das Estrelas”.
Prancha de "O Regresso de Jedi"

Criou o personagem “Botond”, que veio a originar uma revista com o mesmo nome.
Capa e prancha de "O Tenente Racókzi", banda publicada na revista "Botond"

Abordou a banda desenhada erótica que se publicou em 1990 na revista “Szexi”.

“1956” é uma das suas notáveis criações, relatando a heróica e amarga revolta da Hungria, nesse ano, contra o regime soviético que sufocava a sua pátria.
Capa de "1956", por Attila Fazekas
E Fazekas também marcou na sua arte, Átila, o Huno, que invadiu e fez cruéis “estragos” pela Hungria.

Colaborou com colegas seus, no álbum “A Gemini Jelentés (O Relatório Gemini), obra que recebeu o cobiçado (na Hungria) Prémio Alfabéta.

E, a terminar, registe-se um dos seus mais célebres e aplaudidos personagens, o herói (e série) de ficção científica, o Capitão Perseus.
Prancha de "Capitão Perseus"
Teríamos muito gosto em ler a sua obra em edições portuguesas, mas...
LB


Fazekas e os seus personagens

sábado, 27 de agosto de 2016

BREVES (32)

NOVO FESTIVAL NO CALENDÁRIO BEDÉFILO PORTUGUÊS
Domingo, 28 de Agosto, às 19:00 horas, inaugura um novo festival no calendário bedéfilo nacional: trata-se do "Ericeira Comics Festival", a ter lugar na Galeria Wagner Ericeira e prolongando-se até 5 de Setembro.
Do programa constam, para além das exposições, várias sessões de autógrafos, workshops, desenho ao vivo, apresentação de fanzines e muita animação.
Podem acompanhar a programação do festival clicando aqui.




AINDA VISEU
Relembramos que também amanhã, domingo, no Pavilhão Multiusos da Feira de São Mateus, inaugura pelas 16:00 horas, a exposição "O Infante Dom Henrique na Banda Desenhada", como já aqui déramos conta, anteriormente.
Faltou referir que, para além dos cerca de vinte painéis que constituem a exposição principal, haverá uma outra exposição, com originais de autores convidados propositadamente a desenhar BD's ou Cartunes sobre o Infante Navegador. 




AMADORA INAUGURA EXPOSIÇÃO DE NUNO DUARTE














A 2 de Setembro (sexta-feira), é a vez de na Bedeteca da Amadora (sita na Av.ª Conde Castro Guimarães, 6 - Venteira) ser inaugurada, pelas 19:00 horas, a exposição "Banda Escrita: Nuno Duarte - uma exposição em torno do trabalho do argumentista".
A mostra decorre até 15 de Outubro no seguinte horário: de terça a sábado, das 10:00 às 18:00 horas.
Contacto da Bedeteca: 214 369 054 ou bedeteca@cm-amadora.pt




MORREU O PADRINHO DO MAJOR ALVEGA
Por intermédio do excelente blogue de Jorge Magalhães e Catherine Labey www.ogatoalfarrabista.wordpress.com, soubemos do falecimento de Mário do Rosário, editor, durante mais de duas décadas, de "O Falcão" (II série).
Nas páginas desta famosa revista surgiram as aventuras de Battler Britton, piloto inglês que - por sugestão de Mário do Rosário - foi (re)baptizado como Major Alvega (já de ascendência portuguesa, como era conveniente na época).
Longe estaríamos todos de pensar que o Major Alvega se tornaria um personagem tão popular, em boa parte devido a este baptismo.




VICTOR MORA: MAIS UM GIGANTE DA BD ESPANHOLA QUE NOS DEIXOU
Victor Mora (1931-2016)

O argumentista, escritor e tradutor Victor Mora faleceu a 17 de Agosto último, aos 85 anos de idade.
Criador (em parceria com o desenhador Miguel Ambrósio "Ambrós") de um dos mais carismáticos personagens da BD espanhola ("El Capitan Trueno"), Victor Mora foi um lutador durante toda a vida: viveu no exílio, em França, onde escapou da Guerra Civil Espanhola; viu a sua obra ser censurada e chegou a ser preso durante o franquismo; sobreviveu a um acidente vascular cerebral e a um cancro...
A morte arrebatou-o, por fim, mas a obra fica: "El Capitan Trueno" - que comemora este ano o seu 60.º aniversário -, está mais popular do que nunca, como o comprova uma reedição dos seus almanaques que Mora apresentou há poucos meses.




ANIVERSÁRIOS EM SETEMBRO
Dia 02: Gerrit de Jager (holandês)
Dia 04: Lucien De Gieter (belga)
Dia 06: Ricardo Blanco
Dia 07: José Manuel Soares
Dia 08: Catherine Labey
Dia 09: José Abrantes
Dia 13: Luís Filipe Mendes (do GICAV)
Dia 20: Fernando Relvas
Dia 24: Mara Mendes
Dia 27: Matthias Schultheiss (alemão)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (99)

JEUNE FILLE EN DIOR - Edição Dargaud. Autora: Annie Goetzinger.
Para quem é amante da Moda e das passarelas, este é um álbum por excelência versando o assunto.
Com o seu fino e belo traço, marcadamente feminino, Annie Goetzinger retrata aqui a bela vida do famoso Christian Dior (1905-1957), que revolucionou e inovou o mundo da Moda, tendo falecido devido a um súbito ataque cardíaco.
Annie Goetzinger esmera-se aqui com toda a habitual elegância do seu estilo e também, pelo que o tema exige. Para além da biografia de Dior, nas páginas finais do álbum, Goetzinger reproduz impecavelmente algumas das mais notáveis criações deste costureiro.
Como nota final, salientamos a aparição de algumas celebridades no decorrer da biografia, como Jean Cocteau, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Lauren Bacall, Humphrey Bogart e a “Begum” Aga Khan (aliás, Yvette Labrousse ou Om Habibeh, quando se casou com Aga Khan III).


LES ANGES DE NOSTRADAMUS - Edição Dargaud. Autores: o argumentista Raule e o desenhista Juan Luis Landa, ambos espanhóis.
Com este tomo, a editora francesa Dargaud lançou uma nova série que, até certo ponto, vai ser controversa: “Arthus Trivium”.
O enredo está encantadoramente impregnado pelas “Profecias” e aspectos da vida do famosíssimo e sempre discutível médico e bizarramente visionário/profeta, Michel de Notre Dame, vulgo Nostradamus.
Aceitar ou não os registos das misteriosas “Centúrias” (ou “Profecias”), cabe à “certeza” de cada um. Percebe-se que os autores jogam bem na sua obra, com um certo zig-zag...
Neste primeiro tomo, revela-se (ficção, claro!) que Nostradamus está velho, cansado e certo das suas visões, mas... agora apenas confiante nos seus três discípulos, Arthus Trivium, Angélica Obscura e Angulus Dante, os seus lealíssimos e aventureiros seguidores... Até que ponto?


LE SCULPTEUR DE CHAIR - Edição Delcourt. Autores: argumento de Jean-Pierre Pécau, grafismo de Igor Kordey e cores de Desko.
“Le Sculpteur de Chair” é o 4.º tomo da notável série “Empire”.
É uma espantosa  série de encanto, fantasia e História, pois os reais factos estão em hábil simbiose com a mera ficção. Até o futuro romancista Honoré de Balzac aqui aparece!...
Pois se o argumento nos empolga, é porém a arte gráfica do talentoso croata Igor Kordey que nos deslumbra em absoluto. Ah, se a maioria dos nossos desenhistas não fosse tão vaidosa e orgulhosa, bem que podiam aprender alguma coisa com o Kordey!...
Por esta série, o enredo viaja pelo tempo confuso de balbúrdias bélicas por este nosso mundo, pelo qual sobretudo, se degladiavam com tonterias e traições politicas, os impérios francês, inglês e russo.
Canalhices e astúcias não faltavam, como também não faltavam alguns exemplos, autênticos e/ou de ficção, de belo heroísmo.
LB

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS (7)


COM QUE TIPO DE NAVIOS OS PIRATAS ARGELINOS
SE FAZIAM AO ATLÂNTICO

Neste ponto da História sobre a Ilha do Corvo que estou a desenhar é importante saber como eram os navios com que os piratas turcos navegavam até ao arquipélago dos Açores, vindos da Argélia. Isto para que a narrativa gráfica tenha o rigor necessário.

Na sequência da reconquista cristã na Península Ibérica, os povos muçulmanos afastados das terras que ocupavam, refugiaram-se no Norte de África. Alguns dedicaram-se ao corso e à pirataria atuando no Mediterrâneo, passando depois à Costa Atlântica, atacando o continente europeu, principalmente os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Um documento existente regista os resgates de cristãos cativos no século XVII pelos frades Trinitários, e dá-nos conta do número de escravos trazidos à liberdade, originários da Península Ibérica e do Arquipélago dos Açores.

Enquanto que nos ataques efetuados no Mediterrâneo, e segundo a documentação iconográfica chegada até aos nossos dias, os piratas turcos utilizavam barcos a remos, galeras e galeotas, com ajuda de uma ou duas velas latinas, quando se lançaram no Oceano, abandonaram os remos que até lhes dificultava a manobra na altura dos ataques e passaram a navegar só à força do vento.
Um dos documentos é este detalhe (ver imagem abaixo) de um quadro mostrando a célebre batalha de Lepanto, que se encontra no Museu Marítimo Nacional de Londres e onde se pode ver com rigor as galeras turcas.

Outra pintura, esta de Francesco Morosini, representando a mesma batalha. 

Este selo comemorativo do quarto centenário dessa batalha é mais um documento em que podemos confiar, pois podemos cruzar imagens de outras origens, como de livros credíveis sobre náutica dessa época, para obtermos a confirmação do rigor histórico.

Esta gravura mostra uma galera a navegar aproveitando o vento, com os remos levantados para facilitar a sua deslocação sobre as vagas.
Os turcos adotaram a traça das galeras e galeaças italianas e gregas, devido a alguns construtores navais se terem convertidos ao islão, ou terem sido feitos prisioneiros e obrigados a colaborar na construção desses barcos.
 

As iluminuras nos mapas são também uma boa informação, pois os cartógrafos eram de uma maneira geral bons navegadores e desenhavam muito bem os barcos da sua época que conheciam bem.
Cada vez mais industriados na arte de navegar no Oceano, os turcos aparelhavam barcos deste tipo.



Junto a nota que um dos meus dedicados coordenadores científicos, João Saramago, me enviou sobre este assunto no mail que transcrevo:

«Meu amigo José Ruy
Uma observação ou, melhor, opinião quanto aos barcos: eu, pela minha experiência, de remador das lanchas do peixe, apercebi-me da dificuldade de articular a «remagem» em conjunto com o outro remador quando o mar estava mais ondulado. Assim, tenho dúvidas como seria difícil trazer uma embarcação, bem maior, para o meio do Atlântico. Isto, para não falar da logística necessária aos remadores que, eventualmente, seriam escravos e não homens de armas. Só em mantimentos e água seria necessário duplica-los.
Como te digo, é apenas uma opinião pessoal.
Abraço amigo para ti,
João Saramago»

Considero muito a opinião abalizada deste colaborador amigo, como de todos os outros.
Uma das fontes que utilizo nesta pesquisa, tem sido a obra de Björn Landeström.
Depois de troca de imagens por mail, João Saramago enviou-me então a sua opinião mais firme:

«Quanto às galeras/naus com ou sem remos, «está decidido», o teu conhecimento é de muita força. Coincide também com as imagens dos mapas do século XVI e XVII, em que aparecem em certas alturas «as naus turcas sem remos», como a imagem que junto em ANEXO».

E na nossa história em quadrinhos, os piratas estão a chegar, nestas naus, à Ilha do Corvo no dia 23 de junho de 1632, na recriação que faço desse acontecimento histórico.

Na próxima publicação desta série no «BDBD Blogue» e por gentileza dos seus promotores, explicarei como obtive as exclamações proferidas pelos turcos, bem como as expressões dos corvinos na altura em que decorre esta narrativa.
Encerro este artigo partilhando convosco um interessante desenho que encontrei, uma galera turca construída graficamente por rasgos da escrita árabe. Quanto a mim, delicioso.



Agosto de 2016
José Ruy

terça-feira, 16 de agosto de 2016

BREVES (31)

VISEU ACOLHE EXPOSIÇÃO BD SOBRE "O NAVEGADOR"
No próximo dia 28 de Agosto, domingo, pelas 16:00 horas, será inaugurada em Viseu, no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, uma exposição cujo tema é o "Infante Dom Henrique na Banda Desenhada".
A exposição, composta por cerca de duas dezenas de quadros em grande formato, mostrará praticamente todas as versões existentes em BD sobre a vida do "Navegador".
A mostra é uma produção do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude.
Na mesma ocasião serão homenageados ao vivo, pelo Gicav, José Ruy e Carlos Baptista Mendes, sendo também lançado um mini-álbum, com a reedição de duas histórias, versando o Infante D. Henrique, uma de cada um destes autores.
Tudo bons motivos, portanto, para uma visita à histórica cidade de Viseu.


CORTO MALTESE EM LISBOA
Foto: www.nit.pt
Na zona lisboeta do Cais do Sodré, na Rua da Boavista, 118, há um sedutor bar que se chama “House of Corto Maltese”, aberto de segundas a sábados, das 21.30 às 2 horas. Seu “patrão” é Filipe Dias, um designer de 42 anos.
Aqui, mil e uma coisas são uma homenagem ao icónico herói da Banda Desenhada,” Corto Maltese”, criado pelo saudoso italiano Hugo Pratt.
Certamente os imensos fãs de “Maltese” vão ficar entusiasmados. Por nossa parte, lá iremos uma noite destas...
A notícia , bem detalhada, sobre este assunto e assinada por Mara Gonçalves, ocupa a página 25 do suplemento “Fugas” (do matutino “Público”) de 6 de Agosto.
As nossas melhores saudações ao proprietário Filipe Dias e à jornalista Mara Gonçalves. E... Viva “Corto Maltese!


JODOROWSKY HOMENAGEADO EM LOCARNO
Alejandro Jodorowsky
Decorreu de 3 a 13 de Agosto a edição de 2016 do tão prestigiado Festival Internacional do Filme de Locarno (Suíça).
A par da exibição de uma infinidade de filmes, a concurso ou não, em paralelo aconteceram as homenagens a actrizes/actores e a realizadores. Desta última categoria, para além de Roger Corman, coube também a vez ao sempre tão aplaudido como controverso, o chileno Alejandro Jodorowsky, mais famoso como argumentista de banda desenhada. No entanto, também é marcante cineasta.
Da sua filmografia, até agora, contam-se os seguintes dez filmes: La Cravate" (1957), "Teatro Sin Fin" (1965), Fando y Lis (1968), El Topo (1970), A Montanha Sagrada (1973), Tusk (1980), Santa Sangre" (1989), "The Rainbow Thief (1990), La Danza de la Realidad (2013) e Poesia Sin Fin (2016).


MAIOR BD DO MUNDO!
Foto: www.dn.pt
Uma tira de banda desenhada com 1625 metros de comprimento, idealizada por Jibé e Yan le Pon e auxiliados por mais de uma centena de estudantes das escolas Emile Cohl (Lyon) e Joso Comic (Barcelona), foi reconhecida pelo Guiness Book of Records como a maior de sempre! 
Com 1602 vinhetas e mais de 150 Kg de papel(!), a maior BD do Mundo conta a história de uma jovem que, ao visitar um museu, encontra uma caneta que lhe permite viajar pelo tempo.
Esta BD foi afixada ao longo de um túnel para peões, bicicletas e autocarros, em Lyon, e serviu de promoção à 11.ª edição do Festival BD daquela cidade que ocorreu em Junho último.