quinta-feira, 21 de maio de 2015

LITERATURA E BD (8) - WILLIAM SHAKESPEARE

William Shakespeare (1564-1616)
Pelo Destino, este real personagem nasceu e morreu com a cidadania inglesa. Viu a luz do dia na localidade de Stratford-Upon-Avon a 23 de de Abril de 1564, onde morreu a 23 de Abril de 1616, apesar de largos e trabalhosos anos vividos em Londres. Curioso: faleceu no dia do seu aniversário!...
O seu percurso pela vida e pela sua obra é apaixonante e maravilhoso.
Terá sido admirado e sempre bem recebido pela terrível rainha Elizabeth I de Inglaterra.
Constam intrigantes mistérios na sua vida, sobretudo nos aspectos sexuais e religiosos e também pelos seus enigmáticos poemas... No entanto, o mais importante é o imenso e admirável legado da sua obra literária pelo Teatro, onde foi também actor e encenador.
É tão intensa e maravilhosa esta obra (comédias, dramas e tragédias) que, desde o ano passado (2014) e até 2016, todo o mundo - o culto e civilizado claro - o manterá em dignos festejos evocativos. Daí que William Shakespeare não seja apenas um mero autor inglês, mas uma honrosa figura da cultura mundial.
Na sua obra, apostou sem medo em críticas severas à política e à sociedade mesmo que por vezes, jogasse com simbolismos ou determinadas “camuflagens”... Estes seus textos têm sido inúmeras vezes adaptados ao Cinema, Televisão, Banda Desenhada, Ópera e Bailado. Um glorioso esplendor!
Se “Romeu e Julieta” encanta sempre os adolescentes e as mentes melodramáticas, por ser talvez a “mais bela história de amor”, no plano mais contundente há a força política, feroz e angustiante em “Júlio César”, “Macbeth” e, terrivelmente arrasador, em “Hamlet”, talvez a sua verdadeira obra-prima.
E uma vez que aqui estamos com o “Billy” Shakespeare, vamos lá ver o que conseguimos apurar da sua vida e obra pela Banda Desenhada:

Existe uma biografia em quatro pranchas, elaborada pelo casal Liliane e Fred Funcken, publicada no Álbum do "Cavaleiro Andante" #78 (Novembro de 1960) e depois, na revista “Camarada” (2.ª série), a 13 de Junho de 1964.
"William Shakespeare", por Liliane e Fred Funcken, in "Camarada" (2.ª série)

Diversos desenhistas por aqui apostaram, muitos deles dos Estados Unidos, de Inglaterra e das Filipinas, havendo também algumas versões bem no estilo da BD japonesa. E claro, por dois grandes de Itália.
Pelas Filipinas, indicamos: Vicatan (“Júlio César”, “Othelo” e “Macbeth”), Nestor Redondo (“Romeu e Julieta”), Fred Carrilho (“Sonho de uma Noite de Verão”), Gerry Talaoc (“O Rei Lear” e “A Tempestade”), Nestor Leonidez (“Como Vos Agradar”), E.R. Cruz (“Noite de Reis”) e Juan Lofania (“O Mercador de Veneza”).

Pelo Japão, no melhor estilo mangá, há pelo menos uma versão de “Romeu e Julieta” por Adam Sexton e Yali Lin...
Capa de "Romeu e Julieta", por Adam Sexton e Yali Lin

No mesmo estilo temos, também, vários volumes da colecção "Manga Sheakespeare", onde diversas obras são ilustradas por autores britânicos como Sonia Leong, Emma Vieceli, Paul Duffield, Kate Brown, Faye Yong, Ylia, entre outros. 
Capa e prancha de "Romeu e Julieta" (colecção Manga Sheakespeare), por Sonia Leone
Capa e prancha de "Hamlet" (colecção Manga Sheakespeare), por Emma Vieceli
Outras capas da colecção britânica "Manga Shakespeare": "A Tempestade",
"Sonho de Uma Noite de Verão", "O Mercador de Veneza" e "O Rei Lear" 

Pela Itália, com arte gráfica de mestre Gianni De Luca, regista-se o deslumbrante álbum “Shakespeare na Banda Desenhada” (que, em português, ainda se pode encontrar entre nós... com uma aturada procura), que contém as peças, “Romeu e Julieta”, ”Hamlet” e “A Tempestade”.
Capa de "Shakespeare em banda desenhada", de Gianni de Luca
Prancha de "Romeu e Julieta"
Prancha de "A Tempestade"
Prancha de "Hamlet"


Outro grande desenhista italiano, Dino Battaglia, também “puxou” Shakespeare à sua arte na revista inglesa "Look and Learn"...
Duas pranchas de "Othello" (infelizmente com pouca resolução), por Dino Battaglia
Duas pranchas (também com muito pouca resolução) de "Péricles, Príncipe de Tiro", por Dino Battaglia

Pelos anglófonos, o panorama é vastíssimo, donde se salientam dois admiráveis norte-americanos: Henry C. Kiefer (“Júlio César”, “Sonho de uma Noite de Verão”, “Romeu e Julieta”, “Hamlet” e “ Macbeth”)...
Prancha de "Júlio César", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Sonho de Uma Noite de Verão", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Romeu e Julieta", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Hamlet", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Macbeth", por Henry C. Kiefer

...e Alex Blum (“Hamlet”, “Macbeth”, etc.).
Capa e prancha de "Hamlet", por Alex Blum (in "Classics Ilustrated" #99)

 
Capas de "Romeu e Julieta" e "Macbeth", por Alex Blum (in "Classics Ilustrated", #5 e #128)

E, alguns outros mais: Jon Haward ilustrou “A Tempestade”... 
Pranchas de "A Tempestade", com arte de Jon Haward e adaptação de John Mc Donald

...e "Macbeth".
Capa e prancha de "Macbeth", com arte de Jon Haward e adaptação de John Mc Donald

Jason Cardy/Kat Nicholson adaptaram “Sonho de uma Noite de Verão”...
Capa e prancha de "Sonho de Uma Noite de Verão"

...e Neil Cameron fez o mesmo com “Henrique V”... entre outros mais talentos.
Capa e prancha de "Henrique V"

O grande Will Eisner desenhou em dez pranchas "Hamlet on a Rooftop" ("Hamlet no Arranha-céu"!).
Pranchas de "Hamlet on a Rooftop", por Will Eisner (in revista "The Spirit" #29, 1981)

No Brasil, Maurício de Sousa transportou os seus famosos personagens Mónica e Cebolinha para o Mundo de "Romeu e Julieta"...
"Monica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta", por Mauricio de Sousa
(Revista "Cebolinha" #82, Editora Abril, 1979)

Também no Brasil, vários autores do país irmão adaptaram à BD as mais famosas obras de William Shakespeare numa interessante colecção editada pela Nemo.
Capas dos seis volumes da colecção Sheakespeare, publicada pela Editora Nemo

Desta colecção deixamos três exemplos: "A Tempestade"... 
Capa e prancha de "A Tempestade", por Lillo Parra (argumento) e Jefferson Costa (desenhos)

..."Macbeth"...
Capa e prancha de "Macbeth", por Lillo Parra (argumento) e Jefferson Costa (desenhos)

 ...e "Sonho de Uma Noite de Verão".
Capa e prancha de "Sonho de Uma noite de Verão", por Lillo Parra (argumento) e Wanderson de Sousa (desenhos)

A dupla Gotlib e Alexis publicou na revista "Pilote" uma versão hilariante de "Hamlet" que foi mais tarde inserida no primeiro tomo de "Cinemastock".
"Hamlet", por Gotlib e Alexis (in revista "Pilote" #640, 1972)

Na Bélgica, Denis Deprez adaptou "Othello"...
"Othello" por Denis Deprez - "Casterman"

Em Portugal, João Mascarenhas adaptou, numa aventura do Menino Triste, parte do diálogo inicial de "O Mercador de Veneza".
"O Menino Triste - A Essência", por João Mascarenhas (Edição "Qual Albatroz", 2008)

Fica aqui a homenagem do BDBD ao tão respeitável William Shakespeare (acrescentaremos outras prováveis achegas que nos forem chegando), informando ainda que em Londres, na Leicester Square, existe uma honrosa estátua deste autor.

Deixamos aqui a nossa gratidão à sempre amiga colaboração e devido apoio de Carlos Gonçalves. Agradecemos, ainda, os apoios de João Mascarenhas e de Carlos Carvalheiro.
LB

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A VIDA INTERIOR DAS REDAÇÕES DOS JORNAIS INFANTO-JUVENIS na memória de José Ruy (7)


7) ALTERAÇÕES NA REDAÇÃO

No artigo anterior dei nota do ambiente na redação d’O Papagaio, das regras e da liberdade que tínhamos quanto aos temas a abordar. Hoje considero termos também influído nas modificações que se deram.
Em dada altura o Roussado Pinto fez a sua aparição na redação d’O Papagaio, como colaborador. Começou a escrever contos que acompanhava com desenhos do Vítor Péon, feitos para um projeto falhado de outro jornal depois que o «Pluto» acabou, e trazendo material de autores ingleses e espanhóis. Foi acentuando a sua influência considerando-se um ajudante do Carlos Cascais.
O aspeto do jornal modificou-se então.
A nova colaboração trazida para o jornal pelo Roussado Pinto.
Eram de origem inglesa, espanhola e portuguesa, do Vítor Péon.
O volume da colaboração prestada pelo Roussado Pinto era notório. Em algumas histórias assinava mesmo o seu nome mas usava pseudónimos para não dar o aspeto de monopólio. Um deles era «Luís António», como se pode ver na página com a história «Uma Boa Ratoeira».

Na tabela de preços entre as páginas com histórias ilustradas e as ilustrações soltas havia um desequilíbrio considerável.
As páginas em Quadrinhos eram pagas a 20 escudos e as ilustrações do interior a 7 escudos e cinquenta centavos. Como uma página de narrativa gráfica continha vários desenhos, seis, oito, se fosse paga como as ilustrações soltas valeria 45 escudos.
Então começámos a reduzir o número de vinhetas fazendo quatro por página, como compensação.
Entretanto no início de 1948 o Roussado Pinto decidiu fazer o argumento de uma História em Quadrinhos para eu ilustrar. Fiquei satisfeito, mesmo tendo que dividir o valor a receber, pois ia trabalhar numa história melhor concebida. Foi o primeiro argumentista que tive, pois os enredos eram e têm sido sempre de minha autoria, com poucas exceções. Chamou-lhe «Os Cavaleiros do Vale Negro».
Mas o Roussado Pinto estipulou que faríamos essa história com seis vinhetas, para conseguirmos uma sequência mais dinâmica em cada episódio. Tinha toda a razão. Dividimos os 20 escudos, 15 para o desenho e 5 para o texto. A partilha entre o argumentista e o desenhador foi sempre nesta proporção, salvo em casos especiais e sempre de comum acordo.
Mas passámos a ter muito pouco avanço, ele fornecia-me o argumento duas semanas antes da publicação, o que me obrigava a um ritmo acelerado, para não falhar a entrega.
Nessa altura já trabalhava n’O Mosquito, continuava a estudar na Escola António Arroio e esta colaboração tinha de ser feita em serões.
A história ia-se desenrolando com o tempero que o autor do texto sempre aplicou em doses certas nos seus argumentos, contos e novelas.
Mas a sua relação com o Carlos Cascais começou a não ser pacífica. O Roussado Pinto punha e dispunha sem o consultar, alterava histórias que estavam programadas e chegou a contactar a administração com uma proposta de que não cheguei a saber o conteúdo, mas que desagradou ao Carlos Cascais, por ter sido nas suas costas. Brigaram e o Cascais impôs a sua posição de chefe de redação.
Intuí, por frases soltas, que teria feito uma tentativa no sentido de substituir o Carlos Cascais.
O Roussado Pinto voltou as costas e afastou-se. Deixou «Os Cavaleiros do Vale Negro» órfãos de argumentista, e voltando-se para mim, disse que continuasse a história, pois tinha boas condições para isso.
Sem saber o que ele imaginara para o seguimento da aventura, pois as sequências eram improvisadas à última da hora, fui dando rumo aos acontecimentos. Mas caí na tentação errada de voltar às quatro vinhetas por página.
O Vítor Silva criava secções com curiosidades, bem desenhadas, e realmente a estrutura do jornal estava muito diferente do que há quatro anos atrás.
A administração d’O Papagaio certo dia reclamou na «Litografia Salles» que usando este jornal 4 cores, o seu aspeto gráfico não se comparava ao d’O Mosquito, só com 3 cores. O Salles, dono da gráfica e que conhecia o meu trabalho, contactou o Baptista Moreira, o transportador litógrafo de O Mosquito, para me convidar a ir litografar um número d’O Papagaio, para provar à administração do jornal que podiam fazer melhor. Uma parte do problema estava no orçamento muito à pele, que não dava para a oficina poder convidar um oficial profissional para esse trabalho, que era executado por aprendizes. Mas como a comparação tinha sido com O Mosquito, fez questão de ser o mesmo autor das cores a fazer esse trabalho.
Não sei se por coincidência, se o Carlos Cascais deu um jeito nisso, o número marcado para a experiência tinha na capa e nas centrais desenhos meus a ilustrar um conto também de minha autoria.
Pedi autorização ao Tiotónio, que me disse não ter o meu exclusivo e que estivesse à vontade. Na «Litografia Salles» não usavam aerógrafo e levei o d’O Mosquito emprestado.
Foi neste número 710 de O Papagaio que as cores foram litografadas por mim. Claro que a «Litografia Salles» depois apresentou uma proposta ao jornal, que para manter o aspeto gráfico obtido teriam de cobrar mais, e esse pormenor determinou que ficasse tudo como antes.
Mas no ano seguinte…
(Continua)

No próximo artigo: A NOVA REDAÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO DO JORNAL 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PELA BD DOS OUTROS (16) - A BD DA GRÉCIA

Localização da Grécia na Europa
Quando se pensa na Grécia, voluntária ou involuntariamente, sentimos sempre um encanto maravilhoso.
Foi aqui que tudo nasceu, se forjou e perdurou para a Civilização e Cultura da Europa, que depois foi chegando a outros continentes. Claro que muita deturpação aconteceu também, logo a começar pelos Romanos quando conquistaram a Hélada (ou Grécia).
Hoje, é uma república banhada pelas águas do Mediterrrâneo, com a capital  em Atenas, pertencendo à OTAN e à UE e tendo como moeda o euro.
Desde a Antiguidade Clássica que a Grécia se projectou ao mundo com as Ciências, as Artes, o Desporto, etc. Curiosamente, como território de arrojados navegadores, sempre que se estabeleciam, fundando cidades, estas ficavam logo autónomas e não dependiam mais da "mãe pátria". Também por terras hoje portuguesas, por cá andaram e se fixaram, diluindo-se com os povos locais, donde a lenda de Lisboa ter sido fundada pelo mítico Odisseus (Ulisses, na versão romana), bem como a fundação de Arraiolos (no distrito de Évora), pois consta que aqui chegou com as suas tropas, um general grego de nome Raiolos ou Raeles...
Enquanto a mitologia judaico-cristã diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Oh, valha-nos o dito cujo Deus!), os gregos, mais astutos e em devida conveniência, para a sua mitologia, criaram os deuses à imagem dos homens. Topam?...
Mesmo hoje, o povo grego é extremamente afável e hospitaleiro e nada arrogante, sempre vibrando fraternidade pelo povo português.
Demarcam-se na larga panóplia de gregos ilustres, os filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles, o historiador Heródoto, o matemático Pitágoras, o orador Demóstenes, os escultores Fídias, Lisipo, Praxíteles e Méron, os autores teatrais Sófocles, Eurípedes, Ésquilo, Aristófanes e Menandro, o médico Hipócrates, o teólogo e orador S. João Crisóstomo, os romancistas Nikos Kazantzakis, Alexandros Papadiamantis, Vassili Vassilikos e André Kedros (nascido na Roménia), o poeta Constantino Kaváfis (nascido no Egipto), os cineastas Michael Cacoyannis, Constantino Costa-Gravas e Theo Angelopoulos e actores como Melina Mercouri, Katina Paxinou, Irene Pappas e Giorgio Foundas. E ainda, os cantores Demis Roussos, Maria Callas (nascida em Nova Iorque), Nana Mouskouri, Yannis Poulopoulos, Marinella, Vicky Leandros, Dimitra Galani...
Ah, e o famoso compositor Vangelis!


Capas da revista "Babel"
Adiante-se para a Banda Desenhada!
Por aqui, notifique-se a famosa revista "Babel" (consta que hoje extinta) e o salão Athens International Comics Festival.
Há uma bela imensidão de desenhistas gregos, onde se englobam várias gerações. Em Portugal "conhecem-se" apenas três: o misterioso Arkas (ninguém sabe o seu verdadeiro nome e tão pouco se conhece uma foto do mesmo), com dois álbuns em português publicados pela Marginália...
Prancha de Arkas
...Yorgos (Giorgio) Botsos, que esteve por duas vezes em Portugal para as edições do Salão Sobreda-BD em 1990 e 1993, tendo uma curta história sua publicada no n.º 5 do "Almada-BD Fanzine"...
Arte de Yorgos Botsos
...e por fim, Alecos Papadatos, cujo álbum "Logicomix" foi editado pela Gradiva, como em devido tempo noticiámos
Prancha de "Logicomix", por Alecos Papadatos
Quanto a alguns (há tantos!) outros, também valorosos, temos: Spiros Derveniotis, Nikos Koutsis, Elias Tabakeas, Konstatino Papamihalopoulos, Dimitri Papaionnou (trabalha essencialmente para revistas "gay"), Ilias Kyriazis, Janis Kalaitzis, Michalis Papastefanakis, etc. E isto, não são apenas nomes (alguns difíceis de pronunciar logo à primeira). São, na verdade, incontestáveis valores da Banda Desenhada da Grécia.
Prancha de "Fish Eye", por Spiros Derveniotis

Prancha de "Wolverine vs Bizarro", por Ilias Kyriazis
Prancha de Michalis Papastefanakis
Para terminar, em tangência ao tema, e para indicar aos apetites dos nossos visitantes que se extasiam com comidas e bebidas, aqui vai: a bebida ouzo (tipo de aguardente anisada e deliciosa), as dolmadas (em forma de croquete, são parras que envolvem um recheio de arroz e/ou arroz com carne picada) e a famosíssima moussaka (muito semelhante ao empadão de carne português).
Efkharistó, Hellas! Obrigado, Grécia!
LB

Prancha de Spiros Derveniotis
Prancha de "Logicomix", por Alecos Papadatos
TiraBD de Arkas


Paródia a "Atlas", por Petros Zervos


Prancha de Nikos Koutsis
A história da selecção grega de futebol (infelizmente não conseguimos apurar o autor)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

HERÓIS INESQUECÍVEIS (36) - BRICK BRADFORD

Brick Bradford visto por Clarence Gray
A par com seus "colegas" Buck Rogers e Flash Gordon, Brick Bradford compõe o trio dos grandes super-heróis norte-americanos pelo campo da ficção-científica.
Foi razoavelmente popular e editado em Portugal: três álbuns, cada um de sua editora (Futura, Presença e Círculo de Leitores) e em várias publicações, sobretudo na revista "Mundo de Aventuras" e publicações satélites.
William Ritt e Clarence Gray
Brick Bradford (que em Portugal chegou estupidamente a ser chamado de Brigue Forte!...), nasceu a 21 de Agosto de 1933, com argumento de William Ritt e traço de Clarence Gray, sob a forma de tiras, em vários diários norte-americanos distribuídos pela Central Press Association. No ano seguinte ganhou também uma página semanal, aos sábados.
Seus principais companheiros são: o amigo Buck O'Brien, a "eterna" namorada (umas vezes tratada por June e outras por Béryl...?!) e o inventor Kalla Kopak (será deste Kalla que advém o Prof. Hugue Kala da série "Luc Orient"?), que lhe cria um bizarro veículo em forma de pião, o "cronosfera", que permite  a Brick viajar no tempo e no espaço.
Brick Bradford, às vezes, tem aventuras meramente de cariz policial. Mas, na fantasia e liberdade da Banda Desenhada, também pode ser reduzido e viajar no interior de uma moeda!...
Paul Norris
Entretanto, o argumentista William Ritt, em 1948, cansou-se de escrever argumentos para esta série. Clarence Gray continuou a solo, funcionando nos dois aspectos, até que em 1952, por razões de saúde, parou. Mas a série vem a prosseguir a partir de 1956 sob responsabilidade criativa de Paul Norris, terminando a 10 de Maio de 1987, ano em que Norris se aposentou. Que pena, pois Brick Bradford foi e é, um herói-BD que nos cativa bem através das suas temerárias aventuras.
Sobre este herói-BD, indica-se a sua participação numa "arte tangente": nos Estados Unidos foi feito um seriado em quinze episódios, que eram projectados nos cinemas antes do filme principal (há variadíssimos exemplos deste sistema).
Este seriado foi realizado em 1947 por Spencer Gordon Bennet e teve como actor principal Kane Richmond (1906-1973).
Será que Brick Bradford regressará algum dia?
LB




Brick Bradford em publicações portuguesas onde aparece baptizado como "Brigue Forte"...
Imagem de Kane Richmond no papel de Brick Bradford,
contracenando com Linda Johnson na série televisiva dos anos 40
O primeiro capítulo da série Brick Bradford (1947)