sábado, 23 de dezembro de 2017

HERÓIS INESQUECÍVEIS (52) - LUÍS EURIPO

Foi com este aportuguesado nome, Luís Euripo, que o herói-BD Big Ben Bolt, se celebrizou para sempre entre os bedéfilos portugueses. Assim o trataremos aqui...
Em 1949, nos Estados Unidos, o argumentista Elliot Caplin abordou e desafiou John Cullen Murphy, para uma série e/ou herói do mundo do boxe, o que o desenhista aceitou, tendo nascido, no ano seguinte, “Big Ben Bolt”.
John Cullen Murphy (1919-2004)
E para esta série desenhou, de 1950 a 1970. Murphy abandonou Luís Euripo para continuar as famosíssimas aventuras de Príncipe Valente.
Este afastamento não significou o fim da série, pois ela foi continuada por Carlos Garzon, Joe Kubert, Gray Morrow e Neal Adams, até 1978, ano em que a série termina com um instante trágico, no momento em que Luís Euripo é assassinado com uma bala no peito na ocasião em que discursava por ter sido galardoado com o Prémio Nobel da Paz!...
Bem antes de Euripo, o pugilismo na Banda Desenhada terá começado em 1930, com a série um tanto humorística Joe Palooka (Zé Sopapo, nas edições portuguesas) de Ham Fisher.
Luís Euripo, é pois um campeão pugilista que vive com os tios em Boston e tem  como seu “amigo do peito”, o um tanto desastrado Spider Haines.
Quebrando as lendárias ideias (às vezes com razão), Euripo não é um brutamontes, antes pelo contrário, é culto, elegante e lutador pela sua glória, mas também pela justiça social. Muitas das suas aventuras oscilam entre o policial e aspectos romântico-sentimentais.
Nunca percebi (LB) bem, porque é que sempre se apelidou o boxe como “a nobre arte”, onde dois tipos passam o tempo a esmurrar-se um ao outro... até que um deles se vai abaixo das canetas!... Ele há coisas!...
De qualquer modo, Luís Euripo e a sua série, demarcaram-se com justa popularidade  pelas sendas da Banda Desenhada em diversos países do mundo.
Em Portugal, foi editado em várias publicações, como por exemplo: “Mundo de Aventuras”, “Condor Popular”, “Colecção Audácia”, “Condor (mensal), “Tigre”, “Ciclone, “KO”, “Grilo”, etc.
Luís Euripo em "Mary, a Rapariga Cega", por John Cullen Murphy,
in Colecção Audácia (Vol. 1 - fascículos 18 e 26)

Capas de aventuras de Luís Euripo, nas revistas "Colecção Condor" (fascículo 30, vol. 3.º)
e "Mundo de Aventuras" #779, #800 e #821, por Carlos Alberto Santos

Luís Euripo em "A Renúncia", por John Cullen Murphy, in "Mundo de Aventuras" #821

Luís Euripo em "Plano Diabólico", por John Culeen Murphy, in "Mundo de Aventuras" #1000

Big Ben Bolt em "O Combate Decisivo", por John Cullen Murphy,
in "Jornal do Cuto" #133 (18.02.1976)

Aqui fica o nosso respeitoso registo por este herói-BD, perito na arte de... bem esmurrar.
LB

 
Luís Euripo em "Luta pelo Título", por John Cullen Murphy, in "Mundo de Aventuras" #364 a #374

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

BREVES (51)

REVISTA "CAMARADA" EM EXPOSIÇÃO NO CPBD
O Clube Português de Banda Desenhada vai inaugurar no sábado, 16 de Dezembro, pelas 16:00 horas, na sua sede, uma exposição sobre a Revista "Camarada", a propósito da comemoração dos 70 anos de uma das mais importantes publicações BD portuguesas, incluindo uma amostra do modo como na época a revista era impressa, com a imprescindível colaboração de José Ruy.
Um belo motivo para fazer uma visita à sede do CPBD, que fica na Avenida do Brasil, 52 A, na Amadora.


16.º SALÓN DEL CÓMIC DE ZARAGOZA 
Abriu hoje portas, e vai até domingo, a décima sexta edição do Salón del Cómic de Zaragoza que se realiza na Sala Multiusos do Auditório daquela cidade espanhola. O salão - um dos três mais importantes que se realizam no país vizinho - tem como ponto alto a Gala dos Prémios del Cómic Aragonés, no sábado, 16.
Com cerca de 80 expositores (editoras, faneditores, associações e clubes, tendas relacionadas com o merchandising de BD europeia e americana, Mangá, jogos de cartas, etc), e os imprescindíveis lançamentos, conferências, sessões de autógrafos e desenho ao vivo, o salão tem uma curiosidade: a entrada custa o preço simbólico de... 1 Euro e é válida para os três dias!
Mais informação pode ser consultada aqui.


ANGOULÊME / 2018 TEM CARTAZ DE COSEY
Foi revelado o cartaz do 45.º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, que decorrerá entre 25 e 28 de Janeiro do próximo ano.
Um belíssimo cartaz, diga-se, da autoria do suíço Cosey (Grande Prémio de Angoulême, em 2017, pelo conjunto da sua obra), onde se reconhece a sua personagem-ícone, Jonathan, viajando de moto pelos Himalaias.
Das exposições do Festival destacamos as dedicadas a Cosey ("Une Quête de l'Épure"), Naoki Urasawa, Osamu Tezuka, Alix ("L'Art de Jacques Martin"), Hiro Mashima, Emmanuel Guibert ("Le Déssin comme Écriture"), "Le Monde Selon Titeuf", entre outras.
Toda a informação necessária pode ser encontrada aqui.


ANIVERSÁRIOS EM JANEIRO
Dia 01 - Jorge Miguel, Igor Kordey (croata), Cinzia Ghigliano (italiana), Alex Maleev (búlgaro), Rafael Coutinho (brasileiro)
Dia 08 - Rá
Dia 09 - Helder Carrilho, João Fazenda
Dia 10 - Paula Pina, Felicisimo Coria (espanhol)
Dia 11 - Dâmaso Afonso, José Parreira, Yslaire (belga)
Dia 13 - Jartur Mamede
Dia 16 - Didier Convard (francês)
Dia 17 - Miguel Peres
Dia 19 - Ricardo Cabral
Dia 22 - Zé Manel
Dia 24 - Carlos Rico
Dia 28 - Dany (belga)
Dia 29 - Viorel Pîrligras (romeno)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (135)

CRAPULE - Edição Dupuis. Autor: Jean-Luc Deglin.
Supomos que o sr. Deglin gosta de gatos... Gosta muito certamente, como Hergé, Geluck, Catherine Labey, Jim Davis, Otto Messmer, etc.
À sua maneira e com a sua arte e a sua ironia, criou este delicioso e encantador álbum, “Crapule”, com os encantos e as maravilhosas tropelias de um gatito preto que, como qualquer criança mamífera, detesta a solidão e se esparrama em traquinices que tanto nos irritam como nos encantam. (Àparte: eu/Luiz Beira, já convivi, a nível de gatos pretos e de penetrantes doces olhos de topázio, com os meus saudosos “Silvestre” e “Zambeze”; hoje, tenho o “Áton-Rá”...).
Este álbum tem muita paródia e muita ternura e tantos mais indicios para se amar, cada vez mais, os ditos gatos.
Mas, alto aí, amigo Deglin!... Chamar de Crapule (Crápula) a tão enternecedor gatito... é um insulto ao maravilhoso bichano! Porque não dar este nome às tarântulas ou às melgas?
De qualquer modo, indica-se, de um modo positivo e adorável, que este álbum tem uma mensagem especial e divertida para os amantes de gatos e também para aqueles que pensam adoptá-los...
Força, felinófilos! Salvé, deusa-gata Bastet!


EVE - Edição Casterman. Com argumento de Christophe Bec e arte gráfica de Jaouen Salaün, “Eve”, é o terceiro e último tomo da série “Eternum”... pelo menos, por um “primeiro ciclo”.
Apaixonante clima de ficção científica, as situações entranham-se fortemente ante a devida leitura.
A arte de Jaouen anima-nos plenamente, numa obra-série, que nela própria nos elucida: “No princípio, nós éramos imortais... mas os deuses retiraram-nos tal presente”.
E agora, leitores bedéfilos, sejam um tanto Lázaros ressuscitados, mesmo sem o milagreiro Cristo!...


LA JEUNE CAPTIVE - Edição Dargaud. Argumento de Raoule e traço e cores de Landa. “La Jeune Captive”, é o terceiro tomo da muito intrigante série “Arthus Trivium”, que bem nos apaixona, pois que, com todos os seus mistérios, envolve o famosíssimo médico-vidente Nostradamus, aqui com os seus três “prováveis”  discípulos: Arthus, Angelique e Angulus. Um estranho e corajoso clã a enfrentar as situações “diabólicas” do Mundo em rodagem...
Neste terceiro tomo se fina o “primeiro ciclo”, pois a série vai continuar...
LB

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

HERÓIS INESQUECÍVEIS (51) - RUSTY RILEY

Consoante os países e as publicações, foi tratado com outros nomes como Pedrito, Dick, Pepe, etc, sendo ele aquele adolescente simpático, prestável, leal e corajoso que, na verdade, se chama Rusty Riley, nascido a 26 de Janeiro de 1948, nos Estados Unidos da América do Norte, sob o talento gráfico de Frank Godwin (1889-1959) e argumentos de Rod Reeder (e depois, de Harold Godwin, irmão de Frank). A série terminou em 1959.
Frank Godwin (1889-1959)
Rusty Riley é um garoto órfão que foge do orfanato com o seu fiel amigo, o cachorrito "fox-terrier" Flip. Numa determinada herdade onde vai parar, é recolhido, empregue (e será um petiz protegido) pelo proprietário, um tal Sr. Miles, que cria cavalos, essencialmente para corridas.
Rusty rende-se completamente a este novo mundo e sonha, desde então, em tornar-se num jóquei por excelência... não faltando o seu puro e ingénuo namorico com Patty, a filha do patrão.
Há uma firme beleza na candura e ternura das aventuras de Rusty, que cedo galvanizaram os bedéfilos de várias partes do mundo. O ambiente das corridas de cavalos captaram em pleno os leitores, tanto mais que, para não haver um cansativo excesso de ingenuidade e/ou bravuras fáceis, também por estas histórias surgem aspectos de aventura policial, sobretudo avivados por vigaristas e corruptos.
Esta série começou a preto-e-branco, no formato de tiras diárias. Algum tempo depois, passou a ter também uma página dominical, agora a cores.
Tira a preto-e-branco onde é notável a excepcional arte de Godwin...
...e uma prancha dominical, a cores.
Consta que, muito discretamente, Bob Lubbers, também deu a sua achega para as tiras... Tudo e sempre, como produção da King Features Syndicate.
Uma nota especial referente a Frank Godwin: ele também desenhou famosos clássicos, como “A Ilha do Tesoiro”, “Robinson Crusoé”, “Rei Artur”, etc.
Em Portugal, estreou-se na saudosa revista “Diabrete” (do #537 ao #765), numa aventura com o título “Puro Sangue”, onde Rusty é tratado por Dick... Isto, de 1948 a 1950.
Duas pranchas de "Puro Sangue", aventura de Rusty Riley, aqui chamado "Dick",
in "Diabrete" #559 e #758 (1949/50) 
Prancha de "Puro Sangue", in "Diabrete" #612 (Maio/1949)
A partir de 1951, é também na saudosa revista “Mundo de Aventuras” que largamente continua a ser editado entre nós. 
Prancha de "Sir Percival, o Burlão", in "Mundo de Aventuras" #172 (27.11.1952)
Prancha de "Sir Percival, o Burlão", in "Mundo de Aventuras" #173 (04.12.1952)
Quatro pranchas de "A Intrusa", onde Rusty Riley se chamava "Pedrito", in "Mundo de Aventuras" #807
"Pedrito em A Mansão Assombrada" - capa de Carlos Alberto Santos,
in "Mundo de Aventuras" #829
Pranchas de "A Mansão Assombrada", in "Mundo de Aventuras" # 829

Mas não só, pois de um modo solto e com as correctas indicações do sítio “A Minha Biblioteca de Banda Desenhada”, a série foi também publicada em “Condor Mensal”, “Êxitos da TV”, “Condor Popular”, “Canguru”, “Águia”, “Colecção Audácia”, “Selecções do Mundo de Aventuras”, “Tigre”, “Ciclone” e “O Século Ilustrado”.
Rusty Riley em "Um Caso de Espionagem", in "Colecção Condor" Fascículo 20,
com capa de Vítor Péon.

Faltam, em Portugal, os álbuns com as suas aventuras, devida e atentamente compiladas cronologicamente. Mas isso.... Ele há coisas!

Nota: Agradecemos a colaboração de Paulo Viegas e de Carlos Gonçalves, que nos enviaram algumas das imagens que ilustram este post.
LB


"O Aventureiro", fanzine do Clube Português de Banda Desenhada,
dedicou o seu sétimo número a Rusty Riley (Abril de 2001)
Rusty Riley ("Pedrito") no "Mundo de Aventuras", com capas de Carlos Alberto Santos

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (134)

LA PESTE - Edição Casterman. Segundo a criação original de Jacques Martin, “La Peste”, é o 16.º tomo da belíssima série “Jhen”, que, estranhamente, jamais foi publicada em português (!!...). Este tomo tem argumento de Jerry Frissen e Jean-Luc Cornette e arte gráfica do já notável holandês Paul Teng.
E é mesmo o brilhante grafismo de Teng que aqui se sobressai. Admirável!
O arquitecto Jhen Roque e seu amigo Venceslas, são chamados para colaborar na reparação da sumptuosa catedral de San Nicola di Pellegrino, na cidade de Trani.
É aqui que Jhen reencontra o seu estimado amigo Rafael (ainda jovem, mas já famoso e que será o único personagem autêntico de todo este enredo). Don Saverio é o culto, paciente e humaníssimo governante de Trani...
Todavia, por aqui grassa uma onda mal escondida de anti semitismo, sobretudo da parte da empedernida e fanática esposa de Saverio. O ódio, beato e estúpido, impera sob as intrigas doentias da primeira dama de Trani. E os abomináveis crimes de sangue vão acontecer...
Como se isto não bastasse, a implacável peste toma conta da região.
Um belo tomo de Jhen, a não perder!



LE DÉCHU - Edição Soleil. Autores: argumento de Sylvain Cordurié, traço de Vukic Bojan e cores de Guillaume Lopez. “Le Déchu” (O Destronado) é o 10.º tomo da série “Oracle”, que voga pela sempre interessante Mitologia Grega.
Neste tomo, é o famoso Apolo que cai em desgraça... e tudo se complica nos antagonismos entre os deuses e, à boleia”, com os humanos a apanharem por tabela.
A Humanidade sempre inventou, via certa e oportunista classe social, as religiões (quase sempre inúteis...). Por exemplo: os judaico-cristãos-maometanos acham que Jeová-Deus-Alá, fez o Homem à sua imagem e semelhança (nota-se, não é?); os gregos, espertalhões admiráveis, inventaram os deuses à imagem e semelhança dos homens... Que irónica maravilha!
É por aqui que a amarga série “Oracle” nos sacode com muita pertinência.



LE PRINCIPE D’EISENBERG - Edição Casterman. Prosseguindo a série “Lefranc”, criada por Jacques Martin, aqui temos agora o 28.º tomo, com argumento de François Corteggiani e grafismo de Christophe Alves.
O enredo, bastante misterioso, está assente no “Princípio da Incerteza” do físico alemão Werner Heisenberg (1901-1976), que, entre outros Prémios, recebeu o Nobel da Física em 1932. O seu “Princípio” foca as probabilidades (e perturbações) da Física Quântica...
Nem tudo o que parece, é!... E desta vez, o arrojado jornalista Guy Lefranc, por sua conta e risco, vai investigar crimes da espionagem e da contra-espionagem, passando ao lado da “certeza” dos outros.
Uma aventura invulgar no caminho das que Lefranc tem sofrido e vencido.



LES BATAILLES DE MOSELLE - Edição Casterman. Para a primeira parte (1870 e Primeira Guerra Mundial), o texto é de Marc Houver; para a segunda parte (a Segunda Grande Guerra), o texto é de Jean-François Patricola. O grafismo é de Olivier Weinberg e as cores de Emmanuel Bonnet.
Neste tomo ainda, um Prefácio de Patrick Weiten, antigo deputado e presidente do Departamento da Moselle.
Em relação a Guy Lefranc, este tomo faz parte da série paralela, histórico-didáctica, “Les Reportages de Lefranc”.
A zona de Moselle sempre foi um território de conflitos entre a França e a Alemanha. Conflitos, martírios e heroicidades admiraveis. São estes aspectos, de belo registo histórico, que aqui são marcados numa “reportagem” de Guy Lefranc.
LB

sábado, 2 de dezembro de 2017

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS - ARTE COM MUITA OFICINA (8)

Por: José Ruy

Na sequência do que tenho vindo a apresentar, verificámos como os desenhos originais de Harold Foster foram, em alguns casos, vítimas de cortes aleatórios e prejudiciais.
No entanto, outras publicações em livro apresentaram, de maneira exemplar, uma adaptação das vinhetas de Foster, isolando-as da narrativa gráfica e contando a história resumidamente, como um livro de texto acompanhado de ilustrações.
É o caso desta edição da «Treasure Books, Inc.», de New York, num formato
20 cm x 17 cm.
Retiraram pormenores às espetaculares vinhetas e transformaram-nas em ilustrações de página única ou dupla. O texto é resumido e simples. Neste caso apenas lhe encontro um senão.
Nas páginas duplas a lombada come uma parte do desenho. Nunca gostei de passar desenhos de página par para ímpar, por causa deste problema.

Também no Rio de Janeiro, Brasil, a «Rio Gráfica Editora» apresentou, quanto a mim pelo que conheço, a melhor adaptação desta obra em quadrinhos de Hal Foster, transformada em livro de texto com algumas ilustrações.
As figuras foram cuidadosamente destacadas dos fundos que as envolviam formando uma composição equilibrada, conseguindo um conjunto harmonioso, mantendo o ritmo da história contada em texto.

Há pelo menos sete volumes publicados desta série em 1955, no formato de 
25,5 cm x 16 cm, com 128 páginas cada, a preto e branco, tirando partido da retícula incluída por Harold Foster.

No nosso caso português, de uma maneira geral, quando estruturamos uma história não pensamos como ela poderá ser impressa, se a cor ou a preto, se só em livro ou também em jornal ou revista, ou ainda se o formato de uma eventual publicação irá obrigar a uma demasiada redução. Por isso trabalho desde há muito tempo com um esquema que permite essas hipóteses, tendo adquirido como lição o que observei nos norte-americanos.
José Ruy