sábado, 21 de maio de 2016

BREVES (27)

BEJA COMEMORA A DÚZIA - Inaugura na próxima sexta-feira, dia 27 de Maio, o XII Festival Internacional daquela cidade.
Ao contrário de todas as anteriores edições, desta feita o Festival não decorrerá na Casa da Cultura, por motivo de obras.
O festival procurou colmatar essa dificuldade e encontrou a solução no Pax Julia - Teatro Municipal. É lá que se fixa o núcleo principal de exposições, ainda que, como habitualmente também, outros espaços da cidade sejam ocupados ao longo do centro histórico (Museu Regional, Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Galeria do Desassossego, Galeria dos Escudeiros, Estoriastantas, Farelo, etc).
Como sempre, a programação paralela é extensa e apelativa: apresentação de projectos, lançamentos, workshops, concertos desenhados, sessões de autógrafos, mercado do livro, Cinema e BD... 
Serão muitos os autores presentes, dos quais salientamos Sónia Oliveira, David Soares, Pedro Carvalho, André Oliveira, Nuno Saraiva, Lindomar e Olímpio de Sousa, Álvaro, Diniz Conefrey, Filipe Melo, Juan Cavia, Lúcio Oliveira, Henrique Magalhães. Tudo bons motivos para não perder esta festa dos quadrinhos.
Mais informação pode ser consultada aqui.



TROFÉUS CENTRAL COMICS PREPARAM FESTA - A cerimónia da entrega dos Troféus Central Comics vai ter lugar no próximo dia 24 de Junho, às 17:00 horas, na EB Manuel António Pina, em Vila Nova de Gaia.
Esta 14.ª edição trará com ela algumas novidades, nomeadamente um segundo grupo de prémios, denominados Troféus Central Comics Extra, que se soma aos prémios já existentes.
O cartaz do evento é da autoria de Daniel Maia.
Mais informação pode ser consultada aqui ou aqui.



REPORTAGEM EXPOS CPBD
Conforme demos nota na altura, inauguraram no passado dia 30 de Abril, na sede do Clube Português de Banda Desenhada, na Amadora, as exposições "Eça de Queirós na Banda Desenhada" e "Alexandre, o Herculano".
Deixamos agora uma mini-reportagem fotográfica (com fotos do nosso amigo Dâmaso Afonso, a quem agradecemos a gentileza), relembrando que as exposições estarão patentes até finais de Maio, todos os sábados, entre as 16:00 e as 19:00 horas.
Luiz Beira no uso da palavra, ladeado por Carlos Rico, Pedro Mota e António Amaral
Da esquerda para a direita: Geraldes Lino, Pedro Massano, Baptista Mendes,
José Ruy, Pedro Bouça e Carlos Moreno
Painel de introdução e painel final da exposição "Alexandre, o Herculano"
Exposição "Alexandre, o Herculano"
Exposição "Eça de Queirós na Banda Desenhada"

Luiz Beira e Pedro Massano
Foto de grupo, junto à entrada da sede do CPBD, na Amadora



A 9.ª ARTE POR DIVERSOS PAÍSES (2)
Pois descobrimos mais alguns termos que aqui revelamos, acrescentando alguns territórios que não são independentes.

ALBÂNIA: Vizatime Komike
ÁFRICA DO SUL (em africânder ): Strokiesprente
ÁFRICA DO SUL (em zulu): Amahlaya
BIRMÂNIA: Rotepya
CATALUNHA: Historietes
CAMBOJA: Rueng Kambleng
COREIA: Manhwa
CÓRSEGA: Tantu Fumetta
DINAMARCA: Tegneserier
NORUEGA: Tegneserier
ESCÓCIA: Comaigean
ESLOVÉNIA: Stripi
ESTÓNIA: Koomiks
GALIZA: Banda Deseñada
LETÓNIA / POLÓNIA: Komiksy
LITUÂNIA: Komiksai
MALTA: Komiks
MONGÓLIA: Kharuulran Mash Sonirkholtoi Zurgan
NEPAL: Hãsya
PAÍS BASCO: Komikiak
SOMÁLIA: Qoslo
SRI LANCA: Vihilu
SUÉCIA: Serier
TAILÂNDIA: Phâph Kãrtun
UCRÂNIA: Komksy
UZBEQUISTÃO: Komikslar
VIETNAME: Truyên Tranh
E existe nesse ideal idioma que devia ser mundial, o
ESPERANTO: Komiksoj




ANIVERSÁRIOS em JUNHO
Dia 03: Roger Widenlocher (francês)
Dia 04: Ruka Rebello da Silva
Dia 06: Ricardo Inácio
Dia 09: André Juillard (francês) e Theo Caneschi (italiano)
Dia 10: António Carichas
Dia 11: Isabel Lobinho
Dia 14: Luís Louro, Dodo Nitá (romeno) e Cosey (suíço)
Dia 16: Armando Servais Tiago
Dia 24: Séra (franco-cambojano)

terça-feira, 17 de maio de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (92)

L’ARMÉE DE LA LUNE - Edição Casterman. Argumento de Régis Hautière, traço de Fred Salsedo e cores de Greg Salsedo.
É o primeiro tomo da série “Les Trois Grognards”.
A narrativa, inspirada em factos históricos, leva-nos com bastante humor e situações de acção, para o exército de Napoléon Bonaparte, que alguém quer abater...
O mestiço antilhano Honoré Dimanche, está em prisão perpétua pois fizera parte de uma rebelião para a independência de Saint-Domingue. Um misterioso personagem propõe-lhe a liberdade em troca de uma missão da alto risco... Honoré volta para o exército e torna-se amigo do seu camarada franzino Félicien e do grandalhão Kámeneur (exageradamente mais volumoso que o verde Hulk), um exemplo de força bruta e pouca inteligência.
Uma série bem divertida.
SEU NOME PRÓPRIO...MARIA! SEU APELIDO, LISBOA! - Edição Polvo. Autor: Henrique Magalhães. Este tomo é uma recolha das principais tiras da série “Maria”, da autoria do brasileiro Henrique Magalhães.
Implacável e mordaz, o autor satiriza frontalmente as nódoas mentais, políticas e económicas, do que ele vai observando na sociedade actual.
Um álbum que merece uma atenta leitura.


DERNIER ACTE - Edição Dargaud. Argumento de Pierre Boisserie e Philippe Guillaume, traço de Erik Juszezak e cores de Amélie Vidal.
“Dernier Acte” é o décimo e derradeiro tomo da série “Dantès”.
A série começou muito bem, numa adaptação aos dias de hoje e ao panorama económico, do clássico “O Conde de Monte-Cristo”. Depois, dando continuação à “heroicidades” de Alexandre (ou Christophe) Dantès, a série vai descambando para enredos frágeis e sem grande interesse...
Pois é: quando se estica muito um tema, nem sempre isso resulta.
LB

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (7) - FLORENCE MAGNIN (França)

Florence Magnin (1950)
Deslumbrante e invejável, Florence Magnin nasceu em Paris a 7 de Março de 1950. Cursou Belas Artes na sua cidade natal.
Em 1984, para a revista “Métal Hurlant”, criou uma curta narrativa-BD, mas depois afastou-se logo da 9.ª Arte.
Dedicou-se então à cenografia no Theâtre Astral de Besançon, e também, fazendo ilustrações para jogos diversos, capas, cartazes, livros infantis, etc.
Apaixonada pelo fantástico e aspectos oníricos, em 1990 regressa à Banda Desenhada, tendo quase sempre o argumentista Rodolphe a aplicar-se nos textos.
Desta bela parceria nasceram as magníficas séries “L’Autre Monde (6 tomos)...

...e “Mary, la Noire” (3 tomos).

A solo, Florence criou mais duas obras: o álbum one shot “Mascarade”...
Capa e pranchas de "Mascarade"

...e a série “L’Héritage d’Émilie”, em 5 tomos.

Pela sua admirável e bela obra, salienta-se ainda a sua arte em “L’Univers d’Ambre”, segundo a obra  de Robert Zelazny, com guião de François Nedelec.
 

Apesar da alta qualidade, a obra de Florence Magnin empoeira-se perdida na gaveta dos nossos editores... É a lástima do costume!
LB

terça-feira, 10 de maio de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (91)

POST-TRAUMA - Edição Lombard. Argumento de Sylvain Runberg, traço de Louis e cores de Véronique Daviet.
“Post-Trauma” é o segundo e último tomo da série de ficção-científica, “Drones”.
Com toda a fantasia natural do género e do argumento, a narrativa está plena de acção violenta, numa empenhada guerra sem contemplações.
A liderar esta implacável beligerância, estão duas mulheres, combatentes e inimigas: Louise Fernback, pelo lado europeu, e Yun Shao, uma terrorista católica chinesa. E ambas não conhecem qualquer sentimento de piedade!...


ATLANTA-MIAMI - Edição Les Humanoïdes Associés. Segundo uma ideia de Stephane Louis, tem argumento de Thomas Martinette e Christophe Martinolli e arte gráfica de Jorge Miguel. “Atlanta-Miami” é o primeiro tomo da trilogia “Seul Survivant”.
Um grupo de estudantes decide-se a passar umas breves férias primaveris na Florida. E desafiam o taciturno amigo Max a acompanhá-los, para ele se aliviar da angústia de ter perdido a sua namorada num trágico e horrível acidente de autocarro... Porém, nesta viagem até Miami, mal o avião descola, nada se passa como era previsto...
Um argumento cativante e a belíssima arte do nosso compatriota Jorge Miguel.


LES CITADELLES DE SABLE - Edição Lombard. Segundo a obra do malogrado Gilles Chaillet, este 27.º tomo da série “Vasco”, tem argumento de Luc Révillon, traço de Dominique Rousseau e cores de Chantal Chailler, viúva de Gilles, que também dá a sua achega no argumento.
O banqueiro Tolomeo, cansado e velho, sente a necessidade de entregar a gestão dos seus negócios a alguém competente. Mas qual dos seus dois sobrinhos a poderá merecer? Vasco é pouco dotado para este tipo de responsabilidades; e o irmão mais velho deste, Lorenzo, há muito que se afastara para o norte de África, constando que andava algures metido por guerras locais... Vasco parte então para Marrocos, a fim de encontrar o irmão e trazê-lo de volta para Siena.
Mas esta missão vai ser difícil e perigosa, muito perigosa mesmo...
LB

sábado, 7 de maio de 2016

A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS (4)

Paralelamente com o trabalho de reajustar no argumento os novos elementos que colhi na Ilha do Corvo em janeiro de 2016, avancei com a primeira página em definitivo, já com a cor aplicada, para que pudessem ver como toda a história ia ficar depois de pronta para ser publicada em livro.
Para mostrar que nada está em definitivo, mesmo com a aparência de terminado, esta página sofreu entretanto modificação na vinheta 3, pois tive depois informação mais concreta, de que a ermida existente no século XVII, não possuía cobertura de telha, mas sim de colmo e nada a distinguia das outras casas. Também não tinha sino.
Estas descobertas são o resultado de aturadas pesquisas dos amigos que colaboram gentilmente comigo nesta obra, os lentes da Universidade dos Açores João Saramago, linguista, José Neto, arqueólogo, e Carlos Riley, historiador.
O coordenador do Ecomuseu do Corvo, Eduardo Guimarães, também recolhe muita documentação que me fornece.
Uma equipa de luxo a acompanhar-me. Sou uma pessoa com sorte.
Mostro também mais alguns estudos que fiz das fisionomias de pessoas do Corvo, que se prestaram a servir de modelo para as várias personagens incluídas na história.

E a seguir, os esboços das páginas 5, 6 e 7, com o desenrolar da narrativa. Por enquanto vou contando costumes e vivências dos habitantes da Ilha no século XVII, até culminar com o ataque dos piratas e a forte resistência dos corvinos. Mesmo assim, nestes esboços vamos acrescentando constantemente dados novos. Por exemplo, o linguista João Saramago forneceu-me uma lista de termos antigos usados pelos corvinos, e que assentámos fazer parte dos diálogos, com a explicação na base de cada vinheta.
Mas cada um destes doutos especialistas, não se restringe à sua área e colabora no que conhece, indicando livros e documentos onde eu possa colher elementos indispensáveis para que o trabalho fique enriquecido.
Neste momento estamos à volta da reconstituição do interior das casas em 1632, como eram a divisões, onde faziam o fogo nas lajes do lar, sem chaminé para saída do fumo. No próximo artigo mostrarei os estudos para este pormenor importante.



Claro que estes esboços são simples apontamentos informais, sem a preocupação do rigor dos trajos exatos nem das fisionomias que corresponderão depois às dos corvinos que estiveram a posar. Servem apenas para enquadrar as composições nas vinhetas. E é extraordinário como não só as entidades da Ilha, mas também a sua população entenderam perfeitamente a intenção.
Mas o inédito está na participação dos corvinos a darem alvitres e opiniões quanto a atitudes das personagens em certas situações do argumento.

José Ruy
13 de abril de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

UMA OBRA... VÁRIOS ESTILOS (7) - QUENTIN DURWARD

Embora não a cem por cento correcto, Sir Walter Scott é considerado como o criador do romance histórico. Nasceu na Escócia a 15 de Agosto de 1771 e faleceu a 21 de Setembro de 1832.
Enérgico, escreveu uma vasta obra, sempre muito aplaudida, da qual se salientam os títulos “Waverley”(1814), “Rob Roy” (1818), “Ivanhoe” (1819), “O Pirata” (1822), “Quentin Durward” (1823) e “A Vida de Napoleão Bonaparte” (1823).
O romance “Quentin Durward” situa-se na Europa no ambiente medieval, focando a rivalidade entre Louis XI de França e Carlos, o Temerário (Duque de Burgundy). Nesta empolgante narrativa, não faltam as intrigas, os duelos, os assassinatos e também, a doce teia de um caso de amor. O corajoso jovem Quentin Durward é um destemido arqueiro da guarda real...
A obra foi algumas vezes adaptada, cada uma com o seu primor, à Banda Desenhada. Até ao momento, conhecemos as seguintes versões:

Entre Novembro de 1940 e Março de 1941, o jornal canadiano La Presse publicou uma adaptação deste romance desenhada pelo norte-americano James Carroll Mansfield.  
"Quentin Durward", por James Carroll Mansfield, in "La Presse" (1940)


Os portugueses Manuel Alfredo (texto) e Fernando Bento (desenhos), criaram em 1954 /1955, uma magnífica adaptação para o “Cavaleiro Andante”, do n.º 110 ao 169. Como é que esta jóia da Banda Desenhada Portuguesa ainda não existe em álbum?!...
"Quintino Durward", por Manuel Alfredo e Fernando Bento, in "Cavaleiro Andante" (1954/55)


O incontornável desenhista belga Fred Funcken, em 1955, adaptou esta história para a revista francófona “Tintin”, mas numa curta de apenas quatro pranchas.
"Quentin Durward", por Fred Funcken, in "Tintin" # 331 (1955)


Igualmente no ano de 1955, foi publicado um episódio em banda desenhada de Quentin Durward, por autor indeterminado, no #16 da revista francesa "Mondial Aventures".
Capa do # 16 de "Mondial Aventures", Société Parisienne d'Édition (1955)



Em 1959, com chancela da Editorial Íbis, mais uma adaptação deste romance foi publicada no #55 da Colecção "Histórias Selecção", da qual desconhecemos o autor dos desenhos. Infelizmente, só conseguimos disponibilizar-vos a capa.
"Quintin Durward", de autor desconhecido, na colecção "Histórias Selecção" # 55 (Editorial Íbis, 1959)



Em 1963, o catalão Marc Cardus (nascido em Barcelona e emigrado em França), fez uma versão em tiras para o periódico "Paris-Jour", de Paris.
"Quentin Durward", por Marc Cardus, in "Paris-Jour" (1963)



E em Espanha, com a força criativa dos catalães, as edições Bruguera publicaram em 1973, outra bela versão com guião de Miguel Cussó e arte de Antonio Bernal e José Claperas Carominas.
"Quentin Durward", por Miguel Cussó, Antonio Bernal e José Claperas Carominas,
in "Joyas Literarias Juveniles" # 67 (1973)

E por aqui, até agora, mais não descobrimos...
Registamos e agradecemos os apoios prestados por Juan Espallardo, Manuel Barrero, José Manuel Vilela e Edgar Tendeiro.


RODAPÉ:
1 - “Quentin Durwad” foi adaptado ao Cinema norte-americano (em Portugal, com o título “A Coroa e a Espada”) por Richard Thorpe e com o actor Robert Taylor; na Rússia, em 1988, por Sergey Tarasov e com o actor Aleksandr Lazarev; houve ainda a série televisiva franco-alemã (1971) por Gilles Grangier e com o actor Amadeus August.
2 - Como nota de glória, num devido texto da Wikipedia, na informação “Adaptations”, salienta-se apenas pela 9.ª Arte, a versão de Fernando Bento.
3 - Em 1958, “Quentin Durward” foi também adaptado à Ópera por François-Auguste Gevaert, com libreto de Eugène Cormon e Michel Carré.
LB