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sexta-feira, 31 de julho de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (77)

TUNGSTÉNIO - Edição Polvo. Autor: Marcello Quintanilha.
Pela série de nove álbuns Sept Balles Pour Oxford (ed. Lombard), já conhecíamos o traço firme do jovem brasileiro Marcello Quintanilha (residente em Barcelona). Depois, tivemos o prazer de o conhecer pessoalmente nos primeiros dias do Festival BD de Beja deste ano. Aqui foi então lançado e apresentado ao bedéfilo português o álbum “Tungsténio”, publicado no Brasil em 2014 e, neste ano que decorre, com edições em Portugal, Espanha e França.
É uma obra forte, amarga, marcadamente realista e com alguns laivos de romantismo. Os três temas que se entrelaçam estão admiravelmente marcados na força do preto-e-branco, pelo traço belo e feroz de Quintanilha.
O nosso aplauso pleno!

LE GÉNIE CRÈVE L’ÉCRAN - Edição Lombard. Argumento de De Groot e arte de Turk.
Este tomo é o 46.º álbum da impagável e tão divertida série “Léonard”. Sempre com a eterna “guerrilha” do irascível e velho inventor Léonard e o seu mártir discípulo Basile, com as frequentes participações da cozinheira, do gato e da ratinha.
É uma obra salutar, belo remédio para os sisudos e os resmungões.
Mais uma vez, De Groot e Turk estão de parabéns.

LA MÉMOIRE DES NOYÉS - Edição Bamboo (Grand Angle). Autor: Jack Manini, segundo uma história original de Patrick Ordas e Patrick Cothias.
La Mémoire des Noyés é o terceiro e último tomo da série “S.O.S. Lusitania”, focando com uma necessária ficção, aspectos vários da tragédia naval e autêntica do traiçoeiro afundamento em 1915 no Oceano Atlântico, entre os Estados Unidos e a Inglaterra, do transatlântico “Lusitania” por um submarino alemão.
Quem traiu quem, para que esta tragédia tivesse lugar ceifando tantas e tantas vidas? Será que o espírito dos afogados ainda pode reclamar por um ajuste de contas?...

CUMBE - Edição Polvo. Autor: Marcelo D’Salete.
Brasileiro, este autor e desenhista tem obra publicada em vários países, além de participações suas em diversas festas (exposições, salões e/ou festivais) de Banda Desenhada.
Neste belíssimo álbum, “Cumbe”, se narram situações cruéis e de subentendidas vinganças, mesmo para além de mal escondidas histórias de amor, situações “infernais” que os escravos negros, sobretudo oriundos de Angola e do Congo, sofriam num Brasil luso-prepotente (mas era assim a época...).
Hoje, em teoria, o esclavagismo já não existe. Não?!... Marcante, este disfarçado sistema ainda é usado por muitas nações “árabes”, pois muito ingénuo africano que vai piamente em peregrinação a Meca, “desaparece” e não torna mais!... Mas há por aí muita hiena com forma humana que só sabe vociferar contra os portugueses, os espanhóis, os franceses, os holandeses, os ingleses, etc. Que pena que tal visão tenha os olhos desviados um do outro!
Contudo, “Cumbe”, é uma obra que deve ser lida.

ZITS EM CONCERTO - Edição Gradiva. Autores: Jerry Scott e Jim Borgman.
Hilariante! Simplesmente... hilariante!
O personagem central desta série, o jovem Jeremy, tem muitas afinidades com o popular Gaston Lagaffe. São ambos preguiçosos, aparentemente ingénuos, dorminhocos, desleixados e desarrumados, aptos em criar situações em que qualquer um “sai dos carretos”. De resto, Jeremy leva a vantagem de ser muito mais comilão que Lagaffe. Cada um no seu universo, um tanto paralelo e tangente, a nível de pódio, ganhariam ambos o primeiro prémio em ex-aequo.
Sempre que lemos um álbum desta divertidíssima série “Zits”, ficamos tristes quando ele chega “ao fim”. E agora? Quando é que vem o próximo?
LB

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NOVIDADES EDITORIAIS (30)

ESTAR MORTO É O CONTRÁRIO DE ESTAR VIVO - Com edição Gradiva e autoria de Jerry Scott e Jim Borgman, "Estar Morto é o Contrário de Estar Vivo", é o mais recente e hilariante álbum da série de tiras, "Zits", editado entre nós.
Altamente divertido pelos seus disparates e absurdos, cá continuamos a enfrentar as incríveis situações e "filosofias de vida" do jovem Jeremy que, até certo ponto, nos lembra o famoso Gaston Lagaffe. Depois, há aquela "glória" que se nota muito na versão tiras, onde, muito para além da anedota em si, se demarcam bem as expressões faciais finais (sobretudo nos olhos). Outros três belos exemplos neste sentido: "Mafalda" de Quino, "Red Eye" de Gordon Bess e "Os Compadres" de Sergei... São meros exemplos, claro, pormenor que bem se encontra em "Zits".
Um encanto pleno de graça, que até diverte os sisudos!


LE SERMENT DU TOPHET - Com edição Dargaud, "Le Serment du Tophet", é o primeiro tomo da série "Les Voleurs de Carthage", com argumento de Appollo (aliás, Olivier Appollodorus) e traço de Hervé Tanquerelle.
Uma divertida balbúrdia, quando os romanos e os numidas andavam ao sopapo e todos queriam dominar (ou destruir) a poderosa cidade de Cartago. Dois desertores, o gaulês Horodamus e o numida Berkan, por "acaso", salvam a bela e astuta Tara que, aparentemente, ia ser oferecida como vestal ao templo de Tanit. Ao princípio, eles queriam apenas fazer sexo com a "virgem" e depois, vendê-la aos berberes selvagens. Mas tudo é virado do avesso!... Tara vem a "requisitá-los", pois tem um objectivo: apoderar-se do tesouro sagrado do templo. O pior é que há muito mais gente a cobiçar esse mesmo tesouro...


TRANS-AMAZONIE - Com edição Lombard, é o segundo tomo da série "El Spectro", com argumento de Frédéric Antoine e arte gráfica do canadiano Yves Rodier (exacto: o mesmo jovem autor que "concluiu", e muito bem!, o álbum inacabado de Hergé da série Tintin, "Tintin e o Alfa-Arte").
"El Spectro" é um mexicano campeão de luta livre que nunca mostra o rosto, pois usa sempre uma máscara vermelha a proteger-lhe a cabeça. Agora, troca a luta livre
pelo automobilismo, numa corrida ao longo do rio Amazonas, sob patrocínio de Zalcaro, uma pequena e fictícia república governada por um sonso ditador, típico
dos países da América Latina.
Muita acção e algum humor, numa linguagem hergeana, já que Rodier é um admirador pleno de mestre Hergé. É um talentoso discípulo que não trai o mestre.


APRÈS-GUERRE /1 - Este primeiro tomo da série "Après-Guerre", tem por título "L'Espoir", com edição Lombard, argumento de Éric Warnauts e grafismo de Raives (aliás, Guy Servais).
Na verdade, a Segunda Grande Guerra já havia terminado. Berlim, em 1947, está agora dominada por forças de quatro das nações vitoriosas, mas... mas uma outra guerra, também cheia de actos poucos dignos, está a começar: a famosa, sinistra e sufocante "guerra fria". E não só nas rivalidades, desconfianças e ambições de uns países para os outros, pois na própria União Soviética, Estaline, é demasiado feroz e desconfia de muitos comunistas, sobretudo se esses, são de outras nacionalidades... Enfim, os usos e abusos do poder absoluto!...
Obra de peso, a ler com atenção.


MEMOIRE FLASH - O herói chama-se Arrouan, cognominado de "o Nómada". Formado pelos serviços secretos norte-americanos, tem o poder de penetrar na memória dos computadores. Querendo desligar-se e evadir-se das conjuras internacionais e mal intencionadas, ele foge e refugia-se  no deserto africano, junto dos seus irmãos tuaregues...
E, no entanto, nenhum local é seguro!... Num momento de breve ausência, sua companheira (e o filho que espera), é raptada. Arrouan começa então a sua busca incansável e implacável para encontrar a sua mulher, Kalash...
Na linha da ficção-científica, "Nomad", é uma série localizada no século XXI, mas muito mais lá para diante. Tem edição Glénat, argumento de Jean-David Morvan, traço de Julien Carette (e alguma colaboração de Sylvain Savoia). "Memoire Flash", é o primeiro tomo do segundo ciclo desta série.