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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

OBRAS RARAS (8)

Pedro Massano
MATARAM-NO DUAS VEZES - Até agora, e em princípio, é o único tomo da prevista série “A Lei do Trabuco e do Punhal”, por Pedro Massano (com texto de Luís Avelar)...
Este primeiro tomo, “Mataram-no Duas Vezes”, foi editado pela Europress em 1987. Foi grande êxito na altura e, de momento, o álbum envereda pela galeria dos “esgotados” ou muito difíceis de se encontrar.
Tudo ronda num passado mais ou menos recente, quando as guerrilhas políticas e a banditagem desassossegavam o nosso País, que parecia andar “sem Rei nem Roque”. Tempos amargos, de crimes e de angústias para o nosso povo, sobretudo com as acções de João Brandão.
Então, caro Pedro Massano, vamos a essa necessária continuação?


Francisco Marcatti
A RELÍQUIA - É incrível, mas em Portugal é um álbum praticamente desconhecido!...
“A Relíquia” é uma das mais brilhantes obras do nosso grande Eça, com a sua implacável e mordaz crítica social.
No Brasil, nasceu uma divertida e maravilhosa adaptação, em BD, desta obra. Que espanto! Uma monumental paródia a um texto de Eça pelo admirável desenhista Francisco Marcatti.
Teve edição pela Conrad, em 2007. No entanto, é lastimável que esta obra não tenha a respectiva edição no nosso país... Haja Deus!



CONTOS DAS ILHAS - Com edição Asa, em 1993, foi editado um belo álbum, “Contos das Ilhas”, hoje esgotado e avidamente procurado.
Sob coordenação atenta e correcta do argumentista Jorge Magalhães, aqui participam os nossos desenhistas: Eugénio Silva (também autor da capa), com “O Coelho Branco”; José Garcês, com “O Mestre das Artes”; Catherine Labey, com “A Terra dos Enganos”; e Carlos Alberto Santos no seu derradeiro trabalho em BD, com “O Rei de Nápoles”.
Uma preciosidade da nossa 9.ª Arte em quatro episódios distintos! Uma obra que exige uma bem merecida reedição!
LB

segunda-feira, 27 de junho de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (96)

GOLD BLACK - Edição Lombard. Tem argumento de Benec, traço de Thomas Legrain e cores de Elvire De Cock. Trata-se do 9.º tomo da série “Sisco”.
Como todo o bom agente secreto, Sisco é corajoso, astuto, frio, etc, insinuando-se com as suas destemidas apostas pessoais, pelos mais diversos meandros das sujeiras políticas e das mais “divinas” corrupções.
Todavia, Sisco, havia abdicado da sua carreira oficial e profissional. Digamos que queria viver em paz...
Pois sim, pois não! Quem de direito do Governo Francês (Sisco é ou era um agente francês) convida-o para uma acção delicada e explosiva nas negociatas sujas do petróleo, algures pelas zonas de vários territórios do Oceano Pacífico... Pensa recusar, mas fica a saber que a sua paixoneta fora raptada no Sudão... E pronto, aceita o desafio!...
“Sisco” é uma série plena de acção e sem contemplações de qualquer género, que deve ser lida e acompanhada.

EDIBAR - Edição HQ Maniacs Editora, Lda. Autor: Lúcio Oliveira, com um prefácio de Marcelo Alencar.
Para os que usam dentadura e pensam que ela está segura, é conveniente firmá-la bem antes de começar a ler este álbum (tamanhas serão as gargalhadas!...), que foi apresentado pelo autor no Festival de BD de Beja deste ano.
Edibar é um personagem fantástico, um tanto gabarolas e aldrabão, fanaticamente doido por cerveja, e que vive com uma esposa horrenda e resmungona, Edimunda, e que, volta não volta, tem ainda de suportar a sua sogra, Ana Conda, ainda mais horrenda e repulsiva que a filha...
Com tudo isto, é só risota garantida.
Curiosamente, há um veterano desenhista romeno, Marian Radu, que aborda similarmente as paródias anti-sogra no álbum “Bem-Vinda Querida Sogra!” (Bine Ai Venit, Mamã Soacrã!), do qual e do seu próprio bolso, Radu fez uma curta edição em português que ofereceu aos presentes no Salão Internacional de Viseu-2009.
Aplausos a Lúcio Oliveira!


SANTO ANTÓNIO - Edição Europress. Autor: José Garcês.
Na antevéspera do Dia de Santo António, com o matutino “Público”, foi posto à venda um novo álbum elaborado por mestre José Garcês, actualmente o decano dos desenhistas portugueses: “Santo António”.
Sabíamos que era um velho sonho de Garcês, mas o álbum lá apareceu, digamos que de surpresa. E no entanto, já em 1959, no n.º 12 da revista “Camarada” (2.ª fase), aí se encontra noutra versão e apenas numa prancha, o mesmo e
nosso Santo António, que os italianos querem à força que seja de Pádua, quando ele é de Lisboa.
Santo António, o mais popular santo português, merecia esta honra em Banda Desenhada. No entanto, que não se propale para aí, que é o Padroeiro de Lisboa. Não, não é!... O Padroeiro de Lisboa é S. Vicente, martirizado e morto em Espanha, mais tarde enterrado no Algarve e cujos restos mortais, D. Afonso Henriques, fez transladar para Lisboa.
De Santo António, que começou por ser Fernando de Bulhões, conhecem-se melhor as lendas populares que a verdade histórica da sua passagem por esta vida. De qualquer modo, é interessante conhecer-se esta obra de José Garcês.
LB