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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

​NOVIDADES EDITORIAIS (224)

CALAMITY JANE - ​Edição Ala dos Livros. Autores: argumento de Thierry Gloris e arte de Jacques Lamontagne. Série: "Wild West".
Calamity Jane (aliás, Martha Jane Canary-Burke), não é uma figura de lenda, muito embora tantas vezes tenha sido "explorada" com alta fantasia pelo Cinema, Banda Desenhada e Teatro. Ela existiu e foi terrivelmente actuante em inúmeras situações de perigo e/ou violência. Era então a tal época do "Far West", em que ela viveu. No seu registo pelo Cinema, salienta-se entre outros filmes, a opereta "Diabruras de Jane" (1953), onde ela foi interpretada por Doris Day. E, na Banda Desenhada, ela é figura-titulo de um álbum do popular "Lucky Luke"... Tudo fantasias convenientes e de ocasião para facilmente embevecerem o público fácil...
Agora, neste belo álbum em português, enfrenta-se e confronta-se com a possibilidade do que foi toda a vida aventurosa e temerária desta admirável mulher, demarcando-se das lendas e sacrifícios num certo e apenas imaginado ambiente do já tão distante Oeste Norte-Americano.
Toca a ler o álbum!...


NAB / 5 - ​Edição Bamboo. Autores: argumentos de Goulesque e Widenlocher, grafismo de Roger Widenlocher e cores de Anne Franjou-Gille.
É o quinto tomo da série "Les Nouvelles Aventures Apeupréhistoriques de Nabchodinosaure". E que tomo!... ​Só a capa, é uma paródia em desafio!
Como é que nenhuma editora-BD portuguesa ainda não agarrou esta tão delirante e impagável série? Será que as nossas editoras e o nosso leitor bedéfilo já não sabem rir?!... Ora essa!
Deixemo-nos de violências e de erotismos, e aprenda-se ou reaprenda-se a rir em pleno, de vez em quando , com os disparates propostos pelo sempre divertido Widenlocher.


SAPIENS IMPERIUM - ​Edição Les Humanoïdes Associés. Autores: argumento de Sam Timei e arte de Jorge Miguel.
Desde há largo tempo que acompanhamos com sincera admiração a arte do nosso compatriota Jorge Miguel... Um dia, ele fartou-se das editoras portuguesas e, embora continue a residir em Setúbal, é pelas francófonas editoras que vai
triunfando. Bravo!
Agora, neste primeiro tomo de "Sapiens Imperium", fica-se estarrecido pela qualidade gráfica e o devido tema. Que surpresa, grata e imensa, caro Jorge Miguel!
Se o argumentista Sam Timei se fez notar, a arte do português Jorge Miguel tudo ultrapassa admiravelmente.
Obrigado, Jorge Miguel, pela tua belíssima arte!
Esta obra é terrível! É imensa, bela e avassaladora !


BLACK PROGRAM / 2 - Edição Gradiva. Autores, com base na série "Bruno Brazil" criada por Greg e W. Vance: argumento de Laurent-Fréderic Bollée, traço de Philippe Aymond e cores de Didier Ray. Tradução de Jorge Lima.
Na casa do "Coronel L", o chefe de Forças Especiais, "Bruno Brazil", "Gaúcho Morales" "Whip Rafale" e "Tony Nomade" escutam, bem estupefactos, as revelações do "General Smith" de alto cargo na NASA: numa operação mais do que ultra secreta, a NASA enviou 
a Marte uma nave tripulada por dois astronautas!
Tudo terá corrido bem menos no regresso à Terra, onde tudo se complica de um modo terrível e de loucura sob a paranóia de um dos astronautas, o "Rutherford"... que esconde uma base perigosa em plena selva amazónica... Exige-se que todo este perigo seja devidamente "limpo"... dê por onde der.
Em paralelo, "Whip Rafale" descobre que o jovem 
"Adam", é filho e consequência de uma fogosa e impensável aventura sexual de "Bruno Brazil" e a sua pressuposta inimiga de sempre, a "Rebelle"...
LB

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (210)

ALICE, 25 ANOS - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Luís Louro.
Num gesto bem atento pela nossa Banda Desenhada, esta jovem e bem apostada editora fez agora duas edições especiais, em simultâneo, de "Alice", cada uma com a sua aparência específica.
Foi em 1995 que o nosso admirável Luís Louro criou o fenómeno que foi a série "Alice". Para além da série "Jim del Monaco", com o argumentista Tozé Simões, tão popular e sempre de apetecível leitura, o Luís Louro atreveu-se sozinho
(argumento e arte) com outras e ocasionais séries. Destas, "Alice", logo marcou um tremendo entusiasmo pela parte dos nossos bedéfilos. Uma imensa e delirante doideira, que bem merecia ter edições em francês, inglês, italiano e castelhano, pelo menos. Mas, até lá (não há impossíveis...), existe desde agora a comemorar os seus 25 anos esta especial e luxuosa edição, que inclui um belo e espectacular "poster". A não perder!
Parabenizando o nosso absoluto afecto à Ala dos Livros e ao Luís Louro: Força sempre!...


O GRITO DE MOLOCH - Edição Asa. Autores, segundo Edgar-Pierre Jacobs: argumento de Jean Dufaux, grafismo de Christian Caulleaux e Étienne Schreider, côr de Laurence Croix e tradução de Paula Caetano.
Ora cá temos um feliz regresso da série "Blake & Mortimer
", com o entusiasmo que sempre a todos agita.
Duas figuras mitológicas aqui são mencionadas com a sua força simbólica: Orfeu e Moloch (leia-se Moloque). Orfeu foi um grande encantador (em todos os sentidos) com a sua voz e na mestria divina como tocava a sua lira... Aqui, o seu nome
é aplicado às naves extraterrestres por decisão dos serviços secretos ingleses, enquanto Moloch, uma divindade implacável e infernal, é o nome que é dado ao extraterrestre "apanhado" pelos ingleses, uma vez que tais naves se encontravam no subsolo londrino. Apenas a sétima escapou temporariamente, com este Moloch a destruir tudo quanto baste!...
O famoso e complicado Orlik é a chave para resolver a crise. Será ele o salvador do mundo?... Que bizarro, que o álbum explica!...
Jean Dufaux esmerou-se num argumento fantástico onde há
referências e ligações a narrativas anteriores, como "O Segredo do Espadão", "O Mistério da Grande Pirâmide", "Marca Amarela" e/ou ​"A Onda Septimus". Com muita ficção-científica, aspectos de pavor e estranhas e tenebrosas complicações para a Humanidade em fatal perigo. Quase um sufoco!
Um empolgante e apaixonante álbum!


BLACK PROGRAM - 2 - Edição Gradiva. Autores, segundo a saudosa parceria de Greg e Vance, tem argumento de Laurent-Frédéric Bollée, traço de Philippe Aymond, côr de Didier Ray e tradução de Jorge Lima. Série: "As Novas Aventuras de Bruno Brazil".
Depois da primeira parte, ou seja, do tomo anterior, esperava-se em pleno pela continuação, que aí está agora. E muito bem!... 
A alucinação é quase absoluta e galvaniza-nos. Aos elementos que restam do heróico "Comando Caimão" (Bruno Brazil, Whip Rafale, Gaúcho Morales e Tony Nómada), o chefão Coronel L revela, para espanto total, que os EUA já há muito haviam poisado em Marte!!!...
Mas tão épico, fantástico e secretíssimo feito desencadeou umas terríveis consequências, donde uma situação de amarga loucura. Dos dois astronautas, um está a sobreviver artificialmente, quase como um sofredor zombie. O outro, tresloucou-se e é um ambicioso e feroz a programar-se para destruir a "ínfima" Terra e projecta-se para uma imperial conquista do Cosmos!... Tornou-se num bem perigoso doido varrido. Mas ele escapa-se para o imenso espaço...
A concluir este tomo, outro bizarro mistério: Bruno Brazil tem um filho, Adam, gerado com a sua terrível e agora incapacitada inimiga Rebelle!...
Como é?!... A série continua...


UM COWBOY NO NEGÓCIO DO ALGODÃO - ​Edição Asa. Autores, segundo Morris: argumento de Jul (aliás, Julien Berjaut) e arte de Achdé ( aliás, Hervé Darmenton). Uma hilariante aventura de Lucky Luke.
Imagine-se que este vaqueiro e justiceiro, que dispara mais rápido que a sua própria sombra, de repente, por inesperada herança (por testamento de uma rica e idosa admiradora) toma posse de uma imensa herdade!... E que herdade: extensos terrenos onde se cultiva o algodão, com um luxuoso palacete e uma infinidade de serviçais (ex-escravos) negros. Que loucura!
Ao princípio, os serviçais desconfiam dele, já que é um estranho branco que que veio do Oeste para a Luisiana, onde toda esta estranha fortuna se localiza.
Como e que fazer? O tão pândego cavalo Joly Jumper lá vai fazendo os seus notáveis comentários irónico-filosóficos. Mas há quem queira abater este tão inesperado herdeiro: os desastrosos irmão Dalton (claro!) ​e a sinistra Ku-Klux-Klan, que "esconde" os afrancesados e prepotentes ex-esclavagistas.
Um personagem autêntico aqui figura: Bass Reeves, amigo de Luke e que foi o primeiro "Marsall" negro, sendo um atirador de excepção e impecável incorruptível.
Interessante o encontro de Lucky Luke com os gaiatos rebeldes (da Literatura) Tom Sawyer e Huckleberry Finn, e de nomes alusivos à famosa jornalista Oprah Winfrey e ao presidente Barak Obama, enquanto miúdos sonhadores, e a certas palavras históricas de Martin Luther King...


AO SOM DO FADO - Edição Levoir. Autores: Nicolas Barral, com apoio nas cores de Marie Barral. Tradução de João Miguel Lameiras.
Uma obra que é bem emotiva e fenomenal. Com a conveniente ficção e o marcante registo de uma nossa História. Um álbum que, quando se começa a ler, não admite pausas. Lê-se de uma assentada, tal é a sua força que logo nos envolve.
E, sem dúvida, a grande vedeta desta belíssima novela gráfica é a cidade de Lisboa no seu todo, primorosamente registada pela arte do francês Nicolas Barral. Não é uma obra doce, pois, sempre de passagem, lá estão os registos de situações de amizade, dos amores, de amarguras políticas e, até, as frequentes figurações de um meigo e belo gato branco (porquê sem nome, ò Barral?!...) em 2020.
Mas há também todo um mal estar de violência da política salazarista, mesmo que o famigerado "Botas" já estivesse incapaz de governar, uma vez que o "destino" o fez cair de uma cadeira abaixo...
Esta obra, editada em português, foi publicada ainda em 2020, pois a versão original em francês só será editada em 2021. Que bênção!
Será que a convencida dona da nossa (salvo seja !) Ministra da Cultura (ai, é?!....), a "Senhora Fonseca dos Drink's" percebe alguma coisa destas realidades?
O argumento e a arte de Barral merecem plenos e totais aplausos e, sem qualquer dúvida, exigem que a obra seja lida.
LB

sábado, 11 de abril de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (195)

AMAZONIE / 5 - ​​Edição Dargaud. Autores: Leo e Rodolphe no argumento, arte de Bertrand Marchal e cores de Sebastien ​Boulët.
Aqui chega ao fim a terceira "temporada" das ​aventuras de Kathy Austin. Depois de "Kenya" e ​de "Namíbia", veio "Amazonie". Todas as ​"temporadas" englobam, cada uma, cinco tomos. ​Uma saga fascinante e fabulosa, envolvendo seres muito estranhos, extraterrestres e neonazis. Os aspectos do fantástico em grande força.
Nesta série final, há um submarino alemão encalhado na Amazónia, há gente ávida e nada recomendável na busca de um tesouro, há a destemida agente secreta inglesa Kathy Austin, o oficial Délio da Marinha Brasileira, mais os índios implacáveis que defendem o seu território e, também, um estranho e gigantesco ser, o Jo, que parece ser um eventual extraterrestre, mas que será a consequência de abomináveis experiências científicas elaboradas pelos servidores do repulsivo Adolfo Hitler...



BLACK PROGRAM / 1 - ​Edição Gradiva. Autores: argumento de L. F. Bollée, traço de Philippe Aymond e cores de Didier Ray. Tradução de Jorge Lima.
Agora em português, é o primeiro tomo de "As Novas Aventuras de Bruno Brazil", série criada por Greg e William Vance.
Em boa hora prosseguem estas aventuras, agora sob a responsabilidade de outros autores.


O ÚLTIMO FARAÓ - ​Edição Asa. Autores, segundo a série original das "Aventuras de Blake e Mortimer" criada por Edgar-Pierre Jacobs, agora tem argumento de Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig e François Schuiten, traço do mesmo Schuiten e cores de Laurent Durieux. Tradução de Paula Caetano.
Os anos passaram e estes heróis estão já razoavelmente envelhecidos, mas Mortimer ​ainda parece ter algumas marcantes energias.
​A obra baseia-se em apontamentos elaborados pelo ​próprio Jacobs para uma narrativa programada no ​ambiente do Antigo Egipto... ou perto disso. O ​fantástico está bem em evidência e todo esse assustador ​enigma reside em descobrir o último faraó que, afinal, ​é o próprio Philip Mortimer...

LB

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (187)

BLACK PROGRAM - ​Edição Lombard. Autores, segundo Louis Albert (dito, ​Greg; 1931-1999) e William Vance (1935-2018): ​Laurent-Frédéric Bollée (argumento), Phillipe Aymond (traço) e Didier Ray (cores).
É o regresso tão esperado de ​Bruno Brazil, agora em novas aventuras com este primeiro ​tomo, "Black Program". Aos originais criadores belgas, ​sucedem agora os franceses.
​Numa certa época passada, e não muito distante, pela ​"escola franco-belga" surgiu uma bela fornada de heróis ​que entusiasmou uma imensidão de bedéfilos: Bob ​Morane, Jean Valhardi, Bernard Prince, Bruno Brazil, Luc ​Orient e, até certo ponto, o "italiano" Corto Maltese.
Com ​continuadores, prosseguem as aventuras de Morane e de ​Maltese. Hermann ainda agarrou para um álbum, o seu Prince… 
Brazil, Orient e Valhardi, ficaram "arrumados".
​Ficaram mesmo?!…
​Em relação a Bruno Brazil e o seu famoso "Comando Caimão", houve uma constante avalanche de pedidos ​para que a série não terminasse.

Pois ela aí está, bem ​reaparecida e em tempos mais recentes.
​Do "Comando Caimão", três elementos faleceram em álbuns anteriores: Big Boy Lafayette, Billy Brazil e Texas Bronco (pois, os heróis também morrem…). Dois ​estão agora seriamente acidentados: Whip Rafale ​(paraplégica) e Tony Nomade (neozelandês, com uma ​prótese numa das pernas e que, numa vida de estranha ​ladroagem, adoptou pinturas e trajos do povo maori). Por ​sua vez, o garoto órfão tailandês, Maí, adoptado pelo casal Gina-Bruno, é agora um adolescente com as suas ​incómodas modernices… Intactos da equipa famosa, apenas Bruno Brazil e Gaúcho Morales. Por insistência ​do Coronel L., Brazil recupera os acidentados Whip ​Rafale e Tony Nomade, para uma "ressureição" do "Comando Caimão"...
​A situação está violenta e inquietante, num enredo ​agitado através da espionagem, do policial e da ​ficção-científica. Tudo bem, excepto no traço de ​Aymond que, se bem que aceitável, está longe do ​belo estilo de Vance.
​Recorde-se que da série "Bruno Brazil", William Vance ​desenhou dez grandes narrativas (só três com álbuns ​em português!...) e cinco curtas, tendo deixado uma ​história inacabada, "La Chaine Rouge".
​Vamos aplaudir o regresso de Bruno Brazil? Claro!



HUMANUS - ​Edição Escorpião Azul. Autores: é um colectivo que ​engloba trinta e sete autores.
Um álbum terrível na ​corajosa aposta da editora em questão.
Um notável ​panorama da nova Banda Desenhada nacional (e não só).
Uma força exemplar na divulgação da 9.ª Arte!
​Diverso e atento aos mais variados estilos, nele figuram, ​entre muitos outros, valores como Rui Lacas, Agonia Sampaio, Rafael Sales, Lança Guerreiro, Paulo Monteiro, João Vasconcelos, Jorge Deodato (ele próprio, que é o coordenador desta editora), Álvaro, Derradé, Mário Teixeira, Sharon Mendes, Patrick Caetano… e por aí adiante.
​Indignações, insólitos, ternuras, ironias e tudo mais, tudo aqui nos deslumbra.
Um álbum a descobrir e a ler!


O PISTOLEIRO DO FUTURO - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Pedro Lopes.
​É uma obra surpresa, nossa e na vertente western, num só tomo! Com a sátira bem camuflada, registe-se.
​E está lá toda a poeirada, toda a pistolada e todos os ambientes e situações que normalmente vemos, isoladamente, na BD, no Cinema e na Televisão.
Pedro Lopes (é mesmo nascido nos Açores?...) marca aqui bem a sua interessante "doideira", onde, para quem o entender, se afirma num certo e subentendido ​sarcasmo em todas essas fantasiosas demonstrações de ​"heroísmos" que têm o fedor dos bisontes, quadrúpedes ​tão sacrificados (tal como os tais "índios"), que nada têm ​a ver connosco. As lezírias ribatejanas, seus toiros e seus garbosos campinos, nada têm a ver, com essa aberração de nação convencida que tem a capital na cidade de Washington.





O NOSSO MUNDO ESTÁ A ARDER - ​Edição Oficina do Livro (grupo Leya). Autora: Jeanette Winter.
Seguindo a justa onda de acusações da adolescente sueca (já passou fugazmente por Lisboa) Greta Thunberg, esta não é bem uma publicação de Banda Desenhada, mas está bem perto, daí que, seja seriamente aconselhada a sua atenta leitura.

LB

domingo, 20 de maio de 2018

BREVES (58)

FESTIVAL DE BEJA INAUGURA NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA
Cartaz de Susa Monteiro
O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja entra este ano na sua 14.ª edição, que se realizará entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho. O primeiro fim-de-semana será o mais preenchido. A inauguração ocorrerá dia 25 de Maio, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura.
Nesse fim-de-semana estarão em Beja todos os autores representados nas exposições.
O núcleo central do Festival volta a ser a Casa da Cultura. Mas o Festival espraia-se um pouco por todo o centro histórico da cidade: Centro Unesco, Forno da Ti Bia Gadelha, Galeria da Rua dos Infantes, Museu de Sítio da Rua do Sembrano, Museu Regional de Beja e Pax Julia - Teatro Municipal.
Estarão presentes autores de Angola, Brasil, Espanha (País Basco), França, Itália, Suécia e Portugal.
Além das exposições, haverá ainda apresentação de projetos, conferências, conversas com autores, encontro de urban sketchers, exibição de documentários (sobre autores de BD), lançamento de livros e fanzines, master classesworkshops, sessões de autógrafos, sessões de prémios, venda de arte original, visitas guiadas, programação infantil, etc, etc.
E, claro, os famosos concertos desenhados (um autor de banda desenhada a desenhar a música de uma banda, ao vivo, com projeção num ecrã gigante, em tempo real). 
É importante referir que nas noites de 25 e 26 o Festival só encerra às 4h00 da manhã!
Além desta oferta haverá ainda espaço para as tasquinhas com comes e bebes e para a Tenda do Mercado do Livro, onde estarão representadas várias lojas, muitos autores e mais de 60 editores!

EXPOSIÇÕES

ANDRÉ MORGADO & ALEXANDRE LEONI – Portugal / Brasil 

AS AVENTURAS DE JERÍLIO NO SÉCULO XXV (exposição de banda desenhada sobre azulejo), de Luís Cruz Guerreiro – Portugal

CRISTINA MATOS – Portugal

JAYME CORTEZ – Portugal

JOSÉ RUY – DESENHOS DO JARDIM ZOOLÓGICO – Portugal

LUÍS GUERREIRO (Prémio Geraldes Lino) – Portugal

MANUELE FIOR – Itália

MARCO GERVASIO – Itália

MAX ANDERSSON – Suécia

MOSI – Portugal

OS REGRESSOS, de Pedro Moura e Marta Teives – Portugal

PENTÂNGULO # 1 (alunos da Ar.Co) – Portugal

PIERRE-HENRY GOMONT – França

ROMA, CAPITAL DO IMPÉRIO (exposição bibliográfica) – Vários países

ROSSANO ROSSI – Itália

TAINAN ROCHA – Brasil

THE LISBON STUDIO – Portugal

VILAS – Portugal

VINHETAS DO PAÍS BASCO – Espanha (País Basco)

WAGNER WILLIAN – Brasil

Contacto do Festival
Bedeteca de Beja - Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões - 7800.508 Beja (Portugal)
Telef. (00351) 969660234


EM MOURA HÁ "HISTÓRIAS COM HISTÓRIA"


Inaugurou em Moura, a 18 de Maio, na Galeria do Espírito Santo, a exposição "Histórias com História". 
Trata-se de uma exposição que convida o visitante a reconhecer algumas peças do acervo do Museu Municipal de Moura representadas em pranchas de banda desenhada.
Uma maneira simples e despretensiosa de divulgar, junto do público mais jovem (mas não só), a História local e as Histórias aos Quadradinhos.
A mostra decorre até 18 de Agosto e funciona de terça a sexta-feira.



VIRIATO "INVADE" A AMADORA
"Viriato" é o tema da exposição a inaugurar no próximo dia 2 de Junho, sábado, pelas 15:30 horas, na sede do Clube Português de Banda Desenhada, na Amadora.
A mostra (uma co-produção entre a Câmara Municipal de Moura e o Gicav: Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu) é composta por cerca de duas dezenas de quadros, com trabalhos de autores como Victor Mesquita, Artur Correia, José Salomão, José Garcês, João Amaral e Eugénio Silva, entre outros.
Para ser visitada, aos sábados à tarde, na sede do CPBD (Avenida do Brasil, 52A - Falagueira, Amadora).   


BRUNO BRAZIL REGRESSA
Todos, leitores e autores, não se conformavam com o ter sido terminada a série “Bruno Brazil”, por Greg e William Vance.
Mas a pressão constante foi enfim escutada e ponderada.
Assim, segundo rumores positivos, vai surgir um novo álbum de Bruno Brazil, que deverá ser lançado no Festival de Angoulême/2019.
O desenhista será Philippe Aymond e o responsável pelo argumento será Laurent-Frédéric Bollée. Fica-se na dúvida, por enquanto, se será a aventura “La Chaîne Rouge”, que ficou incompleta, ou se será um episódio a partir do zero. Aguardemos...


ANIVERSÁRIOS EM JUNHO
Dia 03 - Roger Widenlocher (francês)
Dia 09 - André Juillard (francês) e Theo (italiano)
Dia 10 - António Carichas
Dia 11 - Isabel Lobinho
Dia 14 - Dodo Nitá (romeno), Cosey (suíço) e Luís Louro
Dia 24 - Séra (franco-cambojano) e Joan Boix (espanhol)
Dia 27 - Jean Pleyers (belga)

sexta-feira, 28 de março de 2014

HERÓIS INESQUECÍVEIS (26) - BRUNO BRAZIL

A 17 de Janeiro de 1967, na edição belga da revista "Tintin", surgiu a primeira aventura de Bruno Brazilcom argumento de Greg (então assinando como Louis Albert) e arte gráfica de William Vance.
William Vance e Greg, autores de Bruno Brazil
Tratava-se da narrativa em cinco pranchas "Une Fleur Pour Cible", publicada com o título "Objectivo: uma Flor", quando foi editada em 1968 na edição portuguesa da revista "Tintin". Seguiram-se, nesse mesmo ano de 1967, mais quatro histórias curtas, cada uma com sete pranchas: "Piège Sous Globe" (Os Globos da Morte), "Réseau Diamant" (A Rede Diamante), "Le Bouclier de Verre "(O Escudo de Vidro) e "Les Poupées Ont la Vie Dure" (A Vida das Bonecas é Dura).
Bruno Brazil, inspirado em James Bond e com cabelos brancos, tal como o seu "colega" Bernard Prince (desenhado por Hermann), é um agente secreto corajoso, audacioso e atrevido. Trabalha a solo, seguindo de muito perto as instruções do seu enigmático superior, o Coronel L .
O êxito das narrativas é tão grande que, em 1968, vive a primeira grande história (44 pranchas), "Le Requin Qui Mourut Deux Fois" (O Tubarão Que Morreu Duas Vezes).


 
À esquerda, a primeira edição de "Le Requin Qui Mourut Deux Fois" (1968).
À direita, uma reedição da Lombard (1975) 

Mas Brazil, logo a seguir, fica a chefiar uma equipa por decisão do Coronel L: o famoso "Comando Caimão", cuja primeira narrativa tem precisamente este título. Quem são este elementos escolhidos a dedo? Aí vai: o latino-americano e ex-gangster Felipe "Gaúcho" Morales; Whip Rafale, antiga artista de circo e especialista no uso do chicote; Texas Broncorápido pistoleiro que participava em rodeios; Billy Brazilo irmão mais novo de Bruno e acabado de sair da academia militar; e, Lafayette Big Boy, ex-jockey de provas hípicas, exímio no uso de seu io-iô de aço.
O "Comando Caimão"
Seguem-se: "Les Yeux Sans Visage" (Os Olhos Sem Rosto), "La Cité Pétrifiée" (A Cidade Petrificada), "La Nuit des Chacals" (A Noite dos Chacais), "Sarabande à Sacramento" (Sarabanda em Sacramento) e "Des Caïmans Dans la Rizière" (Batalha no Arrozal).

 

 

Greg quis fazer algo diferente nos seus textos, humanizando objectivamente os heróis, que também fracassam, sofrem e morrem. E nesta batalha no arrozal, acontece a primeira baixa: Lafayette Big Boy tem um fim trágico. Este "assassinato" pelo argumentista chocou e revoltou os fiéis bedéfilos da série, mas nada feito!
É ainda neste episódio que Bruno Brazil conta com o apoio do garoto órfão tailandês Maï, que posteriormente virá a adoptar, e que conhece Gina Loudeac, turista-jornalista francesa, por quem se vem a apaixonar e acabará por casar.
Na aventura seguinte, "Orage aux Aléoutiennes" (Tempestade nas Aleutas), um novo elemento vem substituir Big Boy no "Comando": Tony Nomade, de longos cabelos loiros, com aparência de um "hippie"... e que usa uma estranha guitarra que afinal, não é um mero instrumento musical... E, no álbum seguinte (o nono), "Quittte ou Double Pour Alak 6" (Tudo ou Nada: Alak 6), novas baixas no "Comando Caimão"; num acto heróico, morrem juntos, Texas Bronco e Billy Brazil.
A existência da "equipa Caimão" está aparentemente  a chegar ao fim... O próprio Bruno Brazil parece cansado,e desinteressado de aventuras. No entanto, uma décima grande aventura começou a ser elaborada, "La Chaîne Rouge"  (A Corrente Vermelha), mas ficou inacaba. Aqui aparece um novo elemento, a bela loira Cheree Lamour.
A belga Éditions du Lombard, num belo e atento gesto, reeditou na "versão integral" (três tomos) todas as aventuras de Bruno Brazil, incluindo a incompleta "La Chaîne Rouge", a novela "Demandez Papa Confucius" de Jacques Acar (usando os personagens da série e com algumas ilustrações soltas de Vance) e ainda, três histórias curtas: "À Un Poil Près" (13 pranchas), "Ne Tuez Pas Les Immortels (8 pranchas) e "Fausses Manoeuvres et Vraies Embrouilles" (11 pranchas).
Capas dos três volumes da versão integral de Bruno Brazil (Editions Lombard)
Em Portugal, muitas das aventuras de Bruno Brazil foram publicadas na edição portuguesa da revista "Tintin", mas, quanto a álbuns, apenas três (!!!) pela Bertrand: "Batalha no Arrozal", "A Noite dos Chacais" e "Sarabanda em Sacramento". Que pena, da parte editorial portuguesa, esta desfeita a um dos mais encantadores heróis (série) clássicos da Banda Desenhada!..
LB
Prancha de "Sarabanda em Sacramento"
Prancha de "Orage aux Aléoutiennes"
Prancha de "Batalha no Arrozal"




terça-feira, 11 de março de 2014

NOVIDADES EDITORIAIS (50)

BRUNO BRAZIL, INTÉGRALE / 3 - Edição Lombard. Argumentos de Greg, grafismo de William Vance, cores de Petra e dossiê por Jacques Pessis.
É o terceiro e último tomo, na versão integral, das aventuras de Bruno Brazil. A seguir à narrativa escaldante "Quitte ou Double pour Alak 6" (onde morrem dois elementos do "Comando Caimão", Bill Brazil e Texas Bronco), seguem-se todas a histórias curtas com este herói, terminando com a narrativa incabada, "La Chaîne Rouge". Em relação a esta, onde aparece um novo elemento no "Comando", a bela loira Cheree Lamour, apenas seis pranchas elaboradas e algumas páginas "futuras" com o texto de Greg. O álbum encerrra com o romance de Jacques Acar, "Demandez Papa Confucius", com personagens da série e algumas ilustrações por William Vance.


LA PORTE DE BRAZENAC - Edição Dargaud. Autores: Rodolphe e Leo (como co-argumentistas) Patrick Pion (no traço) e Florence Spiteri (nas cores).
Para além da beleza gráfica, ressalta o bizarro enredo: tudo se passa algures no centro de França, numa tranquila e bucólica paisagem. Mas o grande mistério surge: nessa mesma paisagem, acontecem dois mundos em simultâneo, um no século XVIII e outro no século XXI!...
Uma estranha e invisível porta leva os personagens de uma época a outra (e vice-versa), com os respectivos confrontos. Que porta é essa?!...


LA BIBLE SELON LE CHAT - Edição Casterman. E... pelo que indica este impagável álbum (logo na capa), os autores são: Philppe Geluck & Deus!... 
Louco, irresistivelmente louco e hilariante, este álbum!
"O Gato" (assim, muito simplesmente e sem nome) é divertida criação do mordaz autor-BD belga Philippe Geluck.
Desta vez, ultrapassou tudo quanto até hoje nos divertiu com as filosofias falhadas e cabotinas do seu impagável e anafado "O Gato". Uma espantosa paródia que a nada e a ninguém ofende (salvo ao fantasma do cruel e abominável cardeal Torquemada).
Pois... "O Gato", sempre acompanhado pelo fiel e servil Pascal (alusão ao judaico-cristão "cordeiro pascal"), imagina-se Deus criador... Topam?
Toca a ler este álbum delirantemente provocador de salutares gargalhadas!


EUSÉBIO, PANTERA NEGRA - Edição Arcádia. Autor: Eugénio Silva.
Pois, era bem justo que esta bela obra biográfica sobre o inultrapassável (até agora) futebolista (glória para Moçambique e glória para Portugal) reaparecesse.
A primeira edição, por outra editora, estava há muito esgotada. A Arcádia (do grupo editorial Babel) tomou o gesto necessário. E disso está de parabéns, bem como o Eugénio Silva.
No entanto, para esta reedição, muitos esperavam (e tal não aconteceu) que mais algumas pranchas fossem acrescentadas, indo até ao triste falecimento deste ídolo do futebol. Pronto, adiante!
E, aproveitando o ressurgimento da Arcádia com edições de BD, e pelo autor em questão, os alvitres para as reedições de "Inês de Castro" e de "Matias Sandór" (ambos esgotados) e, acima de tudo, a edição do tão esperado e inédito "José do Telhado"... São apostas antecipadamente ganhas!


POMPÉI - Edição Çá et Là. Autor: Frank Santoro.
É uma obra estranha e nada vulgar. História de amores e intrigas  na Pompeia em tempos queimada e destruída pelo implacável vulcão Vesúvio...
O álbum tem todas as pranchas a sépia e o grafismo parece (ou é?) todo elaborado no esquema de meros esboços...
Apesar de tudo, interessante... muito interessante mesmo.