Mostrar mensagens com a etiqueta Asa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Asa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de maio de 2023

NOVIDADES EDITORIAIS (249)

MATTÉO / 6 - Edição Ala dos Livros. Autor: Jean-Pierre Gibrat.
Abrangendo as datas de 27/Setembro/1939 a 3/Junho/1940, aqui termina a dramática saga em que tantos amores, desamores e tragédias foram cilindrando ideias e sentimentos pelas vertentes dos Pirinéus.
Algumas situações foram trágicas, outras foram suavemente bem resolvidas.
Obrigatório ler esta magnífica série!


A ARCA DE RANTANPLAN - Edição Asa. Autores: segundo Morris, tem argumento de Jul (aliás, Julien Berjeaut) e arte de Achdé (aliás, Hervé Darmenton). A tradução é de Ana Cristina Gonçalves.
Por este álbum da série Lucky Luke, não consigo acertar com as devidas palavras, pois ainda estou a rir a bom rir ante toda esta impagável e delirante narrativa. Até a capa do álbum deve ser observada ao pormenor...
Um bem cómico desafio à risota!


LES AMOURS DE ZEUS - Edição Glénat. Autores: sob coordenação do historiador Luc Ferry, tem argumento de Clotilde Bruneau e arte do brasileiro Carlos Rafael Duarte.
Este álbum insere-se na série "La Sagesse des Mythes" e foca alguns dos imparáveis e insaciáveis devaneios sexuais do famoso Zeus, o deus-rei do Olimpo. A beleza física de quem quer que fosse descontrolava-o em pleno, usando artimanhas e diversas formas para seduzir. Era terrível!

LB

sábado, 18 de fevereiro de 2023

NOVIDADES EDITORIAIS (247)

POVESTI DIN ISTORIE - Esta divertida obra, "Povesti Din Istorie" (Histórias da História), é uma criação do jovem talentoso romeno Ionut Popescu. Desde já lembramos que Ionut Popescu foi o primeiro desenhista romeno publicado em
português. Aconteceu em duas mini histórias no "Almada-BD Fanzine" nos números 12 (1994) e 14 (1996).
E assim está registado na pagina 248 do "Dictonarul Benzii Desenate din România" da autoria de Dodo Nitá.
Neste recente álbum, agora a cores, contam-se alguns temas muito interessantes, como: "Dominatori Români", "Caritas", "Sputnik, Laika, Gagarin", "Pancho Villa", "Uriasul" e outras mais.
Parabéns, Ionut Popescu!



O TERROR NEGRO - Edição Polvo. Autor: Jayme Cortez, com um prefácio de apresentação por Fabio Moraes. Também sob autoria de Moraes, o álbum encerra com "A Vida de um Mestre".
Magnífico álbum, é a versão integral das narrativas sob o tema de terror, da autoria de Jayme Cortez, nascido em Lisboa a 8 de Setembro de 1926, que faleceu em S. Paulo (Brasil) a 4 de Julho de 1987. Era já e desde há muito, cidadão brasileiro.
Jayme Cortez foi e será sempre, um talento extraordinário dedicado à Banda Desenhada nos mais diversos esquemas. Por aqui, abarcou também os temas de terror, que Portugal, finalmente, fica a conhecer com este álbum, graças ao entusiasmante empenho de Fábio Moraes e de Rui Brito. Parabéns!


AS FEITICEIRAS DA NOITE - Edição Asa. Autores: argumento de Yann e arte de Romain Hugault. É o primeiro tomo da série "O Grão-Duque".
Primeiros tempos, bem gelados, do ano de 1943, durante a Segunda Grande Guerra Mundial... A saga desta breve série narra-nos as proezas entre elementos da Alemanha de Hitler e a Rússia de Estaline, sobretudo com ferozes duelos aéreos.
O tenente aviador Wulf, aos comandos do seu avião por ele baptizado de "Grão-Duque", não tolera o demente Hitler e, por isso, não usa a cruz suástica, atitude que lhe vai valendo alguns dissabores. Mas ele é apenas um militar a defender a sua Alemanha, não a de Hitler. Nesses combates, enfrenta a terrível e valorosa esquadrilha russa, pilotada por jovens mulheres, as apelidadas "Feiticeiras da Noite". O ódio e os respectivos patriotismos acirram as duas forças em confronto, ambas bem empenhadas em coragem total na guerra que lhes foi imposta pelo Destino...


PÁSSARO - Edição Ala dos Livros. Autores: Diogo Campos (argumento) e Hugo Teixeira (traço).
Uma bonita, comovente e poética narrativa, com uma garota e um atento pássaro, como personagens centrais.
Com alegria, vemos o regresso de Hugo Teixeira ao panorama da Banda Desenhada. Parabéns aos autores!
LB

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (245)

BOOTBLACK, INTEGRAL - Edição Ala dos Livros. Autor: Mikaël.
Maravilhosa e angustiante obra narrando o dia-a-dia sofredor e extenuante dos "miseráveis" que iam construindo a cidade de Nova Iorque.
Nestes construtores com muita esperança e poucas alegrias, em "Bootblack" (Engraxador de Botas), enfileiram imensos migrantes europeus, sobretudo italianos e irlandeses. Um terrível e real desafio constante dos pobres, ainda por cima
vigiados e chantageados por poderosos e mafiosos.
Uma notável obra a agitar as consciências aparentemente vaidosas e/ou apáticas.


JUDE - Edição Asa. Autor: Jean-Yves Dolitte. Tradução de Pedro Vidal.
Neste tomo, o penúltimo da série "U- Boot", adensa-se, cada vez mais, toda a situação de sufoco, mistério e estranhas mortes...
Breve série cuja leitura nos entusiasma plenamente.
Quanto mais avança a narrativa, mais avançam os mistérios interligados através de vários tempos "recentes" e de apaixonantes geografias com muita política a funcionar...


AS MIL E UMA NOITES - Edição RTP/Levoir. Autores "admitidos": argumento de Daniel Bardet, traço de Rachid Nawa e cores de Julien Ducaese. Tradução de Sandra Alvarez.
É uma abordagem relativa à famosíssima, digna e clássica obra da Literatura da antiga Pérsia (hoje, o fundamentalista Irão).
Muitos sabem deste título, mas poucos sabem da sua história. É assim: na histórica e deslumbrante Pérsia, terá existido um tarado rei, sultão ou coisa que o valha, que todas as noites exigia ter relações sexuais com uma bela donzela... Satisfeito ou não, a desgraçada era decapitada na manhã seguinte!... 
belíssima Xerazade, astuta, oferece-se para consolar o tontinho do sultão, mas antes pede-lhe para escutar as suas belas histórias... que foram funcionando durante mil e uma noites, pois, entretanto, o sultão (gordo e parvo) adormecia e, ao fim das mil e uma noites, finalmente morreu. Isto, reza a crónica geral desta admirável obra.
Sempre parcialmente, algumas das "noites" de Xerazade, têm sido adaptadas ao Cinema, ao Teatro e à Banda Desenhada. Neste álbum aqui citado, há apenas duas "noites". Porém, também parcialmente, o nosso saudoso Fernando Bento, teve o belo gesto e saber, de adaptar algumas dessas clássicas "noites"... Sabiam?
LB

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (243)

O MERGULHO - ​Edição Ala dos Livros. Autores: argumento de Séverine Vidal e arte de Victor L. Pinel. Tradução de Helena Romão.
É uma bem dramática e emocionante narrativa que aborda com arte, verdade e coragem, as bem sentidas angústias de uma octogenária, forçada a deixar de viver sozinha, onde se sentia bem livre e capaz, para ir viver num "lar para idosos"...
Horrível, até certo ponto!
Mas, Yvonne, a citada octogenária, não se rende facilmente e toma uma grande decisão... Qual? Pois façam o favor de ler este álbum!


QUO VADIS? - ​Edição RTP / Levoir. Autores, segundo Henryk Sienkiewicz: guião de Patrice Buendia, traço de Cafu e cores de Martin Martinez. Tradução de Sandra Alvarez.
Deste admirável escritor polaco que foi Prémio Nobel da Literatura em 1905, Henryk Sienkiewicz (1846-1916), Portugal quase nada sabe da sua obra e do seu valor...
Seu livro mais conhecido é, precisamente, este "Quo Vadis?"... Mas, em Portugal e em Espanha, uma outra encantadora narrativa foi adaptada à Banda Desenhada: "Através do Deserto", em Espanha por José Grau e em Portugal pelo saudoso José Garcês, que começou a ser publicada no "Cavaleiro Andante" nº 344. A própria Polónia, até há pouco tempo, não sabia destas duas belas adaptações!...
"Quo Vadis?" também passou ao Cinema, sendo a melhor versão, a de 1951, com realização de Mervyn Leroy e, nos principais papéis, com Robert Taylor, Deborah Kerr e Peter Usitinov. Neste filme, sem nome indicado na ficha técnico-artística, participou o forcado português Nuno Salvação Barreto, falecido a 17 de Dezembro de 1996, que substituiu o actor Buddy Baer, na arena, na luta contra um toiro.


VOLODYMYR ZELENSKY - ​Edição Asa. Autores: argumento de Michael Frizell e arte de Pablo Martinena. Tradução de Cristina Cruz. 
É a biografia em BD de Volodymyr Oleksandrovych Zelensky, o tão popular actor ucraniano que, vencendo eleições, se tornou presidente da Ucrânia.
Muito amado na sa pátria, tem estado heroicamente a confrontar-se contra a demência do líder russo Putin que tem provocado mortandades impensáveis através de invasões ignóbeis na Ucrânia.
LB

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (241)

20.000 LÉGUAS SUBMARINAS - ​Edição RTP /Levoir. Autores, segundo Jules Verne: argumento de Fabrizio Lo Bianco e arte de Francesco Lo Storto. Tradução de Sandra Alvarez.
Da vasta e maravilhosa obra de Jules Verne, três romances se destacam em popularidade paralela: "20.000 Léguas Submarinas", "A Volta ao Mundo em 80 Dias" e "Viagem ao Centro da Terra", todos eles várias vezes adaptados ao Cinema, Televisão e Banda Desenhada.
Será, porém, "20.000 Léguas Submarinas" que, pelo seu todo de aventura, mistérios e apostas científicas, nos toca em absoluto pelas situações que serão vividas pelo Professor Pierre Aronax, o seu dedicado serviçal Conseil e o bravo arpoador quebequense Ned Land e, claro, o enigmático Comandante Nemo que tudo programa do seu submarino "Nautilus"... 
Sob oceanos e mares, tanta maravilha nos é narrada pelo talento um tanto visionário de Jules Verne.


HERR HIMMEL - ​Edição Asa /jornal Público. Autor: Jean Yves Delitte. Tradução de Pedro Vidal.
"Herr Himmel" é o segundo tomo da imperdível série "U-Boot", submarino da Alemanha nazi que em fuga para a Argentina se vai atolar algures no brasileiro rio Amazonas.
Esta narrativa saltita por diversos anos, de 1945, 1956 e 2059...
Hitlerianos sobreviventes e investigadores de tempos posteriores, andam numa azáfama de furores diversos. E morrem bastantes intervenientes, berm mais que um vulgar "sheltox" abateria moscas e mosquitos...



ALGURES ENTRE AS SOMBRAS - ​Edição Ala dos Livros. Autores: Juan Diaz Canales (texto) e Juanjo Guarnido (arte). Tradução de Paula Caetano e Miguel Sacadura.
E registamos apenas (pois é quanto basta e entusiasma) o facto de voltarmos a apreciar a arte de Juanjo Guarnido e esse admirável personagem que é o "Blacksad".
Parabéns à tão atenta editora!



O CADERNO DA TANGERINA - ​Edição Escorpião Azul. Autora: Rita Alfaiate. Será o terceiro tomo da série "Tangerina", imaginada e criada pelas jovem lisboeta Rita Alfaiate.
Aspectos interessantes pelos sonhos de uma criança, que agradarão a leitores de todas as idades.
LB

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (240)

DOUTOR MENGEL - Edição Asa. Autor: Jean-Yves Delitte. Tradução de Pedro Vidal e coordenação de Carlos Pessoa. "Doutor Mengel" é o primeiro tomo (de quatro) da intrigante e bem inquietante série "U-Boot".
A narrativa saltita por épocas diferentes: 1945, 1951, 2059... Um submarino alemão (da Alemanha nazi) navega pelo Oceano Atlântico rumo às zonas antilhanas. Transporta uma enigmática "encomenda" que é apenas do conhecimento do respectivo comandante. Uma violenta tempestade força o submarino a entrar no rio Amazonas, com a tripulação em pânico pois, entretanto, um jovem marinheiro é encontrado morto e dilacerado: acidente, assassinato ou sabe-se lá o quê?!... Porém, no futuro, em 2059, a italiana Veneza está quase que completamente seca!...
Que pavorosos e misteriosos factos envolvem sem piedade toda esta narrativa?


LITTLE TULIP - ​Edição Ala dos Livros. Autores: J. Charyn (argumento) e François Boucq (arte).
O pesadelo arrastado de um jovem no clima, em todos os sentidos, num "gulag" soviético. É um constante e dramático sufoco pela sobrevivência... e o jovem Pavel virá a ser um implacável lutador...
Há aqui, também, a admirável arte do famoso Boucq.
Uma leitura desafiadora a bedéfilos com os nervos seguros.


ESCUTA, FORMOSA MÁRCIA - ​Edição Polvo. Autor: Marcello Quintanilha.
Numa zona pouco recomendável do Rio de Janeiro, vive a lutadora Márcia, enfermeira e mãe solteira, que, com todos os sacrifícios, tenta educar exemplarmente a sua filha Jaqueline.
Esta, é rebelde e caprichosa e só faz o que bem lhe apetece, o que vai complicar a existência, pois envolve-se com o crime organizado.
E, então, Márcia, arroja-se destemidamente a tudo fazer para salvar a filha da embrulhada em que se atolou...
Marcello Quintanilha é um notável jovem autor brasileiro que reside em Barcelona. Tem sido editado em Portugal, que já visitou várias vezes.


A CICATRIZ - ​Edição Escorpião Azul. Autores: Renato Chiocca e Andrea Ferraris. Tradução de Jorge Deodato.
Um dramático relato (reportagem?), seco e sombrio, localizado na fronteira do México e dos Estados Unidos da América do Norte.
Muita amargura e terríveis consequências, mas onde também se encontram espaços de luz e de ocasional humanismo.
Vale bem a pena apostar na leitura deste álbum.


NESTE BAIRRO, LATINO NÃO ENTRA - ​Edição Asa. Autores: vários, consoante as três narrativas que compõem o álbum, com tradução de Helena Guimarães.
São as seguintes: "A Bola da Borrasca" (texto de Yves Coulon e arte de Philippe Fenech), "Fluctuat N-Hic! Margitur!" (texto de Mathieu Choquet e arte de Jean Bastide) e "Labieno, Não Passarás!" (texto de Jerome Erbin e arte de Philippe Fenech).
Rebuscada na popular série "Astérix" de Goscinny e Uderzo, desta vez e a divertir-nos bem, o herói central é o ousado cachorrinho de Obélix, o Ideiafix.
Os gauleses mal aparecem, mas os romanos bem desejam livrar-se das diabruras de Ideiafix e seus aliados e amigos: a elegante cadela Turbina, o possante buldogue Glutonix, a doce gatinha Ladina, o mocho espertalhão Noturnix e o passarito traquina Bronquitix.
Em boa hora, nesta dose de Novidades Editoriais, um álbum sem violências sanguinárias nem pesadelos sufocantes, mas sim, com muita diversão e salutar humor.
LB

terça-feira, 15 de março de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (234)

À SOMBRA DO PANAMÁ - ​Edição Gradiva. Autores: argumento de Philippe Xavier e Matz, traço de Philippe Xavier e cores de Jérôme Maffre. Tradução de Jorge Lima.
É o terceiro tomo da belíssima e agitada série "Tango".
A república do Panamá, na América Central, é um território onde todos se encontram e onde tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal.
Os argentinos Juan (ou John Tango) e seu amigo Mário Franco navegam por essas zonas que a todos seduz e, entretanto, abrigam no seu iate um misterioso cidadão francês, Charles Muller, que nada deve à candura ou á "inocência"...
Com espectaculares e bem coloridas vinhetas, a aventura vai ser bem complicada, pois "Tango" é perito em atrair situações nada desejadas...Mas elas acontecem e sacodem bem os nervos de cada um.



ASTERIX IL ALCAFORRON - Edição Asa. Da série "Astérix", é o sexto tomo editado em mirandês, o segundo idioma oficial de Portugal.
Com argumento de Jean-Yves Ferri, traço de Didier Convard e cores por Thierry Mébarki, a tradução é da responsabilidade de Carlos Ferreira e Thibaut Ferreira.
Um bom pretexto para aprendermos e compreendermos o mirandês...


LES JUGES INTÈGRES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento  de François Corteggiani e arte de Christophe Alvès.
Guy Lefranc, jornalista e detective, vai aqui esbarrar com um bem estranho enigma no ambiente do tráfico de obras de arte (Pintura), desta vez entre a Flandres e Paris.
Agora, é o caso do roubo do quadro "Les Juges Intègres" da autoria dos irmãos Hubert e Jan Van Eyck.
No entanto, o precioso quadro roubado (aconteceu mesmo em 1934 e jamais foi encontrado), por razões de rigorosa segurança, era oficialmente uma cópia.
Porquê então este roubo e, sobretudo, porque estranha razão?!...
Um álbum que nos intriga e que bem nos convida à sua leitura.


A PISTA DO PREGADOR - ​Edição Gradiva. Autores: argumento e traço de Yves Swolfs e cores por Julie Swolfs. Tradução de Jorge Lima.
"A Pista do Pregador"é o primeiro tomo da "implacável" série do estilo western, "Lonesome".
A tão apreciável arte criativa de Yves Swolfs é indiscutível. Com esta bela e nada meiga nova série, volta a encantar-nos.
Tudo ronda por 1861... Um estranho, solitário e desconhecido cavaleiro, anda no encalço do pregador Markhan e seu bando de infames capangas, que é um fanático cruel na defesa das suas ideias nada cristãs, ou seja, é um sanguinário canalha.
Quem é este enigmático pistoleiro solitário: um justiceiro ou um vingador? Tantas vezes, justiça e vingança se confundem...
LB

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (232)

EKKO - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Agonia Sampaio.
É sempre muito agradável apreciar-se a obra deste desenhista que nasceu em Luanda em 1970 e que reside na Póvoa de Varzim.
Desta vez, relata num belo clima do insólito, a estranha viagem do angustiado Ekko e da sua paixão Flor, tentando descobrir respostas da existência e a luz na escuridão do infinito...


PIKES PEAK - ​Edição Asa. Autores: argumento de Denis Lapière e arte de Benjamin Benéteau e Vincent Dutreuil.
É um novo e bem arriscado desafio para Michel Vaillant e sua família, numa paisagem muito perigosa pelo Colorado dos Estados Unidos.
Não faltam, o amigo Steve Warson e o crápula Bob Cramer.
Uma aventura conseguida e à boa maneira clássica.


FABULAFIA / 17 - ​Muito interessante publicação romena com temas variados.
Daqui se salienta a narrativa "Scufita Rosie" da autoria de Mircea Arapu e, com o título "Olá!", duas páginas com uma tocante primeira lição do idioma português, da autoria de Cristina Nitu e ilustrações de João Vaz de Carvalho e Alexander Glonin.


ALTAS CAVALARIAS - Edição Sete Vidas. Autor: Santos Costa.
Num gesto atento, conveniente e a merecer aplausos sinceros, Santos Costa reúne no volume "Altas Cavalarias", alguns textos seus publicados no seu blogue "Bandarra Bandurra", de 2018 a 2021. Várias ilustrações de sua criação também aqui figuram.
Há muita ferroada satírica e não nos repugna que Santos Costa, por aqui se alinha (e muito bem) com os estilos de Eça, de Ramalho, de Tolentino e de Vilhena. Bravo!


O CORAÇÃO NA BOCA - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Horácio Gomes.
É uma narrativa terna e emotiva, cheia de angústias sobressaltos e também de uma coragem para viver e sobreviver com força e amor familiar.
Um pai e uma filha, garota ainda, são os principais personagens desta história bem actual, que não devemos deixar escapar da nossa atenção.
LB

sábado, 11 de dezembro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (230)

LE MUSÉE IMAGINAIRE - Edição Geo/Moulinsart.
Em teoria, este álbum devia ser o décimo e derradeiro da valorosa série "Tintin, C'Est l'Aventure", mas foi definido como derradeiro sim, mas como exemplar extra e complementar dos nove anteriores tomos desta dita série.
Uma bela e elucidativa aposta para os infindáveis entusiastas de Hergé e da sua imorredoira obra. E, na capa, não falta o popular português "Oliveira de Figueira"...
Este interessante álbum contém os seguintes tópicos: "Un Dessinateur au Musée", "Le Musée Imaginaire d'Hergé", "Que Faire de l'Homme-Leopard?", "Qu'Est qu'un Fétiche?", "Hergé Entre au Musée" e "Hergé Collectionneur".
Enfim, uma obra fundamental, mesmo para aqueles que são estranhamente anti-Hergé.


O FOGO SAGRADO - Edição Escorpião Azul. Autor: Derradé.
Quando "descobri" o Derradé (ver referências nos posts indicados no BDBD), logo fiquei com a vontade de continuar a seguir a sua obra, sempre plena de um belo humor. E aqui temos agora, com "O Fogo Sagrado", mais um dos seus encantadores arrojos.
Leva-nos ao nosso planeta num futuro que está cada vez mais deserto e seco... Uma provável realidade num futuro que talvez não esteja tão distante como isso!
Aqui, Derradé (Dário Rui Duarte), aplica bem o seu natural humor-caricatura: ele próprio e o seu frequente parceiro argumentista, Geral (aliás, Mário Alberto Caldeira Cavaco), são auto parodiados. Que bem!...
Mas, também, os editores da Escorpião Azul, Jorge Deodato e Sharon Mendes, e, igualmente, o Rui Brito, que é dirigente das edições Polvo.
De certo modo, nesta deliciosa paródia, existe todo um clima autobiográfico do autor. Parabéns!


O ÚLTIMO ESPADÃO - Edição Asa. Autores, segundo Edgar-Pierre Jacobs: o argumentista belga Jean Van Hamme e os desenhistas holandeses Teun Berserik e Peter Van Dongen. Tradução de Paula Caetano.
É o 28.º tomo da inolvidável série "Blake & Mortimer", que este ano festeja o 75.º aniversário, pois nasceu em Setembro de 1946. E os recentes autores brindaram assim os leitores, com este empolgante álbum, pressupostamente, a continuação da primeira narrativa da série.
Seguindo bem a linha de Jacobs, esta narrativa está repleta de todos os fulcrais temperos da série: muito mistério, muita acção, alguma necessária violência e a lógica vitória do Bem sobre o Mal. Um belo triunfo que a todos satisfaz.
E não faltam, para além do "capitão Francis Blake" e do seu parceiro e amigo, o "professor Philip Mortimer", o famigerado "coronel Orlik" e o fiel "Nasir". No desenrolar da aventura, entram também os nazis de um lado e os independentistas irlandeses do outro.
Um álbum que merece bons e quentes aplausos!
LB

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (229)

ASTÉRIX E O GRIFO - Edição Asa. Autores, segundo Goscinny e Uderzo: Jean-Yves Ferri, Didier Convard e Thierry Mébarki. Tradução de Maria José Pereira e Paula Caetano.
O grifo é um animal mitológico, lendário... às vezes perigoso e assustador, outras benéfico e protector, consoante as crenças dos povos. 
Júlio César toma conhecimento da sua provável existência e deseja-o para a sua colecção de troféus. E lá partem Astérix, Obélix, Panoramix e o Ideiafix, para as distantes e misteriosas zonas geladas do leste europeu e territórios asiáticos vizinhos, na busca do enigmático grifo. Em paralelo, também vai uma convencida força militar romana... 
E começam as mais divertidas trapalhadas, onde também participam as lendárias mulheres-guerreiras, as famosas Amazonas.
Porém, o grande herói acaba por ser o cachorrinho Ideiafix que se trava de animada amizade com os lobos, para grande aflição de Obélix.
Uma narrativa muito cómica e plena de surpresas.


AMOR DE PERDIÇÃO - Edição Levoir/RTP. Autores, segundo Camilo Castelo Branco: argumento de João Miguel Lameiras, arte de Miguel Jorge e cores de Patrícia Búzio e Catarina Quintas. E ainda, um dossiê final por João Paulo Braga, versando o autor do romance.
E nesta curta colecção, Camilo Castelo Branco teve muito mais sorte que o seu confrade Eça de Queiroz em relação a "Os Maias", que ficou desvalorizado na qualidade.
O infeliz Camilo tem imensa e valorosa obra, mas, praticamente, só o romance "Amor de Perdição" tem sido "agarrado" por diversas vezes, pelo Cinema, Televisão e Banda Desenhada. Coisas que acontecem, mas que não se aceitam de ânimo leve!
No nosso post, a 18 de Abril de 2015, aqui no BDBD, focamos a vida e obra de Camilo Castelo Branco. Tentem visitá-lo ou revisitá-lo, para melhor avivarem a memória. Por agora, um pleno aplauso por esta versão em BD com responsáveis portugueses, nossos. Bravo!


NÃO TERÁS OUTRO DEUS... - ​Edição Ala dos Livros. Autores: argumento e traço do francês Joann Sfar e apoio nas cores de Brigitte Findakly.
Com uma crítica acutilante e um corajoso humor, Sfar criou em tempos uma série que logo se tornou muito aplaudida, "O Gato do Rabino". Em Portugal foram editados os cinco primeiros tomos, publicados por outra editora que não a actual. Depois houve um "certo silêncio". Mas eis que agora, via Ala dos Livros, nos surge o sexto e tão esperdo álbum, "Não Terás Outro Deus Além de Mim".
No sarcasmo, na sátira e até mesmo na ternura que Sfar acentua nesta série, o herói central é um gato espantoso e crítico impecável dos humanos. Pois é: ele entende bem os humanos mas os humanos não o entendem devidamente...
É preciso conhecer os gatos e esta delirante série BD!


VOYAGE AU CENTRE DE LA TERRE - ​Edição Glénat. Autores, segundo Jules Verne: argumento de Curd Ridel, traço de Frédéric Garcia, cores de Jacky Robert, capa de Chris Regnault e dossiê final de François Bayle e Agrippine Virgoulon.
O francês Jules Verne e o italiano Emilio Salgari, rivalizaram-se escrevendo uma infinidade de romances de aventuras que, em devido tempo, entusiasmaram uma imensidão de leitores, sobretudo na Europa e outros países "marcadamente europeus" noutros continentes...
Contudo, se, de um modo geral, Salgari seguiu a linha da "aventura pela aventura" (cá por mim, LB, sempre preferi a série "Corsário Negro" à do "Sandokan"), Verne, que até certo ponto vogou na esteira do genial Leonardo Da Vinci, deste marcou nas suas obras aspectos científicos ou profetizantes que foram acontecendo nos futuros que foram chegando...
Cinco títulos, muito em especial, se destacam na vasta obra de Verne: "Vinte Mil Léguas Submarinas", "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias", "Miguel Strogoff", "Da Terra à Lua" e "Viagem ao Centro da Terra".
Este último, o mais intrigante, é de quase (senão total) realização. Verne, nas suas apostas visionárias, sabia-o bem mas, mesmo assim, escreveu-o.
Neste romance há um factor que limita (ao que se saiba) qualquer vida: as terríveis e altíssimas temperaturas, onde tudo e todos se derretem ou ficam cinzas para sempre!

LB

terça-feira, 19 de outubro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (226)

TINTIN, C'EST L'AVENTURE / 8 - Edição Geo / Moulinsart. Corresponde este número aos meses de Junho a Agosto de 2021.
O tema central e dominante é a Ciência e... vamos lá, ao progresso e suas consequências, vantajoso e, às vezes, funesto. Nunca nada pode estar garantido com total optimismo...
Os cientistas, aqui humoristicamente capitaneados pelo adorável "Professor Tournesol", dão pano para mangas aos que só sabem "assobiar para o lado". Então, vamos lá a aprender e a pensar um pouco mais...
Salienta-se ainda: a bedê exclusiva "O Mar de Néctares" por Miles Hyman; tudo o que tem a ver com a Guerra do Chaco que foi travada com a Bolívia e o Paraguai (1932-1935) e que à sua bela maneira, Hergé aplicou no álbum "A Orelha Quebrada"... 
Demarca-se também a tocante reportagem "Les Sioux" por Valérie Kiubiak e Annick Lacroix.


O IMPÉRIO... DAS RELIGIÕES - Edição Gradiva. Autores: com uma nota editorial especial por Anselmo Borges, é um álbum com tradução de Tiago Marques, argumento de Olivier Bolineau e arte de Pascal Maquat.
Trata-se de "O Império, Livro I - A Génese". Um delírio de obra-BD, com um acutilante e correcto sarcasmo.
Pergunta-se: religiões para quê? A quem servem? Quantas tragédias cruéis não têm feiro acontecer? Então, passar bem!
Este álbum é valoroso e divertido. Vale bem a pena passarmos por ele uma leitura atenta e concisa.


CHURUBUSCO - Edição Escorpião Azul. Autor: Andrea Ferraris, com tradução de Jorge Deodato.
Grata surpresa, descobrirmos com este álbum um grande talento da Banda Desenhada Italiana.
Churubusco é o nome de uma certa aldeia mexicana, que hoje é um subúrbio da capital. Originalmente, pelos nativos, era chamada de Huitzilopochco, mas os invasores e conquistadores do Reino de Castela, incapazes de pronunciar devidamente o "palavrão", chamaram-lhe Churubusco. E assim ficou...
Muitos anos mais tarde, os ambiciosos norte-americanos, no seu cruel expansionismo, invadiram e conquistaram grande parte do território do México, numa guerra rápida e sangrenta por volta de 1846. Muitos emigrantes europeus (irlandeses, espanhóis, italianos, polacos, etc.) que estavam à força metidos nas tropas norte-americanas, não suportaram a violência e a sangria desatada que marcava terreno e desertaram para as forças mexicanas que se sacrificavam heroicamente pela sua liberdade.
Com autêntica base histórica e um personagem fictício, o jovem italiano "Rizzo", este álbum relata todas as amarguras e martírios dos lutadores pela liberdade.
Um álbum a ler e a admirar.



LEMÚRIA - Edição Asa (grupo Leya). Autores: argumento de Jean Dufaux, arte de Theo (que sucedeu ao malogrado Delaby) e côr de Lorenzo Pieri. Tradução de Paula Caetano.
Agora em português, é o décimo primeiro tomo da empolgante série "Murena", de leitura obrigatória. O tema, localizado na Roma do sinistro e desencontrado Nero, cativa-nos em pleno e a arte de Theo está em grande, como sempre.


A FABULOSA FÁBULA LILÁS / 4 - Edição Gailivro (grupo Leya). Autor: Pedro Leitão.
É o 14º tomo da série "As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho", especificamente dirigida aos leitores mais pequenos.
Aqui se fala das cores que mais se usam na Banda Desenhada.

LB

sábado, 29 de maio de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (217)

DUELOS - ​Edição Asa. Autores, desta nova série criada por Jean Graton: argumento de Denis Lapière, arte de Benjamin Benéteau e Vincent Dutreuil, cores de Antoine Lapasset e capa por Bruno Tatti. Tradução de Ana Cristina Gonçalves.
Michel Vaillant, herói da série com o seu nome, é valoroso nos desportos automobilísticos, com algumas aventuras passadas em terras portuguesas. 
Dos 70 álbuns da primeira série, sete não foram editados no nosso país(!!). Depois, e ainda com Graton vivo, surgiu uma nova série (já com nove tomos), com outros responsáveis criativos.
A família "Vaillant" é, aparentemente, muito unida e orgulhosa dos seus triunfos e do seu património. Principais personagens: Élisabeth e Henri Vaillant (os pais de Michel); Jean-Pierre, irmão de Michel, que supostamente se suicidou e que tem um filho já adulto, Jean-Michel, que colabora com o tio campeão; por sua vez, Michel e Françoise, têm um filho, às vezes caprichoso, de nome Patrick.
No recente álbum, "Duelos", com algumas cenas no Minho português, tudo se centra na disputa pelo pódio do rali mundial. Há um jovem e ambicioso parceiro de Michel, David Farid (que, pelo seu apelido, tudo indica que, apesar de francês, é de origem magrebina). Ao longo da narrativa, Michel Vaillant, vai perceber que o seu adversário não é nenhum dos concorrentes, mas sim o próprio Farid, que o quer "arrumar"!... Mas tudo acabará bem, como soe dizer-se. Por sua vez, o "velhote" Henri Vaillant, cansado e doente, toma a decisão de legar o seu responsável cargo a alguém de alta confiança e, para surpresa de todos, a escolha recai sobre a sua nora Françoise...
Um senão nesta nova série: os personagens fundamentais, Michel Vaillant e o seu amigo norte-americano Steve Warson, e até mesmo Henri Vaillant, aparecem incrivelmente rejuvenescidos, o que lhes retira a devida credibilidade. Bizarria ou incapacidade devida dos novos desenhistas?
De resto, quanto ao argumento, segue de perto a linha melodramática habitual num aceitável acerto.
Esta "nova série" vai continuar.


DOM QUIXOTE - ​Edição RTP/Levoir. Autores, segundo Miguel de Cervantes: adaptação e guião de Philippe Chanoinat e Djan e arte de David Pellet. A capa, no original francês, seria de Chris Regnault, que foi abandalhada na versão portuguesa!...
Desta edição, com tradução de Pedro Cleto, damos o apoio que o "herói" e Cervantes bem merecem, fazendo notar que o álbum foi lançado em Portugal a 23 de Abril, ou seja, no Dia Mundial do Livro.
Recordamos, para devidos efeitos, que o BDBD, publicou a 25 de Novembro de 2016, um post a ler ou a reler aqui, sob o título "Evocando Miguel de Cervantes"...
LB

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (213)

RETOUR SUR ALDEBARAN / 3 - ​Edição Dargaud. Autor: Leo.
A espantosa saga de ficção-científica "Les Mondes d'Aldebaran", parece que chegou ao fim. Tem cinco ciclos: "Aldebaran" (5 tomos), Betelgeuse (5 tomos), "Antares" (6 tomos), "Survivants" (5 tomos) e por fim, "Retour Sur Aldebaran " (3 tomos).
É uma saga fascinante e fantástica que o brasileiro Leo (aliás, Luís Eduardo Oliveira) nos propõe com os seus enredos e a sua arte. Leva-nos a mundos (planetas) bem distantes da Terra, onde os personagens vão viver e sofrer por situações e encontros inesperados.
Recorde-se que Leo, que é casado com uma madeirense, vive em Paris e que foi homenageado ao vivo na "Sobreda-BD/2000".
Agora, há que aguardar que esta saga tenha a sorte de aparecer com edição portuguesa...


FOLIA DE REIS - ​Edição Polvo. Autor: Marcello Quintanilha.
Nascido em Niterói (Brasil) em 1971, Marcello Quintanilha, reside em Barcelona (Catalunha) desde 2002. Tem obra sua editada em Espanha e na Bélgica. Já esteve no Festival-BD ​de Beja. A sua oba tem sido publicada entre nós pela Polvo. Tem uma arte cativante, realista e dramática, onde nos vai relatando muitos aspectos do Brasil real e sofredor, bem distante das imagens turístico-carnavalescas. É um Brasil amargo, mais autêntico no dia-a-dia.
Importa bem conhecer e continuar a acompanhar a arte deste talento brasileiro.


STRANGER THINGS EM CHAMAS - ​Edição Asa (Leya). Autores principais: Jodi Houser (argumento), Ryan Kelly (traço), Triona Farrell (cores) e Kyle Lambert, que nos apresenta uma belíssima capa. Tradução de Luís Santos.
Com base na série televisiva da Netflix, a obra oscila entre o fantástico e o terror e agarra bem o leitor desde o início. Muita aventura, muito mistério, muita angústia e muito sufoco. Para quem gosta do género, é uma obra imperdível. 
Trata-se de uma boa aposta das edições Asa, que no entanto, não se livra das nossas amigas perguntas: para quando a publicação de desenhistas portugueses, mesmo em outros temas e estilos? Vamos apostar?...
LB

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (210)

ALICE, 25 ANOS - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Luís Louro.
Num gesto bem atento pela nossa Banda Desenhada, esta jovem e bem apostada editora fez agora duas edições especiais, em simultâneo, de "Alice", cada uma com a sua aparência específica.
Foi em 1995 que o nosso admirável Luís Louro criou o fenómeno que foi a série "Alice". Para além da série "Jim del Monaco", com o argumentista Tozé Simões, tão popular e sempre de apetecível leitura, o Luís Louro atreveu-se sozinho
(argumento e arte) com outras e ocasionais séries. Destas, "Alice", logo marcou um tremendo entusiasmo pela parte dos nossos bedéfilos. Uma imensa e delirante doideira, que bem merecia ter edições em francês, inglês, italiano e castelhano, pelo menos. Mas, até lá (não há impossíveis...), existe desde agora a comemorar os seus 25 anos esta especial e luxuosa edição, que inclui um belo e espectacular "poster". A não perder!
Parabenizando o nosso absoluto afecto à Ala dos Livros e ao Luís Louro: Força sempre!...


O GRITO DE MOLOCH - Edição Asa. Autores, segundo Edgar-Pierre Jacobs: argumento de Jean Dufaux, grafismo de Christian Caulleaux e Étienne Schreider, côr de Laurence Croix e tradução de Paula Caetano.
Ora cá temos um feliz regresso da série "Blake & Mortimer
", com o entusiasmo que sempre a todos agita.
Duas figuras mitológicas aqui são mencionadas com a sua força simbólica: Orfeu e Moloch (leia-se Moloque). Orfeu foi um grande encantador (em todos os sentidos) com a sua voz e na mestria divina como tocava a sua lira... Aqui, o seu nome
é aplicado às naves extraterrestres por decisão dos serviços secretos ingleses, enquanto Moloch, uma divindade implacável e infernal, é o nome que é dado ao extraterrestre "apanhado" pelos ingleses, uma vez que tais naves se encontravam no subsolo londrino. Apenas a sétima escapou temporariamente, com este Moloch a destruir tudo quanto baste!...
O famoso e complicado Orlik é a chave para resolver a crise. Será ele o salvador do mundo?... Que bizarro, que o álbum explica!...
Jean Dufaux esmerou-se num argumento fantástico onde há
referências e ligações a narrativas anteriores, como "O Segredo do Espadão", "O Mistério da Grande Pirâmide", "Marca Amarela" e/ou ​"A Onda Septimus". Com muita ficção-científica, aspectos de pavor e estranhas e tenebrosas complicações para a Humanidade em fatal perigo. Quase um sufoco!
Um empolgante e apaixonante álbum!


BLACK PROGRAM - 2 - Edição Gradiva. Autores, segundo a saudosa parceria de Greg e Vance, tem argumento de Laurent-Frédéric Bollée, traço de Philippe Aymond, côr de Didier Ray e tradução de Jorge Lima. Série: "As Novas Aventuras de Bruno Brazil".
Depois da primeira parte, ou seja, do tomo anterior, esperava-se em pleno pela continuação, que aí está agora. E muito bem!... 
A alucinação é quase absoluta e galvaniza-nos. Aos elementos que restam do heróico "Comando Caimão" (Bruno Brazil, Whip Rafale, Gaúcho Morales e Tony Nómada), o chefão Coronel L revela, para espanto total, que os EUA já há muito haviam poisado em Marte!!!...
Mas tão épico, fantástico e secretíssimo feito desencadeou umas terríveis consequências, donde uma situação de amarga loucura. Dos dois astronautas, um está a sobreviver artificialmente, quase como um sofredor zombie. O outro, tresloucou-se e é um ambicioso e feroz a programar-se para destruir a "ínfima" Terra e projecta-se para uma imperial conquista do Cosmos!... Tornou-se num bem perigoso doido varrido. Mas ele escapa-se para o imenso espaço...
A concluir este tomo, outro bizarro mistério: Bruno Brazil tem um filho, Adam, gerado com a sua terrível e agora incapacitada inimiga Rebelle!...
Como é?!... A série continua...


UM COWBOY NO NEGÓCIO DO ALGODÃO - ​Edição Asa. Autores, segundo Morris: argumento de Jul (aliás, Julien Berjaut) e arte de Achdé ( aliás, Hervé Darmenton). Uma hilariante aventura de Lucky Luke.
Imagine-se que este vaqueiro e justiceiro, que dispara mais rápido que a sua própria sombra, de repente, por inesperada herança (por testamento de uma rica e idosa admiradora) toma posse de uma imensa herdade!... E que herdade: extensos terrenos onde se cultiva o algodão, com um luxuoso palacete e uma infinidade de serviçais (ex-escravos) negros. Que loucura!
Ao princípio, os serviçais desconfiam dele, já que é um estranho branco que que veio do Oeste para a Luisiana, onde toda esta estranha fortuna se localiza.
Como e que fazer? O tão pândego cavalo Joly Jumper lá vai fazendo os seus notáveis comentários irónico-filosóficos. Mas há quem queira abater este tão inesperado herdeiro: os desastrosos irmão Dalton (claro!) ​e a sinistra Ku-Klux-Klan, que "esconde" os afrancesados e prepotentes ex-esclavagistas.
Um personagem autêntico aqui figura: Bass Reeves, amigo de Luke e que foi o primeiro "Marsall" negro, sendo um atirador de excepção e impecável incorruptível.
Interessante o encontro de Lucky Luke com os gaiatos rebeldes (da Literatura) Tom Sawyer e Huckleberry Finn, e de nomes alusivos à famosa jornalista Oprah Winfrey e ao presidente Barak Obama, enquanto miúdos sonhadores, e a certas palavras históricas de Martin Luther King...


AO SOM DO FADO - Edição Levoir. Autores: Nicolas Barral, com apoio nas cores de Marie Barral. Tradução de João Miguel Lameiras.
Uma obra que é bem emotiva e fenomenal. Com a conveniente ficção e o marcante registo de uma nossa História. Um álbum que, quando se começa a ler, não admite pausas. Lê-se de uma assentada, tal é a sua força que logo nos envolve.
E, sem dúvida, a grande vedeta desta belíssima novela gráfica é a cidade de Lisboa no seu todo, primorosamente registada pela arte do francês Nicolas Barral. Não é uma obra doce, pois, sempre de passagem, lá estão os registos de situações de amizade, dos amores, de amarguras políticas e, até, as frequentes figurações de um meigo e belo gato branco (porquê sem nome, ò Barral?!...) em 2020.
Mas há também todo um mal estar de violência da política salazarista, mesmo que o famigerado "Botas" já estivesse incapaz de governar, uma vez que o "destino" o fez cair de uma cadeira abaixo...
Esta obra, editada em português, foi publicada ainda em 2020, pois a versão original em francês só será editada em 2021. Que bênção!
Será que a convencida dona da nossa (salvo seja !) Ministra da Cultura (ai, é?!....), a "Senhora Fonseca dos Drink's" percebe alguma coisa destas realidades?
O argumento e a arte de Barral merecem plenos e totais aplausos e, sem qualquer dúvida, exigem que a obra seja lida.
LB