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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (191)

O PACTO DA LETARGIA - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Migelanxo Prado; ​Tradução de Ricardo M. Pereira.
​Que encanto reencontrar, com nova obra, o ​talento esmerado do grande artista galego ​Miguelanxo Prado! Com "O Pacto da Letargia" ("El Pacto del Letargo", ​no original), todo o tema é estranho, porém, ​sedutoramente insólito e apaixonante.
Na confusa ​fragilidade entre o Homem e a Natureza, Prado põe-nos ​a assistir a uma eterna briga: há duas forças, ditas ​"ocultas", que se opõem: os prepotentes Demónios ​(que querem aniquilar a Humanidade) e os Puros (que ​protegem a deambulante e tonta Humanidade em ​questão). E por aqui um bizarro objecto, o tríscelo, ​que tem forças mágicas poderosas, que, entretanto, foi misteriosamente roubado, e que Demónios e ​Puros tanto desejam encontrar (ou recuperar)…
​há ainda um jovem investigador universitário que ​mergulha destemidamente nesta embrulhada…
​O resto… por favor, leiam esta tão espantosa e ​bela narrativa!


TOMBÉ POUR LA FRANCE - ​Edição Lombard. Autores (segundo Tibet e Duchâteau): ​argumento de Zidrou, traço de Van Liemt e cores de ​Cerminaro.
​Agora com os continuadores da série original, aqui ​temos o famoso jornalista e investigador Ric Hochet ​em recente narrativa.
​Este episódio, como sempre na linha de "difíceis" ​enigmas, está pleno de acção, mas também a usar ​um bem achado humor.
​Tem um inesperado ponto de partida: a Imprensa, de ​repente e no mesmo dia, divulga em primeira página, ​que Ric Hochet é de falsa integridade, pois se persegue ​a bandidagem, por outro lado, protege seu pai ​Richard, que é um famoso golpista… A polícia vai ​buscá-lo a casa donde, algemado, vai a julgamento.
​Razão um tanto incrível: o nosso herói é preso ​porque faltou ao serviço militar obrigatório e, por ​isso, é considerado desertor!... Se a França estivesse ​em tempo de guerra, seria logo fuzilado; em tempo ​de paz, não escaparia a um prolongado tempo de ​cárcere. Mas os benévolos juízes decretam-lhe uma ​"pena leve": dezasseis meses de serviço militar!... Em ​que grande alhada se foi esparramar este herói?!… Tudo isto onde todos os personagens da série, incluindo o gato (ou gata?) Nadar, entram em ​em cena… Não faltam as divertidas cenas na caserna ​e as insinuadas cenas eróticas de Ric com Nadine...



MES ANNÉES HÉTÉRO - ​Editions  Delcourt. Autor: Hugues Barthe.
​Este relativamente jovem francês, criador de BD, ​sempre nos tem surpreendido positivamente com ​a sua obra frontal, seja com ironia ou com um certo ​"suave" drama, obra esta por norma conotada com ​as complexidades e ambiguidades sexuais de cada ​um… Pois é preciso ter essa coragem!... E Barthe tem-na em pleno! Esta obra é densa e complexa, obrigando-nos a uma boa, vertical e sincera leitura. Topam?...
Já é notável e bem considerável a lista das obras de Hugues Barthe publicadas em França… Uma certa editora portuguesa quis publicar-lhe alguns títulos, mas ficou-se num sonho de promessas e de um real vazio… Que pena.
Hugues Barthe veio, até agora, apenas uma vez ao nosso país, para o Salão MouraBD, em 2013, onde foi bem aplaudido, tendo então recebido o Troféu Balanito. Sempre muito gentil, ficou-lhe na memória o seu grato e constante carinho pelo nosso País.


OS TIGRES - Edições FA; Autor: Flávio C. Almeida.
Depois de "Os Vigilantes - a equipa lusa de Super-heróis" e de "Um só", Flávio Almeida apresenta-nos o seu terceiro trabalho, "Os Tigres".
"Os Tigres" são um grupo de oito amigos que gostam de aventuras. Por isso estão sempre a meter-se em sarilhos mas, com amizade, conseguem ultrapassar as dificuldades e acabar o dia sempre em grande! Numa aventura “aérea”, vão ter que utilizar todo o seu engenho para ultrapassar este desafio.
Em distribuição nas principais e em outras várias lojas e livrarias especializadas online, também em formatos digitais.
FA é o selo editorial do autor mourense Flávio Almeida, em “edição de autor”, cuja página pode ser consultada clicando em www.fa.bdcomics.pt

LB/CR

sábado, 14 de julho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (150)

COMMENT RÉUSSIR UN ASSASSINAT - Edição Lombard. Autores: argumento de Zidrou e grafismo de Simon Van Liemt, depois de Duchâteau e Tibet.
É o tomo mais recente da série “Ric Hochet”.
Mas que grande trapalhada, com alguma paródia mal camuflada! Além disso, esta aventura é... chata!
O famoso romancista e argumentista Henri Vernes (“Bob Morane”), é aqui personagem e suspeito!... Há uma “guerra” implacável  entre editoras... Há um casal que já não se suporta, em que, um e outro, procura matar a outra parte num “crime perfeito”...
E, para além de outras confusões, uma pertinência: ante um suicida, é ele o assassino dele próprio?...


PERDITION - Edição Glénat. Autores: Denis-Pierre Filippi (argumento ), Vicenzo Cucca (traço) e Fabio Marinacci (cores).
“Perdition” é o segundo tomo da série de ficção-científica “Colonisation”.
Milla Aygon e a sua equipa, estão prisioneiros de uns sinistros sobreviventes terrestres num planeta ensopado de toda a casta de perigos. Sobreviventes estes, a quem nada repugna o canibalismo!...
Como escapar destas (e de outras) sufocantes perigosidades?


À L’HEURE OÙ LES HYÈNES VONT BOIRE - Edição Lombard. Autores: Emmanuel Herzet (argumento), Alain Queireix (traço) e Didier Ray (cores). Este é o 5.º  tomo da série “Alpha-Premières Armes”.
O destemido e astuto Dwight Tyler, que mais tarde será conhecido pelo nome de código “Alpha”, resiste a ser elemento da famosa CIA, pois gosta de actuar a solo. Em vão!... Mais ou menos “sequestrado” pela força secreta norte-americana, é forçado a colaborar para destruir a organização internacional “Hiena”, potentado do crime, sobretudo no que toca ao terrorismo. Desta, quatro polos estão a funcionar em força em Hong Kong, na Argentina, em Portugal e na Tanzânia, para além das actuações de russos, israelitas, italianos, etc. O desafio é de arrojo, onde os fins justificam os meios. É mesmo a fazer doer!
De notar, neste álbum, as pranchas 8 e 9, onde Lisboa é, de certo modo, vedeta.
A reparar...
LB

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (108)

LE HURLEMENT DE CYBÈLE - Edição Casterman. Segundo Jacques Martin, esta série “romana”, tem agora argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Demarez e cores de Jean-Jacques  Chagnaud.
“Le Hurlement de Cybèle” é o quinto tomo da magnífica série “Alix Senator”.
A pertinência existe em duas questões: para que servem as religiões?... Para que servem os cleros?...
Através dos mais distantes tempos e até hoje, sempre funcionaram estes dois aspectos para diminuir os povos simples e, de certo modo, também entorpecidos.
E os cleros, quantas vezes, usando e abusando de crueldades quase inconfessáveis!...
Quem é que ainda é parvo voluntário ou tem ainda a memória congelada?...
Neste tomo da série “Alix Senator”, o tema volta à carga com a acção do clero aberrante da deusa Cibele. Diríamos que é um clero aterrador. A narrativa é denunciante das prepotências e violências que essa padralhada impunemente exerce...
“Le Hurlement de Cybèle” é um alertante e estonteante álbum que não deve deixar de ler!

MEUTRES DANS UN JARDIN FRANÇAIS - Edição Lombard. Argumento de Zidrou e traço de Van Liemt, segundo a série “Ric Hochet”, criada por Duchâteau e Tibet.
“Meurtres Dans Un Jardin Français” é o segundo tomo da série “Les Nouvelles Enquêtes de Ric Hochet”.
Assim é que, nas vésperas do famoso e escaldante “Maio de 1968” de Paris, no doce e encantador Jardim do Luxemburgo, em espaço curto, quatro homens são assassinados, mal beijam uma bela e misteriosa jovem que lhes havia marcado um irresistível encontro romântico...
Como é que um breve e sedutor beijo provoca instantaneamente uma bizarra morte? Qual a lógica destes crimes em série?...
Ric Hochet empenha-se em investigar este assunto sinistro, correndo o risco de sofrer a mesma sorte, por muito que a sua assolapada noiva, a bela Nadine (sobrinha do Comissário Bourdon), não acerte muito com as ideias temerárias do seu amor.
Nesta linha policial, há deliciosos momentos de humor escondido e alusões à política da época em França.


ANTARCTICA / 3 - Edição Glénat. Argumento de Jean-Claude Bartoli, traço de Bernard Köllé e cores de Vladimir Davidenko.
É o terceiro e último tomo desta apaixonante série.
Na gélida Antártida, pelo ano de 1911, as épicas expedições do inglês Robert F. Scott e do norueguês Roald Amundsen, concorreram em plena e corajosa aventura gelada, para atingirem, qual deles em primeiro lugar, o Polo Sul.
É neste histórico, sofredor e real cenário de rivalidades, que se desenrola também uma bonita e amarga história  de amor e paixão.
Assim, Knut Maureen, separados por dramáticas circunstâncias, esperam enfim reencontrar-se no Polo Sul. Conseguirão?
LB

terça-feira, 21 de julho de 2015

BREVES (11)


VIRIATO NA BD
Continua a decorrer em Moura, até 2 de Agosto, a exposição "Viriato na Banda Desenhada", uma co-produção entre a Câmara Municipal de Moura e o Gicav, com a colaboração da Câmara Municipal de Viseu, da Junta de Freguesia de Viseu, do Instituto Português do Desporto e Juventude e do Pólo de Moura da Inovinter.
A mostra, comissariada por Luiz Beira, tem trabalhos de autores portugueses e espanhóis. 
Após o encerramento, a exposição segue para Viseu, onde a 30 de Agosto abrirá portas durante a Feira de São Mateus sendo, em simultâneo, lançado o álbum "Viriato", de José Garcês, reedição de uma história publicada entre 1952 e 1953 no "Cavaleiro Andante".




CASEMATE / 83 
A revista francófona “Casemate”, mensal por hábito, neste n.º 83 aposta nos meses de Julho e Agosto. Traz um belo recheio de assuntos de muito agrado. Indicam-se alguns deles em destaque:
- a entrevista com Riad Sattouff
- o dossiê Sfar e o seu “gato do Rabino”
- a entrevista com Elsa Charretier e Pierrick Collinet em “Arautos da Causa Homo” (Hérauts de la Cause Homo), onde chamam os bois pelos nomes com toda a frontalidade
- anúncio do 27.º Festival BD Solliès-Ville (região francesa de Provence), de 28 a 30 de Agosto. Entre muitos  autores, estarão presentes : Baru, Boucq, Cestac, Cosey, Dany, Loustal, Enrico Marini, etc. Contactos: alien@wanadoo.fr ou www.festivalbd.com









RIC HOCHET... Pois!
A parceria edições Asa e jornal “Público”, tem estado a publicar às quartas-feiras uma breve dose (serão doze no total) de álbuns da série “Ric Hochet”. Muitas da aventuras indicadas eram (são) inéditas em Portugal.
O último tomo, “O Puzzle Mortal” sairá a 19 de Agosto.




Manuel Mestre (terceiro a contar da esquerda), durante a sessão de homenagens do Moura BD 1995.
FALECEU MANUEL MESTRE 
No passado dia 7 de Julho, faleceu o Eng.º Manuel Mestre, antigo Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Moura, entre 1989 e 1997, e o primeiro a apostar no Salão Moura BD (realizaram-se nos seus mandatos seis das primeiras sete edições e foram publicados o álbum "A Moura Salúquia", de Carlos Rico, e o catálogo "Humoristas Alentejanos", de Osvaldo de Sousa). 
Pessoa afável e de trato fácil, Manuel Mestre tinha 65 anos e faleceu no Hospital da Luz, em Lisboa, vítima de doença prolongada.
LB

sexta-feira, 12 de junho de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (72)

TERRE PROMISE - Edição Delcourt. Argumento de Leo e Rodolphe e traço de Zoran Janjetov. “Terre Promise” é o primeiro tomo da série “Centaurus”.
O planeta Terra tornou-se impossível para a vida. A bordo de uma gigantesca “nave-mundo”, os nossos descendentes atravessam o espaço em busca de um planeta de acolhimento, que julgam existir na constelação do Centauro... Mas cuidado com as armadilhas!


LE PRIX DE LA DÉFAITE - Edição Lombard. Argumento de Juanra Fenández, traço de Mateo Guerrero e cores de Javi Montes. É o segundo tomo da série “Gloria Victis”.
O jovem Aelio prometera que jamais seguiria a profissão de seu pai, um notável auriga que morreu tragicamente numa corrida de carros. Mas, doze anos depois, por diversas circunstâncias e pressões, o jovem irá seguir esse destino...


CONQUISTADOR / IV - Edição Glénat. Argumento de Jean Dufaux, traço de Philippe Xavier e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É precisamente, o quarto tomo da série “Conquistador”.
A obra é soberba, relatando a fúria ambiciosa dos espanhóis para dominarem o império asteca e se apoderarem do respectivo imenso tesoiro. Pelo caminho, muitas traições e crimes e também... insólitas intervenções justiceiras da Natureza...
Apesar de toda a beleza desta série, o argumento não segue a realidade dos factos históricos.


R.I.P. RIC! - Edição Lombard. Argumento de Zidrou e traço de Simon Van Liemt. O que poderia ser o 79.º tomo da série “Ric Hochet”, é, afinal, o primeiro tomo de uma nova fase de aventuras com o mesmo herói.
O argumento é ousado e interessante, mas o traço de Liemt ainda não deslumbra e, fatalmente, não nos escapamos a compará-lo, mesmo sem querer, com o do saudoso Tibet. O futuro dirá como será a evolução...


SAUVAGE - Edição Lombard. Argumento de Jean Van Hamme e Didier Alcante e traço de Francis Vallès. É o quinto tomo da série “Rani”, localizada no decorrer do século XVIII, com início em França e prosseguindo depois na então Índia Francesa.
Uma bela e agitada série que merece bons e calorosos aplausos.


ERIN - Edição Soleil. Argumento de Corbeyran e arte gráfica de Ugo Pinson. É o primeiro tomo da série “Stonehenge”.
Para quem gosta das sedutoras história e lendas dos Celtas, esta é uma forte série que vai entusiasmar os leitores. A arte de Pinson é simplesmente magnífica.
A ler e a apreciar!
LB

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

HERÓIS INESQUECÍVEIS (10) - RIC HOCHET


Na linha de heróis-BD jornalistas, que tão em voga estiveram (e alguns ainda estão), em popularidade, Ric Hochet, está logo a seguir a Tintin.
Tibet e Duchâteau
Criado pelo argumentista André-Paul Duchâteau e pelo saudoso desenhista Tibet (aliás, Gilbet Gascard), tendo este estado em Portugal uma vez única, para ser homenageado ao vivo no Salão Internacional SobredaBD 1995, Ric Hochet, então ainda um garoto e a funcionar como um ardina do jornal (fictício) "La Rafale", estreou-se numa história curta, "Ric Hochet Mene le Jeu", a 30 de Março de 1955, na edição belga da revista "Tintin".
Capa da Revista "Tintin" (30.Março.1955)
marcando a estreia de Ric Hochet
Em Portugal, essa estreia aconteceu no "Cavaleiro Andante" n.º183, a 2 de Julho desse mesmo ano, com a mesma narrativa, então intitulada "Qual dos Três?".
Seguiram-se, pelo menos, mais duas histórias curtas (no futuro, outras iriam surgir...), em 1956 e em 1959 (é nesta que Ric conhece o comissário Segismond Bourdon. que virá a ser seu constante parceiro) e, onde se vai notando, graficamente, um natural crescimento do personagem
O êxito é tremendo e daí, Raymond Leblanc (um dos fundadores das Éditions du Lombard/ Bélgica) pede aos autores que avancem para uma série... E a primeira grande narrativa surge em 1961, com "Signé Caméleon". Imparável depois, as aventuras de Hochet (com algumas narrativas curtas e médias, de permeio).
Por aqui, outras figuras notáveis figurando com uma certa constância (referimo-nos só aos "bons"): Nadine (sobrinha de Bourdon, que acaba por se tornar a noiva de Hochet), o inspector Ledru, o misterioso pai de Hochet (Richard), o sempre refilão sábio (mas divertido) Prof. Hermelin, e até, o fiel e terno gato de Hochet... cremos que de nome Nadar...
Como acessórios de marca, em Ric Hochet, a sua gabardina, o seu casaco branco com pintinhas negras (modelo único!) e o seu carro Porsche amarelo...
Há incursões diversas na Rádio e na Televisão, destes personagens. Todavia, em 1968, Raymond Leblanc e a Belvision, produziram uma média metragem(experiência piloto), adaptação do álbum "Signé Caméléon", que até participou então no famoso Festival de Cannes... Mireille Baert foi Nadine, Jacques Lippe foi Bourdon e Ric Hochet foi vivido pelo actor Daniel Vigo (falecido em França há pouco menos de dois anos) e onde, os próprios Duchâteau e Tibet, divertidos, participaram como "polícias"...
Sobre Daniel Vigo, o próprio Tibet afirmou: "Era um talentoso jovem actor belga que se parecia muito com o personagem".
Porém, as crianças assustavam-se muito com a máscara do "Camaleão" e o filme foi retirado de qualquer exibição, de tal modo  que a ideia não teve continuação e "nem se sabe" onde existe o original ou eventuais cópias!... Nem o próprio Tibet, conforme nos disse  na Sobreda em 1995, sabia do destino deste filme, pois nem ele tinha sequer uma merecida cópia!...


Ric Hochet e o actor Daniel Vigo que encarnou o personagem em 1968 

Entretanto, noticiou-se que em 2003, terá começado a rodagem de treze episódios televisivos com o actor Yann Sundberg. Não conseguimos saber se tal foi mesmo conseguido...
Álbuns com as aventuras de Hochet, são em muitas dezenas. A própra Éditions du Lombard, na versão integral, editou em completo tal série, em vinte álbuns.
Por sua vez, quase logo a seguir, a exigente Hachette, também reeditou (ou está a reeditar) tudo sobre Ric Hochet.
Apesar da notável e incontestável celebridade (e popularidade), em Portugal, este herói-BD tem sido "maltratado", apenas publicado em edições avulsas. Em álbuns empenharam-se, sem uma devida regra e sensibilidade ao herói, aos autores e ao nosso público bedéfilo, a Bertrand, o Correio da Manhã, a Futura, a Dom Quixote e a Asa/Público. As responsáveis editoras de BD, no Portugal de hoje, não gostam nem percebem NADA de Banda Desenhada! Publicam aquilo que lhes pode dar fáceis cífrões... mas como quem arrota por um estranho empaturranço... Amen!
Em publicações, sairam aventuras de Ric Hochet  no "Cavaleiro Andante", "Mundo de Aventuras", "Tintin " (edição portuguesa), "Zorro" e "Cadernos Sobreda-BD".

   
Tibet (natural de Marselha) faleceu a 3 de Janeiro de 2010, mas por sua vontade, a série deve continuar. Esperemos que o argumentista Duchâteau encontre rápidamente um grafista digno de continuar Hochet e Tibet.

A terminar: em Bruxelas, na Rue du Bon Secours, há edifícios decorados exteriormente com motivos desta série. E, em 2002, em  Les Issambres, bairro de Roquebrune-Sur-Argens (sul de França) e onde Tibet passava habitualmente as suas férias, foi inaugurada a Alameda Ric Hochet. E esta?!...
 
Ric Hochet numa rua de Bruxelas
Prancha de "O Traidor Contrafeito"