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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (242)

ATENA - ​Edição Gradiva. Autores, sob coordenação de Luc Ferry: guião de Clotilde Bruneau, traço de Carlos Rafael Duarte, cores de Rudy e capa de Fred Vignaux. Tradução de Maria de Fátima Carmo.
Atena, também conhecida como Palas Atena e que terá dado o nome a Atenas (capital da Grécia), era a filha favorita do deus dos deuses, Zeus (
o Júpiter dos Romanos).
Foi venerada por toda a Hélada e em todos os territórios da Europa, da Ásia e do norte de África por onde andaram os Gregos. 
Nunca teve amores, pois era muito ciosa da sua virgindade.
Em contrapartida, era uma poderosa e valente guerreira e frontalmente justiceira. Implacável para quem a ofendesse ou a outros personagens do Olimpo, e generosa e protectora para com valorosos heróis humanos da Mitologia Grega: Perseu, Jasão, Héracles, Aquiles, Odisseu (o Ulisses dos Romanos), Teseu e outros mais.
Com admiração, é meritosamente citada por escritores da antiguidade helénica, como Hesíodo, Homero, Pseudo-Apolodoro,etc.
Muito inteligente e atenta estratega, aplicou-se também na evolução das artes e na firmeza da justiça.
Este belo álbum da série "A Sabedoria dos Mitos" exige uma leitura obrigatória, a bem da devida cultura de cada um.


OS DEMÓNIOS DE ESPARTA - ​Edição Gradiva. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valerie Mangin, traço de Thierry Demarez e côr de Fabien Alquier. Tradução de Jorge Lima. É o 4.º tomo da magnífica série "Alx Senator".
O enviado romano encarregado de trazer para a capital do Império os livros sagrados da Grécia é assassinado. Para reparar este crime, Alix volta a pegar em armas e a fazer justiça. Mas há um terrível segredo que paira sobre os gestos de derramar tanto sangue...


O ÚLTIMO CONDOR - ​Edição Gradiva. Autores: Matz (argumento), Philippe Xavier (traço) e Jérôme Maffre (côr). Tradução de Jorge Lima. Este tomo, "O Último Condor", é o penúltimo volume da apaixonante série "Tango".
Pelos considerados antigos cenários da América hispânica (maioritariamente) como exóticos, deslumbrantes e encantadores, agora vigoram várias situações de violência e de crimes.
John Tango, tanto corajoso como temerário, aplica-se em busca da verdade e da justiça... sob o belo traço artístico de Philippe Xavier.
A não perder!


OUTRAS BANDAS #8 - Autores: António Coelho, Daniel Maia, Jorge Rodrigues, Maria João Claré, Mário André, Patrícia Costa, Susana Resende e Yves Darbos. Escritores convidados: Liliana Johnson, Patrícia Portela e Travis Johnson; Ilustração de Capa: José Bandeira; Edição/Produção: Daniel Maia e Susana Resende
O fanzine antológico "Outras Bandas" está de volta à comunidade de banda desenhada, com uma edição repleta de histórias inéditas.
Assinado e publicado pelo colectivo Tágide, o "Outras Bandas" #8 reúne seis BD's curtas sobre cenas da vida quotidiana, que variam entre nuances de humor, de desespero e de esperança. O título inclui ainda uma selecção das melhores BD's humorísticas do webcomic “Century One” e uma galeria de fan-art.
"Outras Bandas" #8 vai ser apresentado em Outubro, no 33.º AmadoraBD, com presença dos autores do colectivo e sessão de autógrafos.
Contacto: TagideBD@gmail | TagideBD.blogspot


PRANCHAS DA PRAXE - Autor: Flávio Almeida. Edição: FA Edições.
"Pranchas da Praxe" é o reunir de várias histórias de banda desenhada da autoria de Flávio C. Almeida. Curtas de BD que participaram ou estiveram presentes em concursos e mostras, nacionais e internacionais, e que iam aparecendo nesta ou naquela publicação. Sendo algumas destas pranchas até mesmo premiadas, são quinze bandas desenhadas abordando vários temas e estilos, em uma edição antológica.
Disponível em edição livro ou e-book em várias plataformas e lojas online.

sábado, 28 de maio de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (237)

DON VEGA - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Pierre Alary. Tradução de Paula Caetano.
Em boa hora, o francês Pierre Alary resolveu pegar e quase reinventar a lenda do famoso "Zorro" (na realidade, Don Diego de la Vega), personagem de ficção criado na Literatura, em 1919, pelo norte-americano Johnston McCludley.
Pelo francês Alary, há uma abordagem muito sua ao mito do lendário Zorro. A obra está bem conseguida, muito embora e por vezes, nos confunda.
Pormenor curioso: todo o povo mexicano-californiano se faz passar pelo idolatrado Zorro... Vimos algo similar no belíssimo filme "Espártaco", realizado em 1960 por Stanley Kubrick: o cruel general romano Crasus, diante de uma infinidade dos escravos revoltados (agora prisioneiros), pergunta: "Quem é Espártaco?"... e todos, um a um, respondem: "Eu sou Espátaco!". Entendem?
Ontem Espártaco, agora Zorro! Belo gesto de não se apostar em qualquer tipo de vil traição! Porém, nem sempre estas magníficas atitudes de lealdade acontecem, seja na História seja na ficção.


A CONJURA DAS RAPACES - ​Edição Gradiva. Autores, segundo o herói original criado por mestre Jacques Martin, com argumento de Valérie Mangnin e arte de Thierey Demarez. Tradução de Jorge Lima.
É o terceiro tomo da magnífica série "Alix Senator".
O todo poderoso imperador Augusto é indiciado numa conjura dos seus senadores, para ser abatido. Todavia, se o senador Alix (com problemas pessoais quanto baste) diz concordar, por outro lado, ele não quer trair Augusto...
Tudo depende do argumento e da acção deste tomo que exige boa leitura.
E, claro, como se cita no álbum: "o mistério, a loucura e a grandeza de Roma!" em pleno. Pois, pois!...


WILD BILL - ​Edição Ala dos Livros. Autores: argumento de Thierry Gloris e arte de Jacques Lamontagne.
O histórico-lendário Wild Bill, pelos seus feitos heróicos e justiceiros, é um herói que importa mais aos Estados Unidos da América do Norte que à Europa. No entanto, há uma imensidão de talentos de argumentos e da arte europeus que, sabe-se lá porque bizarras paixões, gostam de se acocorar aos temas nas pradarias do Distante Oeste!... A notória qualidade de algumas obras não nos tapa a consciência... que não está à venda. Apre!...


AMANI - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Miguelanxo Prado. Tradução de Ricardo M. Pereira.
Bravo, digna editora! Cá temos em português, mais uma obra do extraordinário desenhista galego Miguelanxo Prado. Já tardava...
E desta vez, é uma BD dedicada em especial aos leitores mais infantis.
Amani, termo suaíli que significa "pacífico", é um simpático e encantador hipopótamo que escolhe a sua vida e o seu destino.
Precipitadamente, imaginámos que era algo na linha de "Ferdinand, o Touro" de Walt Disney. Mas não é!... Há apenas umas ligeiras aproximações. De resto, o hipopótamo em causa, não é homossexual como o touro Ferdinand. Apenas são amantes da Natureza e dos afectos que a cada um cabe.
E por sua vez, Amani conhece Utamu, uma doce hipopótama, e ambos se apaixonam, formando família e erguem um peculiar mundo de vivência. Que bonito!


MATEI O MEU PAI E FOI ESTRANHO - ​Edição Polvo. Autor: André Diniz.
É uma obra que se aconselha bem à devida leitura... Mas, porém, todavia, contudo... porquê tantos aspectos sinistros? Há que aproveitar o incontestável talento de cada um em obras mais doces, pacíficas, de esperança e tudo mais.
Vale a ideia?


OUTRAS BANDAS #5 – HERÓIS PORTUGUESES - Edição Grupo Tágide. Autores: vários.
O grupo Tágide retomou a actividade editorial no 16.º FIBDB com o lançamento do Outras Bandas #5 – Heróis Portugueses, um fanzine que reúne a fan-art criada pelo colectivo na iniciativa Tágide: Heróis Portugueses.
O projecto, inédito no país, teve o objectivo de prestar homenagem a heróis da Nona Arte portuguesa e seus respectivos criadores. O grupo propôs-se divulgar interpretações fan-art de 100 das principais personagens na banda desenhada nacional, tanto contemporânea como clássica, e abrangendo criações originais assim como adaptações de figuras lendárias, em destaques complementados por notas bibliográficas. Deste modo, o Tágide procurou manter uma memória viva dos heróis das nossas páginas de álbuns, revistas e fanzines, porventura resgatando do esquecimento certas personagens que caracterizaram os quadradinhos portugueses no século passado.
Contribuíram para o projecto os autores António Coelho, Daniel Maia, Eduardo Martins, Filipa Lopes, João Raz, Jorge RoD! Rodrigues, José Bandeira, Maria João Claré, Mário André, Nuno Dias, Patrícia Costa, Pedro Cruz, Rafael Marquês, Rui Serra e Moura, Sérgio Santos, Shania Santos, Susana Resende, Yves Darbos e o jovem honorário João Faial.
LB/CR

sábado, 5 de março de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (233)

L'OEIL DU MINOTAURE - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin e arte de Chrys Millien.
Servilia, amante de Júlio César e mãe de Brutus, está a sofrer terrivelmente, pois foi envenenada e vai morrendo lentamente. Mas César acha que o veneno, contido numa pérola negra maléfica, era para ele. Foi um mercador grego quem lho vendeu... Então, envia até à Grécia e no seu encalço, Alix e Enak, que vão acompanhados por Brutus.
Esta perigosa viagem vai arrastá-los até Creta, onde existe o famoso labirinto, habitado pelo lendário e feroz Minotauro...


AREIA VERMELHA - ​Edição Gradiva. Autores: Philippe Xavier e Matz no argumento, sendo o traço também de Philippe Xavier e as cores por Jean-Jacques Chagnaud. A tradução é de Jorge Lima. 
Trata-se do segundo tomo da série "Tango".
John "Tango" vai visitar o seu avô que vive num pequeno e paradisíaco ilhéu nas Caraíbas. Acompanha-o o seu amigo Mário, um ex-polícia. Porém, tal ilhéu, nada tem de paradisíaco, pois é cobiçado por um grupo de traficantes de droga. E o sangue vai tingir as sedutoras areias brancas da pequena ilha.
De notar, a admirável arte de Philippe Xavier.


JEANNE DES ARMOISES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacqes Martin: argumento de Jean Pleyers, traço de Néjib (aliás, Néjib Belhadj Káceem) e cores por Corinne Pleyers.
Na impiedosa Idade Média vão acontecendo factos pouco sensatos e surgem personagens nem sempre correctos. Funcionam execuções e assassinatos...
Uma jovem que veste uma amadura de combate é salva pelo condestável Gilles de Rais das garras de uns merceários sob o comando do sinistro Rodrigue de Villandrano... Ela diz ao seu salvador que é Jeanne d'Arc, a donzela de Orléans... Gilles desconfia e só se convence quando ela lhe revela um terrível segredo que só ela e Gilles conheciam...
O condestável confia Jeanne à guarda e protecção do seu amigo, o arquitecto Jhen Roque que, a pouco e pouco, lá vai acreditando na história que a donzela lhe conta.
Mas sera mesmo Jeanne d'Arc? Como conseguiu ela escapar da execução na fogueira decretada pelos ingleses?

LB

terça-feira, 26 de outubro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (227)

LE DISQUE D'OSIRIS - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin, traço de Therry Démarez e cores de Jean-Jacques Chagnaud.
"Le Disque d'Osiris" é o 12.º tomo da maravilhosa série "Alix Senator".
Enak foi subitamente apanhado por um mal terrível que o corrói... Mas, aparentemente, haverá cura que está no saber do jovem feiticeiro Jiaan e do povo deste. Mas tudo implica uma aventurosa procura do túmulo do lendário deus egípcio Osiris e, para além disso, da descoberta da não menos lendária e misteriosa Atlântida!...
E vão todos nessas buscas: Alix, Enak, Tefnout e outros mais.
Uma bela aventura cheia de mistérios e lendas bizarras.


GIANT - Edição Ala dos Livros. Autor: Mikaël.
​"Giant", é uma obra admirável no seu todo, que originalmente ser compunha de dois tomos, mas que na edição portuguesa se reúne num só volume. E ainda bem!...
Relata a vida amarga e os perigosos trabalhos na construção civil, em Nova Iorque por volta de 1932, onde se envolvem sobretudo, irlandeses e italianos, quer não se dão lá muito bem.
Pelos irlandeses, há um homenzarrão de raras falas, que oculta um segredo que, de certo modo, não lhe é nada abonatório...
Esta obra é bem dramática, estando altamente valorizada pela cativante arte de Mikaël, nascido no francófono Quebeque, tendo dupla nacionalidade, a canadiana e a francesa.
Fortes aplausos para esta obra!


SANDOKAN ET LE TIGRE DE MOMPRACEM - Edição Glénat. Autores, segundo a obra do romancista italiano Emílio Salgari: argumento de Stefano Enna, traço de Nico Tamburo, cores do Minte Studio e capa por C. Regnault. E ainda, no final, um dossiê sobre Emilio Salgari, por Françoise Langrognet.
Ao que se indica neste álbum, é a adaptação do terceiro volume versando a série "Sandokan"... Só assim se entenderá um pouco, que "Sandokan" e "Marianne", já estejam apaixonados. E que dois fiéis companheiros do senhor de Mompracém, Tremal Naik e Kammamurti, não apareçam!... Mas não falta o amigo-irmão de Sandokan, o português "Yanez de Gomer"(?!.)... Onde raio foi o Salgari inventar este nome para um português?... Quando os romances desta série foram publicados pela Romano Torres, este "portuga" aventureiro foi crismado de "Gastão de Sequeira"!... Ele há coisas!...
Neste álbum, o traço de Nico Tamburo é razoalvelmente agradável para se apreciar.


TINTIN, C'EST L'AVENTURE / 9 - Edição Geo/Moulinsart. Este exemplar corresponde aos meses de Setembro a Novembro de 2021.
O tema central é: as Revoluções, que às vezes, são apenas "suaves" Revoltas.
Tudo bem, pois aqui há muita crítica, aventura e humor, segundo mestre Hergé.
Destaques: a bedé inédita "L'Homme de Métal" por José Luis Muñuera, a indicação notável da amizade e parceria de Hergé e E. P. Jacobs e os 75 anos de "Blake e Mortimer". E, quase no fim do tomo, a abordagem a Portugal, com a entrevista a Nicolas David, que conhece e tem forte ligações com o nosso país, que, mesmo em relativa ficção, bem relatou no seu belíssimo álbum "Sur Un Air de Fado", bem situado nos tempos anteriores ao histórico 25 de Abril de 1974... E ainda, uma tocante reportagem sobre o povo africano, os Pigmeus.
Exemplar, como sempre, a não perder!
LB

sábado, 9 de outubro de 2021

​NOVIDADES EDITORIAIS (225)

O ÚLTIMO FARAÓ - ​Edição Gradiva. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin e arte de Thierry Démarez. Tradução de Jorge Lima.
Em português, é o segundo tomo da empolgante e vigorosa série "Alix Senator", uma grandiosa continuação com os mistérios, as implacáveis conspirações, as loucuras e a grandeza de Roma. Falcões contra águias vice-versa!
Alix e os seus companheiros, sobretudo seu filho Tito e Kaphren (filho do "desaparecido" Enak), correm o perigo de serem assassinados por ordem de um faraó demente, Cesarião.
Aqui, com estranhos poderes, surge o enigmático Heb, que não é outro senão Enak, disfarçado até boa parte da narrativa, que se centra no jovem príncipe egípcio Ptolomeu XV, dito Cesarião, pressuposto filho de Cleópatra VII e de Júlio César, embora este jamais o tenha reconhecido como seu filho. Aos 17 anos, foi aprisionado e levado para Roma, onde acabou por ser executado ou assassinado sob as ordens de Octaviano.
Octaviano ou Octávio Augusto, pela História, foi o sucessor de Júlio César. Cesarião é mais lendário do que histórico e não passou de um mártir joguete político entre Roma e Alexandria...


SURCOUF - 4 - ​Edição Glénat. Autores: argumento de Arnaud Delalande e Eric Surcouf (bisneto do famoso corsário) e arte pelo jovem haitiano (residente em Paris) Guy Michel.
Passou "algum" tempo para finalmente aparecer este quarto e derradeiro tomo da série "Surcouf", onde a arte gráfica de Guy Michel só merece aplausos.
De qualquer modo, registe-se, em paralelo, a obra homónima do grande mestre belga que foi Victor Hubinon. Cada um, Hubinon e Michel, tem o seu lugar e valor, pelos seus estilos pessoais...
Robert Surcouf foi um bem destemido senhor dos mares, sobretudo no espaço dos mares pelo Oceano Índico. Foi herói, foi temido e terrível e foi também nobre.
Terá acabado bem os seus dias de vida... Ámen!


UM OCEANO DE PEDRA - ​Edição Gradiva. Autores: argumento de Matz (aliás, Alexis Nolent), arte de Philippe Xavier e cores por Jean-Jacques Chagnaud. Tradução de Guilherme Valente.
É o primeiro tomo da série "Tango" que, num certo jeito de "western", se localiza na América Latina (Bolívia, Argentina, Equador, Panamá, etc).
O herói, "John Tango", julga encontrar o devido sossego e recomeçar a sua vida num local isolado na cordilheira dos Andes...
E no entanto, os fados programaram-lhe a quebra de qualquer tranquilidade, com momentos violentos, impiedosos e sem contemplações....
Com a bela e cativante arte do francês Philippe Xavier, a série promete conquistar em pleno o entusiasmo dos nossos bedéfilos.
Parabéns, Gradiva!


NARCISSE & PYGMALION - ​Edition Glénat, série "Sagesse des Mythes". Autores, sob a orientação do historiador-investigador Luc Ferry: argumento de Clotilde Bruneau, traço de Diego Oddi, cores de Ruby e capa de Fred Vignaux. E um elucidativo dossiê final por Luc Ferry..
Aqui constam, seguidas, duas lendas da Mitologia Grega: a de "Narciso" e a de "Pigmalião". Para além destas versões em Banda Desenhada, o que nos relatam as mais diversas versões sobre estes mitos?
Pelas normas mais usadas: NARCISO, que na Mitologia Romana é Valentim, era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Leríope. Quando nasceu, o adivinho Tirésias vaticinou que ele teria uma vida longa, desde que nunca contemplasse a sua própria figura. Mas não foi bem assim: extremamente belo e quase irresistível, vendo-se refletido nas águas de um rio (ou de um lago) apaixonou-se perdidamente por ele próprio. E afastava, com um certo nojo, todos os que se apaixonavam por ele, como foram os casos mais acentuados com a ninfa Eco e o jovem Amínias. Na sua desbragada auto-paixão, foi definhando e morreu. A deusa Afrodite, condoída, transformou-o na flor que tem o seu nome. O seu mito ficou a marcar o drama do individualismo.
PIGMALIÃO, era um rei de Chipre. Também escultor, e daqui, esculpiu uma linda mulher por quem se apaixonou. Mas nada a fazer, pois era uma estátua!
Infeliz por este amor impossível, decide viver em celibato... No entanto, a deusa Afrodite escutou os seus lamentos e transformou a estátua numa mulher de carne e osso, chamada então de Galateia, que casou com Pigmalião, donde resultou descendência.

LB

quinta-feira, 8 de julho de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (220)

ORWELL - ​Edição Ala dos Livros. Autores: Pierre Christin e Sebastien Verdier e pontuais colaborações de alguns famosos, como André Juillard, Blutch, Juanjo Guarnido, Enki Bilal e outros.
Esta monumental edição relata a vida do famosíssimo britânico George Orwell (aliás, Eric Arthur Blair), que também chegou a assinar como John Freeman. Nasceu na então Índia Inglesa, a 25 de Junho de 1903 e faleceu perto de Londres a 21 de Janeiro de 1950.
Aventureiro por excelência e bem viajado, fez de tudo um pouco na vida, mas a sua notável celebridade firma-se e afirma-se pelo seu jornalismo e pelos livros que escreveu. Destes, os mais célebres são "O Triunfo dos Porcos" (Animal Farm), que é uma implacável denúncia às ditaduras, e o terrível, sufocante e visionário "1984" ou "O Grande Irmão" (Nineteen Eighty-Fourt), do qual resultou e belo e angustiante filme homónimo com John Hurt e Richard Burton, em 1984, com realização de Michael Radford.
Este belíssimo álbum-BD exige uma atenta e obrigatória leitura.


AS ÁGUIAS DE SANGUE - ​Edição Gradiva. Autores​: com base na famosa série "Alix" criada por Jacques Martin, tem agora Valérie Mangin no argumento e Thierry Démarez na arte gráfica. Tradução de Jorge Lima. "As Águias de Sangue" é o primeiro tomo da série paralela alixiana "Alix Senator".
Estávamos a ver que esta belíssima série ia passar ao lado no nosso panorama editorial, mas, em boa hora, ela aí está por gesto empenhado e consciente da Gradiva, que desde já felicitamos.
Para quem não domina o idioma francês, agora já pode ler e coleccionar esta poderosa série na língua portuguesa. E com os nossos plenos aplausos!
Roma, se bem que sempre bela, devassa e colo de constantes intrigas de sexo e de política (com assassinatos) tem "agora" como imperador Octávio Augusto.....
"Alix" está agora na casa dos cinquenta e é senador. Educa seu filho "Tito" e "Khefren", filho do príncipe egípcio "Enak" (que não aparece neste tomo).
Estranhamente, águias treinadas e com garras envoltas em lâminas de oiro, provocam mortes. Porquê e por quem?!...
É esse bizarro e inquietante mistério que "Alix" vai ter de resolver...


OLIVER TWIST - ​Edição RTP/Levoir. Autores: segundo Charles Dickens, em argumento de Philippe Chanoinat e arte de David Cerqueira. Conta ainda com um dossiê final de Danielle Brouzet. A tradução é de Pedro Cleto.
Será talvez o mais belo e comovente romance de Dickens, uma denúncia frontal aos maus tratos que sofriam os órfãos, que eram bem usados e explorados em trabalhos condenáveis. O sofredor garoto Oliver acabará por encontrar um lar feliz...
Várias vezes adaptado a BD e ao Cinema, pois por esta 7.ª Arte chama-se a atenção para o musical "Oliver!", realizado por Carol Reed, em 1968, onde brilha de todo o elenco, o actor Ron Moody (1924-2015) no papel de "Fagin"...

LB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (209)

L'ESCLAVE DE KHORSABAD - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Démarez e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É o décimo primeiro tomo da extraordinária série "Alix Senator", ainda inédita em Portugal.
Para desanuviar a sua constante tristeza pela morte de dois entes queridos, o filho de Enak e Lídia, a sua paixão, Alix volta ao Médio Oriente... Um regresso ao seu distante passado na Assíria, melhor ainda, à velha cidade de Khorsabad, fundada por Sargão II, onde chegou a ser um jovem escravo. Tem um fito: recuperar a espada de seu pai, que aí morreu na batalha de Carrhes.
Porém, este seu "turismo" sai-lhe caro: é aprisionado pelo ganancioso rei dos Partos, os actuais donos da região. Em novo cativeiro, encontra dois jovens companheiros/cúmplices: o belicoso assírio Monasés (que se parece com Enak quando jovem) e a sacerdotisa egípcia Tefnut...
Esta narrativa terá conclusão no próximo tomo, "Le Disque de Osiris".


VALHARDI, L'INTÉGRALE 6 - ​Edição Dupuis. Autores: são vários nos textos biográficos e/ou nos argumentos. Pela arte gráfica, o belga René Follet, nascido em Bruxelas a 10 de Abril de 1931 e falecido neste tão amargo 2020, a 14 de Março.
Este tomo 6 é o derradeiro de toda a bela e tão entusiasmante série "Valhardi", que foi desenhada por Jijé, por Eddy Paape e, por fim, por René Follet.
Este tomo final é bem fundamental para quem é admirador deste herói-série, pois inclui as narrativas: "Le Dossier X", "Le Naufrageur Aux Yeux Vides" e "Un Gosse à Abattre". Para além disso, há um dossiê histórico de abertura e, ainda, a biografia de René Follet e a sinopse de "Le Huitième Indice" (que, parece, nunca foi desenhada).
Jean Valhardi será sempre um respeitável e admirável herói-BD, na bela linha clássica, para um qualquer bedéfilo que se preze. Para quando toda esta série em português?...



CHURCHILL -2 - ​Edição Gradiva. Autores: textos de Vincent Delmas, François Kersandy e Christophe Regnault, arte de Alessio Cammardella, cor de Alessia Nocera e tradução de Maria de Fátima Carmo.
É a conclusão do díptico biográfico versando, mais ou menos, a vida e o empenho político de Winston Churchill.
Altamente notável pela salvação de uma Europa em angustiante crise, num dos seus inflamados discursos, terá dito: "Se Hitler invadisse o Inferno, eu apoiaria o Diabo!".
Neste segundo tomo, a obra termina com a fantástica aclamação do povo inglês ao seu líder. Tudo bem, mas falta o resto da sua vida daí para diante, donde, por exemplo, os doze dias que ele viveu na nossa ilha da Madeira (1950), no Funchal e em Câmara de Lobos. Para esta ilha, ele e a família, foram convidados de um hotel de luxo local. Aproveitou esses doze dias para se entregar a uma das suas paixões: a Pintura. Mas, claro, sempre cultivou a sua ternura pelos animais, sobretudo, os gatos.


ODISSEIA - ​Edição Levoir/RTP. Autores: segundo o clássico do grego Homero, tem adaptação e argumento de Christophe Lemoine (francês) e arte de Miguel Lalor Imbiriba (brasileiro) e, um dossiê final e explicativo por Gilles Thierriat e tradução pelo nosso prezado correlegionário Pedro Cleto.
Ninguém reparou (ou tal não quis), mas o herói desta invejável obra clássica, "A Odisseia", que já figurava em "A Ilíada", é aqui usado com o nome que os Romanos lhe deram... O admirável e tão heróico como sofrido rei da Ítaca, de seu nome autêntico e original, é Odisseus e daqui, a "Odisseia". Tal como "A Iliada" vem da cidade de Ílion (Tróia) e, posteriormente, "A Eneida" deriva do escapado Eneias...
Investiguem, meus amigos, investiguem!...
LB

terça-feira, 17 de novembro de 2020

CAPAS (9) - JACQUES MARTIN

Jacques Martin (1921-2010)
Mestre Jacques Martin nasceu em Estrasburgo (Alsácia) a 25 de Setembro de 1921 e faleceu em Orbe (Suíça), durante o sono, a 21 de Janeiro de 2010, estando então quase cego, situação que muito o afligia.
Cidadão francês, é, no entanto, um gigante mundial pela sua poderosa e vasta obra. 
Veio pela primeira vez a Portugal para ser homenageado ao vivo na edição de 1990 do saudoso Salão "Sobreda-BD". Em futura e devida ocasião, aqui o evocaremos condignamente.
Sobretudo apaixonado por temas históricos de diversas épocas que ele atentamente investigava, criou várias séries de alto valor cultural, mas poucas desenhou, embrenhando-se mais nos argumentos e em dar correctas indicações aos seus colaboradores, dos quais alguns eram mesmo seus discípulos.
Com a sua poderosa arte gráfica e divulgações pelos textos, desenhou pelas séries "Alix" (a sua mais empenhada), "Lefranc" e "Orion". À parte estas séries, tem dois álbuns especiais: "Le Hibou Gris" (O Mocho Cinzento), onde assina como Marleb, e "Histoire d'Alsace "(História da Alsácia), com argumento de Georges Bischoff.
As suas mais notáveis séries, "Alix", "Lefranc" e "Jhen", prosseguem com outros mais ou menos hábeis continuadores. A série "Orion", aparentemente, finou-se com o terceiro álbum. Com "Jhen", foi apenas o autor dos enredos.
Tentemos pois, agora, apreciar e/ou conhecer o seu registo gráfico, através de algumas belas capas de que ele foi o autor.
LB

sábado, 24 de outubro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (205)

LE DIEU SANS NOM - Edição Casterman. Autores, segundo o herói-série "Alix" criado por Jacques Martin: argumento do francês David B. (aliás, Pierre-François Beauchard) e arte pelo italiano Georgio Albertini.
O saudoso Jacques Martin jamais proibiu, antes pelo contrário, que as suas séries se finassem após a sua morte. E aqui temos o 39.º tomo da admirável série "Alix".
"Le Dieu Sans No" (O Deus Sem Nome), pelas suas características bem nos faz lembrar o deus Ares (dos Gregos) ou Marte (dos Romanos). É o deus da guerra, da morte, da impiedade e até, aqui, do canibalismo. O povo é outro: misterioso e feroz, os Androfágios, vivem e actuam no leste europeu, pelas zonas das estepes incógnitas... É com esta sanguinária e repugnante gentalha que Alix e Enak, vão tentar resolver um pedido político de César e, ao mesmo tempo, escaparem-se com vida.
Sem deixar de ter o encanto que a série implica, é um dos episódios mais intensos e violentos. E há algo de novo que aqui se regista: os íntimos amigos, Alix e Enak, por vários momentos, estão recalcitrantes um com o outro!... E neste mesmo mundo de sufoco e estranho, há três personagens femininos que marcam posição: Calisto e Personne (já existentes no álbum anterior "Veni, Vidi, Vici") e agora também, uma guerreira do povo Sarmata que parece apaixonada por Alix, o que provoca uma ciumeira mal disfarçada da parte de Enak...


ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - ​Edição RTP/Levoir. Autores: segundo o famoso romance homónimo de Lewis Carroll, tem argumento de David Chauvel e arte de Xavier Collette. E ainda, um dossiê final de Jean-Luc d'Asciano, e tradução de Pedro Cleto.
Ainda me lembro de ver na Televisão, quando da recente Feira do Livro de Lisboa, uma brevíssima entrevista com o Dr. Gonçalo Reis (um dos dirigentes actuais da RTP), todo entusiasmado a propagandear esta bela colecção, "Cassicos da Literatura na Banda Desenhada". No entanto, tem umas capas abaixo do horroroso, com umas letras garrafais a citar o autor do romance e o título da obra, apagando quase que totalmente, os desenhos das respectivas capas. Isto não se faz!...
Quanto a esta adaptação à Banda Desenhada, não é a primeira, pois há inúmeras versões. Esta, de Xavier Collette, é muito aceitável. Mas, porém, todavia, contudo... a mais bela que até hoje lemos, foi criada pelo nosso genial e saudoso Fernandes Silva, tendo sido publicada em 1952, logo a partir do n.º 1 da revista "Cavaleiro Andante". E no entanto, nenhuma das nossas editoras a publicou em álbum, o que se pode traduzir por bizarra traição.
Quem imaginou e aprovou esta merdelice de capas para uma colecção tão digna?... Repito: que capas tão pavorosas!



CASEMATE #139 - É o exemplar correspondente a Outubro-2020. Como sempre, esta bela revista mensal, publica muitas coisas boas para deleite dos bedéfilos.
A começar, com chamada na capa, de um importante artigo com entrevista a Romain Hugault, versando o piloto aviador e tão enternecedor escritor que foi Antoine de Saint Exupéry, onde se anuncia pelas Editions Paquet, o álbum "St Ex".
Salienta-se também uma reportagem por Raymond Pellicer, como resultado da sua actuação como jornalista a bordo do porta-aviões "Charles De Gaulle". Há também uma entrevista com Jul e das suas razões (e de Achdé) de inventarem um divertido álbum de "Lucky Luke" na Luisiana, em plena época da escravatura... Demarca-se igualmente neste exemplar, o anúncio do próximo salão BD BOUM, ou seja, a 37.ª edição do Festival de Blois, a decorrer de 20 a 22 de Novembro deste ano.
LB

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (186)

LES HELVÈTES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Mathieu Breda e arte de Marc Jailloux.
​Em vida, mestre Jacques Martin, já tinha uma sinopse para esta narrativa, mas não a desenvolveu. Coube agora aos autores deste 38.º tomo da série ​"Alix", o resultado de "Les Helvètes" (Os Helvécios, ​ou Os Suíços). Uma aventura bem conseguida em ​todos os planos.
​Alix e o seu inseparável Enak, são enviados por Júlio ​César, até aos Helvécios, a fim de juntar esses povos ​à causa romana. Na comitiva, seguem também Audania, filha de um druída favorável aos Romanos, e o jovem Lucius, que não suporta ​Alix, uma vez que este é gaulês e não romano...
​No entanto, da antiga Guerra das Gálias, os velhos ​rancores e os fantasmas do passado, não estão, de ​modo algum, esquecidos e as novas alianças são ​postas em perigo.


JOSÉ DA SILVA CARVALHO: UM LÍDER NO LIBERALISMO - ​Edição: Município de Santa Comba Dão. Autores: ​António Neves (argumento) e Santos Costa (arte).
​"José da Silva Carvalho, um Líder no Liberalismo" relata com plena força didáctica a vida heróica, sofrida e patriótica deste grande português, natural da região beirã de Santa Comba Dão.
Viveu os pânicos das Invasões Francesas, depois a prepotência dos Ingleses que iam transformando Portugal numa colónia britânica e, depois, os abusos ferozes do absolutismo de D. Miguel I... E muito e muito mais.
Exaustivamente documentada, esta obra merece o nosso aplauso, sobretudo pela sua força instrutiva. E é uma salutar mensagem para que os Portugueses não esqueçam a figura e obra deste nosso grande compatriota.


DOMINOS - ​Edição Lombard. Autores: Emmanuel Herzet (argumento), Alain Queireix (traço) e Didier Ray (cores).
Da série "Alpha", criada orginalmente por Renard e Jigunov, este é o 14.º tomo, o quarto e último da "segunda temporada" desta mesma série (a terceira, já se anuncia).
De aventura em aventura, a vida de Dwight Delano Tyler, aliás Alfa, tem-se degradado perigosamente.
Mais do que nunca, ele tem de justiciar sozinho, pois todas as frentes estão contra ele, armadilhando-lhe a existência sem qualquer condescendência.
Alfa, tudo e todos terá de enfrentar, mesmo com algumas atitudes e/ou acções um tanto obscuras, para salvar a sua vida e limpar o seu nome e a sua honra, conspurcados pela veleidade sinistra da política... Mas ele é corajoso e destemido.



O FILHO DO FÜHRER - ​Edição Escorpião Azul. Autor: João Gordinho.
Este jovem lisboeta é um talento já marcante da novíssima geração da Banda Desenhada Portuguesa. Ousado e talvez controverso, está num muito bom caminho.
Neste álbum, "O Filho do Führer", num correcto preto-e-branco, ele vai para um tema inquietante, mas também muito interessante: à paranóia das ambições de Adolfo Hitler (de péssima memória), ele junta uma certa ficção-cientìfica com uns perigosos extraterrestres... Como?... Ora façam o favor de ler este álbum, que foi lançado no Festival AmadoraBD 2019.
Parabéns, João Gordinho! Parabéns, editora Escorpião Azul!

LB

terça-feira, 27 de agosto de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (178)

LES SPECTRES DE ROME - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Démarez ​e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É o nono tomo da ​série "Alix Senator".
​Um imenso clima de pavor assola Roma, onde enigmáticos assassínios, quase em massa, são executados pela ​calada da noite. Quem são estes sanguinários predadores ​que parecem fantasmas? Há quem insinue que são os ​leprosos; há quem diga que são gente do Médio Oriente…
​Só o prepotente imperador Augusto tem outra ideia, talvez mais sensata, se bem que terrível: tudo se deve às radiações ​do venenoso oricalco que se espalharam devido à queda ​de um meteorito.
​Alix, seu filho Titus, o amigo Enak e o rei oriental Syllaios, vão tentar desvendar este sinistro mistério, com arriscada coragem, pois quem é contaminado dificilmente escapa ​à morte…


BOB MORANE, INTÉGRALE/12 - ​Edição Lombard. Autores: argumentos de Henri Vernes e ​arte gráfica de Felicisimo Coria. E Jacques Pessis, autor ​do dossiê de abertura.
​Este Integral reúne as seguintes cinco aventuras: "Les Otages de l'Ombre Jaune", "Le Tigre des Lagunes", "Le Temple des Crocodiles", "Le Masque de Jade" e "Snake".
Apenas dois reparos: em "Le Masque de Jade", o vigoroso e divertido companheiro de Morane, o escocês Bill Ballantine, não é tido nem achado. Está completamente ausente.
"Snake", é uma intrigante aventura, pesada e muito venenosa (pois lá figuram as tenebrosas serpentes cobra-coral, mamba e surucucu), mas muito mal explicada… Há deturpadas cerimónias mais ou menos de vudu em honra da deusa Cobra de Bonze, mas no final, fica-se sem se saber o que o demente Hixe iria confessar à polícia e tão pouco se define quem era mesmo a bela e perigosa haitiana Benedicité Snake, que se escapa não se sabe para onde… Voltará em episódio futuro?


O OUTRO LADO - ​Edição Asa. Autores principais: argumento de Jody Houser, traço de Stefano Martino e cores de Lauren Affe. Tradução de Luís Santos.
O adolescente Will Byers não sabe bem onde foi parar!... Está só e num "outro lado", num autêntico "mundo invertido" e assustador, que só seria visível em delírios psíquicos e em terríveis pesadelos… De resto, à sua volta, tudo é silêncio, escuro e frio. Há ainda um estranho monstro que por aí assombra cada recanto.
Will Byers quer, desesperado, tornar ao seu real ambiente, onde estão a família e os amigos. Mas como?...
Para quem gosta de histórias de terror, esta é uma obra-BD devidamente aconselhada.
LB