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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

HERÓIS INESQUECÍVEIS (50) - TOUNGA

Tounga, é um herói com aventuras na Pré-História. É criação do belga Édouard Aidans e teve a sua estreia na edição belga da revista “Tintin”, em Outubro de 1961.
Édouard Aidans
Seus companheiros habituais são: a “namorada” Ohama, o amigo coxo Nooun e o fiel tigre Arahm.
Em Portugal, estreou-se na edição portuguesa da revista “Tintin”, em Março de 1969, e com o nome aportuguesado para Tunga.
Algumas das suas aventuras foram publicadas no “Tintin Anual”, “Almanaque Tintin”, “Mundo de Aventuras” e “Selecções”.
A série terminou em Outubro de 1985.
Tem 17 álbuns, dos quais os 16 primeiros foram editados pela Lombard, e o último, bem como os 6 “Integrais”, pela Joker. Até hoje, nenhum foi publicado em Portugal.
O primeiro álbum da série, "La Horde Maudite" - Edições Lombard (1974)
O último álbum da série, "La Dernier Rivage", Joker Editions (2004)
Capas dos seis volumes da colecção "Intégrale" - Joker Editions

As peripécias de Tounga e seus companheiros são vagamente inspiradas no romance “A Guerra do Fogo” de J.R. Rosny Aîné (aliás, Joseph Henri Honoré Boex).
De resto, Tounga, tem um concorrente similar, Rahan, criado pelo francês André Chéret. Embora aproximados, há diferenças entre Tounga Rahan (deste, talvez venhamos a falar em futuro breve...). As diferenças mais notórias estão: primo, nas respectivas origens; secundo, no carácter de cada um, sendo que Rahan é, digamos, um filantropo, enquanto Tounga é essencialmente um guerreiro, se bem que generoso, mas bem capaz de matar para se defender.
Nos primeiros tempos, o traço de Aidans era pouco enérgico, mas o autor cedo evoluiu, dando uma boa vivacidade à série, marcando um grafismo mais dinâmico e audacioso, o que levou a que Tounga fosse considerado um dos melhores heróis-BD do género.
Desde estes distanciadíssimos tempos, e através das entusiasmantes fantasias da BD de heróis como Tounga, Rahan e até, o divertido Brucutu (aliás, Alley Oop), a raça humana sempre foi sobrevivendo e evoluindo (para melhor ou para pior?...). Alea jacta est!
LB



Capa e prancha de "La Grande Peur" - Edições Lombard (1976)
Capa e prancha de "Le Dieu de Feu" - Edições Lombard (1978)
Capa e prancha de "Le Faiseur de Feu" - Edições Lombard (1982)
Capa e prancha de "La Piste Perdue" - Edições Lombard (1984)
Quatro capas de revista "Tintin" (portuguesa) com Tounga (ou Tunga) como protagonista

terça-feira, 18 de setembro de 2012

NA PISTA DE ÉDOUARD AIDANS

Às vezes há enganos aparatosos... O espanhol Horacio Diez, a 18 de Setembro de 2009, noticiou no seu blogue "Comic, Historietas, Tebeos..." que o artista belga Édouard Aidans havia falecido no ano 2000!... Claro que choveram protestos pois em Setembro de 2012 Aidans ainda está vivo e de saúde!
Édouard Aidans
Édouard Aidans nasceu em Andenne (Bélgica) a 30 de Agosto de 1930. Aos 16 anos publicou-se pela primeira vez na revista "Spirou", para onde depois desenhou várias curtas na série "Belles Histoires de l'Oncle Paul". 
Depois, passou a colaborar para as revistas "Line" e "Tintin" e até, ocasionalmente, para a "Pilote" e "Achillle Talon Magazine". 
Por um tempo efémero, tentou prosseguir com a criação original de Hermann, Bernard Prince, donde só resultaram duas aventuras: "La Dynamitera" (Ed. Blanco) e "Le Poison Vert" (Ed. Lombard).
Pelo conjunto da obra foi homenageado e agraciado por Bruxelas em 2006. Mas, já em 2001, o Centre Belge de la Bande Dessinée havia editado, sob coordenação de Michel Vandenbergh, um pequeno álbum sobre a sua vida e obra, "Sur la Piste d'Édouard Aidans".
Chegou a usar os pseudónimos de "Jok" e "Hardan".
Avulsamente, criações suas foram entre nós publicadas nas revistas "Cavaleiro Andante", "Pisca-Pisca", "Mundo de Aventuras", "Tintin" e "Zorro".
Das suas séries mais notáveis, demarcam-se "Tounga", "Marc Franval", "As Panteras", "Tony Stark" e, com argumento de Jean Dufaux, "La Toile et la Dague".
A série "Tounga", pelas Éditions Joker, já conheceu a versão integral em seis tomos e com capas novas. 
Por sua vez, a famosa série "Marc Franval", coloca este herói (mais sua esposa Cathy e o filho Didi) em três episódios em cenários portugueses: duas curtas, uma em Angola e outra em Moçambique (que nesse tempo eram territórios portugueses) e "Destination Desertas", uma longa passada na região de Lisboa mas, sobretudo, no arquipélago da Madeira. 
Que pena não existir ainda o álbum em português! E se metêssemos uma "cunha" ao Dr. Alberto João?...
Prancha de "Destination Desertas"
Algumas vezes, Édouard Aidans também abordou a BD humorística. Porém, é um perito na linha clássica realista que, através da sua obra, ainda não erradicou os emotivos sonhos do nosso quotidiano.
LB