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terça-feira, 1 de maio de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (146)

VALHARDI, L'INTÉGRALE 4 - Edição Dupuis. Autores: Jijé, Jean-Michel Charlier e Philip Gillain.
Depois de dez anos “em férias” deste herói, Jean Valhardi, em 1956 Jijé (Joseph Gillain), este mágico da BD, retomou a série que, posteriormente, foi magnificamente continuada por Eddy Paape, por decisão do próprio Jijé.
Jean Valhardi, quase sempre acompanhado pelo jovem repórter fotográfico Gègène (que bem nos lembra um outro jovem repórter fotográfico, Marc Dacier, criação de Paape), volta agora mais graficamente apurado...
São as quatro primeiras aventuras desta retoma que se incluem neste quarto volume integral desses episódios: “Valhardi Contre le Soleil Noir” (publicado no “Cavaleiro Andante”, em 1961), “Le Gang du Diamant “ (com argumento de Jean-Michel Charlier, publicado na revista “Zorro”, em 1963), “L’Affaire Barnes” e “Le Mauvais Oeil” (com argumento de Philip Gillain, filho de Jijé).
Depois de Jerry Spring pelo “western”, é este herói detective, Jean Valhardi, o outro herói-série por excelência, segundo Jijé.
Finalmente, graças à belga Éditions Dupuis, lá vamos descobrindo, lendo ou relendo, as suas vigorosas aventuras.
Merci bien,  Éditions Dupuis!


CADERNOS MOURABD #10 - Edição da Câmara Municipal de Moura, sob coordenação de Carlos Rico.
Esta maravilhosa publicação já estava prevista, tal como a exposição sobre o autor, mestre Artur Correia, que entretanto faleceu pouco tempo antes, a 1 de Março.
Assim, infelizmente, pois, já ninguém poderá ter o sentimental autógrafo nos próprios exemplares.
Este Caderno - prefiro chamar-lhe Mini-Álbum, porque é um termo mais justo - engloba duas (de entre outras mais) belíssimas histórias inéditas de mestre Artur Correia: “Donzela Que Vai à Guerra” e “A Nau Catrineta”.
São dois poemas tradicionais portugueses que Almeida Garrett recolheu e registou na sua obra “Cancioneiro”. Atribui-se (sem qualquer garantia) que “A Nau Catrineta” é da autoria do próprio Garrett. Existe porém, uma curta-metragem (Cinema) deste poema, com a voz do actor Alves da Costa, mas da qual desconhecemos quem foi o realizador, em 1955...
Para já, estão de parabéns por esta edição a Câmara Municipal de Moura e o meu parceiro neste blogue, o Carlos Rico e, lógico, o meu e nosso muito obrigado pelas obras, ao impecável Artur Correia.
Os interessados neste exemplar, devem contactar a Câmara Municipal de Moura ou, então, para: carlos.rico@cm-moura.pt


CELUI QUI TUE - Edição Lombard. Autores: Yves H. (argumento) e Hermann (arte gráfica).
Tão violento, espectacular e entusiasmante, como sempre, “Celui Qui Tue”, é o segundo tomo da série, na linha western, “Duke”.
Uma  bela e hercúlea série a não perder, pois traz a incontestável marca da família Huppen: Hermann (pai) e Yves (filho).
Aplausos plenos aos Huppen!
LB

sábado, 18 de fevereiro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (113)

LE PASSEUR - Edição Dupuis / Aire Libre. Autores: argumento de Yves H. e arte de Hermann.
A parceria de pai Hermann e filho Yves está imparável e cada vez mais avassaladora. Uma dupla exemplar!
Agora, com “Le Passeur” (O Passador), a obra é terrivelmente alucinante, cruel, fantástica... na loucura bela e estonteante de uma tragédia. Tudo já será no pós-Apocalipse... Restará alguma coisa de positivo e de esperança para a vivência dos humanos? E que bizarro, aquele farol sem mar à vista e cercado de areias, de um violento deserto de areias, por todo o lado!...
Sam Samantha, fatalmente, vivem um sinistro caminho, um verdadeiro e inimaginável pesadelo. Uma narrativa incrível e, de certo modo, pavorosa.
Todavia, apesar destas vias pesadas e sombrias, esta obra é intensa e irresistivelmente sedutora.


O HERÓI DA CAPA PRETA - Edição Gailivro, do Grupo Leya. Autor: Pedro Leitão.
Este autor (argumentista e desenhista) tem-se apostado pela nossa Banda Desenhada infantil, o que é um tanto raro entre nós.
Especificamente, “O Herói da Capa Preta”, na sua exuberante fantasia, é o décimo tomo da série “As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho”.
Os nossos petizes, aqueles que não são precocemente agarrados à Internet buscando o que não devem ver, têm aqui mais uma saudável obra de divertida leitura.


DÉDALE - Edição Casterman. Autores: Thierry Gloris (argumento), Sergio Bleda (traço) e Jesús Yugo (cores).
“Dédale”, é o segundo e último tomo da série “NSA”, que se foca num personagem com bizarros e especiais poderes...
Neste insólito e nas políticas de um tal presidente, Sr.Trump, tudo pode acontecer, sempre com a violência impune e quotidiana que jamais faz um saudável intervalo.
Enfim!...
LB

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (112)

LA BOUE ET LE SANG - Edição Lombard.  Argumento de Yves H. e arte de Hermann.
Na linha western, “La Boue et le Sang”, é o primeiro tomo da série “Duke”.
Uma obra esmagadora que nos arrasta e envolve quase sem tempo para respirar. A arte plena dos Huppen numa série intensa, cruel e maravilhosamente sem contemplações. Sem as doces fantasias “made in Hollywwod”!...
Com a acção de Duke, aqui se revivem as fúrias, as ganâncias e os sofrimentos das gentes do lendário Oeste Norte-Americano.
O leitor quase se sente cilindrado com tamanha narrativa, mas vale bem a pena, não só pelo argumento de Yves, como também pela gigantesca e impecável arte de Hermann.

 
CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO - Edição Âncora. Autor: José Ruy.
Numa obra didáctica, mestre José Ruy revela-nos aqui a apaixonante biografia de Carolina Beatriz Ângelo, que foi a primeira mulher do nosso País a votar e também, a primeira mulher que, sendo médica, foi também a primeira a praticar cirurgias.
Corajosa na luta pelos justos direitos das mulheres, teve como suas principais colaboradoras, Ana de Castro Osório e Adelaide Cabete.
Nascida na Guarda, faleceu jovem, com apenas 33 anos, por falha súbita do seu coração em 1911.
Esta obra é uma notável e justa homenagem de José Ruy a uma das grandes portuguesas da nossa História.

MAORI BLUES - Edição Lombard. Argumento de Benec e traço de Thomas Legrain.
“Manon Blues”, décimo tomo da série “Sisco”, é a  segunda e última parte, concluindo o episódio (“Gold Black”) iniciado no tomo anterior.
Pela região da Nova Zelândia, vários países e diversos agentes secretos, andam envolvidos, sem qualquer escrúpulo, pela causa do danado do petróleo.
Sisco, agente secreto francês, e que se havia retirado, é-lhe imposto que torne ao activo, dê lá por onde der... E para o forçarem à acção, ele tem de se portar muito bem para salvaguardar a sua querida Manon, que está mais ou menos “cativa” no Uganda...
Sisco , por sua vez, está preso entre dois fogos: o dos franceses que lhe impõem o regresso e o dos agentes norte-americanos da famigerada CIA que o têm como muito incómodo...

 
LENDAS DO DISTRITO DA GUARDA - Fernando Santos Costa é o autor e editor, tendo tido neste aspecto, o apoio das Câmaras Municipais de Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas e Trancoso.
Este maravilhoso álbum, não sendo propriamente uma obra de Banda Desenhada, tem porém, por cada lenda, uma ilustração alusiva, por Santos Costa.
Para além das terras já citadas, há também lendas de Fornos de Algodres, Gouveia Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Vila Nova de Foz Côa.
Curioso: numa das lendas de Figueira de Castelo Rodrigo, há também uma bela moira Salúquia, mas esta com um final bem mais feliz que a sua homónima da Cidade de Moura (que, pelos Romanos se chamou Arucci e/ou Civitas Aruccitana, e pelos Árabes, era Al-Manijah).
Os interessados em ter este precioso álbum, deverão contactar com um dos sete Municípios acima citados. Ate lá, parabéns Santos Costa!
LB

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

BREVES (37)


VIVA HERMANN!
Hermann e o seu incontestável talento estão em plena glória!
Não só é o autor do cartaz do Festival de Angoulême (a realizar entre 26 e 29 de Janeiro), como é o Presidente da edição deste ano do dito Festival, onde apresentará também as primeiras pranchas da sua nova série, “Duke”, com argumento de seu filho Yves H.
A revista “Casemate” #99 (Janeiro) inclui um suplemento especial que comporta entrevistas com Hermann e com Yvesbem como, também em jeito de entrevista, os depoimentos de Enrico Marini e de François Boucq, sobre Hermann e a sua obra.
Um exemplar a não perder!


JOÃO PAULO COTRIM NA BEDETECA DA AMADORA
É já amanhã, 19 de Janeiro, que na Bedeteca da Amadora, pelas 19:00 horas, inaugura "Banda Escrita: João Paulo Cotrim", uma exposição em torno do argumentista, 
que faz parte do ciclo dedicado a argumentistas de BD.
A mostra ficará patente até 4 de Março, no seguinte horário:
De terça a sábado, das 10:00 às 18:00 h.



  
"HORIZONTE AZUL-TRANQUILO"
Entretanto, no dia 14 inaugurou, também na Bedeteca da Amadora, a exposição "Horizonte Azul-Tranquilo", esta dedicada a uma retrospectiva da obra de Fernando Relvas. Estará patente até 29 de Abril, no mesmo horário.





2016, UM ANO AMARGO...
Dizem as “lendas” que os anos bissextos são muito aziagos. E o 2016 não fugiu a esse dito. Pelo campo das Artes, foi mesmo um ver se te avias!... Por exemplo, da Cena Portuguesa (Teatro, Cinema,Tv e Canção), finaram-se doze valores...
Pela Banda Desenhada, apurámos pelo menos o falecimento de dezasseis autores, cujos nomes aqui deixamos como forma de singela homenagem:
Em Abril: René Hausman (belga) e Alberto Dose (argentino)
Em Maio: Boris Cleet (francês), Julio Berríos (chileno) e Darwyn Cooke (norte-americano)
Em Julho: Geneviève Castrée (canadiana), Jack Davis (norte-americano), Carlos Nine (argentino) e Richard Thompson (norte-americano)
Em Setembro: Jukka Murtosaari (finlândes) e Ted Benoît (francês)
Em Outubro: Steve Dillon (inglês)
Em Novembro: Carlos Alberto Santos (português) e Marc Sleen (belga)
Em Dezembro: Gotlib (francês) e Don "Duck" Edwing (norte-americano)
Talvez nos tenha escapado mais algum mas mesmo assim, e para tristeza geral, uma grande razia!...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (87)

DILEMMA - Edição Lombard. Autor: Clarke (aliás, Frédéric Séron).
Este é um álbum muito especial e de alta força em desafio aos julgamentos de cada um. Não é uma obra de Banda Desenhada, com mais ou menos força rotineira...
O que é que na longínqua clássica Grécia, quatro veneráveis filósofos, na onda  do “líder” já quase lendário (Demócrito), discutindo entre si, têm a ver com o destino da Humanidade num bem distante futuro? São eles: Diógenes de Sinope, Xenofonte (sempre um tanto militarão), Platão (também conhecido como Aristócrates) e o então ainda jovem Aristóteles.
E desse futuro bem distante, com base no Determinismo apregoado por Demócrito, esse futuro virá a ferir escabrosamente a Humanidade sob a batuta de um trio
de horror: Adolf Hitler, Hemann Göring e Heinrich Himmler.
Clarke, autor absoluto desta obra tão aplaudível, obriga-nos a ler e a discutir as propostas apresentadas, e sobretudo, a tentar saber (com vã resposta) o que fazemos nesta vida...
Pois é: às vezes, a BD faz-nos destes desafios!


OLD PA ANDERSON - Edição Lombard. Autores: argumento de Yves H. (ou seja, Yves Huppen) e a arte gráfica de Hermann (ou seja, Hermann Huppen, pai de Yves).
Volta não volta, somos agradavelmente surpreendidos com obras de luxo destes geniais Huppen. Agora, na versão álbum único (“one shot”), mais uma obra de peso e acusatória: “Old Pa Anderson”. Angustiante e belíssimo!
Que benesse esperam de todos nós os Estados Unidos da América do Norte, mentalmente entupidos e convencidos que são os “divinos donos do Mundo?!...
Neste “Old Pa Anderson”, Yves recriou um realista e amargo facto daquela tipagem “made in Washington”, que quase exterminou os povos autênticos desse continente: os pele-vermelhas. E em relação aos negros, a paranóia continua...
Para já, o nosso sincero “Bravo!” a Yves e a Hermann!


PAR-DELÀ LE STYX - Edition Casterman. Argumento de Mathieu Bréda, traço de Marc Jailloux e cores de Robin Le Gall.
E cá estamos nós, felizmente, na sensata continuação da bela série “Alix” , agora com o 34.º álbum da série em questão.
O heróico Alix (gaulês romanizado) e o seu inseparável e íntimo amigo, o príncipe egípcio Enak, aventuram-se aqui e ali, para proteger o jovem nobre grego Héraklion...
Uma narrativa empolgante, com a força da mitologia greco-romana através do rio Styx, que separa e marca esta vida... e o outro lado. Pela regra, ninguém volta a atravessar o Styx para tornar à vida...
Vamos na leitura deste assunto?

 LB