terça-feira, 16 de julho de 2019

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (37) - BORIS TALIJANCIC (Croácia)

Boris Talijancic
​Por estes registos de "Talentos da Nossa Europa", ​até hoje, apenas foquei um único desenhista croata, ​o impecável Igor Kordey. ​Hoje, aqui e agora, revelo um outro valor desse país ​da nossa Europa: Boris Talijancic.
​Nasceu na cidade de Split em 1951 (dia e mês, de ​momento, ainda desconhecidos).
​Aparentemente - apenas aparentemente - tem uma obra pequena… sendo, mesmo assim, injusto o nosso desconhecimento.
​Boris Talijancic, é desenhista, ilustrador e jornalista. 
Viveu ​vários anos com a família na América do Sul, onde "descobriu" e se iniciou na arte de desenhar.
​Regressado à sua cidade natal de Split, desenhou para jornais e revistas, ilustrou livros para crianças e editou publicações croatas da 9.ª Arte.
​No seu país, a obra mais célebre é a bedê histórica ​"Borna", narrando primorosamente as guerras dos ​antigos croatas contra o expansionista Império Romano.

​É por 2007, com o desafio do argumentista belga Sylvain Ruberg, que inicia a sua admirável série de honra, "Hammerfall". Espantosa!...
É uma série cuidadosamente desenhada, já com cinco álbuns em francês, que nos leva para os bravos tempos das aventuras e façanhas do euro-nórdicos viquingues.
Ora vamos lá então conhecer melhor este talento croata, pois não custa nada tentar...

LB

quarta-feira, 10 de julho de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (173)

VALHARDI, L'INTÉGRALE 5 - ​Edição Dupuis. Na abertura deste grande e grato ​tomo integral, consta um dossiê de apresentação ​por Jérôme Dupuis. Seguem-se cinco entusiasmantes ​e agitadas aventuras de Jean Valhardi, as últimas cinco ​que Jijé desenhou, havendo a participação de Philip ​(filho de Jijé) no argumento das duas primeiras, e de Guy Mouminoux, no traços das três últimas.
​São elas: "Le Secret de Neptune", "Rendez-vous sur le Yukon" e depois, marcando uma mudança na linha ​das aventuras ​de Valhardi, "Le Retour de Valhardi", ​"Le Grand Rush" e "Le Duel des Idoles".
​No final deste volume, constam ainda as biografias de Joseph Gillain (dito, Jijé), de Philip Gillain e de Guy Mouminoux.
​Estão de parabéns os imensos valhardinófilos! E, ​sobretudo para os colecionadores, este magestoso ​volume é rigorosamente obrigatório, pois é pecado ​ignorá-lo.
​As nossas calorosas felicitações às Editions Dupuis!




OS SEGREDOS DE LOULÉ - ​Edição Câmara Municipal de Loulé. Autores: argumento ​de João Miguel Lameiras e João Ramalho-Santos, grafismo ​de André Caetano e cores de Joana Almeida.
​Uma muito interessante e pedagógica história do Concelho de Loulé, com a curiosa particularidade que começa no futuro, regressando até às suas raízes. Um modo bem original de contar a História…
​Este álbum foi apresentado e lançado no Festival da Amadora-2018 e não se encontra à venda nas livrarias. Dá sinal de vida nos festivais BD, como foi agora o caso no de Beja.

Os interessados deverão contactar com a ​Câmara Municipal de Loulé.



O FAROL / O JOGO LÚGUBRE - ​Edição Levoir-Público. Autor: Paco Roca.
​Nesta extraordinária edição, juntam-se duas ​belas e de certo modo, perturbantes, narrativas ​que, originalmente, em Espanha e em França, ​foram publicadas em tomos separados. São dois ​temas diferentes, porém apaixonantes.
​Paco Roca é espanhol, da região de Valência, e ​tem obra diversa publicada em Espanha, França, ​Estados Unidos e Portugal. Contamos, muito em ​breve, trazê-lo aqui, para o nosso espaço "Talentos ​da Nossa Europa". Pacientemos…


TANGERINA - ​Edição Escorpião Azul. Autora: Rita Alfaiate.
​Este é o terceiro livro desta jovem lisboeta, publicado ​por esta editora.
​Uma história com mistério, sonho, poesia e ternura. Uma bonita obra para os adultos e para os mais novos.
​Rita Alfaiate já é uma grata promessa da 9.ª Arte Portuguesa.
LB

domingo, 7 de julho de 2019

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (36) - ATTILA FUTAKI (Hungria)

Attila Futaki
Parece que o nome Attila (Átila) é muito comum entre os húngaros, embora tal líder homónimo, cruel e violento invasor vindo da Ásia, não tenha sido nada meigo…
Não, não foi!
Neste tema, hoje focamos mais um desenhista húngaro. E é o segundo, também chamado Attila. O primeiro foi aqui  evidenciado a 30 de Agosto de 2016; era (e é) o veterano Attila Fazenkas, também focado na nossa rubrica "Pela BD dos Outros", com o título "A BD da Hungria".
Agora, com toda a justiça bedéfila, registamos e revelamos um jovem valor da 9.ª Arte magiar: Attila Futaki.
Nasceu em Bekescaba a 27 de Novembro de 1984 (olá confrade sagitariano!). Imparável na sua arte, também cursou em Itália, ou seja, na famosa Florença. Mas vive e trabalha na sua capital, Budapeste.
Percebe-se que gosta e que é artisticamente atraído por temas pesados e quiçá, cruéis ou sombrios, onde ele dá muito bem conta do seu valor e saber pela 9.ª Arte.
Attila Futaki já tem obra apreciável e já está editado em diversos países para além da sua natal Hungria. Do que verificámos, pela sua obra mais próxima de nós, ou seja, na versão em francês, registamos:
BANDE À BONNOT, versão álbum único, em parceria com os argumentistas Morvan, Pierce e Vogel.

SPIRAL, com um tomo e com argumento de Gergely Nikoleny.

SEVERED, também com um tomo, com argumento de Scott Tuft e Scott Snyder.

HYPNOS, com um álbum e argumento de Laurent Galadron.

PERCY JACKSON, já com três tomos, com argumentos de Robert Vendetti.

E, mais recentemente, L'ANGE DE BUDAPEST, tomo único, com denunciante argumento de Tallai Gabor.

Vamos então encorajar-nos e viajar por mais este digno exemplo da BD Húngara?
E, porque não?!...
LB

quinta-feira, 4 de julho de 2019

OS ÁLBUNS "ENCALHADOS" (2)... E NÃO SÓ!

​A 12 de Janeiro de 2018, aqui editamos o post OS ÁLBUNS "ENCALHADOS", que agitou um pouco ​certas águas estranhamente adormecidas e plácidas…
​Mas foi dando alguns resultados positivos:
​Ainda em Abril desse ano, a Câmara Municipal de Moura (com a coordenação de Carlos Rico) editou ​o "Cadernos Moura BD" n.º 10, com duas histórias ​inéditas do nosso saudoso ARTUR CORREIA: "Donzela ​que Vai à Guerra" e "A Nau Catrineta".

"Cadernos Moura BD" #10, por Artur Correia - Edição C.M. Moura (2018)

​A tão ansiada obra "Zé do Telhado", por EUGÉNIO SILVA, registou-se bem no interesse de uma editora de Viseu, mas parece que a editora encalhou por sua vez… É um pecado de lesa-BD nacional, este álbum não estar ainda editado!

 Capa e prancha de "Zé do Telhado - de Lanceiro a Salteador"por Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

Entretanto, aproveitando este nosso alerta, JOSÉ RUY começou a colaborar com o BDBD, noticiando o que tem ​iniciado e/ou projectado, porém sem nenhum álbum
​completamente realizado.
Nesta linha, AUGUSTO TRIGO ​tem a ideia da adaptação de alguns contos guineenses, donde o em tempos anunciado "Turu Ban"; e EUGÉNIO ​SILVA vai realizando paulatinamente, a adaptação do ​conto "A Perfeição" de Eça de Queiroz…
Prancha de "A Perfeição", adaptação de Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

​Já neste ano corrente, JOSÉ PIRES editou na sua colecção de fascículos ou mini-álbuns "Fandaventuras", ​a então noticiada "A Morte do Lidador"...
"A Morte do Lidador", adaptação de José Pires, in "Fandaventuras" (2019)

...e, mais adiante, ​o seu álbum inédito "A Portuguesa, História de um Hino", ​será lançado a 25 de Agosto, em Viseu, numa edição da ​Câmara Municipal de Viseu/GICAV.
"A Portuguesa - História de um Hino", por José Pires - Ed. Gicav / CM Viseu (Agosto de 2019)


No 25.º Festival Internacional BD de Beja, a 1 de Junho, foi com todo o entusiasmo e justiça, lançada a terceira ​grande aventura de Pitanga, herói criado por ARLINDO FAGUNDES, "O Colega de Sevilha" (álbum que já aqui foi referenciado em "Novidades Editoriais"), sob edição Arcádia (do grupo editorial Babel).
Capa de "O Colega de Sevilha - Uma Aventura de Pitanga", por Arlindo Fagundes,
com cores de José Pedro Costa - Ed. Arcádia (2019)

BAPTISTA MENDES mantém na gaveta, por "traição" da prevista editora (a Âncora) "A História de Guimarães"...
Projecto de capa para o álbum "Guimarães", por Carlos Baptista Mendes (trabalho ainda inédito)
...e ​"A Vida de Luiz Vaz de Camões". Como é possível?!...
Projecto de capa para o álbum "A Vida de Luiz Vaz de Camões", por Carlos Baptista Mendes
(trabalho ainda inédito)
​​Aos solavancos, tudo indica que os "encalhados" não enferrujaram a 100%...
​No entanto, consta que a Polvo está interessada em reeditar (haja Deus!) o esgotadíssimo "Matias Sándor" por EUGÉNIO SILVA. Deste nosso estimado e meticuloso desenhista, também ​é urgente a reedição do álbum esgotado e tão procurado, "Inês ​de Castro", em vez da editora provável, a Arcádia, ter apostado ​na reedição de "Eusébio", acto que nos pareceu perdulário e ​oportunista devido à morte do dito Eusébio… 
Edições já esgotadas de "Matias Sándor" e "Inês de Castro", por Eugénio Silva
Também PEDRO ​MASSANO deveria ter reedições dos seus belos álbuns há ​muito esgotados!
​Quanto a obras bem gloriosas e preciosas, não "encalhadas" mas ​perdidas por espalhadas em revistas, temos por exemplo: "As ​Minas de Salomão", "O Pagem do Rei" e a série "Sherlock Holmes" ​por FERNANDO BENTO; e a breve série "O Ponto" e "Alice no ​País das Maravilhas" por FERNANDES SILVA.
E muito mais fica ​aqui por se citar… Talvez eu torne à carga...
​As principais editoras-BD de Portugal não devem ser tão lamurientas ​e precipitadamente calculistas ou assobiar para o lado. Devem ser ​mais sensíveis à Cultura, neste caso, à nossa tão apaixonante e tão ​válida Banda Desenhada.
​Viva a BANDA DESENHADA! Viva a 9.ª ARTE PORTUGUESA!

​LB

segunda-feira, 1 de julho de 2019

AS HISTÓRIAS QUE RESIDEM NA GAVETA (11) por José Ruy

A Lenda Japonesa com o título «As Duas Rãs Curiosas» começou a ser publicada na revista «ESPAÇO ABERTO» editada em Portugal, com redação no Porto, estando programada a publicação de um Almanaque no final do ano de 2013 com umas sete ou oito lendas.
Como descrevi no artigo anterior, durante esse ano esta lenda ia sendo inserida durante cinco números da «Alternativa» como promoção desse Almanaque.
Mas mais uma vez o projeto gorou-se.
A revista, que durante dois anos fora de distribuição gratuita, quando entrou no circuito comercial, o público reagiu mal em ter de compra-la, embora o nível gráfico e o conteúdo fossem da melhor qualidade, e o contributo das empresas que anunciavam não dava para cobrir a edição. Tiveram que suspender a publicação, e as «Lendas japonesas» voltaram para a gaveta onde têm permanecido por mais uns bons seis anos à espera de editor.
Efetivamente hoje em dia deixámos de ter um «Editor» com as características que eu lhe conheci até aos anos 90 do século XX. O empresário analisava com cuidado o original que lhe apresentávamos e se gostava, arriscava a edição. Até dava ao autor um avanço sobre as futuras vendas.
Hoje os editores (raras exceções) avançam com a edição se tiverem previamente a garantia da cobertura da despesa de produção, e nem precisam de ler o original, porque desde que o negócio resulte deixa de interessar o assunto que é publicado.
Portanto as edições, ou têm entidades que garantem a aquisição de exemplares de modo a salvar a despesa, ou o autor cobre antecipadamente esse custo com direito a ficar com uns tantos livros que procurará «vender».
Estas «Lendas Japonesas» ainda não tiveram essa sorte e por isso continuam inéditas.
Mas já que abri a «gaveta» para as arejar, aproveito para mostrar aos leitores do BDBD algumas que tenho prontas.
Volto a mostrar a primeira Lenda, «Amaterasu, a Deusa da Luz do Sol», que só tinham visto a primeira prancha da versão atual e a preto e branco. A história conta como esta Deusa, agastada pelas tropelias de um seu irmão, se recolheu a uma gruta fechando-se por dentro. De repente, a sua luz deixou de iluminar a Terra e o mundo mergulhou numa enorme noite.
O desfecho da história podem os caros leitores saber pelas páginas que se mostram.

No próximo artigo continuarei a mostrar outras lendas «engavetadas», como a que junto em esboço, só para vos dar um «cheirinho».