segunda-feira, 11 de junho de 2018

PELA BD DOS OUTROS (26) - A BD DA SUÉCIA

Localização da Suécia na Europa
Com a capital em Estocolmo, a Suécia é uma monarquia constitucional com sistema parlamentar.
Pertencendo à União Europeia desde 1995, ainda não aderiu ao Euro, mantendo como moeda a Coroa Sueca. Militarmente, não pertence à OTAN e tem um estatuto neutral.
Sobretudo a norte, tal como nas vizinhas Noruega e Finlândia, vive o povo da Lapónia, chamado sami (em lapão),que tem um dialecto próprio.
A Suécia é dos países com mais ateus no mundo, muito embora siga uma certa linha luterana e tenha como padroeiro o lendário rei-santo Erik.
Na sua História mais recente, registam-se os políticos Raoul Wallenberg, Dag Hammarskjöld e Olof Palme.
Das suas universidades, a mais famosa é a de Uppsala e, dos seus cientistas, aponta-se o incontornável Alfred Nobel, inventor da dinamite e instituidor do sempre tão ambicionado Prémio Nobel.
No Desporto, salientam-se valores como os atletas Stefan Holm e Christian Olsson, os tenistas Björn Borg, Mats Wilander e Stefan Edberg, a esquiadora Anja Paerson, os automobilistas Ronnie Peterson e Gunnar Nilsson, os futebolistas Henrik Larsson e Zlatan Ibrahimovic, etc, etc.
E, através da Cultura, temos os pintores Carl Larsson e Anders Zorn, os escultores Johann Tobias Sergel e Carl Milles; pela Música, Zara Larsson, o famosíssimo grupo Abba, Monica Zetterlund e a espantosa soprano Brigit Nilsson. Na Literatura, destacam-se: August Strindberg e os nobelizados Selma Lagerlöf e Harry Martinson.
Pelas artes cénicas, demarcam-se os cineastas: Ingmar Bergman, Alf Sjoberg, Victor Sjöström, Gustav Molander (nascido na Finlândia) e Vilgot Sjoman; e, pelos actores: Greta Garbo, Ingrid Bergman, Bibi Andersson, May Britt, Maud Adams, Anita Eckberg, Ulla Jacobsson, Pia Degermark, Ann Margret, Ingrid Thulin, Viveca Lindfors, Max von Sydow, Jarl Kulle, Nils Poppe, Dolph Lundgren, Alexander Skarsgärd, etc.
A gastronomia sueca também é rica nas suas especialidades, como arenque fumado, salmão fumado, sopa de ervilhas (ärtsoppa), feijões estufados com carne de porco, sopa de urtigas (näselsoppa), sopa de mirtilo, pastel de queijo (ostkaka) ou o bolo de chocolate sueco (kladdkaka)...
Chegados que agora somos à respectiva Banda Desenhada, que é um tanto desconhecida em Portugal, mas que teve e tem muitos valores, como por exemplo Carl Olof Peterson (1880-1939)...

Birgitta Liliehöök (1899-1990)...

Oskar Anderssson (1877-1906)...

Oscar Jacobsson (1889-1945)...
Tira de "Adamson", por Oscar Jacobsson (1929)
Bruno Liljefors(1860-1939)...

Elov Persson (1894-1970)...

Anneli Furmark...

Gunnar Persson (filho de Elov Persson)...

Knut Larsson...

Joakim Lindengren...

Martin Kellerman...

David Nessle...

David Liljemark, etc.

Se a memória não nos falha, cremos que apenas Oscar Jacobsson, via seu “Adamson”, foi publicado em Portugal, como “Pancrácio” ou “Tio Pancrácio”, pelos anos 40/50, no “Almanaque Bertrand”... Divertidas situações curtas, sem legendas! Um mimo de paródia!
A Suécia tem Embaixada em Lisboa na Rua Miguel Lupi, 12-2º Dtº, 1249.077 LISBOA.
LB

quinta-feira, 7 de junho de 2018

VIVA BEJA BD / 2018!

De edição para edição, ano após ano, o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, sobe mais um glorioso degrau.
E isso se confirma nesta 14.ª edição, inaugurada na noite de 25 de Maio (sexta-feira) e que irá encerrar no próximo 10 de Junho.
O sempre fortemente empenhado Paulo Monteiro e a sua restrita mas valorosa equipa, foram impecáveis na preparação, na mostra ao público e num tocante anfitrionismo. São, pois, dignos de vibrantes felicitações.
Para a exposição propriamente dita, estavam representados seis territórios, a saber: Portugal, Brasil, Itália, País Basco (Espanha), França e Suécia, todos com alguns desenhistas presentes.
Na sexta-feira, dia 25, pelas 22 horas, o Festival foi oficialmente inaugurado por Paulo Jorge Lúcio Arsénio, Presidente da Câmara Municipal de Beja. Seguiu-se toda a programação indicada, até às 4 horas da madrugada.
No sábado, dia 26, tudo se iniciou pelas 10 horas, também até às 4 horas do já domingo. Neste dia, o fecho foi às 20 horas.
Como é tradicional nesta festa-BD de Beja, a programação de luxo assentou nos três dias/noites versando a dita inauguração. Muito concorrida, também, era a feira de álbuns de Banda Desenhada. À parte a expo e a feira, eram constantes os momentos, sem paragens mortas, de sessões, de entrevistas, apresentação de livros, autógrafos, cinema, música, etc.
Destaques:
- A evocação de Artur Correia, por António Gomes de Almeida, Pedro Mota e Artur José Correia.
- A evocação de Jayme Cortez, por Fábio Moraes e José Ruy.
- A doação para o futuro Museu de Banda Desenhada de Beja, de originais de Eduardo Teixeira Coelho, por Fábio Moraes, e de Fernando Relvas, por Nina Govedarica.
- Os espaços de exposição de Jayme Cortez, de José Ruy (sobre os animais do Zoo de Lisboa), dos italianos Manuele Fior e Rossano Rossi, do francês Pierre-Henry Gomont, do sueco Max Andersson, das vinhetas do País Basco (com a presença de vários e animados desenhistas), dos brasileiros Fábio Celoni, Tainan Rocha e Wagner Wilian e ainda, a BD em azulejos de Luís Cruz Guerreiro.
- Outro Luís Guerreiro (sem Cruz pelo meio), recebeu o Prémio Geraldes Lino.
Muitas e gratas presenças aqui acorreram como Maria Belmira Correia e Nina Govedarica, respectivas viúvas de Artur Correia e de Fernando Relvas, e, na multidão que englobava desenhistas, argumentistas, editores, críticos,
bloguistas, etc., salientamos entre tantos: Maria José Pereira, João Lameiras, Rui Brito, José Carlos Francisco, José de Freitas, Júlio Moreira, Arlindo Fagundes, Hugo Teixeira, Álvaro, Lança Guerreiro, Baptista Mendes, António Gomes de Almeida, Artur José Correia (filho de Artur Correia), Carlos Gonçalves, Pedro Mota, Cristina Gouveia, Carlos Moreno, Mosi, Jorge Deodato, Miguel Peres, Nuno Neves, etc, etc.
Por motivos de saúde não puderam estar presentes Geraldes Lino e Jorge Machado Dias. Nós (Luiz Beira) representámos o BDBD.
Foram três belos dias, emotivos também, os desta festa da 9.ª Arte.
E quem a não viu, até ao dia 10 de Junho ainda está bem a tempo de ir admirar estas belas exposições, tanto mais que Beja... é já ali!
Parabéns Beja! Parabéns Paulo Monteiro!
No ar já andam ideias para o Festival em 2019. Ainda bem!...
LB
A animada e procurada feira de álbuns de banda desenhada
Aspecto focando "Tex" pelo italiano Rossano Rossi
Panorama parcial de um dos espaços da exposição
Pormenor do espaço "José Ruy" versando os animais do Zoo de Lisboa
Artur José Correia, Pedro Mota e António Gomes de Almeida na evocação de Artur Correia
Carlos Gonçalves, José Ruy e Fábio Moraes, apanhados para a reportagem
Nina Govedarica e Arlindo Fagundes em amena cavaqueira.
Luiz Beira, José Ruy e Baptista Mendes

segunda-feira, 4 de junho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (148)

CARAVAGGIO - Edição La Gazzetta Dello Sport, com a colaboração de Corriere Della Sera e Panini Comics. Autor: Milo Manara.
Esta obra do “terrível” Milo Manara já tem, há algum tempo, uma apagada edição em português...
“Cravaggio, la Tavolezza e la Spada” é a primeira parte versando a vida de excessos, angústias, paixões e arte de Michellangelo Marisi da Caravaggio, uma das magistrais figuras da Pintura italiana.
Ninguém melhor que Milo Manara poderia agarrar este trabalho, tão encantador como deslumbrante. É uma edição muito bem cuidada, tendo no final algumas belas pinturas do próprio Manara, no melhor estilo de Caravaggio. Uma edição exemplar!
Ficamos à espera da continuação, ou seja, do segundo tomo...
Registamos já o nosso sincero agradecimento à nossa amiga Mary Bartolo Andreoti, de origem maltesa mas italiana por casamento, que é nossa correspondente do BDBD em Itália. Grazie mille, Mary!


CALDAS DA RAINHA EM BD - Edição: Âncora. Autor: José Ruy.
“Nascida das Águas e o 16 de Março de 1974” é a reedição da história da cidade das Caldas da Rainha (“Nascida das Águas”), agora com um devido acréscimo de mais dez pranchas, relatando o autor a intentona (que não triunfou e que apenas “adiou” por pouco tempo) militar contra a ditadura portuguesa e insuportável, a 16 de Março de 1974... Mas a 25 de Abril o gesto militar triunfou. Já era tempo de acontecer tal alegria aos Portugueses!
Obrigado, amigo José Ruy, por este registo histórico através da sua arte!


O ESPIÃO ACÁCIO - Edição Mundo Fantasma. Autor: Fernando Relvas (1954-2017). Este autor, tão admirado e com notável obra, faleceu antes do tempo, desafiando as “naturais regras cósmicas”... Terá sido ele próprio a “precipitar” esse seu fim, pois gostava de viver sem regras nem grilhetas. Viveu alguns anos na Croácia, onde casou. Sua viúva, Nina Govedarica, reside em Portugal e fala o nosso idioma quase sem sotaque.
Mas vamos lá a esta aplaudível obra, que foi lançada no Festival-BD de Beja-2018: o álbum “O Espião Acácio”, que compila (e muito bem) os episódios deste delicioso personagem, que Relvas em boa hora inventou. Esses episódios saíram na então edição portuguesa da revista “Tintin”. Agora, estão reunidos em álbum. Até que enfim!...


ZODIAKO - Edição Opera Graphiica Editora, com a bem atenta coordenação de Fábio Moraes. Autor: Jayme Cortez (1926-1987).
É muito difícil falar-se deste tremendamente belo álbum, “ZODIAKO Premium”, de tal modo se fica cilindrado e maravilhado ante a leitura consciente e atenta, perante esta espantosamente bela edição!...
Sem palavras ante este terrível encanto! - é mesmo o que, em plenitude sincera, se pode aqui confessar.
Amigo e “cúmplice” de outro grande mestre da 9.ª Arte portuguesa - Eduardo Teixeira Coelho -, por cá teve algumas “coisas” editadas mas, entretanto, em 1947, buscou novos rumos no belo, imenso e sedutor Brasil (onde terá também convivido com o nosso “Tio Tónio”...). Por essas distantes terras, aí se fez e aí foi evoluindo, revolucionando e apostando em invejáveis inovações. Foi, com toda a dignidade, premiado não só no seu adoptado Brasil como em Itália (no exigente Festival de Lucca), por exemplo. Em Portugal... nada!
Portugal que, apesar do 25 de Abril de 1974, continua a chafurdar em tonterias do “sebastianismo”, mais concretamente nas tibiezas do cardeal-rei Dom Henrique I e nas servis traições a Castela (vulgo Espanha) de Cristóvão de Moura e Miguel de Vasconcelos... Adiante!...
Jayme Cortez foi, e é, enorme na Banda Desenhada. No “seu” Brasil, onde criou, evoluiu e foi respeitável mestre. Deve-se a ele, a primeira exposição de Banda Desenhada no mundo, em 1951. Glória cultural imensa que Portugal desconhece, pois tal não dá votos aos imbecis carneiros dos nossos Partidos que só arrotam promessas nas campanhas eleitorais e o resto... ou é demência ou impotência!... Ora pois: se deixámos morrer Camões ou Bocage na mais repulsiva miséria, o que é que se espera agora?...
Na “outra sentida Pátria” de Jayme Cortez, ele criou obra invejável, da qual, alguma coisa (num estilo de incómodos espirros ocasionais) lá se editou efemeramente por terras nossas...
Em “Beja-BD/2018”,  graças a encontro com o amigão Fábio Moraes, assim nos deparámos com uma das mais importantes e ferventes obras do nosso Portugal e do nosso, em simbiose, Brasil...
Obrigado Jayme Cortez! Obrigado Brasil! Obrigado Fábio Moraes!
LB

segunda-feira, 28 de maio de 2018

HERÓIS INESQUECÍVEIS (56) - POM E TEDDY

O autor, o saudoso François Craenhals (1926-2004), tinha esta série, da qual era argumentista e desenhista, como uma das suas favoritas.
Teve a sua estreia a 4 de Março de 1953 na edição belga da revista “Tintin”.
A Banda Desenhada poucas vezes (que estranho!) tem abordado aventuras no mundo circense... Nesses poucos exemplos, salientamos: “Tommy, o Rapaz do Circo” pelo norte-americano John Lehti (1912-1991), “Titã” pelo português Vítor Péon (1923-1991) e a curta “Glock, o Rei do Circo” pelo francês Jean Graton (publicada na revista “Cavaleiro Andante” #188). É, porém, a série do belga Craenhals a mais famosa e popular, bem elaborada em todos os sentidos, que cedo galvanizou os leitores, com a sua acção realista, com algum humor a dar mais entusiasmo às aventuras, sempre plenas de humanismo.
François Craenhals (1926-2004)
Esta série teve várias reedições por diferentes editoras francófonas e, apanhando curtas e outras longas, conta com mais de uma dezena de álbuns. Apenas dois episódios, “Alerte à Hollywood” e “Plein Feu Sur Teddy”, tiveram, excepcionalmente, outro argumentista, o jornalista e romancista André Fernez.
Nenhum álbum foi até agora editado em Portugal (!!!...), mas por cá se publicaram algumas aventuras nas revistas “Cavaleiro Andante”, “Zorro”, “Tintin” (edição portuguesa), “Mundo de Aventuras” e “Selecções Tintin”.
"O Talismã Negro", in "Cavaleiro Andante" #250 (1955)
"O Segredo do Balibach", in "Cavaleiro Andante" # 348 (1956)
Prancha de "Alarme em Hollywood", in "Cavaleiro Andante" #490 (1959)

Pom e Teddy em "Zona Proibida", na revista "Zorro" #98 (22.08.1964)
Teddy (como Toni em Portugal), um jovem órfão, adoptou um encantador pequeno burro, Pom, seu fiel amigo e também corajoso e traquina. Ambos são aceites e protegidos no Circo Tockburger. E por aqui, vão conhecendo o mundo com peripécias exóticas e policiais.
A pouco e pouco, porém, Pom, vai-se tornando um tanto personagem secundário, pois é ultrapassado por outra artista do circo, a habilidosa Meggy (Mimi, em Portugal).
E com eles, Teddy, Pom Meggy, uma quarta figura de peso: o grande e musculado Tarass Boulba que, além de empenhado amigo, é uma espécie de “anjo da guarda” do trio, chegando a ser o principal personagem na aventura “Le Léopard des Neiges”.
Em nota final, sinalizamos que pelas edições BD Must existe uma edição, tipo ensaio, por Gilles Ratier, com o título “Un Cirque de Papier - François Craenhals / Pom et Teddy”.
Vamos ler ou reler as aventuras de “Pom e Teddy”? Por que não?
LB
Capa de "Le Cirque Tockburger", Ed. BD Must Vol. 1
Capa e prancha de "Le Talisman Noir", Ed. BD Must Vol. 3
Capa e prancha de "Zone Interdite", Ed. BD Must Vol. 5
Capa de "Le Léopard des Neiges", Ed. BD Must Vol. 7
Capa e prancha de "Ménent l'Enquête", Ed. BD Must Vol. 10

Teddy, Massi, Pom e Tarass Boulba