segunda-feira, 20 de agosto de 2018

BREVES (61)

GRÃO-VASCO ILUSTRADO EM VISEU

Inaugura no próximo domingo, 26 de Agosto, pelas 16:00 horas, no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, em Viseu, a exposição de banda desenhada "Grão-Vasco Ilustrado".
Produzida pelo Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude, esta mostra divide-se em duas partes.
Na primeira, o álbum de João Amaral, "Museu Nacional Grão-Vasco 1916-2016: em busca da Arte perdida" é o protagonista. Um conjunto de dezena e meia de painéis em grande formato, permitem-nos apreciar com muito mais detalhe as pranchas originais desta obra, mas também esboços, apontamentos e documentação vária que João Amaral usou para trabalhar um tema tão complexo.
A segunda parte da exposição reúne um conjunto de trabalhos de vários artistas - consagrados e jovens - sobre a figura de Grão-Vasco.
Está a tornar-se, aliás, uma tradição esta de convidar vários autores para, com o seu traço, homenagearem a figura histórica a que o Gicav dedica anualmente uma exposição. Foi assim em 2015, com Viriato, em 2016, com o Infante D. Henrique, e em 2017, com D. Afonso Henriques. 
Escusado será dizer que recomendamos uma visita à bela cidade de Viseu e a esta mostra que ficará patente até 16 de Setembro.


70 ANOS DE TEX COMEMORADOS NA AMADORA
É já nos próximos dias 29 e 30 de Setembro que o Clube Português de Banda Desenhada, o Clube Tex Portugal e a Sergio Bonelli Editore comemoram o septuagésimo aniversário de Tex com uma magifica exposição de originais, na sede do CPBD, na Amadora.
Trinta pranchas, de trinta desenhadores de Tex, desde os primórdios da série até aos nossos dias, farão desta a maior exposição sobre Tex realizada até hoje no nosso país.
As presenças do desenhador Bruno Ramella e do argumentista Moreno Burattini abrilhantarão o evento onde haverá também espaço para o coleccionismo, com uma mostra das fabulosas colecções de objectos relacionados com Tex de Carlos Gonçalves (do CPBD) e Mário João Marques e Carlos Moreira (ambos do Clube Tex Portugal).  



ANIVERSÁRIOS EM SETEMBRO



Dia 02 - Gerrit De Jager (holandês)
Dia 08 - Catherine Labey
Dia 09 - José Abrantes, Vicente Segrelles (espanhol) e Valentin Tánase (romeno)
Dia 13 - Luís Filipe Mendes ((GICAV)
Dia 24 - Mara Mendes
Dia 26 - Spiros Derveniotis (grego)
Dia 27 - Mathias Schulteiss (alemão) e Pol Leurs (luxemburguês)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (153)

THE WORST OF ÁLVARO - Edição Escorpião Azul. Autor: Álvaro.
O arquitecto Álvaro José Teixeira Santos, como desenhista, é simplesmente Álvaro, e já tem obra considerável e bem apreciada. Quem já esqueceu, por exemplo: “Manual de Posições para Labregos” (Ed. Pedranocharco), “Sexo, Mentiras e Fotocópias” (também das Edições Padranocharco) ou “Conversa com os Putos” (Ed. Polvo). Sem fingimentos, o seu humor é bem acutilante e deveras crítico.
Com este álbum, agora pela Escorpião Azul, em boa hora se recuperam no mesmo tomo, algumas histórias “antigas” que andavam dispersas: “Salvai-vos, Irmão (1994), “Jeremias” (1997), “Arca Lilith” (1994) e “A Derrota dos Porcos” (1994). Quatro paródias “infernais” e admiráveis!
A não perder...


ISABELLE - Edição Soleil. Autores: Olivier Peru (argumento), Erion Campanella Ardisha (traço) e Elodie Jacquemoire (cores).
“Isabelle / Du Baiser au Poignard”, é o quinto e derradeiro tomo da belíssima e marcante série-BD, “Médicis”. Série esta, muito fiel à História, que o culto bedéfilo terá certamente muito gosto em ler e conhecer.
A poderosíssima família Médicis marcou bem a História da Europa e, em particular, a de Itália (Florença, Toscana, Roma...). Sempre com glórias invejáveis intercaladas com sujeiras e crimes nada católicos.
Isabel de Médicis estava adiantada na sua época, quando não se admitiam mulheres no poder. Mas ela era espevitada, inteligente e voluntariosa.
Favorita de seu pai, teve à perna os seus irmãos masculinos: Francisco (o mais velho e, pela lei, o justo herdeiro do trono ducal, mas cobarde, invejoso e incompetente), Fernando (que foi cardeal e depois sucedeu a seu irmão Francisco) e Pedro (vagamente, um tanto menos ambicioso).
Ainda solteira e adolescente, teve um caso com um dos seus “visitadores” na cama, um belo e fogoso palafreneiro que era mais ou menos da sua idade... Mas Isabel, também entendia muito dos meandros, bons ou sinistros, da política. E, tal como todos os Médicis, amava muito a sua Florença.
Foi obrigada a casar, ainda jovem, com Paulo Orsini, um homem feio, prepotente e violento, que a estrangula mais tarde, quando ficou a saber que ela andava há muito, embrulhada em paixões com seu primo, Troilo Orsini.
De resto, frisamos, há que ler esta série (tem apenas cinco tomos) e, na dúvida, investigar por aí, o resto desta história da História.


EU FAÇO AS PERGUNTAS - Edição Sete Vidas. Autor: Fernando Santos Costa.
Não é um álbum de Banda Desenhada, mas, em tangência, é um digno aconchego por este diverso universo.
É um desafio pertinente ao bom e bem saber da cultura de cada um.
Uma obra-repto às devidas consciências!
Constam várias ilustrações por Santos Costa, das quais salientamos algumas, a saber: Zé Povinho/Bordalo Pinheiro (pág.35), o assassinato de Abraham Lincoln (pág. 45), Marlene Dietrich (magnífica, na pág. 65) e António Silva/Maria Matos (pág. 125).
Obra a ler e a desafiarmo-nos a nós próprios!


UM SÓ - Edição FA. Autor: Flávio C. Almeida (texto e desenhos).
O jovem autor mourense Flávio Almeida estreia-se no mercado com o álbum "Um Só", juntando numa única banda desenhada cinco histórias, que se seguem e complementam. Bandas desenhadas que participaram em concursos e mostras de BD, nacionais e internacionais, entre 2011 e 2017, sendo duas delas premiadas no ‘Moura BD’ 2011 e 2013 (Portugal), e três selecionadas para as mostras no ‘Ligatura’ 2013 (Polónia) e na ‘BDTeca - Odemira’ 2013 e 2017 (Portugal).
Com uma arte próxima do estilo mangá e uma narrativa singular, conta uma história introspetiva, emocional e de luta interior. Quando a maior batalha que se pode travar é quando se determina superar a sua própria natureza...
Com "Um só", Flávio Almeida concretiza um sonho antigo: a publicação dos seus trabalhos num álbum BD. "Um só" desejo nosso, também: que seja este o primeiro de muitos.
Pode encomendar este álbum directamente na página do autor.

sábado, 11 de agosto de 2018

A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS (18)

Caros leitores do «BDBDBlogue» que têm seguido com paciência esta longa narrativa de como fui construindo a história que notabilizou a Ilha do Corvo, a mais pequena do Arquipélago dos Açores, chegámos finalmente ao ponto em que o livro depois de ser impresso e ter passado pelo «acabamento», como descrevi no artigo anterior, fica pronto para ser distribuído pelos postos de venda de todo o país.
Descrevo agora como foi o seu lançamento na Ilha do Corvo e mostro-vos imagens gentilmente cedidas pelo Ecomuseu desta Ilha e do editor da «Âncora Editora», que esteve presente.
Em cima o cartaz realizado pelo Ecomuseu do corvo e que esteve exposto em todos os sítios do lugar, para informação dos habitantes da Ilha.

No dia 13 de julho chegámos aos Açores na companhia de duas operadoras do programa «LITERATURAQUI» da  RTP 2, que já haviam estado a colher imagens no meu ateliê e fizeram a cobertura do evento ao pormenor.Do aeroporto da Horta, no Faial, partimos para o Corvo. 
O lançamento do livro foi no domingo, 15 de julho de 2018, pelas 20,30 horas locais.

Como vos expliquei nos artigos anteriores, o presidente da Câmara Municipal do Corvo teve a ideia de mandar fazer um painel de azulejos com a cena da capa do livro, para que esta história fique perpetuada nas futuras gerações, e que daqui a muitas décadas, pelo menos algum jovem pergunte: «o que é que isto representa?» e haver alguém de proveta idade que lhe explique o ato heroico do povo corvino no século XVII quando repeliu o ataque dos piratas. Palavras suas.O painel foi descerrado no local com uma vista privilegiada para a falésia onde se deu a refrega, protegido dos ventos fortes que assolam a Ilha, e benzido pelo Padre João Carlos.
A cortina foi retirada pelo presidente da Câmara José Manuel da Silva, pelo representante da Direção Regional da Cultura (que se deslocou à Ilha) e por mim.
Após esta cerimónia que levou muito povo e turistas ao local, procedeu-se ao lançamento do livro, em duas eiras comunitárias geminadas, logo acima da parede onde ficou incrustado o painel.
Infelizmente o fundador do Ecomuseu nesta Ilha, Eduardo Guimarães, que foi da ideia de eu fazer esta história em quadrinhos, não pôde estar presente devido à doença súbita de um membro chegado da sua família, que o obrigou a viajar para o continente.
Depois da apresentação da cocoordenadora do Ecomuseu do Corvo Andreia Silva, falaram o presidente da Câmara, o representante da Direção Regional da Cultura e o editor da Âncora sendo eu o último. Projetei um PowerPoint onde resumidamente mostrei as diversas fases da execução da história. O Sol estava no ocaso e a diminuição da luminosidade facilitou a projeção.
Ao terminar, esbocei articular uma frase e fui interrompido por um estrondo ampliado pelas colunas de som, que surpreendeu a assistência, não a mim, que estava dentro do que ia acontecer. Imediatamente a seguir, da assistência ouve-se um grito: «OS CATALUNHOS! VÊM AÍ OS CATALUNHOS‼!».
Era uma teatralização baseada no argumento do livro. «Catalunhos» era o nome dado pelos corvinos aos piratas, no século XVII.
Misturados pela assistência, as corvinas e os corvinos que me serviram de modelos para as personagens, diziam as frases que escrevi no livro. A surpresa foi geral, pois tudo isto fora ensaiado na sexta feira e no sábado, uma ideia da cocoordenadora do Ecomuseu, pessoa dinâmica e com uma capacidade de trabalho impressionante.
Cada personagem ia seguindo numa folha, a sua deixa para intervir na altura certa. A Andreia Silva fizera uma gravação com sons, que ia interpondo nas diversas cenas, como o ribombar dos canhões das naus, o estalido dos disparos dos mosquetes dos piratas, ou o ruído das pedras a rolarem pela falésia com que os corvinos se defendiam.
Resultou muito bem.
Seguiu-se uma sessão de autógrafos que ultrapassou em muito a centena, e por isso se prolongou pela noite que descia nas eiras. A Câmara Municipal ofereceu um exemplar do livro a todos os que estiveram presentes.
Alguns turistas estavam deliciados pois não esperavam assistir a um avento como este naquela Ilha, a mais pequena dos Açores, mas muito rica em acolhimento e encanto. Um deles disse-me que tinha a «Peregrinação» que fiz em Quadrinhos e estava surpreso em encontrar-me tão longe.

Entretanto houve provas de doçaria feita com «JUNÇA». No século XVII era o alimento dado aos porcos, mas os corvinos na sua pobreza moíam e faziam pão, que apresentava um aspecto negro. Hoje em Espanha e no Brasil, a «Junça» é comercializada atribuindo-se-lhe muitas propriedades.

Este livro está a ser distribuído pela Direção Regional de Cultura pelas Câmaras Municipais de todas as nove ilhas do Arquipélago, e pelas suas Bibliotecas Públicas e escolas. No continente, é a Âncora Editora que garante a colocação em todos os postos de venda.
O meu editor, que foi convidado a estar presente neste evento, sensibilizado com a hospitalidade e simpatia dos corvinos, resolveu oferecer à Biblioteca Municipal e ao Ecomuseu do Corvo, uma coleção de livros de minha autoria e de outros colegas.

Agora uma chamada de atenção para um pormenor que achei delicioso e vou partilhar convosco: as garrafas de água que estiveram na mesa do lançamento e que também foram distribuídas pela assistência, tinham um rótulo muito original.

Reparem que é parte da capa do livro. Para observarem melhor, junto-o planificado.

São os desenhos de alguns dos corvinos e corvinas que se prestaram a figurarem como personagens, com o título do livro como uma marca de água, quase como «marca d’água». Foi mais uma maneira simpática de divulgação. Ideia do Ecomuseu do Corvo. Parabéns Andreia, Ana e Bruno! Viva o CORVO!

Esta história não termina aqui, é apenas o fim de uma etapa, para então começar a verdadeira vida do livro; a minha posição de apoio continua, com apresentações e sessões de autógrafos, como quem acompanha os filhos mesmo depois da idade adulta.

*************************************************************************************************
Na véspera, sábado dia 14 de julho, as pessoas que me serviram de modelo para as personagens, estiveram a ver os originais que levei comigo.

Ainda tive tempo para fazer alguns croquis muito rápidos, enquanto a equipa da «LITERATURAQUI» colhia imagens.
Mostro apenas estes dois para não sobrecarregar o artigo.


Boa leitura e obrigado pela atenção que dedicaram a estes artigos.
Um obrigado ao BDBDBlogue pela abertura do seu espaço.
José Ruy
Julho de 2018

terça-feira, 7 de agosto de 2018

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (24) - SANDU FLOREA (Roménia)

Sandu Florea
Muito embora Puiu Manu seja o invejável decano, com 90 anos e sempre activo e valoroso, dos desenhistas romenos, Sandu Florea é, sem dúvida, o mais famoso, não só na sua Roménia como também no estrangeiro, mormente nos Estados Unidos da América.
Usando por vezes os pseudónimos de Dorsandu, Nicolae Floriu, Dora Andu ou Nicolae Alexandru, Sandu Florea nasceu a 28 de Junho em Ghelari. Cursou Arquitectura em Bucareste.
Sendo desenhista e, por vezes, argumentista e editor, em 1968 publicou a sua primeira banda desenhada, “Nãzdrãvãniile Lui Pãcalã”, mas o seu primeiro álbum foi “Galbar” (1973), com argumento de Ovidiu Surianu.
Capa e prancha de "Galbar" - Ed. Stadion (1973)

Nesses anos 70/80, surgiram mais alguns, como “Cavalerul Alb”, “Cãlugãreni”, “BurebistaRegele Dacilor”, “Decebal si Traian”...
Pranchas de "Burebista"


Pranchas de "Cãlugãreni"


Capa e prancha de "Decebal si Traian", Editora Sport-Turism

Na revista “Carusel”, publicou o herói “Proteus”.

Em “Starãnsii”, publicou heróicos episódios da História da Dácia (antiga Roménia), como “Buribista, Regele Dacilor” (Buribista, Rei dos Dácios) e “Decebal si Traian” (Decébalo e Trajano).
Amante da ficção-científica e para além do histórico, também abordou o “western”.
Em 1991, ele e a sua família, radicaram-se nos Estados Unidos, onde no ano seguinte, começou a trabalhar para a Marvel Comics.
Imparável, aqui tem desenhado Conan, Batman, Superman, Spiderman, X-Men, Elektra, Hawkeye, Buffy, Deathstroke, etc.
Prancha de "Conan, o Bárbaro"
O apaixonado beijo entre Superman e Wonder-Woman, por Florea
Deathstroke, pela magnífica arte de Sandu Florea
Capa de Elektra, por Florea
No entanto, não virou as costas ao seu país natal, a Roménia, com quem mantém contactos e colaboração. Em 2001, foi o convidado de honra do Salão-BD de Constança. É o presidente honorário da Associação de Desenhistas da Roménia, que instituiu o Troféu Sandu Florea para os artistas com mais contribuição no país.
Há poucos anos atrás, nosso amigo Dodo Nitá, publicou a sua biografia, “Sandu Florea, o Monografie”, que é elucidativa obra de aplauso.
Algumas criações de Florea, da fase norte-americana, têm sido também editadas em Espanha e em França. Não estamos devidamente informados, mas é possível que alguns desses trabalhos também existam publicados entre nós...
LB

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

BREVES (60)

ZONE KOMICS - UM NOVO PROJECTO BD
Logótipo da Zone Komics
A Zone Komics foi criada em 2014 por Diogo Mané, quando iniciou a criação de um Universo de fantasia baseado no conceito “No Place For Heroes”, em que os conceitos de “bem” e “mal” são postos à prova, e em que cada personagem tem uma história intrincada com momentos de tensão e mudança.
No início de Janeiro de 2018, Diogo Mané aliou-se a um conjunto de pessoas dispostas a dar o seu máximo para que a Zone Komics contribua para o desenvolvimento da Banda Desenhada em Portugal. A equipa é hoje composta por 15 membros - os “Zoners” - cujas capacidades e habilidades tornam o projecto muito mais rico e diverso: Inkers, Coloristas, Designers, Gestores de Redes Sociais, Estrategistas de Marketing, Ilustradores, Escritores, Críticos e Comunicadores, juntos para tornar a Zone Komics uma referência nacional e para levar o talento português ao resto do Mundo.
Visitem as páginas da Zone Komics no Instagram e Facebook assim como o website oficial para estarem a par de todas as novidades.



PEDROSA COM NOVA OBRA

Por este verão, é posto à venda o primeiro tomo do díptico “L’ Âge d’Or” por Cyril Pedrosa. Desta vez, em parceria com a sua actual companheira, Roxanne Moreil.
Em próximo e devido tempo, faremos referência a este novo trabalho de Cyril Pedrosa que tem, lembramos, dois álbuns em português: “Portugal” (Ed. Asa) e “Três Sombras” (Ed.Polvo).



Steve Ditko (1927-2018)
FALECEU STEVE DITKO

Faleceu no passado dia 29 de Junho, em Nova-Yorque, aos 90 anos, Steve Ditko, co-criador (com Stan Lee) de Homem-Aranha ou Dr. Destino, entre outros.
Desenhador e argumentista de créditos firmados, com uma carreira brilhante (onde se contam outras criações de personagens e vilões célebres como Dr. Octopus, Abutre, Duende Verde, Electro ou Kraven, o Caçador), Steve Ditko manteve, no entanto, a partir da década de sessenta, a sua vida bastante reservada, recusando-se a dar entrevistas ou a fazer aparições públicas. Como ele próprio disse: "Quando faço um trabalho, não é a minha personalidade que estou oferecendo aos leitores, mas a minha arte. Não é o que eu sou que conta. É o que eu fiz e o quão bem feito foi... Eu produzo um produto, uma história de arte em quadrinhos e Steve Ditko é a marca..."



70 ANOS PARA DOIS HERÓIS 
Neste 2018, pelo menos dois famosos e populares heróis da Banda Desenhada festejam o 70.º aniversário: Alix Tex.
E pelo mundo bedefilo, incluindo Portugal, não vão faltar justas comemorações em respectiva e devida honra.
Sem fundamentalismos ceguetas, cada um festeja o seu herói (destes dois) favorito ou... festeja ambos.


ANIVERSÁRIOS EM AGOSTO
Dia 01 - Andrei Arinouchkine (bielorrusso)
Dia 03 - Miguel Montenegro
Dia 04 - Mordillo (argentino)
Dia 06 - Manuel Caldas
Dia 08 - Derib (suíço) e Ralf König (alemão)
Dia 10 - João Neves e Jean Graton (francês)
Dia 13 - Enrico Marini (italiano)
Dia 15 - Pedro Massano e Tozé Simões
Dia 17 - Álvaro Santos
Dia 18 - Xabel Areces (espanhol)
Dia 27 - Nuno Saraiva
Dia 29 - José Manuel Vilela
Dia 30 - Cristina Morganiço e Óscar Alves (caboverdeano)

domingo, 29 de julho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (152)

RETOUR SUR ALDEBARAN / 1 - Edição Dargaud. Autor: Leo.
Esta saga imensa e entusiasmante pela Ficção-Científica, começou há já bom tempo, pelo talento e conceitos do brasileiro Leo (ou seja, Luís Eduardo Oliveira), que reside em Paris...
Lembra-se que Leo é casado com Isabel, nascida no Funchal (Madeira), e que em 2000 foi homenageado ao vivo na  respectiva edição do salão “Sobreda-BD”.
Agora, esta obra: depois dos ciclos “”Aldebaran” (5 tomos), “Betelgeuse” (5 tomos), “Antares” (6 tomos) e “Survivants” (5 tomos), eis um novo ciclo, “Retour Sur Aldebaran”  (Regresso a Aldebaran), com a atenta e destemida Kim Keller a “capitanear” toda uma grata e corajosa equipa, com terrestres e extraterrestres, por estas aventuras.
Nesta tomo, onde Kim Keller regressa ao seu planeta natal (Aldebaran), surgem dois novos personagens, o jovem casal Manon Servoz Alex Muniz, além de um jovem agente de segurança (destacado na Terra pela ONU), Luc Damien.
Todo o enredo tem aspectos bem intrigantes... Há terrestres, mesmo já nascidos em Aldebaran, que não suportam Kim e, muito menos, as alianças com os extraterrestres...  Entretanto, neste planeta, apareceu um estranho e gigantesco cubo que intriga uns e outros... E lá dentro, o mistério adensa-se quando se atravessa a tentadora “porta quântica”...
Série e respectivos ciclos a acompanhar com pleno entusiasmo... em francês (claro!).


A NOIVA DE LUCKY LUKE - Edição Asa. Autores: Guy Vidal (1939-2002) no argumento, e Morris (1923-2001) na arte gráfica.
Finalmente em português, esta impagável aventura de Lucky Luke, cujo argumento foi escrito por Vidal em 1985.
Tudo é um espantoso e hilariante registo pelas pradarias do “Far West”!... Dois talentos apostaram em conjunto numa obra muito bem conseguida.
Há uma cidade, Purgatory (Purgatório), no distante e poeirento oeste norte-americano, onde só há homens (doidos por arranjar esposas) que vivem desleixados, sujos e embebedando-se... No leste, em Saint-Louis, há uma série de mulheres, ávidas por arranjar maridos... Lucky Luke e o seu amigo um tanto brutamontes Hank Bullyé encarregado de conduzir e proteger uma caravana dessas mulheres sequiosas por casar, até Purgatory...
E é uma balbúrdia!... Acontecem as situações mais pândegas, donde (notável!...) o encontro e algum convívio da caravana com os índios Comanches... Até os incríveis irmãos Dalton aparecem e acabam dominados por uma puritana noiva, Jenny O’Sullivan... Esta, exímia em cozinhar o repulsivo “guisado irlandês”, por certo tempo é designada pelo xerife para ser a “noiva de Lucky Luke”. Ora este, é totalmente avesso ao casamento e, por duas vezes, desabafa e explica de suas razões.
Uma nota especial: as inteligentes e divertidas opiniões do cavalo Joly Jumper e as intervenções ocasionais do cabeleireiro francês e amaricado Toussaint Charbonneau.
Um maravilhoso espanto, este álbum-BD! Para ler e rir!...


LA PUISSANCE ET L’ÉTERNITÉ - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: Valérie Mangin (argumento), Thierry Démarez (traço) e Jean-Jacques Chagnaud (cores).
Na magnífica série paralela referente a Alix, é o sétimo tomo da série “Alix Senator”.
Sem desprimor à série original iniciada por Martin, nesta narrativa pressupõe-se um Alix e um Enak já cinquentões e ainda com o gaulês adoptado pelo Império latino, agora é também senador em Roma.
Aparentemente, desde o tomo anterior, Alix, Enak e Kephren (filho de Enak), são enterrados vivos, por intrigas de cúpidas entidades de Roma aliadas a paranóicas seitas religiosas vigorando no velho Egipto...
Enak, milagrosamente, consegue escapar-se e encontra-se em Roma com Titus (o filho de Alix) e desunham-se para encontrar o herói senador e o alucinado Kephren...
No final do tomo, Alix consegue reunir-se à família, ou seja, ao filho Titus e à esposa Lídia... enquanto, perto deles, Enak chora, inconsolável, por ter perdido para sempre o seu Kephren...
Mas, “o mistério, a loucura e a grandeza de Roma” vão continuar nesta bela série.
LB

segunda-feira, 23 de julho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (151)

OEDIPE - Edição Glénat. Autores: Clotilde Bruneau (argumento), Diego Oddi (traço) e Ruby (cores), segundo Luc Ferry. Colecção “La Sagesse des Mythes”.
Sófocles foi um dos maiores autores de tragédias da Grécia Clássica. Da sua notável  obra, destaca-se brilhantemente a trilogia “Oréstia”, que se compõe com as peças, “Édipo Rei”, “Édipo em Colona” e “Antígona”.
Neste tomo-BD, abrangem-se os temas das duas primeiras, ou seja, do nascimento à morte de Édipo, após uma vida terrível e sofrida.
Profecias enganadoras (ou não) traçaram-lhe um destino bem trágico, apenas com a glória de ter decifrado o enigma da cruel Esfinge... De resto, tudo se vai cumprindo para a sua imensa desgraça!
Os estranhos deuses da Mitologia sempre foram caprichosos e usaram isso contra os humanos. Que tal uma leitura atenta da “Oréstia”?...
Destaca-se, neste tomo, a arte gráfica de Oddi e de Ruby.



LE LION PORTEUR DE LA FLAMME - Edição Dargaud. Autores: Richard Marazano (argumento) e Amad Mir (arte gráfica).
Este é o primeiro tomo da série “Zarathustra” (também conhecido como Zoroastro).
Segundo rezam as tradicionais crónicas, mais lendárias do que históricas, Zarathustra terá vivido no século VII antes de Cristo e foi um poeta e profeta persa. Terá sido também o fundador da primeira religião monoteísta.
De qualquer modo, é uma maravilha a narrativa da sua vida agitada e reformadora.



LE VOYAGE DE L’ARGO - Edição Glénat. Autores: Clotilde Bruneau (argumento), Alexandre Jubran (traço) e Scarlett Smulkowski (cores), segundo a obra-série “La Sagesse des Mythes” de Luc Ferry.
Da trilogia “Jason et la Toison d’Or”, este é o segundo tomo.
Aqui se inicia finalmente a grande e destemida viagem, a bordo da “Argos”, de Jasão e os seus valorosos Argonautas, rumo à distante Cólquida, onde reina o ambicioso e cruel Aiétes, possuidor do mágico Tosão de Oiro...
Jasão e os seus companheiros (Héracles, Perseu, Orfeu, etc) vão com a ideia de recuperar o famoso troféu, que fora roubado de Corinto, o reino de Jasão.
É então que Jasão conhece Medeia, filha de Aiétes, que é um tanto dada a práticas de feitiçaria...
Jasão e Medeia apaixonam-se perdidamente e é a princesa que tudo trai para ajudar Jasão na sua missão, fugindo depois com os Argonautas...
Veremos no terceiro e último tomo, o resultado amargo destas e outras sucessivas traições...
LB