sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

LUIZ BEIRA: O LEGADO A VISEU... E NÃO SÓ

Como já aqui referimos, Luiz Beira, vai ser alvo de uma merecida homenagem, amanhã, 28 de Janeiro, pelas 16:00 horas, na Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva, em Viseu.
Embora o Luiz se mostre avesso a tanto protagonismo e a tantos "holofotes" (especialmente no seu próprio blogue), é da mais elementar justiça dar-se destaque a este acontecimento.
Eu, enquanto colega de blogue e especialmente enquanto amigo há mais de duas décadas, não poderia deixar que esta notícia fosse ignorada, aqui no BDBD, simplesmente porque o protagonista é o Luiz Beira, um dos coordenadores deste blogue.
Por isso avancei - mais uma vez "à revelia", claro - para um post que pretende revelar um pouco do Luiz Beira, da sua obra e do seu legado a Viseu.
Ficarão assim, esclarecidos, os que o não conhecem, sobre as razões que levaram o Gicav e a Câmara Municipal de Viseu a promover esta bonita homenagem...


Biografia de Luiz Beira
(retirada, com a devida vénia, de um dos seus livros, "Teatro VI" - Edição Gicav -, com ligeira actualização da nossa responsabilidade)

Luiz Beira (pseudónimo de Armando Luiz Clemente de Bayão Marçal Corrêa) nasceu em Macequece (Moçambique) a 25 de Novembro de 1941. 
Fez serviço militar na Marinha, como Oficial Fuzileiro Naval, de 1963 a 1966.
Foi comissário de bordo na TAP (Portugal) e DETA (Moçambique).
Vivendo ora em Moçambique, ora em Portugal, fixou-se definitivamente no nosso país a partir de 1976.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, tem vários livros de Poesia e de Teatro editados, uns sob edição de autor e outros sob edição GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu).
Alguns poemas seus foram publicados em castelhano na revista “Molínea” de Múrcia, com tradução de Juan Espallardo.
Luiz Beira
Como actor que também é, actuou diversas vezes na Rádio (em Portugal, Moçambique e Angola), no Cinema (em Moçambique), na Televisão (em Portugal) e no Teatro (em Portugal e Moçambique).
Nos anos 60, foi o fundador do Grupo  Cénico de Ferreira do Zêzere e, nos anos 70, co-fundador do Grupo de Teatro Reinaldo Ferreira (em Lourenço Marques).
Como jornalista, a sua actividade espraia-se pelos mais diversos periódicos de Moçambique e de Portugal.
Como amante da 9.ª Arte, foi o fundador do Grupo Bedéfilo Sobredense (GBS) na Vila da Sobreda (Concelho de Almada), onde criou as Jornadas Internacionais de Banda Desenhada” (ou Sobreda-BD, como ficaram conhecidas) que trouxeram ao nosso país alguns autores estrangeiros de renome (como Hermann, Danny, Didier Convard, Horácio Altuna, Jacques Martin, François Craenhals, entre outros) e homenagearam muitos dos chamados autores clássicos portugueses (como Fernando Bento, Vítor Péon, Artur Correia, Augusto Trigo, Baptista Mendes, José Ruy, José Garcês, José Pires, Eugénio Silva, entre outros).
Por proposta sua, a Vila da Sobreda deu os nomes de Fernando Bento e Vítor Péon a duas ruas (inauguradas no mesmo dia, a 11 de Maio de 2002). 
As exposições das Sobreda-BD fizeram digressões por muitos pontos do país, especialmente em Viseu e Moura, lançando nestas duas cidades as sementes que deram origem aos respectivos salões BD.
Foi co-fundador do fanzine “Shock” e, mais tarde, fundou e coordenou o “Almada BD Fanzine” e os “Cadernos Sobreda BD”.
Coordenou, também, rubricas de banda desenhada para o “Jornal de Almada (“Coluna da 9.ª Arte”), “Diário do Alentejo” (“Espaço BD”) e “Alentejo Popular” (“Através da Banda Desenhada”) e mantém colaboração assídua com a revista “Anim’Arte” (Viseu).
Em 2012, entrou no mundo da blogosfera de parceria com Carlos Rico, criando o BDBD – Blogue de Banda Desenhada, onde foram publicados, até ao momento, cerca de 500 posts...
Foi comissário de exposições de banda desenhada como “Centenário de Fernando Bento” (2010), “Alexandre, o Herculano” (2011), “Franco Caprioli – o desenhador poeta do mar” (2012), “Eça de Queiroz na Banda Desenhada” (2013), Centenário de Willy Vandersteen” (2013), “Centenário de Jijé” (2014), “Viriato na Banda Desenhada” (2015) e “O Infante D. Henrique na Banda Desenhada” (2016), quase todas co-produzidas entre Moura e Viseu.
A forte ligação que criou, ao longo de anos, fez com que doasse a Viseu (1991) e a Moura (1997) o seu acervo versando Banda Desenhada. A cidade beirã avançou, mesmo, como já referimos, para a criação de uma Bedeteca com o seu nome, anexa à Biblioteca Municipal daquela cidade.
Doou ao Museu do Brinquedo em Sintra brinquedos seus e dos seus progenitores.
Troféus de Homenagem: na Sobreda (1991, 1995 e 2002, quando recebeu o Troféu Sobredão Especial, atribuído pelo GBS), em Moura (1995, Troféu Balanito Especial) e em Viseu (1997, Troféu Anim’Arte, na 5.ª Gala da revista com o mesmo nome).
Em 2000 recebeu a medalha “Poetas e Escritores” atribuída pelo Centro Cultural Distrital de Viseu.
A 31 de Janeiro de 2002, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) dedicou-lhe uma das sessões, “O Dramaturgo e a sua Obra”, com apresentação feita por Luís Francisco Rebello.
Ainda em 2002, recebeu a medalha “Cidade de Viseu” durante a inauguração da Bedeteca que tem o seu nome e que está integrada na Biblioteca Municipal de Viseu.
É administrado pela SPA e é um dos sócios fundadores do SIARTE (Sindicato das Artes e Espectáculo).
Actualmente, vive no Concelho do Seixal, com “Aton-Rá”, o mais recente dos 25 gatos (!) que tem adoptado ao longo da vida.
CR

1 comentário:

  1. Parabéns.
    Não poderei estar presente. Lamento.

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