terça-feira, 4 de outubro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (102)

DES HORIZONS DE FEU - Edição Lombard. Autor : Philippe Gauckler.
Com este terceiro tomo, a série “Koralovski” chega ao fim.
Por ela passam acções fortes, rivalidades e ambições desmedidas pelo poder, não só na confrontação de Viktor Koralovski, que se opõe a Vladimir Khanine, o dirigente máximo do governo russo, mas também por atitudes obscuras de outras potências do mundo.
O petróleo é a grande causa, mas também a séria ameaça de um descontrolado e disparatado ataque nuclear... Um enredo escaldante.

PANDORA / 2 - Edição Casterman.
Através de 264 páginas, desfilam obras em histórias curtas, de vários desenhistas de diversos países, como Jean-Marc Rochette, Jirô Taniguchi, Eleanor Davis, Vittorio Guardino, Aapo Rapi, Michel Pirus, Matthias Lehmann, Jean Pleyers, Grégory Panaccione, Nancy Peña, Art Spielgelman, Andrea Cucchi, Jean-Paul Krassinsky, Anthony Pastor, Jenolab, Katsuhiro Otomo e outros mais, cada um nos seus próprios estilos, que deixam o leitor perplexo ante uma escolha de preferências.
“Pandora” é, pela editora, classificada de “revista de Banda Desenhada e Ficção”, mas ultrapassa bem esta humilde definição.
A ler e a coleccionar.

 
SER JOVEM NO MÉDIO ORIENTE - Edição Teorema (grupo Leya). Autor: o franco-sírio Riad Sattouf.
Há muito se aguardava a edição em português deste segundo tomo da série “O Árabe do Futuro”, que agora abrange os anos 1984-1985, da vida do protagonista central que não é outro senão o próprio autor. Dá-se aqui continuidade ao primeiro tomo (período de 1978-1984) editado pela Teorema em 2015.
Narra o quotidiano alucinante da família Sattouf sob a ditadura do presidente sírio Hafez Al-Assad.
Uma obra com grande força, predestinada ao pleno êxito, não esquecendo que o primeiro tomo recebeu honrosos e bem merecidos prémios.
Uma série a acompanhar com o devido entusiasmo.


Q.I. / 140 - Edição: Edgard Guimarães
Mais um número do fanzine "QI", que continua a presentear-nos com artigos e temas de grande interesse.
Neste exemplar, referente aos meses de Julho e Agosto, destaque para a bem recheada secção "Fórum" (com 12 páginas!), onde leitores e editor comentam e trocam opiniões sobre o mundo das HQ's.
Outro belo artigo de fundo é o dedicado ao super-herói brasileiro (também existem, sabiam?!) Raio Negro.
O "QI" continua a transcrever a série de artigos que José Ruy publicou inicialmente no BDBD sobre as revistas infanto-juvenis: o destaque, desta vez, vai para o "Cavaleiro Andante".
As outras habituais secções e um encarte de Carlos Gonçalves sobre "As Histórias em Quadrinhos de Terror" completam o miolo de uma publicação de excelente nível.
Aos interessados em assinar este fanzine, deixamos o contacto do editor Edgard Guimarães: edgard@ita.br

3 comentários:

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  2. Como os super-heróis brasileiros não existiriam? Se não houvessem super-heróis brasileiros não existiriam nenhum super-heróis, os brasileiros CRIARAM os super-heróis, os PRIMEIROS SUPER-HERÓIS DO MUNDO são brasileiros, incluindo o primeiro, OSCAR criado em 1906!
    Desaprenda tudo o que você sabia sobre super-heróis aqui:
    http://quadrosaovivo.blogspot.com.br/

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    1. Caro Rod Tigre:
      Os super-heróis brasileiros existiram, sim senhor, e não há nada no texto que indique o contrário. E se, a meio da análise ao "QI", fazemos uma pergunta irónica, é apenas para que os leitores menos informados não se espantem com essa "revelação". Entendeu agora?
      Saudações bedéfilas,
      Carlos Rico

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