quarta-feira, 11 de julho de 2018

A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS (17)

Temos vindo a acompanhar como está a ser impresso o livro «A Ilha do Corvo que Venceu os Piratas», na «Nova Gráfica» de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, Açores.
As imagens que temos estado a mostrar desde o artigo anterior, são gentileza do Senhor Pedro Dias, chefe do Departamento de Pré-Impressão, que a nosso pedido fez a cobertura fotográfica de todo o ciclo a que a obra é submetida desde que entra na Gráfica.
Desta maneira os leitores do BDBD poderão observar esta fase final da história, que têm vindo a acompanhar do início, desde a ideia e dos primeiros esboços.
Temos então a obra já impressa...


...e a fase seguinte vai ser a dobra das folhas que se transformam assim em cadernos. Também esta operação é automática, numa máquina própria.

Agora os cadernos vão ser cosidos com linha, também numa máquina, o que dá um maior conforto ao leitor quando abrir o livro. Esta operação também pode ser feita por meio de cola na lombada, mas o livro dessa maneira não abre tão bem e, com o uso, por vezes, escarcha e as folhas podem desprender-se. 

É a altura de fazer as chapas para as capas. Podemos ver a chapa do magenta...

...e a do preto, prontas a entrarem na máquina.

As capas foram repetidas na folha da rotativa, para aproveitar o formato, e assim com a quarta parte da tiragem consegue-se a totalidade da impressão.
Vão ser cortadas e submetidas a uma plastificação que garante a sua impermeabilização, que as vai proteger de algum pingo de água ou mesmo de sujidade. 

Na imagem seguinte, a capa foi já colada ao «miolo», ou seja ao interior do livro, que segue em grupos para a guilhotina de modo a ser aparado e ficar com o aspeto que o leitor o encontra nas livrarias.
Observe-se que os maços mais perto da guilhotina ainda não foram cortados e mostram a margem de papel e cartolina excedentes. O grupo mais perto da nossa vista, foi já aparado.

Agora vão ser empacotados para serem enviados ao Editor que, por sua vez, os irá distribuir por todos os postos de venda do país.

No próximo artigo - a ser publicado depois do dia 13 de julho, quando na Ilha do Corvo faremos o lançamento deste livro - darei, então, conta de como decorreu o evento e encerraremos esta longa série de apontamentos.
Até lá, um forte abraço

José Ruy

3 comentários:

  1. Caro José Ruy,

    Seria possível saber quando o livro será apresentado no Continente (eventualmente numa Fnac ou Bertrand) com a sua presença?


    Cumprimentos,

    Mário Lisboa

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    1. Caríssimo Mário Lisboa, grato pela sua atenta observação ao desenvolvimento desta história. Neste momento estou com um pé no avião de partida para o Corvo onde neste fim de semana se realizará o lançamento. É cedo para marcar a apresentação aqui no continente. possivelmente a seguir às férias. Neste momento, como a impressão foi feita nos Açores, os exemplares para serem distribuídos no território continental ainda não chegaram, pois a edição em inglês tem capa dura e só quando estes estiverem prontos serão todos enviados em conjunto. Mas o BDBDBlogue será o primeiro órgão a noticiar quando e onde. Faremos mais do que uma apresentação, por certo, em locais diferentes.
      Forte abraço José Ruy

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  2. É verdadeiramente notável o trabalho desenvolvido por Mestre José Ruy no domínio das artes gráficas, ao longo de tantos anos, demonstração de talento, cultura, energia e perseverança que nunca se esgotam, para satisfação de todos os leitores que admiram a sua obra.
    Esta reportagem publicada no BDBD (ao qual dou, mais uma vez, os meus sinceros parabéns) sobre a impressão do mais recente álbum de José Ruy, é mais um exemplo do seu saber e do seu amor à Arte que professou ainda muito jovem.
    Em meu nome e da Catherine, desejo-lhe a continuação, por muitos anos ainda, de uma frutuosa carreira, com novos e aliciantes temas que trarão decerto mais conhecimentos a todos os jovens (e não só) que não perdem um único dos seus livros.
    Jorge Magalhães

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