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Jayme Cortez (1926-1987) |
Nasceu no Bairro Alto (Lisboa) a 8 de Setembro de 1926, sendo então Jaime Cortez Martins, de nome.
No início de 1947 estabeleceu-se no Brasil, pais que o tem em alta consideração e no qual veio a naturalizar-se, tendo também casado com uma cidadã brasileira.
Directa ou indirectamente, foi discípulo de Eduardo Teixeira Coelho, vindo depois a criar os seus próprios e variados estilos gráficos e pictóricos. Tive (eu, LB) a glória de ter convivido com ele, se bem que efémeramente, num jantar bedéfilo em Lisboa em 1986 (a última vez que visitou a sua cidade natal).
Jayme Cortez é um caso muito especial na Banda Desenhada Portuguesa, embora, tal como seus colegas Eduardo Teixeira Coelho e Vítor Péon, tenha desandado do nosso País (só Péon tornou para entre nós vir a falecer).
Cortez começou a sua carreira de desenhista e cartunista em Portugal... aos onze anos de idade (!!) no suplemento infantil do matutino lisboeta “O Século”.
Nos inícios dos anos 40 do século passado, estreou-se em “O Mosquito”, com a história “Uma Espantosa Aventura”. Mas é no imenso e consciente Brasil que ele é considerado com respeito e admiração. Aqui desenvolveu toda a sua carreira (BD, Ilustração, Capas, Pintura, etc.), valorizando bastante as H.Q. no país onde foi adoptado.
Nos inícios dos anos 40 do século passado, estreou-se em “O Mosquito”, com a história “Uma Espantosa Aventura”. Mas é no imenso e consciente Brasil que ele é considerado com respeito e admiração. Aqui desenvolveu toda a sua carreira (BD, Ilustração, Capas, Pintura, etc.), valorizando bastante as H.Q. no país onde foi adoptado.
Foi mestre de consagrados desenhistas brasileiros, como Eugenio Colonnese, Messias de Melo e Rodolfo Zalla. Chegou a colaborar com o português António Lopes Cardoso, aparentemente esquecido em Portugal e estranhamente “perdido” também pelo imenso Brasil...
Com Álvaro de Moya, Miguel Penteado e Syllas Roberg, Jayme Cortez foi um dos co-organizadores da primeira exposição internacional de Banda Desenhada do mundo, inaugurada a 18 de Junho de 1951 em São Paulo.
Colaborou nas edições do famoso Maurício de Sousa.
É autor de vários livros didácticos: “A Técnica do Desenho”, “Mestres da Ilustração”, “Manual Prático da Ilustração”, etc.
Foi actor em três filmes de José Mojica Martins: “Delírios de um Anormal”, “Mundo, Mercado do Sexo” e “Perversão-Estupro”.
Foi premiado pela sua carreira de desenhista no Festival de Lucca (1986 - Itália), tendo antes, em 1984, recebido o Prémio Ângelo Agostini (Brasil).
É autor de vários livros didácticos: “A Técnica do Desenho”, “Mestres da Ilustração”, “Manual Prático da Ilustração”, etc.
Alguns dos livros técnicos de Jayme Cortez
Foi actor em três filmes de José Mojica Martins: “Delírios de um Anormal”, “Mundo, Mercado do Sexo” e “Perversão-Estupro”.
Foi premiado pela sua carreira de desenhista no Festival de Lucca (1986 - Itália), tendo antes, em 1984, recebido o Prémio Ângelo Agostini (Brasil).
E é neste mesmo Brasil que é criado o “Troféu Jayme Cortez” para determinados e honrosos fins.
Salientam-se ainda as admiráveis capas que Jayme Cortez elaborou para os fascículos ou mini-álbuns, publicados no Brasil, versando as séries-BD “Oscarito e Grande Otelo” e “Mazzaropi”...
...e as edições locais dos textos de Eça de Queiroz adaptados por Eduardo Teixeira Coelho.
Da sua curta obra criada em Portugal, sobretudo para o público juvenil, salientam-se “Uma Espantosa Aventura”, “O Vale da Morte”, “Os Dois Amigos na Cidade dos Monstros Marinhos” e “Os Espíritos Assassinos” (esta, reeditada nos “Cadernos de Banda Desenhada” #2, em Março de 1987).
Capas de "Oscarito e Grande Otelo" e "Mazzaropi"
...e as edições locais dos textos de Eça de Queiroz adaptados por Eduardo Teixeira Coelho.
Capas de "A Torre de D. Ramires" e de "O Tesouro" (in "Aventuras Heróicas", Edições La Selva)
Da sua curta obra criada em Portugal, sobretudo para o público juvenil, salientam-se “Uma Espantosa Aventura”, “O Vale da Morte”, “Os Dois Amigos na Cidade dos Monstros Marinhos” e “Os Espíritos Assassinos” (esta, reeditada nos “Cadernos de Banda Desenhada” #2, em Março de 1987).
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Prancha de "Os 2 Amigos na Cidade dos Monstros Marinhos" |
No Brasil, da sua extraordinária carreira, demarcam-se as suas duas primeiras histórias, “O Guarani” e “Caça aos Tubarões”.
Depois, Cortez avançou muito no seu estilo e aprofundou-se notavelmente em temas do insólito e do terror, donde obras como “Zodíaco”, “O Retrato do Mal”, etc, até “Saga do Terror”, publicado postumamente pela Editora Martins Fontes.
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Primeira prancha de "O Retrato do Mal" |
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Prancha final de "O Retrato do Mal" |
Que o mundo bedéfilo português não esqueça também este grande valor que foi (e é) Jayme Cortez.
LB
Pranchas de "Os Seis Terríveis" (in "O Mosquito")
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Capa para "O Defunto" (in "Aventuras Heróicas" #7 , Edições La Selva) |
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Capa para "A Aia" (in "Aventuras Heróicas" #10 , Edições La Selva) |
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Capa para a revista "Capitão Radar" |
Capa para "Almanaque de o Terror Negro"
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Capa para a revista "Os 3 Patetas" (Edição Seleções Juvenis) |
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Capa para o álbum "Zodíaco" |
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Da esquerda para a direita: António Barata, José Abrantes, Jayme Cortez, José Ruy, Luiz Beira e Differ
(na última vez que Jayme Cortez esteve em Portugal, em 1986) |
Agradeço pela homenagem a memoria do nosso mestre. O link para esta página estará disponível na página oficial Jayme Cortez, no Facebook. Abraços cortezes.
ResponderEliminarFabio Moraes
Caro Fábio
EliminarMuito obrigado pelas suas amáveis palavras.
O Jayme Cortez foi e é um grande artista, pelo que mereceu bem a nossa, embora humilde,
evocação.
Um forte abraço
Luiz Beira