domingo, 23 de junho de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (171)

CADAFALSO - Edição Polvo. Autor: Alcimar Frazão.
Alcimar Frazão é um jovem autor brasileiro e teve esta obra lançada no XV Festival BD de Beja. Obra rude, inquietante, dramática… mas com um magnífico grafismo a preto-e-branco abordando diversos e amargos temas.
O afável Alcimar, na gentil dedicatória que pôs no meu exemplar registou: "A vida é absurdo e revolta. Lutemos!".

E por que não? Em frente, Alcimar!
Este álbum é, apesar do clima pesado, belíssimo.


L'ANGE DE BUDAPEST - Edição Glénat. Autores: os húngaros Gabor Tallai  (argumento) e Attila Futaki (traço), mais as cores por Greg Guilhaumond.
Entre o histórico e a ficção, esta é uma obra bem pertinente através da Banda Desenhada. A narrativa faz-nos viajar de 1988 (em San Diego, na Califórnia norte-americana) a 1956 (na Budapeste, na Hungria)… para um especial e necessário ajuste de contas. É preciso estarmos de mente aberta e não anestesiada ante os facínoras que têm esturrado os povos…
Ora, quando em 1956, o infeliz povo húngaro se quis libertar dos soviéticos (já tinham amargurado com os nazis), as tropas de Moscovo fizeram nesse magnífico país das czardas, uma imperdoável hecatombe. Esta insurreição pela sua justa liberdade, resultou num repugnante massacre de mais de 3000 (três mil) mortos!...
Mas, um certo húngaro, em 1988, procurou fazer justiça por conta própria…


VENHAM + 5, N.º 10 - Edição Bedeteca de Beja. Uma edição coordenada por Paulo Monteiro.
Este exemplar reúne trabalhos de 19 criadores, maioritariamente de Beja, como Ana Maria Campaniço, André Ferreira, Véte, etc., mais outros de locais diferentes, como Mário André, Marcos Oliveira e, até, um inglês (Andrew Smith) e dois brasileiros (Evandro Alves e Rafael Sanzio).
A capa é da bejense Susa Monteiro.


AMAZONIE / 4 - Edição Dargaud. Autores: no argumento, Rodolphe e Leo; no traço, Marchal; e nas cores, Sébastien Bouêt.
Continua para nosso entusiasmo, esta tão intrigante e exótica série. O que nos vai trazer no final? Exotismo, políticas, extraterrestres, paranóias?...
Os autores lá sabem!
LB

quinta-feira, 20 de junho de 2019

BREVES (71)

AS LISBOAS DO NUNO SARAIVA
O cartaz (com uma ilustração muito bem "esgalhada", como é apanágio nos trabalhos de Nuno Saraiva) diz quase tudo mas reforçamos aqui a informação acerca de uma exposição que inaugurou ontem, na Galeria de Santa Maria Maior, na Rua da Madalena, 147, em Lisboa.
O título "As Lisboas do Nuno Saraiva" engloba uma série de trabalhos do artista, realizados para iniciativas tão diversas como as Festas e Troféus das Marchas para a Egeac, os cartazes de Arraiais, Rondas das tascas, guias ilustrados e concursos de fado para a Associação Renovar a Mouraria, os mapas ilustrados para a Universidade Nova de Lisboa/IELT, as inúmeras ilustrações com o apoio do Museu do Fado para o Museu de Santo António e outras tantas para o serviço educativo do Castelo S.Jorge, os desenhos para produtos como Ginja Lisboa ou Ginja sem Rival, as imagens para marcas de jogos como a Mebo Games ou a Nerd Monkeyscolaborações na editora Tugaland e nos jornais Público, Sol ou Time Out Lisboa, campanhas publicitárias como Lisboa na Boa e as aventuras em t-shirts do Bairro do Tareco e em azulejos da City of All.
À volta de todas estas Lisboas, todos os originais e os seus desenhos preliminares serão expostos em velhas molduras.
Somando material impresso, objectos e originais, a exposição conta com 250 Lisboas
E muitas outras ficaram de fora, à espera de uma próxima oportunidade...
Não deixe de visitar esta mostra (patente até 27 de Julho).


E.T.COELHO NA BEDETECA DA AMADORA
A obra de E.T.Coelho continua a ser alvo de exposições-homenagens, no ano em que se comemora o Centenário do nascimento do grande desenhador açoriano.
Desta feita, abriu portas na Bedeteca da Amadora uma bela exposição de originais intitulada "ETC, Mestre da BD Portuguesa", que se manterá patente até 30 de Novembro. Ocupa todo um piso da Biblioteca e parte da Bedeteca, no 2.º andar.
A não perder também, obviamente.


"O POVO" VAI SER ALVO DE CARICATURAS E DESENHOS DE HUMOR
Até 28 de Junho, a 2.ª Bienal de Arte de Vila de Fânzeres aceita trabalhos em caricatura e desenho de humor com "O Povo" como tema.
Numa organização conjunta entre as Freguesias de Fânzeres e de São Pedro da Cova e da Argo - Associação Artística de Gondomar, aceitam-se a concurso trabalhos em todas as técnicas, com ou sem texto, num máximo de seis quadros (vinhetas), havendo prémio pecuniário e Menções Honrosas para os melhores. 
Os trabalhos, seleccionados pelo júri, serão expostos em local a designar, entre 13 de Outubro e 30 de Novembro. 
Contactos: www.fanzeres-saopedrodacova.pt ou argo.artes.argo@gmail.com


ANIVERSÁRIOS EM JULHO:
​Dia 03 - Arlindo Fagundes
​Dia 06 - Mário Correia
​Dia 07 - ​Ionut Popescu (romeno)
​Dia 10 - Juan Espallardo (espanhol)
​Dia 11 - João Mascarenhas
​Dia 12 - Ricardo Cabrita
​Dia 15 - Yorgos Botsos (grego)
​Dia 16 - Hugues Barthe (francês) e Miguelanxo Prado (espanhol)
​Dia 17 - Hermann (belga)
​Dia 19 - Rui Mendes e Jordi Planellas (andorrano)
​Dia 23 - José Garcês e Carlos Almeida (do GICAV)
​Dia 25 - Attila Fazekas (húngaro)
​Dia 31 - António Lança Guerreiro


ANIVERSÁRIOS "COMBINADOS"?...
Sempre temos notificado os aniversários de pessoal-BD.
O que nos admira é que há pelo menos onze que fazem anos no mesmo dia, ou seja, a 1 de Janeiro. "Combinados"?!…
​São eles: o português Jorge Miguel, o brasileiro Rafael Coutinho, a italiana Cinzia Ghigliano, o búlgaro Alex Maleev, o norte-americano Nick Drnaso, o inglês Mike Carey, os espanhóis Paco Roca e Juan Diaz Canalès e os franceses
Robin Walter e Christian Cailleaux.
​Que festa louca… se todos se juntassem!




"A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS" ESTÁ DE LUTO
(texto enviado por José Ruy, inserido após a publicação deste post) 
Como foi anteriormente explicado no BDBD, as personagens desta história, foram recriadas com pessoas reais, corvinos e corvinas que me serviram de modelo no local para dar vida às figuras que vivem e lutam neste livro.
Uma das personagens principais é o Tio Fraga, «pai na Inês», que faz parte dos heróis desenhados quando da resistência ao ataque dos piratas à ilha em 1632.
Temos uma trágica notícia a dar, o amigo Fábio Fraga faleceu. Mas viverá sempre na nossa memória e nas páginas do livro, de cada vez que um leitor acompanhe esta história.
Por solidariedade, toda a Ilha do Corvo está de luto.
À família enlutada enviamos daqui os nossos mais sentidos pêsames através do presidente da Câmara José Silva e da Coordenadora do Ecomuseu do Corvo Andreia Silva.
José Ruy


CR/LB

domingo, 16 de junho de 2019

CENTENÁRIO DE UM GIGANTE: ETCOELHO (6)

Por: José Ruy


Na sede do Clube Português de Banda Desenhada, na Amadora, continua a sequência de exposições dedicadas a Eduardo Teixeira Coelho, o grande desenhador açoriano que faz este ano 100 anos de nascido.
O CPBD propôs-se fazer mensalmente durante este ano de 2019 exposições do trabalho deste grande Mestre, mostrando as muitas áreas em que ele brilhou.
A primeira, inaugurada no dia em que se comemorou o seu nascimento, a 4 de janeiro, foi dedicada aos trabalhos inéditos que deixou por publicar. Depois seguiram-se «Os Animais na Obra de ETCoelho», «ETCoelho e a Figura Humana», «As Águas na Obra de ETCoelho», «ETCoelho Erótico» e agora neste mês de junho, «História e Literatura na Obra de ETCoelho».
São sempre cerca de meia centena de reproduções a preto e branco, para que o visitante possa apreciar o traço original sem a perturbação da cor ou de texto, e ampliadas à dimensão em que o Artista desenhou os originais.
Eduardo Teixeira Coelho tratou estes temas de maneira excecional, com rigor nas indumentárias, armaria e ambientes. As suas composições são todas magnificamente estruturadas e documentadas, e na parte literária tem a magistral passagem para quadrinhos de romances históricos de grandes autores, como Alexandre Herculano e Eça de Queirós, reproduzindo à risca os mais pequenos detalhes descritos.
As exposições abrem sempre no primeiro sábado de cada mês, mas no dia 1 de junho, toda a direção e presidência do CPBD esteve no Festival Internacional de BD de Beja, por isso a exposição, embora patente nesse dia, só foi inaugurada com a visita guiada habitual no sábado 8 de junho e estará aberta ao público até fim deste mês, nas duas salas do piso menos um, na Avenida do Brasil, 27-A na Amadora.
Recordamos que fica a 7 minutos a pé, da estação de Comboio e de Metro da Reboleira.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

BEJA-BD 2019, A REPORTAGEM

Cá estou eu (LB) a registar a inauguração, pois esta festa continua até 16 do mês corrente, a grande 15.ª edição do galvanizante Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Claro que tudo isto se deve ao incansável entusiasmo e esmerados cuidados do Dr. Paulo Monteiro, com o apoio principal da Câmara Municipal de Beja.
Vamos então a esta edição de belíssima demonstração, que é um exemplo pleno das festas-BD em Portugal, e começo por destacar já, as muitas e fundamentais presenças.
PORTUGAL: os veteranos José Ruy, Arlindo Fagundes, Augusto Trigo e Catherine Labey e, de outras gerações, Pedro Morais, Nelson Martins, João Amaral, Hugo
Teixeira, Rui Lacas, Álvaro, Rita Alfaiate, António Lança Guerreiro, Joana Afonso, André Caetano, Pedro Serpa, João Vasconcelos, Véte, Marcos Oliveira, Patrícia Guimarães, etc. e etc.

Augusto Trigo e Arlindo Fagundes com as respectivas esposas, Susana e Ju
Luiz Beira, Augusto Trigo, Susana Trigo e Arlindo Fagundes
Abílio Pereira (esposo da editora Maria José Pereira)
e a nossa querida Catherine Labey, num inesperado "apanhado"
Os argumentistas, entre outros: A. Gomes de Almeida, João Lameiras e Diogo Campos. 
Pelos editores: Maria José Pereira, Vítor Silva Mota, José de Freitas, Jorge Deodato e Rui Brito.
Pelo CPBD (Clube Português de Banda Desenhada), estiveram, pelo menos, Carlos Gonçalves, Pedro Mota, Cristina Gouveia e António Amaral. 
O GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade de Viseu) fez-se representar por Carlos Almeida e António Mata.
A contar ainda, as presenças de Maria Belmira Correia, ​viúva de Artur Correia, mais o filho e a nora, e de Nina Govaderica, viúva de Fernando Relvas.
​ESTRANGEIROS: eram muitos e de diversas nacionalidades, ​com destaques para o belga Dany (que estranhou não ver ​um único álbum seu, mesmo em francês, à venda na ​respectiva feira!...), o holandês Peter Van Dongen, os ​brasileiros Alcimar Frazão e Fábio Zimbres, os franceses ​Benjamin Bénéteau, Alberto Varanda (nascido em Portugal), ​Marc Bourgne, o inglês Paul Duffield, o espanhol Miguel ​Ángel Martín, etc.

Dois grandes amigos, Luiz Beira e Dany, que depois de Bruxelas (2003) se reencontraram em Beja......
Dany com o nosso talentoso Lança Guerreiro, que então lhe ofertou uma página alusiva
Registo especial para os argumentistas: ​o espanhol Enrique Sanchez Abuli e os franceses Olivier ​Vantine e Denis Lapière. E ainda, a muito grata presença de ​Fabio Moraes (já aí tinha estado em 2017), especialista em ​"histórias aos quadrinhos", muito particularmente nas ​obras de Jayme Cortez e de Eduardo Teixeira Coelho.
O editor Rui Brito com o brasileiro Fabio Moraes, responsável pelas obras de Jayme Cortez
e das edições brasileiras de Eduardo Teixeira Coelho
​Por variadíssimos espaços da Casa da Cultura de Beja (e não só), as exposições com painéis e/ou vitrinas, estavam bem cativantes.
Pormenor da exposição dedicada a Dany

Pormenor da exposição dedicada a Alberto Varandas
Na tarde de 1 de Junho (sábado) a sessão ​de autógrafos foi… uma loucura espantosa!
Dany na sessão de autografos
Alberto Varandas autografando
Dos muitos ​outros aspectos da programação, salienta-se a atribuição ​do Prémio Geraldes Lino à jovem Patrícia Guimarães, que ​então lançou a sua curta história "Pêra Verde", sob edição ​da Bedeteca de Beja. Aliás, houve imensos lançamentos de ​novidades editoriais, das quais falaremos de algumas no ​BDBD, na devida rubrica.
​Bem emotivos foram os momentos evocativos a Jorge Magalhães e a Geraldes Lino.
Com edição da Bedeteca de ​Beja, foi também lançado o tradicional Caderno "Splaft", ​agora, o n.º 15.
​Apenas um senão: nas actividades paralelas e de animação, houve outra vez uma sessão da brasileira "Capoeira", mas seria bem mais agradável que tivesse havido uma do "Cante Alentejano", tanto mais que é já património mundial…
​No entanto, parabéns Beja-BD! Um reconhecido abraço, amigo e bedéfilo, ao Paulo Monteiro!

​LB
Aspecto de uma das sessões (foto: Arlindo Fagundes)
Manuel Monteiro (filho do organizador Paulo Monteiro) registando as vendas no Mercado do Livro
Capa de Splaft! - Cadernos da Bedeteca #15, Ed. CM Beja/ Bedeteca de Beja (Maio de 2019)
Texto (presumivelmente de Paulo Monteiro) sobre o Prémio Geraldes Lino,
in Splaft! - Cadernos da Bedeteca #15, Ed. CM Beja/Bedeteca de Beja (Maio de 2019)

Ilustração de Dany
Texto de Luiz Beira saudando Dany, in Splaft! - Caderno da Bedeteca #15,
Ed. CM Beja/Bedeteca de Beja (Maio de 2019)

Marc Bourgne, Benjamin Benéteau, Peter Van Dongen e Henrique Sanchez Abuli 

Ainda pode ver no Festival...

Hoje, sexta-feira, 14
Tertúlia BD de Lisboa em Beja: um abraço ao Lino (às 19:30 h, na Casa da Cultura)
Amanhã, sábado, 15
Maratona de 12 horas a desenhar (entre as 11:00 e as 23:00, na Casa da Cultura)
Festa de Despedida (a partir das 23:15, n' A Casa - Oficina Os Infantes)
Domingo, 16
Jantar de Encerramento (encontro às 20:00, na Casa da Cultura) 

quarta-feira, 12 de junho de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (170)

O COLEGA DE SEVILHA - ​Edição Arc​ádia (do grupo Babel). Autor: Arlindo Fagundes e, ​nas cores, José Pedro Costa. Da série "Pitanga", é o primeiro ​a cores.
Finalmente, a tão esperada terceira grande aventura do famoso ​Pitanga.
Tardou este "O Colega de Sevilha", mas encantou ​em pleno.
​A aventura localiza-se em Marrocos e em Espanha, justaposta ​a um tema dramático e bem actual, focando os migrantes ​africanos que buscam a Europa, onde sonham encontrar ​melhor e digna vida. Os golpes da sempre sinistra corrupção ​também andam por aqui… E, mesmo assim, para suavizar ​certas situações, Arlindo Fagundes, aplicou breves momentos ​de humor e ironia.
​O álbum teve lançamento oficial a 1 de Junho, no XV Festival ​Internacional de BD de Beja. E estão de parabéns, os criadores ​e a entidade que o publicou. Bravo!



A SOMBRA DO TRIUNFO - ​Edição Escorpião Azul. Autor: João Vasconcelos.
​Dramático e quiçá um tanto agressivo, jogando com ​aspectos cansados da História de Portugal e com a ​ficção científica, "A Sombra do Triunfo" é o primeiro ​tomo de "Quinto Império", localizando-se em 2059... ​no Estado Lusitano, um país que renasceu.
​Por aqui nos encantou a filosofia, a indignação e a ​arte, que esta obra de João Vasconcelos nos apresenta, ​lançada no recente Festival de Beja.

Ficamos à espera ​do segundo tomo…
​Parabéns, João Vasconcelos!



A MORTE VIVA - ​​Edição Ala dos Livros. Autores: traço de Alberto Varanda e argumento e cores de Olivier Vantine, segundo o romance de Stefan Wul.
Num futuro distante, com momentos em Marte e na Terra, um biólogo arrojado vai trazer, melhor, fazer regressar à vida, uma garota aparentemente morta. Será uma iniciativa bem perigosa, pois daí poderão resultar consequências tão violentas como inesperadas…
A arte do nosso compatriota Alberto Varanda (que reside em França) mais uma vez nos faz aplaudi-lo, se bem que, nesta obra, fiquemos um tanto estarrecidos.
​Este álbum foi também lançado no XV Festival Internacional de BD de Beja.

LB

segunda-feira, 10 de junho de 2019

E VÃO SETE!

O BDBD cumpre hoje o seu sétimo aniversário.
Tal como em 2012, mantemos o mesmo entusiasmo e a mesma vontade de divulgar a banda desenhada de que gostamos, os seus personagens, os seus autores, as suas histórias e curiosidades, os seus festivais e exposições, as suas revistas antigas e publicações mais recentes...
Tem sido para nós um verdadeiro prazer embarcar nesta aventura e, garantidamente, iremos continuar a percorrer o mundo fantástico e apaixonante da banda desenhada durante mais uns quantos anos, com o vosso apoio e o vosso incentivo sempre presentes.
BDBD

sexta-feira, 31 de maio de 2019

HERÓIS INESQUECÍVEIS (63) - MICHEL VAILLANT

Claro que não podia faltar nesta rubrica do BDBD, o herói da banda desenhada mais ruidosa (o barulho dos motores é ensurdecedor!): Michel Vaillant.
Imaginado pelo francês Jean Graton, tem 70 álbuns originais (mais uma data deles “satélites”) de uma primeira fase, seguindo-se depois a segunda, já com sete tomos. A maioria deles todos, foi e tem sido publicada em Portugal, via álbuns por diversas editoras e em vários periódicos, como “Cavaleiro Andante”, “O Falcão”, “Selecções do Mundo de Aventuras “, “Flecha 2000”, “Selecções Tintin”, “Jornal da BD”, “Zorro”, etc.
"Rush", por Jean Graton, in revista "Tintin" (6.º ano) #29 (08.12.1973)

Em quatro álbuns, a acção passa-se em território português: na primeira época, “Rali em Portugal” (Cinq Filles dans la Course)...

“Encontro em Macau” (Rendez-vous à Macao)...

“O Homem de Lisboa” (L’Homme de Lisbonne)...

...e, já na segunda fase, “Em Nome do Filho” (Au Nom du Fils).

Nesta actual fase, Michel Vaillant, torna a um ex-território português, no álbum “Macau” (Macao). É interessante registar-se aqui, que os nossos autênticos pilotos, Pedro Lamy e Tiago Monteiro, já figuraram em provas ao lado de Michel Vaillant.

Pois este herói nasceu a 7 de Fevereiro de 1957, na edição francesa da revista “Tintin”. Estreou-se entre nós no ano seguinte, na revista “Cavaleiro Andante”.
"O Piloto sem Rosto", por Jean Graton, in "Cavaleiro Andante" #418 a #462 (1959)

O pai do herói é Henri Vaillant, poderoso industrial no fabrico de automóveis, tendo a secundá-lo o outro filho, Jean-Pierre, que não se sentiu entusiasmado em seguir a carreira do irmão ao volante. Toda a família Vaillant vive e vibra com os carros e as corridas. Família que vai aumentando após os casamentos de Michel e de Jean-Pierre e as respectivas descendências. 
Philippe e Jean Graton
Quase da família, é o piloto norte-americano Steve Warson, amigo pessoal e às vezes rival, de Michel.
Claro que não faltam verdadeiros rivais, invejosos e insaciáveis, prontos ao crime e a tudo destruir em relação ao belo “império Vaillant”...
A pouco e pouco, à medida que a série foi avançando, o filho de Jean Graton, Philippe, foi substituindo o pai nos argumentos e, quando o próprio Jean Graton (devido à idade) deixou de desenhar, esta tarefa passou a ser elaborada por diversos desenhistas dos Estúdios Graton.
Em 1967, e com 13 episódios, foi criado o seriado “Les Aventures de Michel Vaillant”, sob realização de Charles Bretoneiche e como actor principal, Henri Grandsire (Michel Vaillant).
Cena de um episódio de "Les Aventures de Michel Vaillant", com o actor Henri Grandsire
Em 2003, Louis-Pascal Cauvelaire, realizou a longa-metragem “Michel Vaillant”, tendo como actores principiais: Sagamore Stévenin (Michel Vaillant), Peter Youngblood Hills (Steve Warson), Diane Kruger (Julie Wood), Philippe Bas (Jean-Pierre) e, o agora já saudoso actor Jean-Pierre Cassel (Henri Vaillant).
Trailer de "Michel Vaillant"

E o Michel Vaillant continua a carregar, com a sua coragem temerária, no pedal e no acelerador!...
Ah, valente Vaillant!
LB