terça-feira, 16 de abril de 2019

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (34) - DENIS BÉCHU (França)

Denis Béchu
Neste nosso entusiasmo de aqui firmarmos valores ​dignos e comprovados da BD Europeia, não me fixo ​apenas nos "terríveis" veteranos, mas também por ​alguns novos, pois tal o merecem.
​Hoje, é o caso do francês Denis Béchu.
Nasceu em ​Nantes, onde ainda reside, a 28 de Outubro de 1985.
​Estudou Arte na École Pivaut da sua cidade natal.
​Pouco tempo depois, estreou-se, editado pela Soleil, ​com a sua marcante série, "In Nomine", com argumentos ​de Olivier Peru. Um tema apaixonante e desafiador, pois ​parte do princípio que Jesus Cristo, acabado de ressuscitar, ​terá revelado um enigmático segredo a Maria Madalena, ​segredo esse ainda hoje por saber qual foi… Os dois álbuns existentes, foram publicados, respectivamente, em 2011 e 2013.


​Em 2015, pela Glénat e com textos de Didier Convard e Éric Adam, teve o seu álbum "Le Corps et l'Âme", primeiro tomo (e até agora o único) da série "L'Abbaye de Clairvaux".

​Na série, também pela Glénat, "Les Grandes Batailles Navales" ​e já com nove álbuns, Béchu desenhou o primeiro, "Trafalgar", ​e coloriu o quarto, "Tsushima", e o nono "Midway".

Na série "Le Prince de la Nuit", ​com dez tomos e argumentos de Yves Swolfs, foi o colorista ​do oitavo, "Anna".

​E ainda com justo destaque pelos seus trabalhos, a série um tanto complexa "Les Filles de Soleil" (com 23 álbuns), pelas edições Soleil, onde colaborou em equipas colectivas.
​Estejamos atentos a este já notável jovem valor da BD Europeia, ​pois ainda vai dar muito que falar…
LB

sexta-feira, 12 de abril de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (168)

NABUCHODINOSAURE / 2 - Edição Bamboo. Autores: arte de Roger Widenlocher, também co-argumentista com Goulesque, que é também co-colorista com Federico.
Trata-se do segundo tomo da série "Les Nouvelles Aventures Apeuprèhistoriques de Nabuchodinosaure".
Como não podia deixar de ser, é um imenso delírio de situações absurdas e magistralmente divertidas.
O talento de bem nos fazer rir com os desaires de Nab, é notório, sobretudo da parte do sempre pândego e brincalhão Widenlocher.
Uma obra indispensável e salutar para aliviar de imediato qualquer m​á disposição.



A MORTE DO LIDADOR - ​Edição Serafim e Malacueco, Inc. Autor: José Pires, segundo ​Alexandre Herculano, agora na colecção "Fandaventuras".
​Uma bela e impecável criação do nosso veterano constantemente ​activo, José Pires, sempre de parabéns.
​Este tema tem sido abordado pelos nossos mais variados artistas, ​em diversos aspectos, mas pela Banda Desenhada propriamente ​dita, registam-se cinco: Eduardo Teixeira Coelho, José Garcês, José ​Pires, Baptista Mendes e, na vertente humorística, Artur Correia.
​Cremos que dos textos de Alexandre Herculano, é o que até hoje ​tem sido mais "usado" na 9.ª Arte. Outros mais já passaram aos ​"quadrinhos", como "Eurico, o Presbítero", "O Monge de Cister" ​(no Brasil), "O Bobo", "A Dama Pé-de-Cabra" e "O Castelo de ​Faria". Curiosamente, uma das mais fortes narrativas de Herculano, "​O Bispo Negro", nunca foi adaptada!...
O exemplo valoroso do nosso Gonçalo Mendes da Maia, está bem marcado e homenageado na Banda Desenhada Portuguesa. Que pena não haver a mesma (ao menos uma!) abordagem pelo nosso Cinema!...



L'ARMÉE INVISIBLE - Edição Dargaud. Autores: argumento de Raule e arte gráfica de Juan Luis Landa.
Sob a sombra do famoso e enigmático médico e profeta Nostradamus, agora moribundo, os seus discípulos tentam resolver, custe o que custar, sinistras situações onde imperam a magia e a feitiçaria…
Neste quarto tomo da série "Arthus Trivium", ​Arthus, César, Angélique ​e Angulus, correm perigo de vida nos confrontos com a bizarra e ​vingativa raiva da implacável feiticeira Mélusine…
​Um argumento sufocante e um grafismo deslumbrante.



QI / 153 - O número 153 do fanzine "QI" chegou-nos às mãos já depois do número 154, não por culpa do seu competentíssimo editor e nosso amigo Edgard Guimarães, certamente, mas por lapso ou atraso involuntário dos serviços de correio, porventura. Seja como for, nenhum mal vem daí ao Mundo, até porque a leitura do "QI" é sempre motivo de satisfação, independentemente do exemplar que leiamos.
A juntar às rubricas habituais ("Fórum", "Edições Independentes", "Mantendo o Contacto" e "Cartuns e Outros"...) muita e interessante colaboração avulsa mantêm o "QI" num nível bem alto.
Como encarte, o número 10 da colecção de "Artigos sobre Histórias em Quadrinhos" traz mais um belo estudo de Carlos Gonçalves: "Os Pseudo Cow-Boys dos Quadrinhos".

LB/CR

quarta-feira, 3 de abril de 2019

CENTENÁRIO DE UM GIGANTE: ETCOELHO (4)

Por: José Ruy


Continuando a divulgar a comemoração do centenário do nascimento do grande desenhador Eduardo Teixeira Coelho, o BDBDBlogue apresenta mais uma exposição patente a partir de 6 de abril de 2019, na sede do Clube Português de Banda Desenhada na Amadora.
Neste mês de abril, por ser de «águas mil» segundo o velho ditado, e desejamos que assim seja, mas com moderação, o tema escolhido foi: «As Águas na Obra de ETCoelho».
ETCoelho tratou este elemento de uma maneira muito própria, e desenhar as águas em movimento é das coisas mais difíceis. Temos uma mostra de cerca de 50 quadros onde o público pode ver os Oceanos no seu aspeto natural ou em ondas profundamente cavadas, e mesmo em fúria, desenhados a tinta da china.
As nascentes e os rios, de caudal influenciado pelos acidentes nos seus leitos, o chapenhar na água provocado por um objeto pesado e grande, ou por um simples bloco de cortiça, por exemplo. Em todas estas situações ETC conseguiu, com a sua sábia observação, reproduzir o comportamento das águas de maneira fiel e elegante.


Naturalmente que ETC não apresentou as águas sozinhas, incluiu barcos, navios de várias épocas, e todos eles foram também primorosamente estudados. Também o aspeto do céu nas diversas situações tem muito a ver com o que se passa no mar, há nuvens «cirrus» que são pronúncio de ventos, ou «cúmulos» que normalmente se desfazem em aguaceiros, ou mesmo «stratus» que dão origem aos nevoeiros.
E o nevoeiro em pleno mar, mal se distinguindo a forma dos navios, é dado de maneira magistral, com simples traços de caneta.
É mais uma exposição a não perder, pois apresentamos os desenhos só a preto e branco, libertos da cor original e sem o texto que acompanhava as histórias, para melhor se poder observar a técnica do Mestre.

Está patente na sede do Clube português de Banda Desenhada, Avenida do Brasil, 52-A na Amadora, nas salas do piso menos um, perto da estação do Metropolitano na Reboleira.

domingo, 31 de março de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (167)

EDMOND - Edição Rue de Sèvres. Autor: Léonard Chemineau, numa adaptação da peça teatral de Alexis Michalik. Esta é uma narrativa sobre a vida de Edmond Rostand…
Nasceu em Marselha em 1868 e faleceu em Paris em 1918. Seu nome completo: Edmond Eugene Alexis Rostand. Diplomado em Direito, nunca ​exerceu a profissão, pois a sua absoluta paixão ​era a escrita, especialmente para o Teatro. Mas ​não foi fácil, pois as suas peças ou eram recusadas ou iam à cena com pouco êxito, mesmo quando a fabulosa actriz Sarah Bernhardt interpretou três delas: "La Princesse Lointaine", "La Samaritaine" e "L'Aiglon". Até que, em 1897, se estreou em Paris "Cyrano de Bergerac", que foi um estrondoso triunfo e que, devido a ele, Rostand se tornou num verdadeiro ídolo do público francês e o levou a tornar-se membro da Academia Francesa, em 1904.
"Cyrano de Bergerac" tem conhecido diversas adaptações ao Cinema e à Banda Desenhada.
Por sua vez e em tempos mais recentes, Alexis Michalik escreveu a peça biográfica "Edmond", que resultou num grande êxito teatral e já adaptada também ao Cinema.
Este álbum-BD, "Edmond", com arte de Léonard Chemineau, é a adaptação desta mesma peça. A ler com entusiasmo!



O INDULTO - Edição Geomais Lda. Autor: Milo Manara.
"O Indulto", é a segunda e última parte de "Caravaggio", uma recente criação de Manara.
Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), ​foi e é, um dos maiores e invejáveis pintores europeus. ​Genial, fascinante e revolucionário na Pintura, mas ​também, namoradeiro, brigão e beberrão, se  teve ​quem o protegesse, não lhe faltaram inimigos ​invejosos…
Muitas das suas obras, demasiado vivas, ​se perderam!...
​Caravaggio morreu com 38 anos de idade, assassinado ​ou vítima do agravamento de um ferimento sofrido ​num duelo, não se sabe ao certo… Mesmo assim, só ​em 2010 seu corpo terá sido encontrado e identificado ​por uma equipa de cientistas e universitários, num ​cemitério de Monte Argentario (Toscana, Itália)…
​Esta obra-BD, "Caravaggio", em dois tomos, merece ​os mais calorosos aplausos.
A vida de Cravaggio também ​tem passado ao Cinema, especialmente em 1986 (com ​Nigel Terry) e em 2007 (com Alessio Boni).



LE SYNDROME DE MARACAMBA - ​Edição Lombard. Autores: Iouri Jigounov (ou Yuri Jigunov) ​no argumento e Chris Lamquet, na arte.
​Trata-se do 13.º álbum da série "Alpha", várias vezes ​anunciado e várias vezes adiado, até que finalmente ​viu a luz do dia.
​Desta vez, o russo Jigunov deixou o traço para ser ​apenas o argumentista.
​Mas o nosso entusiasmo esmoreceu, pois se o ​argumento é interessante e agitado, a arte gráfica ​de Lamquet não tem o vigor devido que se notam ​aqui nos personagens, principalmente o central, como ​quando o actual argumentista era um justo e cativante ​desenhista…



A BORDO DO BEAGLE - Edição Gradiva. Autores: Christian Clot (argumento), ​Fabio Bono (traço) e Dimitri Fogolin (cores).
​Trata-se do primeiro tomo de "Darwin", relatando a ​vida do inglês Charles Darwin (1809- 1882), que ​aparentemente estava destinado à vida religiosa, mas ​que, em 1831, como que "por acaso" embarca, como ​cientista, a bordo do navio "Beagle" para uma viagem de ​cerca de cinco anos.
​As suas descobertas e respectivos estudos vão resultar numa autêntica revolução e mudança nos conceitos que ​o mundo tinha sobre a vida: com Darwin, nasce e afirma-se a Teoria o Evolucionismo, contrariando e irritando as teorias ocas das igrejas cristãs.
Obra-BD para ler e meditar.
LB

quarta-feira, 27 de março de 2019

BREVES (68)


INAUGURA ESTE SÁBADO EM MOURA EXPOSIÇÃO DE JOSÉ PIRES
É já este sábado, dia 30, que inaugura a exposição de banda desenhada "A Portuguesa: História de um Hino", com texto e desenhos de José Pires.
Integrada na XXXIX edição da Feira do Livro de Moura, a mostra é uma producção conjunta entre o Gicav - Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu e a Câmara Municipal de Moura tendo o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do IPDJ.
Até 7 de Abril, os visitantes podem apreciar todas as pranchas que completam este trabalho inédito de José Pires. Em Agosto será a vez da cidade de Viriato receber a mostra, durante a Feira de São Mateus.




FANZINETECA GERALDES LINO INAUGUROU NA AMADORA
Foto: A. Martinó
Inaugurou no último sábado, dia 23 de Março, a Fanzineteca Geraldes Lino, na Bedeteca da Amadora.
O espaço reúne a extraordinária colecção de fanzines de banda desenhada de Geraldes Lino (tida como a maior colecção do género no nosso país, quem sabe da Europa ou até do Mundo?).
Dificuldades logísticas atrasaram, infelizmente, o processo de montagem não permitindo que Geraldes Lino pudesse ver este projecto já concretizado, como teria sido justo. Contudo, esteja o Lino onde estiver, será certamente um homem feliz, neste momento, pela dignidade com que esta colecção está preservada e nos é apresentada.
Estão de parabéns a Câmara Municipal da Amadora, por ter concretizado esta iniciativa, e o Clube Português de Banda Desenhada pelo apoio prestado.


EXPOSIÇÃO SOBRE O BOLETIM DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA 
Também na Bedeteca da Amadora, e também no passado dia 23, foi inaugurada outra exposição, esta dedicada ao "Boletim", publicação oficial do Clube Português de Banda Desenhada e o mais antigo fanzine português ainda em publicação.
Uma forma bonita de o CPBD se associar à homenagem a Geraldes Lino.
A exposição pode ser visitada até 20 de Abril, no seguinte horário:
Terça a sexta-feira: das 10:00 às 18:00
Sábado: das 10:00 às 12:30 e das 13:30 às 18:00.



O filme “Porque é este o meu ofício” foi nomeado para os Prémios Sophia de Melhor Curta-metragem em Animação da Academia Portuguesa de Cinema.
É certo que não ganhou (o vencedor foi "Entre sombras", de Mónica Matos e Alice Guimarães) mas o ter sido nomeado, só por si, é uma grande vitória (mais uma!) para o nosso amigo Paulo Monteiro, responsável pela banda desenhada que deu origem ao filme que, diga-se, tem feito um belo percurso, com prémios e menções, por onde vai passando“Prémio Nacional da Animação 2018 - Casa da Animação”; “Menção Especial do Júri - Festival de Animação Ajayu 2018, Perú”; 1.st Place in Cinematographer of the Month December 2018 - 12 Months Film Festival”; e “Lágrima Honrosa 2019 - Festival Triste Para Sempre”. 
"Porque é este o meu ofício" é uma das histórias curtas inseridas no álbum "O amor infinito que te tenho", adaptada agora ao cinema de animação por uma fantástica equipa (Animanostra) liderada por Humberto Santana, que está, sem dúvida, de parabéns!
Um abraço, Paulo! Ficamos à espera de mais!...



ANIVERSÁRIOS EM ABRIL

Dia 01 - Philippe Fenec (francês)
Dia 03 - Daniel Ceppi (suíço)
Dia 05 - Carlos Pessoa
Dia 08 - António Gomes de Almeida e Sérgio Macedo (brasileiro)
Dia 09 - Sebastian Caceres (argentino)
Dia 10 - Vete
Dia 14 - Nelson Martins
Dia 15 - Miguel Angel Alejo (espanhol)
Dia 18 - Victor Mesquita
Dia 30 - Jakob Klemencic (esloveno)
CR/LB

sexta-feira, 22 de março de 2019

AS HISTÓRIAS QUE RESIDEM NA GAVETA (8) por José Ruy

Caros leitores do BDBDBlogue, continuemos a mostrar a história «Os Templários» que se conserva na «gaveta», à espera de ser publicada. Como têm observado tenho-a toda esboçada e legendada, faltando só realizar os originais em formato maior para depois serem reduzidos pelo processo informático.
Essa fase considero ser a mais fácil, apesar das dificuldades que surgem sempre, pois o mais trabalhoso é a criação do argumento, a pesquisa, e essa sim, é sem dúvida a mais importante. Se pretendo fazer um trabalho sério, preciso de reunir documentação fidedigna e rigorosa de todas as épocas em que se passa a narrativa.
A consulta é feita nas bibliotecas ou no meu acervo pessoal, pois com os anos tenho acumulado muita documentação, e, de momento, pouco preciso de me deslocar para o efeito.
Como as fontes por vezes são livros pesados e volumosos, prefiro fazer pequenos apontamentos de detalhes que manuseio mais comodamente no meu estirador.
Criei uma placa giratória que se desloca a 15 centímetros sobre a prancheta, e assim posso ir consultando a documentação e depois deslocar a placa, sem atravancar o estirador.
Naturalmente que esta mostra é uma pequena parte do que preciso reunir para toda a história, é só um exemplo. São apontamentos informais, mas que contêm os detalhes precisos. Estribos, freios de cavalos, fundas, as pegas dos escudos, pontas de lança, coroas de reis, e até alguma parecensa, como a de Filipe, o Belo, o monarca que destruíu a Ordem dos Templários, com o intuito de lhes roubar os tesouros que nunca chegaram a ser encontrados. Para este «Belo», foi uma bela partida, pois saiu-lhe «o tiro pela culatra». Só ganhou o não ter de pagar a fortuna que lhes tinha pedido emprestado.
Uma das fontes mais credíveis é a «História do trajo de Rothotten» que para além de ser completa é bastante rigorosa.
No próximo artigo mostrarei mais uma história que se encontra pendente e as circunstâncias que a levaram a essa posição.

terça-feira, 19 de março de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (166)

L'ENFANCE D'UN GAULOIS - ​Edição Casterman. Autores, segundo "Alix", a ​série por excelência de mestre Jacques Martin: ​argumento de Marc Bourgne, traço de Laurent Libessart, cores de Florence Torta e um dossiê ​histórico por Franck Mathieu.
​Este tomo, o primeiro do díptico "Alix, Origines", ​relata ternamente as atitudes destemidas de Alix, enquanto criança e adolescente.
Alix, protegido por lobos, vai lutar pela sobrevivência ​da sua família e crescer mais depressa do que ele ​esperava…
​Uma obra que se lê com todo o prazer.


PORN STORY - ​Edição Glénat. Autor: Ralf König.
​Ora pois, cá o temos de novo, em edição ​francesa, o impagável, frontal e irreverente ​autor-bd alemão, Ralf König!
​É um caso e exemplo muito especial, digamos, ​até, de corajoso atrevimento.
E sempre divertido ​e a divertir-nos (e a obrigar-nos a pensar), diga-se em abono da verdade…
O nosso/vosso BDBD, em devido tempo e sob o tema "Talentos da Nossa Europa", a ele se referiu, em 25 de Março de 2017. Lembram-se? Senão rebusquem-no na nossa "Agenda" que ele lá está.
​Agora, em "Porn Story", König não nos encaminha para ​a sua tradicional linha do homossexualismo… Agora, há ​um especial da "moralidade" de gente muito sonsa e ​fingida pelos concebidos e "obrigatórios" géneros ​humanos.
Divirtam-se e aplaudam Ralf König!


O RECOMEÇO E OUTRAS HISTÓRIAS - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Agonia Sampaio.
​Que surpresa tão agradável e positiva voltar-se a ​encontrar a arte de Agonia Sampaio e, finalmente ​bem conseguido, através deste álbum com trinta ​histórias curtas  (algumas de só uma prancha) reunidas.
​Em  algumas delas no argumento há a participação ​de Adão Silva, André Gomes, Valter Hugo Mãe e de ​José de Azevedo.
​Vogando por aspectos românticos e ternos, e  outras ​vezes pelo entusiasmante insólito, Agonia Sampaio ​brinda-nos com a sua encantadora e elegante arte, ​através de um belo preto-e-branco. 
​Parabéns, Agonia Sampaio!


CHAMPAGNE CONTRE TOKAY - ​​​Edição Glénat. Da série "La Grande Histoire de la Vigne et du Vin (Vinifera)", este tomo, "La Guerre Champagne Contre Tokay", tem argumento de Éric Corbeyran e traço de Jean-Jacques Dzialowski.
Em pleno século XVIII, com a Europa em constantes conflitos bélicos, o vinho era, muitas vezes, a arma diplomática por excelência. No confronto entre franceses e austro-húngaros, numa breve e pressuposta trégua secreta, alguns oficiais de ambas as partes encontram-se e, no melhor cavalheirismo, os franceses levam-lhes o seu glorioso champanhe e os adversários, brindam-nos com o não menos glorioso vinho húngaro, o "tokay".
E maravilham-se de parte a parte, se bem que ​a guerra e os amores continuem dramaticamente…
No final deste álbum, um bem elucidativo dossiê histórico da autoria de Jérôme Baudouin.
LB

sexta-feira, 15 de março de 2019

OS "WESTERNS" DE FERNANDO BENTO

É verdade, mas muito e muito bedéfilo já se esqueceu, ou nunca teve conhecimento, destas aventuras desenhadas pelo nosso sempre vivo, o genial Fernando Bento (1910-1996), pois não só adaptou à BD clássicos da Literatura e outros temas encantadores como ele próprio se aventurou, embora por curtas vezes, ao popular tema do "western"... dos tais Estados Unidos(?!) da América do Norte.
Fernando Bento (1910-1996)
O nosso Bento lá cedeu, porém e apenas, até certo ponto. ainda bem, pois isto de "cowboys e índios"... haja tino!
Acontece que, ainda bem jovem, Fernando Bento fez as suas primeiras abordagens às "coboiadas", em 1938, para o extinto periódico "A República", segundo apurámos num trabalho do falecido (2018) Dr. António Dias de Deus.
Então, aí vai:
Em "República", consegui descobrir apenas dois exemplos da série cómica "As Inacreditáveis Façanhas do Cow-boy Fred Sully-Panta", com argumentos do Tio Luiz, aliás Luiz  da Silva Ferreira (1898-1959).
"As Inacreditáveis Façanhas do Cow-boy Fred Sully-Panta",
por Luiz da Silva Ferreira (texto) e Fernando Bento (desenhos), in "República" (secção infantil) (08.01.1938)
"As Inacreditáveis Façanhas do Cowboy Fred Sully-Panta",
por Luiz da Silva Ferreira (texto) e Fernando Bento (desenhos), in "República" (secção infantil) (04.03.1938)
Anos mais tarde, com o seu sempre evoluído e invejável traço, na revista "Cavaleiro Andante", Bento arrojou-se a três histórias curtas:
"Perigo no Desfiladeiro" (no n.º 458)...
"Perigo no Desfiladeiro", por Fernando Bento, in "Cavaleiro Andante" #458 (1960)

"O Cavaleiro Escarlate" (no n.º 482)...
"O Cavaleiro Escarlate", por Fernando Bento, in "Cavaleiro Andante" #482 (1960)

...e "Terras Malditas(no n.º 556).
"Terras Malditas", por Fernando Bento, in "Cavaleiro Andante" #556 (1962)

Pronto! Creio que ele se ficou por aqui ante este tema de pistoladas e muita poeira das lendárias pradarias, cheias de vaqueiros suadíssimos, pele-vermelhas infelizes, bisontes estafados… Quase nada todo este ambiente tem a ver com a nossa Europa!
A finalizar: maravilhosamente, Bento, desenhou muitos outros e diversos temas e, uma vez, chegou a desabafar-me que só se lamentava nunca ter desenhado ficção científica! Opinião que não é bem correcta pois o assunto existe em diversos romances de Jules Verne que ele também desenhou.
LB