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| Cartoon de Scott Nickel |
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
HERÓIS INESQUECÍVEIS (60) - CHICK BILL
Interessante esta concorrência paralela no “western” com muito humor: Lucky Luke pelo belga Morris (1923-2001) e Chick Bill pelo francês Tibet (1931-2010).
A popularidade de um e de outro andou (e anda) sempre de braço dado no panorama bedista francófono. Já em Portugal, Lucky Luke foi sempre ultrapassado ante as heroicidades de Chick Bill... Ele há coisas!...
São consequências de certas “jogadas” a nível de publicação e de “convencer” o público (quiçá desatento), segundo a vontade de quem se julga que sabe tudo e que tem o cofre do Tio Patinhas nas mãos...
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| Capa dos Cadernos Sobreda BD 1995 (edição extra), com desenho inédito de Tibet com os seus personagens |
Num caso e noutro, destes heróis, acontece o que é frequente em outras séries: o personagem titular não é o que tem mais e melhor protagonismo. Já deram por isso? Ora vejamos.
Com Lucky Luke, os mais aplaudidos são o cavalo Joly Jumper, o cão palerma Rantanplan e os danados irmãos Dalton. No caso Chick Bill, este é ultrapassado pelo sempre furibundo xerife Dog Bull e pelo seu eterno e trapalhão ajudante Kid Ordinn (deve pronuncia-se Ordine, segundo me alertou o próprio Tibet, pois o personagem é norte-americano e não francês). Mas, até Tintin é também ultrapassado por Comandante Haddock, Bianca Castafiore, Prof. Tournesol e os policiais Dupond/t... E o Astérix, pelo Obélix e o infeliz bardo Assurancetourix...
Chick Bill, sempre acompanhado pelo seu amigo, o indiozinho Petit Caniche (que nada tem a ver com o Yakari, de Derib), é sempre o herói valoroso, altruísta e apaziguador dos violentos problemas que surgem e das confusões e trapalhadas entre Dog Bull e Kid Ordinn.
Pois é o tal Kid, que se faz notar em beleza hilariante, pois em vez de ser um corajoso adjunto do xerife, é mais e sim, “o idiota da cidade de Woody City”. Nada mais a fazer, senão rir!
Chick Bill e os seus companheiros surgiram a 30 de Abril de 1953, numa publicação belga. Em Portugal, a estreia aconteceu em 1970, teoricamente na edição portuguesa da revista “Tintin”.
Curiosamente, no início, os personagens desta série não tinham fisionomias humanas, mas de outros bichos que não o bicho-homem.
Alguém sugeriu (e bem!) a Tibet que alterasse o “esquema” e este logo acatou e mudou o ideal gráfico nesta série brincalhona. E resultou!
Alguém sugeriu (e bem!) a Tibet que alterasse o “esquema” e este logo acatou e mudou o ideal gráfico nesta série brincalhona. E resultou!
Mesmo assim, o traço e a idade das figuras foi evoluíndo paulatinamente...
Num apanhado geral - e excluindo os “Integrais” -, desta série, na versão original francófona, existem apenas setenta álbuns. Que maravilha!...
Em Portugal, a nível de álbuns há apenas seis editados, a saber: dois pelas edições Ibis (“Pânico em O.K. Corral” e “Kid Gatilho”); dois pela Bertrand (“O Inocente da Aldeia” e “O Cowboy de Ferro”) e mais dois pelas edições D. Quixote (“O Duro dos Duros” e “Casanova Kid”).
Esta série também “passou” pelos periódicos “Nau Catrineta” e pela edição portuguesa da revista “Tintin”.
Por agora, e à boa expressão latina: Dixit!
LB
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| "Os Milhões de Kid Ordin", por Tibet, in revista Tintin #30 (10.12.1977) |
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| "A Corrida para a Água", por Tibet, in revista Tintin #39 (09.02.1980) |
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| Capa da revista Tintin #11 (14.º ano) (27.07.1981) |
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| "O Truque Trocado do Xerife", por Tibet (desenhos) e A.P. Duchateau (texto), in revista Tintin #11 (25.07.1981) |
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| "O Filão Rachado do Vigarista Pérfido", por Tibet, in revista Tintin #43 (07.03.1981) |
domingo, 16 de dezembro de 2018
ATÉ BREVE, JORGE!
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| Jorge Magalhães e eu, durante a inauguração da exposição comemorativa do Centenário de Caprioli, em Viseu (2012) |
Foi um certo abanão na dispersa hoste da nossa Banda Desenhada!
Parece que nunca alguém fora tão longe... Por aqui, o grande e positivo aspecto foi o facto de o Jorge Magalhães, então coordenador do “Mundo de Aventuras”, ter contactado comigo, pois queria conhecer-me e logo me convidou para ser colaborador dessa saudosa revista.
E assim foi, para além de uma amizade sincera que fomos cultivando até 2018, sempre com pontos de vista maioritariamente convergentes.
Pela Banda Desenhada, fomos sempre mutuamente cúmplices e generosos. Com muita frequência nos telefonávamos ou trocávamos e-mails. Isto, quando não nos encontrávamos nos salões-BD (Sobreda, Amadora, Moura e Viseu) ou, eventualmente, em jantares ou a tomar um café...
A minha colaboração com o Jorge, para além do “Mundo de Aventuras”, prosseguiu em “O Mosquito” (5.ª fase) e algumas publicações das edições Futura.
O Jorge Magalhães e a sua companheira, a desenhista Catherine Labey, desde o princípio eram assíduos nas edições do salão-BD da Sobreda, que eu coordenava. Aliás, aqui foi homenageado em 1990, tendo mais tarde também sido homenageado em Moura e na Amadora.
Foi argumentista e/ou guionista, focando vários temas, para os mais diversos desenhistas como Augusto Trigo, Catherine Labey, Fernando Bento, João Mendonça, José Projecto, Zenetto, António Carichas, Rui Lacas, João Amaral, Eugénio Silva, Vítor Péon, Baptista Mendes, Artur Correia, José Garcês, José Ruy, José Pires, Ricardo Cabrita, José Abrantes ou Carlos Alberto Santos.
Como ensaísta, digamos assim, registo com a devida notoriedade os quatro
mini-álbuns, todos editados pela Câmara Municipal de Moura, sobre Franco Caprioli, “O Western” na BD Portuguesa”, “Vítor Péon e o Western” e “Banda Desenhada e Ficção Científica” (onde registou para mim uma emotiva dedicatória).
mini-álbuns, todos editados pela Câmara Municipal de Moura, sobre Franco Caprioli, “O Western” na BD Portuguesa”, “Vítor Péon e o Western” e “Banda Desenhada e Ficção Científica” (onde registou para mim uma emotiva dedicatória).
A paixão pelos gatos... No nosso panorama da BD há vários apaixonados por animais, com especial preferência pelos gatos, a saber, para além de mim, do Jorge e da Catherine: José de Matos-Cruz, Carlos Baptista Mendes, Mara Mendes e o Carlos Alberto Santos (também já falecido).
Pelos gatos que teve, no seu cativante blogue “O Gato Alfarrabista”, o Jorge registou também a sua veia poética com ilustrações da Catherine.
Pelos gatos que teve, no seu cativante blogue “O Gato Alfarrabista”, o Jorge registou também a sua veia poética com ilustrações da Catherine.
Chegado aqui, que mais devo registar? Em especificas ocasiões, o que é o caso, costumo citar um pensamento pertinente do filósofo indiano Krishmamurti: “Palavras significam ideias e ideias não significam nada”.
Exacto: o que importa não são as palavras, mas sim os factos. E o Jorge marcou isso com a sua diversa obra e com a sua amizade.
Por isso, e já que a vida é afinal bem mais curta do que se imagina, resta-me com a mágoa do imenso vazio que ficou desde o último 1.º de Dezembro, uma mensagem sentida para o misterioso Além:
Até breve, Jorge!
L.B.
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| Maria José Silva (vereadora da C.M. de Moura), Carlos Rico, eu e Jorge Magalhães durante a inauguração da exposição comemorativa do Centenário de Franco Caprioli, em Moura (Junho de 2012) |
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| Carlos Almeida, eu, Carlos Rico, Dr.ª Lidia Ramogida (Adida Cultural da Embaixada de Itália) e Jorge Magalhães, durante a inauguração da exposição sobre Caprioli em Viseu (Agosto 2012) |
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| Jorge Magalhães, Luís Filipe Mendes e Carlos Almeida (ambos do Gicav), Carlos Rico e eu, durante o jantar-convívio em Viseu (Agosto 2012) |
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
NOVIDADES EDITORIAIS (160)
CONCOMBRES AMERS - Edição Marabout. Autor: Séra.
Finalmente este anunciado álbum, “Concombres Amers” (Pepinos Amargos) de Séra (aliás, Phoussera Ing). É uma obra soberba, intensa e trágica, versando a história do Camboja, de 1967 a 1975.
Séra, que vive em Paris, levou cerca de seis anos a documentar-se exaustivamente e a elaborar esta sua obra, histórica e real. Para tal, várias vezes se deslocou ao seu Camboja natal. E a obra aí está, bem conseguida, registando sem contemplações toda a tragédia que o seu país de origem foi sofrendo, com as investidas dos países vizinhos, com as jogadas da China e dos Estados Unidos e com a sanguinária e terrível ditadura do genocida Pol Pot.
Uma obra admirável que, no seu decorrer, denuncia verdades e o cair das máscaras políticas, ao mesmo tempo que nos emociona com toda uma natural e humana angústia.
Uma obra criada com coragem, ternura e interna dor, pela parte do seu autor.
Bravo, bravo e bravo, amigo Séra!
LA CHUTE DE TROIE - Edição Glénat. Autores: argumento de Clotilde Bruneau e arte de Pierre Tarazano, com supervisão do historiador Luc Ferry.
“La Chute de Troie” (A Queda de Tróia) é o terceiro e último tomo de “L’Iliade” (segundo Homero), da maravilhosa série “La Sagesse des Mythes”.
A Guerra de Tróia” parece interminável... Entretanto, bravos heróis, tanto gregos como troianos, vão morrendo (Pátroclo, Heitor, Aquiles, o rei Príamo...).
É então que o valoroso e astuto Odisseus (dito, Ulisses), rei de Ítaca, engendra o lendário cavalo...
E Tróia cai! Assim venceram os Gregos... Na confusão sem piedade, salvam-se dois notáveis lutadores: o grego Odisseus e o troiano Eneias, que darão origem a épicas aventuras e outras obras literárias, respectivamente, “A Odisseia” de Homero e “A Eneida” de Virgílio.
“La Sagesse des Mythes” (A Sabedoria dos Mitos) é uma série a acompanhar em pleno.
KIVU - Edição Lombard. Autores: argumento de Jean Van Hamme, arte de Christophe Simon e prefácio de Colette Braeckman.
A rica em minas região do Kivu (com as subdivisões Norte e Sul), pertence à República Democrática do Congo (ex-Congo Belga, ex-República do Zaire) e é cenário violento e abominável das mais terríveis crueldades. Mesmo, hoje em dia!...
Interesses capitalistas de diversas nações (Estados Unidos, China e alguns países europeus) e intragáveis rivalidades e ódios étnicos, fazem do território um palco de diárias tragédias e crimes sobre o seu natural e pacífico povo simples.
Dois exemplares personagens reais aqui são heróis de plena honra: os médicos Denis Mukwege (congolês) e Guy-Bernard Cadière (belga). Incansáveis a curar e a salvar vidas!
O extraordinário argumentista Jean Van Hamme e o jovem e já marcante desenhista Christophe Simon (que foi discípulo do saudoso mestre Jacques Martin), ao Kivu se deslocaram para se documentarem devidamente ante a realidade, para o frontal registo que esta obra relata e denuncia.
“Kivu” é uma criação BD de leitura obrigatória e que convida a uma urgente edição em português!...
LB
sábado, 8 de dezembro de 2018
ATÉ SEMPRE, JORGE!
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| Eu e o Jorge Magalhães, observando revistas com trabalhos de Caprioli, na exposição comemorativa do Centenário do Nascimento deste autor, ocorrida em Moura, em 2012. |
Chamava-se Jorge. Ou melhor… chama-se Jorge, porque o Jorge não morreu. Continuará presente na minha vida e na vida de muitos outros. Especialmente daqueles que gostam de banda desenhada.
Foi através do meu parceiro de blogue, Luiz Beira, que contactei com o Jorge pela primeira vez.
Estávamos em 2000, ano em que o Salão Moura BD tinha como tema o “Western”. O Beira disse-me que o Jorge Magalhães era um grande entusiasta e entendido no assunto e eu lembrei-me de o convidar a escrever um texto para inserir no programa-catálogo.
Embora eu já conhecesse o Jorge Magalhães enquanto argumentista, articulista e coordenador editorial, nunca nos tínhamos cruzado nos diversos salões e festivais que ambos habitualmente frequentávamos.
Telefonei-lhe, apresentei-me e disse-lhe o que pretendia. Do outro lado respondeu-me a voz de um homem afável e educado, que, vez por outra, gaguejava quando as palavras não acompanhavam o ritmo alucinante do seu raciocínio, e que usava com alguma frequência a expressão “Bem entendido”, quando queria esclarecer melhor alguns pontos da conversa.
O Jorge disse-me que, por coincidência, até tinha um texto - intitulado “O Western na BD Portuguesa” - que começara a escrever em tempos e que estava "praticamente" terminado (como mais tarde eu perceberia, para o Jorge os seus textos nunca estavam verdadeiramente terminados; havia sempre mais qualquer coisa a acrescentar ou a rever…) mas que não sabia se caberia no catálogo.
- Quanto espaço é que vocês têm? - perguntou.
Eu respondi que umas quatro páginas A5, no máximo.
- Isso não chega nem para metade do texto! - retorquiu ele do outro lado do telefone.
Propus-lhe, então, a publicação de uma brochura fotocopiada, sem limite de páginas e com ilustrações em preto e branco, para distribuição gratuita pelos visitantes. O Jorge, com a humildade e a simpatia que o caracterizavam, concordou com a proposta e não colocou qualquer entrave, apesar do aspecto verdadeiramente modesto da edição.
Sete anos depois, a Câmara de Moura reeditaria este opúsculo, numa edição de luxo a cores, revista e aumentada, que deixou o Jorge satisfeitíssimo.
Tratava-se do segundo número da Colecção “J.M.”, título que ele, a princípio e por modéstia, não queria utilizar mas que, por insistência minha, acabou por aprovar, chegando um dia a dizer-me, com indisfarçável sorriso nos lábios, que, para além dele, mais ninguém se poderia orgulhar, no meio bedéfilo português, de ter uma colecção com o seu próprio nome.
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| Capas da primeira e segunda edições de "O Western na BD Portuguesa" (2000 e 2007) Edição da Câmara Municipal de Moura |
Encetámos, assim, uma relação cordial que rapidamente se transformou numa grande amizade, com vários episódios que valeria a pena aqui focar, mas que deixaremos para uma outra ocasião, de maneira a não tornar este texto ainda mais extenso.
Uns anos depois, em 2015, publiquei um post num outro blogue, acerca do meu western favorito: “Shane”.
O Jorge leu o post e comentou-o, dizendo que esse também era um dos seus filmes de eleição e acrescentando que o argumento fora extraído de um excelente livro de Jack Schaefer, com edição em português.
Ao perceber que eu desconhecia este facto, o Jorge prometeu emprestar-me o livro na próxima vez que nos encontrássemos.
O tempo, contudo, foi passando e eu acabei por (quase) esquecer este assunto, pensando que o Jorge - assoberbado com projectos - também o tivesse esquecido.
Até que, em Junho último, me desloquei em serviço a Cascais (onde o Jorge vivia) e, naturalmente, logo combinámos tomar um rápido cafezinho, só para matar saudades.
Assim aconteceu.
Eu, a Catherine e o Artur Jr. (filho do malogrado Artur Correia, e também morador em Cascais) sentámo-nos na esplanada de uma pastelaria que fica em frente à casa da Catherine e do Jorge, enquanto aguardávamos por este, que ficara a procurar qualquer coisa.
Quando finalmente apareceu, trazia na mão uma pasta amarela. Sentou-se ao meu lado, abriu a pasta e dela retirou um pequeno livrinho de bolso. Na capa do livro, em letras vermelhas, a palavra “Shane” e por baixo, numa moldura oval, a imagem de um vaqueiro cavalgando no deserto.
- Tome, Carlos, é para si! Comprei-o num alfarrabista de propósito para lhe oferecer! – disse-me o Jorge, tentando esconder um sorriso mal disfarçado.
Completamente surpreendido - com um sorriso que, pelo contrário, não disfarcei -, peguei no livro e, em segundos, apreciei a capa, folheei e cheirei algumas páginas e li, rapidamente, as primeiras duas linhas.
- E aqui tem a versão em filme, que lhe arranjei na semana passada! - acrescentou de seguida, estendendo-me uma caixa de DVD com a figura de Alan Ladd na capa, quase sem me dar tempo para agradecer tanta amabilidade.
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| As prendas do Jorge, que guardarei para sempre com especial carinho |
O Jorge era uma pessoa importante neste pequeno grupo a que chamamos “bedéfilos”.
Era mesmo muito importante. Ele fez tanta coisa pela BD, ao longo da vida!... Além de leitor e coleccionador, foi investigador de prestígio, argumentista ímpar, tradutor, chefe de redacção de várias revistas, coordenador editorial, editor de fanzines, publicou artigos em inúmeros jornais e revistas… Ultimamente, optara por publicar os seus textos em blogues, que ia criando à medida que necessitava de falar sobre assuntos diferentes (O Western, Caprioli, “O Mosquito”…).
O Jorge, para além de ser uma autêntica Enciclopédia viva, era extremamente rigoroso no trabalho.
Por isso atingiu um patamar onde muito poucos conseguiram chegar e menos ainda se conseguiram manter.
“Carlos, ao escrevermos um texto ou paginarmos um livro, não devemos descurar nenhum detalhe pois quando é que isto poderá ser reeditado outra vez? Se calhar nunca mais…” - dizia-me ele, numa das longas conversas que mantínhamos ao telefone, que por vezes duravam mais de duas horas, mas que hoje me parecem insuficientes e breves.
Ah, como eu gostaria de conversar uma vez mais com o Jorge - uma vez só que fosse!…
Conversaríamos, como sempre, sobre o Caprioli, o Carlos Gimenez, o Geoff Campion ou qualquer outro dos grandes desenhadores clássicos europeus...
Ou sobre os nossos Péon, Bento e Coelho...
Ou sobre “O Mosquito”, o “Cavaleiro Andante” e o “Mundo de Aventuras”...
Ou sobre o Trigo, o Jobat e o Carlos Roque, que ele admirava profundamente como artistas e como Amigos.
Ou sobre o salão e as publicações de Moura, que o Jorge sempre cobria de elogios.
Ou sobre o “Shane” e outros western de referência.
Ou sobre o Garra d’Aço, o Gringo, o Major Alvega e tantos outros personagens famosos, hoje praticamente esquecidos pelo público mas que o Jorge recordava como um menino de oito anos...
Ou sobre um milhão de coisas mais…
Um dia, certamente, essa conversa acontecerá. Será inevitável.
Até lá, resta-me pensar que tive muita sorte por ter privado de perto com alguém da dimensão humana e profissional do Jorge, que, com o seu exemplo, me ajudou a ser uma pessoa melhor.
Até sempre, Jorge!
Carlos Rico
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| Em 2000, na primeira vez que visitou Moura, observando a exposição sobre "O Western", com o desenhador José Pires, com quem manteve uma estreita amizade e colaboração. |
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| Recebendo o "Troféu Balanito Especial", durante a cerimónia de Encerramento do salão Moura BD 2002. |
| Em 2007, no Salão Moura BD, observando atentamente a exposição "Coleccionando Tex" |
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| Com Fabio Civitelli, durante o salão Moura BD 2007 |
| Em Moura (2007), com a sua companheira, Catherine Labey, durante o almoço de confraternização do festival |
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| Com o casal Baptista Mendes e João Amaral, à porta do Cine-Teatro Caridade, após a sessão de homenagens do salão Moura BD (2007) |
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| Com Luiz Beira, Carlos Rico e Maria José Silva (Vereadora da C.M. de Moura) durante a inauguração da exposição comemorativa do Centenário de Franco Caprioli (Junho de 2012) |
| Em Viseu, numa foto de grupo durante a inauguração da exposição de Franco Caprioli (Agosto de 2012) |
| Com António Amaral, Catherine Labey e António Mata, durante a inauguração da exposição de Franco Caprioli, em Viseu |
| Com Pedro Massano, durante o almoço de confraternização do salão Moura BD 2013 |
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| Com António Amaral, durante o Moura BD 2013. |
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| Em 2013, com Leonardo De Sá nas ruas de Moura, de visita ao último salão daquela cidade |
Nota: os créditos de algumas das imagens que ilustram este post são de Jorge Machado Dias, Dâmaso Afonso, Cristina Amaral, Osvaldo de Sousa, José Carlos Francisco e do arquivo fotográfico da CM Moura. A todos o nosso obrigado.
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