Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio Silva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio Silva. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de dezembro de 2016

JÚLIO VERNE NA BD PORTUGUESA

Jules Verne (1828-1905)
Júlio Verne, ou seja, Jules Gabriel Verne, nasceu em Nantes a 8 de Fevereiro de 1828 e faleceu em Amiens a 24 de Março de 1905. Licenciou-se em Direito, mas não seguiu a carreira de advogado, tendo-se interessado pelo Teatro, o que levou à ira de seu pai. Escreveu então, sem grande êxito, peças teatrais e libretos para operetas, quando já vivia em Paris.
Aqui, conheceu e conviveu com Alexandre Dumas e Victor Hugo. E é onde o afamado editor Pierre-Jules Hetzel o lança, publicando-lhe o romance “Cinco Semanas em Balão”, que foi um triunfo absoluto.
E logo se seguiu a sua imparável carreira de escritor. Ao que consta, são mais de 100 livros, traduzidos e publicados em quase todo o mundo!
Sonhador, inventivo e quase “profeta”, é por muitos considerado o criador do género da ficção científica. O último livro que escreveu, em 1904, tem por título “O Senhor do Mundo”.
O Cinema, o Cinema de Animação e a Televisão, têm usado e abusado em adaptações de algumas das suas obras, quase sempre muito bem aldrabadas.
Pelo Cinema, ressalvam-se dois filmes, talvez os mais conseguidos: “Vinte Mil Léguas Submarinas” (1954) por Richard Fleischeir e com Kirk Douglas, James Mason, Peter Lorre e Paul Lukas nos principais papéis; e “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1956) por Michael Anderson e com David Niven, Cantinflas e Shirley MacLaine nos personagens centrais.
Pela Banda Desenhada, quase sempre muito mais correcta e fiel ao livro original, as adaptações têm sido infindáveis por esse mundo adiante... E aqui, também não ficou indiferente a obra de Jules Verne pela parte dos desenhistas portugueses. Ao que conseguimos apurar, até agora, contam-se quatro:

FERNANDO BENTO - num estilo que foi sendo evolutivo, adaptou treze romances (doze no “Diabrete” e um no “Cavaleiro Andante”), a saber: “Dois Anos de Férias”, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Robur, o Conquistador”, “Miguel Strogoff”, “Viagem ao Centro da Terra”, “Da Terra à Lua”, “À Roda da LuaUm Herói de 15 Anos”, “Cinco Semanas em Balão”, “Vinte Mil Légua Submarinas”, “A Ilha Misteriosa”...
Pranchas de "A Ilha Misteriosa", por Fernando Bento, in "Diabrete" #417 a #510

“Matias Sandorf”...
Pranchas de "Matias Sandorf", por Fernando Bento, in "Diabrete" #512 a #644

...e “Uma Cidade Flutuante”. Nada desta obra existe ainda em álbum!... Oh, Santa Tristeza!
Capa e pranchas de "Uma Cidade Flutuante", por Fernando Bento,
in "Cavaleiro Andante" #253 a #280 

EUGÉNIO SILVA - em 1983, a extinta (que pena!...) Editorial Publica editou o álbum (hoje bem esgotado), “Matias Sándor” (Matias Sandorff). Constou-nos que uma das nossas editoras, de mente aberta, está seriamente empenhada em reeditar este álbum... Que assim seja!
Pranchas de "Matias Sandorf", por Eugénio Silva, Editorial Publica (1983)

FERNANDO RELVAS - briosamente, publicou na revista “Tintin” (edição portuguesa), apanhando os anos de 1979/1980, uma bela versão a preto-e-branco de “Viagem ao Centro da Terra”. Mais uma tristeza: não existe em álbum!
Pranchas de "Viagem ao Centro da Terra", por Fernando Relvas, in revista "Tintin" (1979/80)

SANTOS COSTA - iniciou pelo ano de 2012, uma adaptação (que ainda não completou!...) de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, cujas primeiras pranchas já elaboradas foi colorindo à experiência e ao computador...
Desabafou-nos em privado, Fernando Santos Costa, que nem pensava, alguma vez, publicar este seu trabalho...
Ora essa!.. Em jeito de ultimatum , exige-se que Santos Costa termine este trabalho e que o consiga editado, dê lá por onde der. Vai uma aposta?
Pranchas de "A Volta ao Mundo em 80 Dias", por Fernando Santos Costa (inédito)

E, só para finalizar o genial Jules (Júlio) Verne, em nota extra, há uma biografia pela Didáctica Editora, “Chamo-me... Júlio Verne”, com texto de Jordi Cabré e ilustrações de Victor Escandell.
LB

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OBRAS RARAS (5)

Vítor Péon
A CASA DA AZENHA
Quando, pelo ano de 1949, o híper activo criador de Banda Desenhada (e não só) Vítor Péon (aliás, Vítor Amadeu Batista Péon Mourão, nascido em Luanda a 3 de Abril de 1923 e falecido em Carnaxide a 5 de Novembro de 1991) criou o vigoroso personagem-detective Ted Kirk para a revista “O Mosquito”, foi um choque que sacudiu os bedéfilos de então. Um safanão aliás bem positivo e aplaudido.
Foi com a narrativa “A Casa da Azenha” (iniciada no #1027 e concluída no #1085), então já, uma banda desenhada bem para o leitor adulto.
Houve apenas mais uma segunda aventura de Kirk, "Tormenta" (recuperada no #16 de “Cadernos Sobreda-BD”, em 2001). No entanto, é “A Casa da Azenha” que se demarca como uma das obras mais importantes da nossa Banda Desenhada. Com cores de Catherine Labey, esta narrativa foi finalmente reeditada, agora na versão álbum (esgotado) pelas edições Asa, em 1994.
Na bela e extensa bibliografia de Péon, contam-se títulos como: “Tomahwak Tom” (série), “A Reconquista de Angola”, “João Davus”, “A Palavra de Egas Moniz”, “Gesta Heróica” (dois tomos), “O Buda de Marfim”, “Yataca” (série publicada em França), “A Vingança do Jaguar”, etc.






Carlos Alberto Santos
CAMÕES 
Carlos Alberto (aliás, Carlos Alberto Ferreira dos Santos, nascido em Lisboa a 18 de Julho de 1933), se bem que mais admirado pela magnificência da sua Pintura, tem também uma relevante obra pela Banda Desenhada, embora curta.
É das suas criações pela 9.ª Arte que se destaca, com toda a força, “Camões, Sua Vida Aventurosa”, que, em 1972, a hoje extinta Agência Portuguesa de Revistas editou como um mini-álbum especial do “Mundo de Aventuras”. Raríssimo
de se encontrar!
Com texto de José de Oliveira Cosme, esta narrativa foi reeditada a cores (é álbum também esgotado) em 1990, sob edição Asa. De qualquer modo, é bem preferível a primeira edição, a preto-e-branco... Opiniões!
Da bibliografia de Carlos Alberto destacam-se títulos como: “História Maravilhosa de João dos Mares”, “Ousadia Triunfante”, “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, “O Capitão Bravo”, “O Santo Condestável”, “O Combate de Pembe”, “O Infante Santo”, “A Espada Nazarena”, “O Almirante das Naus da Índia”, “Em Busca de Provas” ,etc.




Eugénio Silva
INÊS DE CASTRO 
“Inês de Castro” é um maravilhoso álbum e uma indiscutível glória para o seu autor, Eugénio Silva (aliás, Eugénio Rafael Pepe da Silva, nascido, onde reside, no Barreiro a 25 de Fevereiro de 1937).
Este álbum, correcta e belissimamente elaborado, foi publicado pela Meribérica em 1994. Estranha-se bem que esteja considerado esgotado e que ainda não tenha sido reeditado! Ai, que há para aí editoras-BD que são ceguetas!...
Da bibliografia de Eugénio Silva, já a salientámos quando anteriormente nos referimos a outra obra sua, “Matias Sándor”.
LB

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

OBRAS RARAS (1)

Aviso aos navegantes: para aguçar o “apetite” ou a lógica curiosidade, iniciamos hoje uma nova rubrica, “Obras Raras”, que focará apenas a BD, nacional e não só, que existe em álbum, mas que são obras difíceis de se encontrar, mesmo nos alfarrabistas. Daí o serem classificadas de raras, independentemente da qualidade das mesmas, segundo o estilo dos respectivos criadores.


Claude Auclair
BRAN  RUZ
Maravilhosa narrativa desenhada pelo francês Claude Auclair (1943-1990), com argumento de Alain Deschamps, “Bran Ruz” foi publicado na revista “(A Suivre)” e, em 1981, em álbum pela Casterman.
Com base nos usos e costumes dos celtas, é uma obra que encanta plenamente e que está desenhada com toda a perícia artística de Auclair.
Na bibliografia deste desenhista contam-se outros belos exemplos, como “Os Náufragos do Arroyoka”, “Simon du Fleuve”, “Celui-là”, ”Le Sang du Flamboyant”...









Eugénio Silva
MATIAS SÁNDOR
Com base no romance homónimo (com o apelido Sandorf e não Sándor ) de Jules Verne, é uma das mais belas criações do nosso Eugénio Silva, nascido no Barreiro (onde reside) a 25 de Fevereiro de 1937.
Verne usou o apelido russo para o herói, mas Silva adaptou para o apelido húngaro, já que é esta a nacionalidade do personagem central. Fernando Bento também adaptou esta obra (que não existe em álbum)  para a revista “Diabrete”.
“Matias Sándor” foi editado em álbum pela Publica, em 1983.
Na bibliografia de Eugénio Silva inserem-se obras, como “História de Seia”, “Eusébio, o Pantera Negra”, “Inês de Castro”, “A História do Concelho do Seixal”, “O Crime de Arronches”, “Amoni”, “José do Telhado” (inédito), “O Rapaz da Boina”, etc.
LB